sábado, 10 de outubro de 2026

O NOBEL DA PAZ


Quando Navi Pillay tinha cinco anos, um homem que o conhecia veio para a casa dela em Durban, na África do Sul, com uma história aparentemente simples: ele precisava de dinheiro para comprar frangos para o negócio do seu pai.

Sua mãe, ocupada cuidando dos outros filhos, deu-lhe cinco libras e pediu-lhe para verificar se o homem estava dizendo a verdade.

Apenas ao redor da esquina, o homem arrancou o dinheiro e fugiu.

Foi o lucro de um mês de trabalho para o seu pai, que trabalhava como motorista de ônibus.

O homem foi preso e condenado. Navi  teve de testemunhar no tribunal, mas quando o processo terminou, ela perguntou ao seu pai quando eles voltariam o dinheiro.

O seu pai explicou que eles nunca o recuperariam.

Muitos anos depois, Pillay recordou esse episódio como a sua primeira encontro com uma injustiça que não conseguia entender.

Nascida em 1941 em Clairwood, um bairro pobre na África do Sul, quando ela tinha sete anos, o apartheid começou a se instalar na Sudáfrica, reforçando um sistema de discriminação que já existia.

A sua família vivia em recursos limitados. Quando ela expressou o seu desejo de estudar direito, um professor a advertiu de que precisaria de um pai rico para pagar pela universidade.

Mas os seus vizinhos em Clairwood usaram os seus recursos para ajudá-la a estudar.

Em 1967, ela abriu a sua própria empresa de advocacia na província de Natal. Ela foi a primeira mulher não branca a alcançar essa posição.

Durante os anos, ela defendeu opositores do apartheid, denunciou tortura e trabalhou pelos direitos dos prisioneiros políticos, incluindo aqueles presos na Ilha de Robben, onde Nelson Mandela permanecia preso.

Em 1995, após o fim do apartheid, ela foi nomeada juíza do Tribunal Superior da África do Sul. Ela foi a primeira mulher não branca a ocupar essa posição.

Naquele mesmo ano, ela foi selecionada para servir no Tribunal Internacional de Justiça para o Rwanda, com a tarefa de julgar aqueles responsáveis pelo genocídio de 1994.

Lá, ela participou de uma decisão que mudaria o direito internacional.

Durante o julgamento contra Jean-Paul Akayesu, ex-prefeito da cidade de Taba, em Rwanda, testemunhas surgiram sobre estupros cometidos contra mulheres Tutsi. Aqueles crimes sexuais não foram inicialmente incluídos nas acusações.

Pillay fez perguntas sobre esses abusos, e o tribunal permitiu que a acusação se expandisse.

Em 2 de setembro de 1998, os três juízes consideraram Akayesu culpado de genocídio e crimes contra a humanidade.

Foi a primeira condenação por genocídio por um tribunal internacional. A sentença também estabeleceu que os estupros e outras formas de violência sexual poderiam constituir atos de genocídio quando cometidos com a intenção de destruir um grupo protegido.

Pillay continuou sua carreira no Tribunal Internacional de Direitos Humanos e, entre 2008 e 2014, ocupou a posição de Comissário de Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos.

Décadas depois, ela presidiu a uma comissão de investigação da ONU que concluiu em 2025 que Israel cometeu genocídio em Gaza. O governo israelense rejeitou esses fatos e questionou a imparcialidade da comissão.

Em 9 de outubro de 2026, o Comitê Nobel Norueguês anunciou que Navi Pillay, 85 anos, foi escolhida para receber o Prêmio Nobel da Paz por sua obra em favor da paz e do direito internacional.

As notícias vieram enquanto ela participava de uma conferência jurídica na Alemanha.

Ela estava em Nuremberg.

Foi o mesmo edifício onde, oito décadas antes, líderes nazistas foram julgados por seus crimes.

Foi o lugar cujos processos haviam sido estudados décadas atrás, quando ela era uma jovem estudante universitária na África do Sul.

