segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

MINERADORA DEVASTA CAATINGA

 

Mesmo com licença suspensa, mineradora devasta Caatinga e áreas sagradas da TI Pankará Serrote dos Campos em plena COP30

Mineradoras operam no interior do território, em processo de demarcação; uma com licença suspensa, outra sem licença

Mineração na TI Serrote dos Campos cresceu nos últimos meses e além de ameaçar o meio ambiente, ameaça áreas sagradas. Foto: Pankará Serrote dos Campos

Por Assessoria de Comunicação – Cimi Regional Nordeste

A mineração é um dos temas mais sensíveis às mudanças climáticas, alvo de protestos dos povos indígenas na COP30, que acontece durante este mês, em Belém (PA). Muito embora a Amazônia brasileira concentre 97,3% dessa atividade, abrigando 75% das áreas de interesse mineral de todo o bioma, o Nordeste concentra, conforme dados do MapBiomas Coleção 8.0 (dados de 1985 a 2023), uma área total mapeada de mineração com aproximadamente 176,6 mil hectares (1.766 km²).

De 2023 para cá, novas áreas podem ser acrescidas entre as atingidas pela mineração e a Terra Indígena (TI) Pankará Serrote dos Campos, no município de Itacuruba, sertão de Pernambuco, é uma delas.

Mesmo com a licença suspensa desde pelo menos março deste ano, a mineradora Era Mar Ltda., fundada em maio de 2023, em Itacuruba, segue explorando calcário, além de outros minerais, como o mármore, na TI. O povo Pankará Serrote dos Campos publicou uma dura nota denunciando o fato (leia na íntegra abaixo).

No final do último mês de outubro, as atividades das mineradoras escalaram a tensão na região. Placas foram espalhadas pelas mineradoras proibindo o trânsito dos indígenas, a pesca e a caça

Além da Era Mar LTDA, na TI também atua a empresa Zuilton Mineração Ltda, com sede em Ouricuri e fundada em novembro de 1998. No caso desta empresa, sequer há registros de pedido de lavra ou licenciamento de exploração em Itacuruba no site da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, cuja sigla é CPRH.

A CPRH é uma entidade autárquica estadual que atua na execução da política ambiental do estado, sendo vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).

No último dia 30 de outubro, durante uma reunião interinstitucional coordenada pela Defensoria Pública da União (DPU), o diretor da CPRH, Eduardo D’Alvini, confirmou que a licença da Mineradora Era Mar Ltda. está suspensa desde agosto de 2025, dizendo que a empresa “não pode operar”.


O presidente da CPRH, José de Anchieta, reiterou o compromisso institucional com a suspensão das atividades. De tal maneira, os representantes da CPRH comprometeram-se a embargar totalmente o empreendimento no dia seguinte à reunião e a lavrar novo auto de infração.

Passadas mais de duas semanas, não há qualquer ação da CPRH ou das autoridades estaduais e federais para embargar as operações da mineradora, que continua operando a todo vapor no local. Fotos tiradas por um drone mostram o colapso ambiental se espalhando como um vírus pela Caatinga – chegando a áreas sagradas dos Pankará Serrote dos Campos.

“Às delegações da COP30: convidamos vocês a não ignorarem o impacto de empreendimentos minerários em terras indígenas e a exigir que decisões de proteção territorial”, diz trecho de nota emitida pelo povo Pankará Serrote dos Campos

Estavam na reunião do dia 30 representantes do Ministério Público Federal (MPF), Funai, Cimi, CPRH, Prefeitura de Itacuruba, Programa estadual de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (PEPDDH) e o Projeto Awurê, uma parceria da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT).

Durante o diálogo interinstitucional, o representante do MPF compartilhou um documento mostrando que a licença está suspensa desde março de 2025, corrigindo em cinco meses o constatado pelo CPRH, além da área se sobrepor à TI Serrote dos Campos.

Escalada da tensão

No final do último mês de outubro, as atividades das mineradoras escalaram a tensão na região. Placas foram espalhadas pela Era Mar proibindo o trânsito, pesca e caça dos Pankará Serrote dos Campos em área da TI onde um afloramento rochoso, considerado sagrado pelo povo, é alvo iminente das dinamites da mineradora.

No dia 28 de outubro, em protesto, os Pankará bloquearam a PE-422 e retiraram as placas. “Nosso território está sendo invadido pela mineradora Era Mar (…) que país é este que vivemos? Que país é este que passa por cima da vida das pessoas? Que país é este que despreza os povos indígenas em plena COP30?”, declarou a cacique Lucélia Pankará Serrote dos Campos.

