segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

REPENSAR O PENSAMENTO

Mia Couto: repensar o pensamento, redesenhando fronteiras

“Temos medo dos que pensam diferente e mais medo ainda daqueles que, são tão diferentes, que achamos que não pensam. Vivemos em estado de guerra com a alteridade que mora dentro e fora de nós. Esse é o defeito original das fronteiras que fabricamos.”
– Mia Couto
Em artigo exclusivo, Mia Couto, romancista moçambicano, escreve sobre a fronteira dentro e fora de nós. Fronteira. Palavra que alerta para o limite entre o outro e eu, que questiona a sabedoria do homem de criar “paredes vivas e permeáveis”. Fronteiras que surgem da linguagem bélica e que parecem confirmar o campo de batalha em que vivemos nossa identidade. Fronteiras contidas no título de sua conferência, Um repensar de fronteiras, e que nominam o projeto cultural Fronteiras do Pensamento, para o qual escreveu este texto.
Mia Couto: Repensar o pensamento, redesenhando fronteiras*
Este ciclo de conferências escolheu, para se designar, um título sugestivo: Fronteiras do Pensamento. Acreditamos, à partida, que o pensamento não tem fronteiras. Foi feito para superar limites, para rivalizar com o sonho na visita ao impossível.
Nosso pensamento, como toda a entidade viva, nasce para se vestir de fronteiras. Essa invenção é uma espécie de vício de arquitetura: não há infinito sem linha do horizonte. Desde a mais pequena célula aos organismos maiores, o desenho de toda a criatura pede uma capa, um invólucro separador. A verdade é esta: a vida tem fome de fronteiras. É assim que se passa e não haveria nada a lamentar. Porque essas fronteiras da natureza não servem apenas para fechar. Todas as membranas orgânicas são entidades vivas e permeáveis. São fronteiras feitas para, ao mesmo tempo, delimitar e negociar. O “dentro” e o “fora” trocam-se por turnos.
Um dos casos mais notáveis na construção de fronteiras acontece no mundo das aves. É o caso do nosso tucano, o tucano africano, que fabrica o ninho a partir do oco de uma árvore. Nesse vão, a fêmea se empareda literalmente, erguendo, ela e o macho, um tapume de barro. Essa parede tem apenas um pequeno orifício, que é a única janela aberta sobre o mundo. Naquele cárcere escuro, a fêmea arranca as próprias penas para preparar o ninho das futuras crias. Mesmo que quisesse desistir da empreitada, ela morreria, sem possibilidade de voar.
O amor dá ordem de prisão àquela futura mãe. A pequena abertura na parede servirá, durante duas a três semanas, para que o seu companheiro lhe entregue comida e água. Se o macho morrer, ela morre também. Mesmo neste caso extremo, porém, mesmo neste caso de consentida clausura, a divisória foi inventada para ser negada.
Usando a lógica de Manoel de Barros o que aqueles pássaros construíram não foi uma parede. Foi um buraco. O que eles edificaram foi um vazio, uma redonda ausência de tudo.
O problema é que o nosso pensamento, ao contrário das restantes entidades vivas, facilmente se encerra em si mesmo. Não sabemos fazer paredes vivas e permeáveis. Erguemos paredes inteiras como se fôssemos tucanos cegos. De um e do outro lado há sempre algo que morre, truncado do seu lado gêmeo.
* * *
Aprendemos a demarcarmo-nos do Outro e do Estranho como se fossem ameaças à nossa integridade, mesmo que ninguém saiba em que consiste essa integridade. Temos medo da mudança, medo da desordem, medo da complexidade. Precisamos de modelos para entender um universo (que é, afinal, um pluriverso ou um multiverso) e que foi construído em permanente mudança, no meio do caos e do imprevisível. Esses modelos simplificam o que só pode ser entendido como entidade complexa e complicam o que só em simplicidade pode ser apreendido.
Temos medo dos que pensam diferente e mais medo ainda daqueles que, são tão diferentes, que achamos que não pensam. Vivemos em estado de guerra com a alteridade que mora dentro e fora de nós. Esse é o defeito original das fronteiras que fabricamos.
A própria palavra “fronteira” nasceu como um conceito militar. Vem da linguagem bélica francesa e do modo como se designava a frente de batalha. Nesse mesmo berço aconteceu um fato curioso: um oficial do exército francês inventou um código de gravação de mensagens em alto-relevo. Esse código servia para que, nas noites de combate, os soldados pudessem se comunicar em silêncio e no escuro. Essa pequena invenção viria a ter enormes consequências que superavam aquele lugar e aquele tempo. Porque foi a partir desse código que se inventou o Sistema de Leitura Braille. Para milhões de pessoas venceu-se uma pesada fronteira entre o desejo da luz e a condenação da sombra. No mesmo lugar em que nasceu a palavra “fronteira” sucedeu um episódio que negava o sentido limitador da palavra.
A fronteira concebida como vedação estanque tem a ver com o modo como pensamos e vivemos a nossa própria identidade. Essa identidade mora hoje em condomínio fechado. Uma invisível empresa de segurança impede o “Outro” de entrar nesse espaço que chamamos de “intimidade”. Somos um pouco como a tucana que se despluma dentro do escuro. Temos a ilusão de que a nossa proteção vem da espessura da parede. Mas seriam as asas e a capacidade de voar que nos devolveriam a segurança de ter o mundo inteiro como a nossa casa.
* O artigo Repensar o pensamento, redesenhando fronteiras está contido na íntegra na obra Pensar a cultura, compilação de entrevistas, conferências e outros textos organizados pelo jornalista Cassiano Elek Machado. Acesse o site da Arquipélago Editorial e conheça a série Pensar.