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sábado, 3 de outubro de 2026

PRIMAVERA





























fotos: dimitri ganzelevitch













 


MERGULHO

 

Foto: Dimitri Ganzelevitch


Ainda no século XX, passei cinco dias subindo e descendo os barrancos pedregosos salpicados de milenares túmulos nabateus em Petra. Por três vezes, me senti uma formiga perdida nas colunatas do templo de Karnak. Me emocionei com os jardins de Monserrat em Sintra e os nevoeiros de Machu-Pichu.

Então, como não me deslumbrar com a obra de um homem só, que, a duas horas infernais de estrada de Belo Horizonte (duas horas para 60 km), criou uma reserva de Mata Atlântica que nem o Burle Marx teria sonhado, um jardim anglo-tropical, um Kew Garden tamanho GGG, habitado por um New Tate com forte sotaque brasileiro?

Durante três dias, ou melhor dito três diárias no espetacular Clara resort, usei e abusei dos carrinhos do hotel para ir e vir dos bangalôs. Paguei sem remorso uma nota absurda para usufruir de um transporte privado que me permitiria estabelecer meus próprios roteiros. A idade tem direito a certos privilégios.

Desprezando a tirania dolorosa de pernas rabugentas, me encantei a vinte aproximados minutos em cada templo, rezando a fé de um só artista. E quem são estes artistas? Simplesmente alguns dos melhores do mundo e da atualidade.

Você poderá se comover ou não com a expressão de nomes famosos nas bienais ou kasseis da vida. As piscinas e as redes na escuridão de Oiticica não me tocaram. Em contrapartida do mesmo autor dos parangolés, as paredes coloridas da “Invenção da Cor, Penetrável Magic Square” me inundaram de uma serena felicidade. Roubei sim, confesso, um seixo que já mandei colocar numa caixa especial com as cores da obra. Ao entrar no severo cubo de Adriana Varejão me senti absurdamente desarmado tal a força e a coerência das obras. Não sei se preferi as vísceras da parede destruída, o rigor geométrico do interior azulejado ou o gigantismo dos azulejos barrocos. De Yayoi Kusama, mais famosa japonesa deste terceiro milênio, esperava submergir numa avalanche de bolas. Penetrei em dois ambientes hermeticamente obscuros. No primeiro, infinitas luzinhas recriavam algo como uma via láctea. No segundo, encontrei uma sala de estar classe média onde dançavam pastilhas luminosas. Magia, poesia, leveza, humor.

Inhotim é uma das mais belas iniciativas culturais das quais tive a sorte de participar em quase um século. Ao deixar o instituto, com bizarra impressão de ter saboreado algum cogumelo proibido, me lembrei de minha chegada ao Brasil, em 1975, quando descobri a pungência de artistas então desconhecidos pelo mercado e que hoje triunfam nos espaços mais exigentes do mundo, como a parisiense Fondation Cartier que, a dois passos do Louvre, apresenta pelo menos sete excelentes brasileiros. Solange Pessoa, Adriana Varejão, Veio, Aurelino, Ehuana Yaira, Claudia Andujar e Luiz Zerbini.

Dimitri Ganzelevitch

A Tarde, sábado

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

HUMOR INGLÊS

 



BAYERN

 




O Bayern está localizado no meio de uma das maiores rotas de migração para aves europeias