“Vale dizer que o povo está localizado naquele lugar por conta das inundações provocadas pelas obras da Transposição do Rio São Francisco”, diz advogada da comunidade

Em outubro, a mineração estava há 50 metros do Terreiro Arapuá. Além do crime ambiental e da destruição de espaços culturais, a assessora jurídica do Cimi e advogada do povo, Caroline Hilgert, salienta que, quando a licença foi concedida pela CPRH, a comunidade não foi consultada como determinada a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Vale dizer que o povo está localizado naquele lugar por conta das inundações provocadas pelas obras da Transposição do Rio São Francisco. É algo relevante para começar essa história porque (os Pankará Serrote dos Campos) foram forçados a sair das ilhas que foram inundadas. Encontram este lugar no pé da Serra”, explica.

Cacica Lucélia Pankará Serrote dos Campos no V Encontro Popular da Bacia do Rio São Francisco. Foto: Manoel Freitas

ACP da demarcação

A advogada ressalta este aspecto justamente para tratar do direito à consulta prévia, livre e informada preconizada pela Convenção 169. Ou seja, desde a transposição o povo não tem tido este direito garantido. Um dos argumentos é de que a TI não está demarcada. Contudo, a perícia antropológica do MPF emitiu relatório atestando que a área de exploração das mineradoras está no perímetro reivindicado pelo povo.

“Tem uma Ação Civil Pública (ACP), iniciada pelo MPF, em 2018, que pediu para a Funai constituir o Grupo de Trabalho para a demarcação da TI. Apesar de já ter ido a campo, a Funai ainda não finalizou a primeira etapa de relatórios”, explica Hilgert.

No ano passado, a morosidade da Funai acabou tendo consequências judiciais. A advogada conta que o juiz da 38a Vara Federal de Pernambuco, onde a ACP tramitou por quase sete anos, condenou a Funai a seguir com a demarcação e a pagar uma indenização de R$1 milhão pelo atraso no cumprimento da obrigação.

A Funai recorreu da decisão junto ao Tribunal Regional Federal da 5a Região (TRF-5), em Recife. Até o momento da publicação deste texto, ainda não havia sido anunciado o cumprimento provisório da sentença.

Morosidade judicial, morosidade da CPRH

O povo Pankará, representado pela DPU, ingressou, em dezembro de 2024, com uma Ação civil Pública (nº 0801032-11.2024.4.05.8303) na 18a Vara Federal de Pernambuco pedindo o fim imediato das atividades da empresa Era Mar Ltda. e a anulação de todos os processos minerários que afetam seu território, alegando violação do direito à consulta livre, prévia e informada, conforme determina a Convenção 169 da OIT.

A ação tramita há quase um ano sem decisão liminar. Mesmo sem a decisão, a licença da mineradora acabou embargada meses depois, em maio deste ano. A defesa dos Pankará Serrote dos Campos questiona a razão da CPRH ainda não ter ido a campo embargar a obra, retirar maquinários e ingressar com ação judicial pelos danos ambientais causados.

A assessoria jurídica do Cimi, nesta semana, levou a denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE), que já havia manifestado o entendimento de que a área é de interesse e ocupação indígena, entendendo que apesar de se tratar de assunto com jurisdição federal, o órgão pode ajudar a dialogar com o governo estadual para que se cumpra o embargo da mineração na TI.

A denúncia também foi encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à 6a Câmara de Coordenação e Revisão, da Procuradoria-Geral da República (PGR), e à própria CPRH ressaltando o fato de que a agência ao não cumprir com o dever de embargar os projetos de mineração está permitindo a destruição ambiental e cultural do território indígena.

 

Nota Pública – Contra a Mineração na TI Serrote dos Campos

 

O povo indígena Pankará, da Terra Indígena Serrote dos Campos, localizada no município de Itacuruba/PE, vem a público manifestar sua profunda preocupação com a permanência irregular das empresas Mineradora Era Mar Ltda. e da Zuilton Mineração Ltda. em nosso território tradicional.

Mesmo após a suspensão da licença ambiental pela CPRH – Agência Estadual de Meio Ambiente do Pernambuco, as empresas mineradoras insistem em manter presença na Terra Indígena.