OS ENLATADOS DE MADRE DE DEUS

domingo, 26 de fevereiro de 2017

OS CONTOS DE CANTERBURY


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(I Racconti di Canterbury, FRA/ITA,1973). Direção: Pier Paolo Pasolini. 

O clássico reestreou, com cópia nova, na Sala Walter da Silveira e ficou em exibição uma semana antes do carnaval. Os mais atentos conseguiram ver( na minha sessão tinha seis cabeças somente), o que implica em uma nova exibição do filme após o Carnaval aos desavisados. Originado nos relatos de Chaucer, o filme faz parte, com Decamerão e As Mil e Uma Noites, da Trilogia da Vida de Pier Paolo Pasolini ( todas vistas em uma única tarde-noite em sequência, mas que só expandiremos mais a obra fílmica “Os Contos de Canterbury”). Podemos afirmar que a trilogia trata ou cuida-se da exaltação da vida no seu mais puro fervor, a após renegada pelo diretor, que fechou sua carreira com o soturno Salò, filme violento e de maus presságios, porém incontornável para o bem e para o mal, escreveria que muito mais para o bem do cinema de todos os tempos.  

Assim como Decamerão e As Mil e Uma Noites, também em Canterbury o tema central recai sobre o elemento erótico, há quem diga que trata-se de um pornô soft; lógico um ignorante que não sabe a diferença entre o cunho erótico politizado de Pasolini e um Cinquentas Tons Mais Escuros da vida, isto é, sem mais comentários, pois não merece. Diferente dos tais pornôs soft , Pasolini era sensível a esse tipo de dimensão, isto é, não encenava uma orgia por ela mesma, sempre tinha uma nuance politica-poética naquilo em que se propõe a filmar e não apenas pela maneira desabrida como enfrentava a questão da sexualidade que nos tempos de hoje chega até ser ridícula de tão estapafúrdia e não natural. 

Parecia-lhe interessante contrapor momentos da História em que a sexualidade fora vivida de maneira diferente da nossa contemporânea moral judaico-cristã. Em especial, prévias ao moralismo da época vitoriana, que se estende pelas primeiras décadas do século 20 até ser contestada apenas durante a breve primavera dos anos 60. Assim, Pasolini vai em busca de dois narradores medievais, Bocaccio e Chaucer, um italiano e outro inglês, em busca dessas sensibilidades alternativas que acontecem entre os séculos XIII e XIV.

De suma Os Contos de Canterbury é uma discussão acerca o não centramento das questões que se impunham no início dos anos 70 – o dessabor com a falência da revolução dos costumes dos anos 60 e os indícios de que o fascismo não havia sido extirpado de vez, como apressadamente se supôs no final da 2ª Guerra. Pasolini recorre a uma série de relatos em que a sexualidade está longe de ser “naturalizada” como na época moderna. Antes, o sexo aparece espreitando como força vital, que se insinua entre o pecado e a permissividade. São muitas as situações de triângulos amorosos, maridos enganados por esposas fogosas, espertezas de casais que querem fazer amor e veem-se impedidos por um motivo ou por outro. Não existe desejo sem dificuldades e, assim, o sexo aparece como força indomável que justifica esforços e riscos de todos os tipos, inclusive da própria vida.