COMUNICADO DA SANTA LUZIA FILMES



Não fomos contemplados pelo edital SALCINE 2 na categoria “Ações Cineclubistas”. Nosso projeto era criar um cineclube no Comercio dedicado a região do Pilar (que a Prefeitura quer desenvolver como area residencial) para uma população carente que não tem acesso ao cinema.
Tudo bem, aceitamos e não iremos entrar com recurso.
Mas o que deixou a gente perplexa é o argumento central do parecer: “ a curadoria adota obras defasadas e com perspectivas externas ao território, em detrimento do audiovisual local clássico e contemporâneo”. Vale destacar que todos os filmes escolhidos tratam do tema portuário de mestres como R.Pires, Kaurismaki, Kazan, Von Sternberg, alem da nossa ultima produção “Porto de Origem”de 2024 que faz um retrato do Comercio.
Como não queremos acreditar que foi censura (apesar que edital não menciona que a lista de filmes propostos deve ser aprovada pela comissão de avaliação), questionamos: Kazan, Pires, Karuriskami, Von Sternberg “defasados”?, não “classicas”apesar que tratam da cultura, do racismo, da corrupção no porto , obras importantes para uma cidade como Salvador que conhece tão mal a a história do seu próprio porto ?
Não se trata de desqualificar a FGM que fez um trabalho primordial na área cultural nesses últimos anos sob o comando de @fernando.guerreiro61 . Mas acreditamos que é o dever do cidadão de apontar os erros e equivocados eventuais. Sucesso e boa sorte a todos os contemplados.
Bernard Attal

PANDORA E AS ELEIÇÕES

 

 ARMANDO AVENA


O diabo sabe citar as Escrituras quando lhe convém, diz o Evangelho. Por isso, quando se busca a mudança, é preciso ter cuidado para não dar o poder ao diabo travestido de anjo. É verdade que o fascínio pela mudança encanta homens e mulheres, mas vale lembrar: mudar pode ser bom, mas mudar para pior pode ser trágico.

Os gregos, por exemplo, contam a história de Faetonte, filho de Hélio, o deus que conduzia diariamente o Sol pelo céu. Orgulhoso da sua origem divina, Faetonte queria conduzir o carro do Sol, como fez seu pai.

Não é fácil, porém, para alguém inexperiente, que sempre andou por sítios sombrios, controlar os cavalos alados e manter o carro do Sol na trajetória correta. Contra todas as evidências, Faetonte afirma que está preparado e diz que vai conduzi-lo como ninguém jamais o fez.

Quando, todavia, assume o carro, percebe que não tem a mínima condição de controlar os cavalos. O carro solar sai de sua rota e aproxima-se demais da Terra, queimando campos e cidades. Depois sobe excessivamente e deixa regiões inteiras sob um frio terrível. A desordem ameaça o equilíbrio do mundo. Então, Zeus intervém e fulmina Faetonte com um raio, fazendo-o cair do céu.

Aquilo que parecia uma renovação grandiosa transformou-se em catástrofe porque a capacidade de conduzir o poder foi menor do que a ambição de exercê-lo. E o mundo descobriu, tarde demais, que, às vezes, mudar não é necessariamente mudar para melhor. Qualquer semelhança com o processo eleitoral brasileiro não é mera coincidência.

O ser humano tem fascínio pela mudança e é bom que seja assim, mas a mudança por si só não é garantia de avanço, pelo contrário, pode ser o signo do retrocesso.

Aliás, em se tratando de eleições, foi isso que aconteceu no Brasil no governo Bolsonaro, que fez o país retroceder e quase destruiu a Democracia. A mudança não pode ser um salto no escuro: é preciso saber quem a está propondo, qual é sua história, quais títulos acumulou, que experiência possui e o que já fez quando teve responsabilidades semelhantes, se é que as teve. A novidade pode ser sedutora, mas governar exige mais do que discurso de renovação. Antes de trocar o conhecido pelo desconhecido, é prudente examinar o passado de quem pretende conduzir o futuro.

São os gregos que novamente lembram aos que vão votar os perigos de abrir uma caixa sem saber o que existe dentro. Quando Pandora abre a caixa que recebeu de Zeus com a ordem explícita de não a abrir, ela liberta todos os infortúnios que podem afligir um povo. Quando percebeu o que havia feito e tentou fechá-la, os males já estavam soltos no mundo.