A Ação Civil Pública nº 0801032-11.2024.4.05.8303, na 18ª Vara Federal de Pernambuco, pede a imediata cessação das atividades minerárias e tramita há quase um ano sem decisão liminar, configurando grave violação ao direito fundamental da nossa comunidade à razoável duração do processo, nós do povo Pankará vivemos dia-dia o agravamento do colapso ambiental de nosso território e terreiro religioso sagrado do Arapuá.

A reunião interinstitucional de 30/10/2025 — com participação do MPF, DPU, FUNAI, CPRH e Prefeitura de Itacuruba — reconheceu oficialmente a irregularidade e a necessidade de embargo total das operações das mineradoras, que – se não deveriam ter sido iniciadas – já deveriam estar suspensas desde Agosto de 2025.

O mundo se reúne na COP30, em Belém/PA, para debater a crise climática global e definir metas para a proteção dos povos, dos ecossistemas e da Amazônia.

O Povo Indígena Pankará da Terra Indígena Serrote dos Campos lembra que a defesa do seu território — contra a mineração predatória — não é apenas uma luta local, mas faz parte da agenda global de justiça climática, direitos indígenas e preservação da terra tradicional.

Às delegações da COP30, aos países participantes e aos mecanismos multilaterais: convidamos vocês a não ignorarem o impacto de empreendimentos minerários em terras indígenas e a exigir que decisões de proteção territorial sejam efetivas, imediatas e vinculadas aos compromissos da conferência.

A suspensão da licença pela CPRH, a omissão da fiscalização pelo Estado de Pernambuco e pela União, a omissão judicial da justiça federal por quase um ano, e a existência de mobilização interinstitucional demonstram que esta é uma causa urgente. Enquanto o mundo se reúne na COP30, comunidades como a nossa esperam que os princípios debatidos se traduzam em prática local.

Reivindicamos:

  1. QUE AS MINERADORAS PAREM IMEDIATAMENTE DE VIOLENTAR NOSSO TERRITÓRIO!
  2. A apreciação urgente da liminar da ACP;
  3. A fiscalização imediata por órgãos ambientais;
  4. A proteção da integridade física e cultural das lideranças e do povo Pankará de Serrote dos Campos;
  5. O respeito ao direito à consulta prévia, livre e informada (Convenção 169 da OIT).

Terra é vida. Vida é resistência. E o planeta também observa.

Povo Pankará de Serrote dos Campos Resiste.

SALVADOR - PARIS

 

Confira quantos voos foram feitos e passageiros transportados no 1º ano da rota entre Salvador e Paris

 

Imagem: Divulgação – Air France

A Air France informa hoje que está comemorando o primeiro ano de operação da rota direta entre Salvador (SSA) e Paris (CDG), tendo realizado 316 voos de ida e volta e transportado mais de 85.000 passageiros, com uma taxa média de ocupação de 85,3%.

Segundo a companhia aérea, o sucesso da operação confirma a relevância da Bahia como porta de entrada para o Brasil e um importante hub de conexões para a Europa e para a Ásia. Entre os viajantes, 63% tiveram Paris como destino final, enquanto os demais seguiram para cidades como Amsterdã, Londres, Roma, Dublin e Berlim, na Europa, além de Tóquio, Bangkok, Xangai, Hong Kong e Pequim, no extremo oriente.

No mercado doméstico, a parceria estratégica com a GOL foi fundamental para consolidar a rota: 96% das conexões de e para Salvador foram realizadas em voos da companhia brasileira.

“Este primeiro ano de operação reforça a posição da Bahia como um ponto estratégico no nosso mapa global. O voo direto entre Salvador e a capital francesa, com conexões para as grandes cidades da Europa e da Ásia, amplia as oportunidades de negócios, turismo e intercâmbio cultural. O resultado alcançado comprova a força e a relevância desta rota para alavancar ainda mais o desenvolvimento do mercado aéreo brasileiro e do Nordeste”, afirma Manuel Flahault, diretor-geral do Grupo Air France-KLM na América do Sul.

Para marcar a data, a Air France realizou uma ação que une reciclagem e responsabilidade social. As lonas vinílicas dos sete grandes outdoors da campanha publicitária em Salvador, cada uma medindo 19 metros de largura por três de altura, ganharam um novo destino.

Em parceria com o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), uma organização civil que desenvolve o projeto de Costura Solidária Sustentável, o material foi reaproveitado para produzir 365 estojos escolares, confeccionados por costureiras da comunidade local, que receberam capacitação e remuneração pelo trabalho. Esse projeto transforma resíduos em produtos de valor agregado e, ao mesmo tempo, incentiva a autonomia econômica e social das mulheres envolvidas.