Sobre sua linguagem, o filme é bastante liberal, mesmo tendo sido feito 44 anos atrás. São comuns as cenas de nudez, inclusive frontal, com os personagens (alguns vividos por atores não profissionais) expondo sem inibição os órgãos sexuais. Pasolini dá a esse contexto da sexualidade uma forma pictórica que remete às pinturas de Bosch e Brueghel, em especial nas cenas (de antologia) do Inferno. Canterbury, como os dois outros da Trilogia, é um filme libertário, que canta à vida em seu pleno vigor e coragem, mas que já traz uma espécie de prenúncio da tragédia que viria em seguida com Salò – representação da república fascista numa reciclagem de Sade. Uma obra prima que nos faz pensar que o sexo é muito mais que uma mulher bonita rebolando em uma escola de samba. Ou seja: o sexo ou o ato deste pode ser visto com menos vulgaridade, independente de opiniões de peso alheias, tais como religião e sociedade. Nascemos para o ato, isto é um fato e naturalmente provável, e  Pasolini consegue nos dizer com elegância e ainda sem pudor nesta grandiosa obra.

O ELEFANTE AZUL DA BAHIA



Este era o projeto do terminal de passageiros do porto de Salvador em 2008. Uma solução inteligente e econômica de adequação de dois antigos galpões

A Companhia das Docas do Estado da Bahia ciente da necessidade de um amplo projeto de revitalização do bairro do Comércio, propõe a implantação de uma moderna Estação Marítima no Porto de Salvador.

O objetivo é integrar parte da orla marítima do Cais Comercial do Porto à área central do bairro do Comércio, e dotar a capital baiana de espaço físico multidisciplinar para receptivo de navios de turismo.

Aguardada há anos pela população de Salvador e, principalmente, pelos turistas que chegam de navios à capital baiana, a Estação Marítima é equipamento de alta importância para o município, e conseqüentemente para o estado da Bahia, sendo portanto uma grande conquista da CODEBA, através de investimentos do Governo Federal.





PERSPECTIVA DOS TERMINAIS TURÍSTICO E DE PASSAGEIROS

LOCALIZAÇÃO

A Estação Marítima de Salvador ficará localizada na área portuária, entre a Avenida da França e a Baía de Todos os Santos.

O armazém 1 do Porto de Salvador abrigará o Terminal Turístico, e o armazém 2 o Terminal de Passageiros, com vista principal para o Forte de São Marcelo, um dos maiores cartões postais da Bahia, e ao fundo a Ilha de Itaparica, ponto turístico dos mais atraentes para os baianos e turistas.

O empreendimento ocupará uma área de 7.350 m² mais 6.798 m² de faixa de cais, transformando o armazém 1 em grande espaço de mix variado de usos. E o armazém 2 no atendimento de receptivo de navios de turismo, sendo cumpridas todas normas de segurança portuária, e de recinto alfandegado.



PERSPECTIVA DO LADO DA AVENIDA DA FRANÇA

CARACTERÍSTICAS

O projeto da Estação Marítima de Salvador, concebe os Terminais Turístico e de Passageiros, preserva o formato dos armazéns 1 e 2, e as estruturas em ferro francesas, originais da primeira década do século passado. Entre os armazéns serão abertas visadas para o mar reintegrando a Praça Cairú e Av. da França com sua frente marinha, que atenderão a demanda da população de Salvador e dos turistas.

A Estação Marítima prevê internamente dois pavimentos (térreo e superior), com fachadas principais abertas em grandes vidraças para exibir ao mesmo tempo o visual da cidade do Salvador e a Baía de Todos os Santos.



PERSPECTIVA DO TERMINAL DE PASSAGEIROS

Considerando a tipologia de uma estação marítima, haverá também na área do costado, alguns lugares abrigados com toldos e marquises, bem como na área externa destes armazéns onde terá estacionamento de veículos, ônibus e táxi para o embarque e desembarque, com conforto e segurança em uma área controlada e restrita aos usuários da Estação Marítima de Salvador.


Nem esqueceram as árvores!


PERSPECTIVA DO TERMINAL TURÍSTICO

INVESTIMENTOS

O Terminal Turístico a ser implantado no armazém 1, será objeto de licitação pública com investimento total da iniciativa privada. Já a obra do Terminal de Passageiros a ser implantado no armazém 2 , será com investimento da União, estimado em R$ 36 milhões, através do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC.

Baseada no projeto do empreendimento, a Prefeitura Municipal de Salvador fará as modificações necessárias na infraestrutura da Av. da França, visando adequá-la para atender ao crescimento constante da movimentação do trafego de veículos, decorrente do atendimento no receptivo de navios de turismo.

A CODEBA alcançou outra vitória em 2010, quando A Secretaria de Portos da Presidência da República realizou a obra de dragagem de aprofundamento do leito marinho do Porto de Salvador, sendo rebaixadas as cotas – 8 e -10 para -12 no trecho sul, e -12 para -15 no trecho norte, o que contribui para conquistar maiores navios quer seja de carga ou de passageiros, aumentando a movimentação portuária.

O cronograma da CODEBA estabelece, que o projeto da Estação Marítima será analisado/aprovado pelos órgãos competente até março/2011, e as obras serão iniciadas no segundo semestre/2011.