Diferente de Pandora, já sabemos o que existe na caixa que a família Bolsonaro nos apresenta. E não devemos abri-la esperando uma mudança que não virá.

O problema da mudança não é saber o que se pode ganhar com ela, mas saber o que se pode perder.

Publicado no jornal A Tarde em 02/10/2026

FARNACE


Cecilia Bartoli (Roma, 4 de junho de 1966) é uma cantora lírica mezzo-soprano italiana e uma popular intérprete de óperas e recitais.

Conhecida por seus papéis em óperas de Mozart e Rossini, Bartoli também é uma aclamada intérprete de cantos barrocos. Diferentemente da maioria de cantores de ópera, Bartoli tornou-se mundialmente célebre muito jovem, ainda com menos de vinte anos de idade. 

Entre os seus títulos, contam-se o de Cavalieri de Itália e de Chevalier des Arts et des Lettres, atribuído pelo governo francês. Cecilia Bartoli foi eleita Membro Honorário da Real Academia de Música em Londres e Accademico Effetivo di Santa Cecilia em Roma.


 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

E TAMBÉM É ESTÚPIDA


 "A Maria é professora. E também é estúpida. Ela sabe que é estúpida porque o João, o seu marido, lho diz. Explica sempre tudo o que a Maria expressa. E o João sabe o que diz. O João não tem nenhuma formação específica e prefere o café ao trabalho. Mas o João não é estúpido porque é homem e homens não são estúpidos.

A Raquel tem 50 anos. A Raquel é velha. Ela sabe que é velha porque o Pedro, o seu companheiro, a esclarece com frequência. Aponta lhe os cabelos brancos, as rugas no rosto, a flacidez das mamas. O Pedro tem 55 anos. Tem cabelos grisalhos, duplo queixo e a barriga já lhe encobre a pouca masculinidade. Mas o Pedro não é velho porque é homem e homens não envelhecem.
A Filipa é estudante. E é puta. Ela sabe que é puta porque o Miguel, o seu namorado, lho explica. Às vezes com manifestações físicas: já lhe rasgou o decote de um top, já lhe esfregou o batom pelo rosto, já a proibiu de usar certas saias. O Miguel implora sexo a tudo o que mexe, oferece se em praça pública, exibe se em tronco nu. Mas o Miguel não é puta porque é homem e homens não são putas.
A Bárbara é uma mulher realizada. E é infeliz. Ela sabe que é infeliz porque a Joana, a sua mãe, a informa constantemente. Precisas de alguém que te faça feliz, repete. A Joana é casada com o Raul, pai da Bárbara. O Raul é um adúltero que se diverte a abusar psicologicamente da Joana. Continua casado por cobardia. Sente um desprezo natural pela inércia da companheira. Mas a Joana não é infeliz porque ‘tem’ um homem e quem ‘tem’ um homem não é infeliz."
Texto de Ruth Martins.
Foto de Diana Arbus

ANINHA PROTESTA

 



E tentando entender as políticas públicas que ignoram as casas vazias, abandonadas e maltratadas no Centro Histórico.




ZONA DE GENOCÍDIO

 


A ONU declara oficialmente Gaza como ZONA DE GENOCÍDIO
Via Fernando Mazzucchelli
A ONU declarou oficialmente a Faixa de Gaza como zona de genocídio, afirmando que Israel está atacando deliberadamente crianças e bebês.
Levou a ONU três anos completos para chegar a esta conclusão.


MARTINS FONTES E A AMAZON

 WMF Martins Fontes diz que deixará de fornecer livros à Amazon

PublishNews, Beatriz Sardinha, 02/09/2026
Alexandre Martins Fontes anunciou decisão na abertura da Convenção Nacional de Livrarias, em São Paulo, e defendeu limite de 10% para descontos sobre livros

Guilherme Ramos, Monica Carvalho e Elisa Quadros | © Divulgação / Gago Fotografia
Guilherme Ramos, Monica Carvalho e Elisa Quadros | © Divulgação / Gago Fotografia

Na abertura da Convenção Nacional de Livrarias, o presidente da ANL, Alexandre Martins Fontes, afirmou que sua editora, a WMF Martins Fontes, não fornecerá mais livros à Amazon. Em sua fala de abertura, o editor ressaltou a importância na mudança editorial da curadoria da Convenção que, neste ano, foi elaborada por livreiros de livrarias de rua.