A previsão é da Estação Marítima de Salvador ser inaugurada no dia 13 de maio de 2013.


MAS ERA BOM DEMAIS!


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Mas deram preferência a este monstrengo modernoso que não considera o espaço onde está (mal) inserido.


Resultado de imagem para quem é o autor do projeto do terminal de passageiros de salvador?
Inaugurado em 2015, permanece vazio durante 10 meses por ano.


AQUI UMA PEQUENA AMOSTRA DO BLÁ-BLÁ-BLÁ COSTUMEIRO DO GOVERNO DO ESTADO:

" (...) este é um equipamento de alta qualidade e que tem potencial para atrair não só turistas, mas o próprio público soteropolitano. “O novo terminal é mais um impulso para o desenvolvimento do turismo em Salvador, contribuindo com a revitalização do Comércio, região histórica, e valorizando a bela paisagem da Baía de Todos os Santos. Além de instrumento de trânsito de pessoas que chegam e deixam a capital, o terminal pode servir como um novo ponto turístico para a cidade, com restaurantes e áreas de lazer disponíveis também para a população local”..



É PEGAR OU LARGAR

Paulo Ormindo de Azevedo
  

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Três fatos recentes criaram uma grande oportunidade para a Bahia. Em junho de 2016 foi inaugurada as novas comportas do canal do Panamá para navios de 15 m de calado; os grupos EBX e Petrobras, que estavam construindo o porto de Açu, no Rio, estão em grandes dificuldades e Trump detonou a Parceria Transpacífica, TPP.
Ao invés do mapa da pobreza, estamos indicando o mapa da riqueza da Bahia. Podemos criar no meio da costa do pais um hubport com 21 m de calado em aguas abrigadas, no canal de Itaparica, próximo aos estaleiros do Paraguaçu e de grandes espaços planos de Salinas da Margarida. A maioria dos portos brasileiros tem calado de 13 m e não podem receber os grandes navios padrão Post Panamax de transporte intercontinental. Suas cargas sairiam de Salinas em navios de cabotagem e trens para toda costa e interior do Brasil.
Já há um acordo entre China, Brasil e Peru para a construção de uma ferrovia transcontinental, agora, sem a TPP, estratégica para a China. Salinas está a 13º S, muito próximo dos 17º S dos portos de Ilo no Peru e Arica no Chile, que integrarão as ferrovias e economias da Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru. O hubport de Salinas, um dos maiores do mundo, atrairia o interesse das grandes companhias de navegação.
Para integrar este porto deverá ser construído o arco rodoferroviário da BTS, que próximo a Santo Amaro se bifurcaria. Um ramal desceria para Santiago do Iguape, cruzando o Paraguaçu à montante dos estaleiros e seguindo pelo leito da Estrada de Ferro de Nazaré para se articular com as ferrovias Centro-Atlântica e Oeste-Leste, e dali seguir para o Pacifico. O outro ramal seguiria para Feira e Alagoinhas, se articulando com os estados do Nordeste. Este arco ferroviário serviria como transporte metropolitano rápido diurno e de cargas à noite, chegando até Itaparica, S. Antônio de Jesus, Feira e Alagoinhas.
Não faz sentido, portanto, trocar a bitola e instalar um veículo leve sobre trilho, VLT, entre Salvador e Paripe, que logo estará apinhado. É hora da Bahia se unir para realizar um megaprojeto, como fazem os cariocas, pernambucanos e cearenses.
SSA: A Tarde, 26/02/2017

OBLIGATORIEDADE

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A BRIGA POR CARMEN


Briga entre Paula Lavigne e família de Carmen Miranda emperra filme sobre a cantora há 17 anos

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Ela tinha brincos e correntes de ouro, batas rendadas, saias engomadas e sandálias enfeitadas. No rosto, ostentava a graça como ninguém. E requebrava. Dançou o sucesso como nenhuma brasileira jamais fez. Acima de tudo, realizou a proeza de ser (eternamente) a baiana mais conhecida do planeta, mesmo sendo portuguesa. Nesta quarta-feira, exatos 60 anos após seu triste e espetacular desfecho — num enterro que levou mais de meio milhão de pessoas ao Cemitério São João Batista, em Botafogo —, Carmen Miranda ressurge recortada por cláusulas controversas.

Imortalizada pela sétima arte em filmes populares produzidos em Hollywood como “Serenata tropical (1940) e “Uma noite no Rio” (1941), a imagem de Carmen ficou, por 17 anos, proibida de ser utilizada na TV e no cinema. A última aparição nas telonas aconteceu em 1995, no documentário “Banana is my business”, de Helena Solberg.