“Acho muito importante que a gente escute o que as livrarias de rua e de bairro estão nos mostrando”, disse. Com o tema "A livraria como lugar de encontro", o evento ocupará o Distrito Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 — São Paulo/SP) até esta quinta-feira, 3 de setembro. Esta é a primeira vez que a programação da Convenção foi concebida por um grupo de livreiros independentes e de rua.

Martins Fontes também relembrou a história do pai e da abertura da livraria que leva o sobrenome da família em Santos, no litoral de São Paulo, e reconheceu que sua vivência de crescer como livreiro vendendo livro está se tornando cada vez mais rara. Ele usou o exemplo para falar sobre o que define como um estigma no mercado editorial brasileiro: "Em qualquer contexto em que a gente fala sobre vender livros, se fala em aplicar descontos aos livros, e isso é uma doença", afirmou.

Alexandre Martins Fontes | © Divulgação / Gago Fotografia
Alexandre Martins Fontes | © Divulgação / Gago Fotografia

O sócio da editora WMF Martins contou que, há um mês, escreveu uma carta para a companhia informando que sua editora deixará de fornecer livros para a Amazon nos próximos meses. Segundo ele, esse momento representa uma oportunidade para as editoras estabelecerem regras contra a aplicação de descontos agressivos sobre seus livros, prática recorrente em outros grandes players do mercado. “Espero que as livrarias aceitem a imposição das editoras de até no máximo 10% de desconto”, diz o presidente da ANL.

"Aquilo que têm valor, a gente não deprecia. Se a gente entende que o livro, os encontros e as trocas são valorosas, por que a gente dá desconto? Enxergo que precisamos reposicionar, em rede, o valor da livraria e do livro", comenta Elisa Quadros, da Lucia Livraria, do Espírito Santo. A livreira esteve ao lado de Guilherme Ramos Martinato, da Livraria Arco da Velha, e de Monica Carvalho, da Livraria da Tarde, em uma conversa sobre "Por que as livrarias abrem e por que elas fecham".

O destaque da mesa foi reforçar a necessidade de uma articulação coletiva das livrarias como, por exemplo, promover o compartilhamento de informações e detalhes logísticos para jovens livreiros, e da promoção de um movimento coletivo em prol de reconhecer as livrarias como pontos de cultura e de encontro. Guilherme, livreiro do Rio Grande do Sul, argumenta que uma aproximação das livrarias de instituições e editais é relevante para fazer com que as livrarias sejam percebidas como alvo de políticas públicas — e também de políticas privadas.

No início da segunda mesa do dia "Em foco — Livraria da Travessa", Rui Campos, dono da rede, abriu sua fala expondo que cada particularidade das livrarias de rua é justamente o que torna cada uma delas insubstituível. O papo com Rui foi conduzido por Luciana Gil, da Livraria Bibla, e abordou detalhes e curiosidades da administração do dia a dia de livreiro da Livraria da Travessa.

"Uma boa administração não necessariamente passa por um estudo gabaritado, mas sim de intuição. Passa pela pessoa não fazer o óbvio e ir por um lado que não necessariamente era o mais evidente. O livro é um objeto que precisa ser entendido", defende Campos.

A programação da Convenção Nacional de Livrarias foi estruturada em torno de quatro eixos: mediação cultural, relação das livrarias com cidades e territórios, fortalecimento dos vínculos com os leitores, e experiências nacionais e internacionais voltadas ao desenvolvimento do setor. As inscrições já estão encerradas.