Os estojos, junto a kits de material escolar, foram doados a três instituições comunitárias da capital baiana que atendem crianças em situação de vulnerabilidade e são mantidas majoritariamente por doações: Projeto Sião de Itapuã (195 crianças), Creche Vila Verde (120 crianças) e Centro Educacional Pindorama (50 crianças).

Além da contribuição aos alunos, a ação fortalece a geração de renda para as mulheres envolvidas no projeto, alinhando-se aos valores de empoderamento social defendidos pela companhia.

A empresa possui a Air France Foundation, que há mais de 30 anos apoia projetos voltados à educação e à integração de crianças com necessidades de apoio em todo o mundo, uma inspiração para o desenvolvimento de ações locais como esta. Para tornar a entrega ainda mais especial, tripulantes e colaboradores da Air France, das bases de Salvador e São Paulo, atuaram como voluntários na distribuição dos kits às instituições beneficiadas.

“Celebrar o primeiro ano da rota Salvador-Paris vai além dos números. É também reafirmar o compromisso da Air France com a sustentabilidade e com as comunidades onde estamos presentes. Há mais de três décadas, apoiamos projetos sociais voltados à educação, formação e integração de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, um trabalho que reforça nossa missão de conectar pessoas e contribuir positivamente para a sociedade”, finaliza o executivo.

Informações da Air France

O DIAMANTE FLORENTINER

 

Florentiner, diamante lendário do Império Austro-Húngaro, reaparece no Canadá mais de um século depois

Pensava-se que tivesse sido vendido, roubado ou cortado em pedaços, mas, afinal, esteve sempre guardado dentro de uma mala de couro, no cofre de uma instituição bancária no Canadá
Publicado a: 

Durante mais de um século, o seu paradeiro foi um mistério digno de romance histórico. Um diamante lendário, desaparecido com o fim de um império, e rumores de cofres secretos, fugas noturnas e pactos familiares. Agora, a verdade vem à tona: o tesouro dos Habsburgo, uma das principais dinastias da Europa, esteve, afinal, guardado a sete chaves num banco do Canadá ao longo deste tempo todo.

Um diamante de 137 quilates, o Florentiner sempre foi tão raro quanto cobiçado, uma espécie de “alma cintilante do Império Austro-Húngaro”. Pensava-se que tivesse sido vendido, roubado ou cortado em pedaços, mas, afinal, esteve sempre guardado dentro de uma mala de couro, no cofre de uma instituição bancária de Québec, onde permaneceu esquecido por décadas.

Em novembro de 1918, com o colapso iminente do Império Austro-Húngaro e a revolução a agitar Viena, o imperador Carlos I da Áustria ordenou que os tesouros da coroa fossem retirados do país. A tarefa foi confiada ao conde Leopold von Berchtold, que levou as joias para a Suíça a fim de as proteger. Entre as peças estavam a coroa de diamantes da imperatriz Sissi, uma pulseira com uma grande esmeralda usada por Maria Teresa e o Florentiner, um diamante histórico de 137 quilates, outrora associado à família Médici e considerado um símbolo da linhagem Habsburgo.

Poucos anos depois, em 1921, o tesouro desapareceu sem deixar rasto e daí em diante multiplicaram-se as versões: uns diziam que fora vendido em Budapeste para financiar uma restauração monárquica falhada; outros juravam ter visto fragmentos das joias em leilões de Nova Iorque. Mas nada foi comprovado. Até agora.

O assalto ao Louvre e um telefonema 

A revelação do que realmente aconteceu começou no dia em que o mundo foi surpreendido por outro desaparecimento impactante de joias reais, com o assalto ao Louvre, em Paris, conta a revista alemã Der Spiegel. Nesse dia, Karl Habsburg, o último herdeiro dos Habsburgo, bisneto de Carlos I e atual chefe da antiga casa imperial, decidiu que era a hora de ligar a um jornalista da Der Spiegel com um enigmático convite: “Venha a Viena, tenho uma notícia para si.” A notícia era tão somente a revelação sobre o paradeiro de uma das joias mais procuradas de sempre: “O Florentino está no Canadá. E não está sozinho.”

Segundo revelado agora por Karl Habsburg, Zita de Bourbon-Parma, a última imperatriz austríaca, deixara instruções secretas: dois herdeiros masculinos só deveriam ser informados da localização do tesouro cem anos após a sua fuga da Europa. Essa data chegou em 2022. O cofre canadiano foi finalmente aberto e, dentro, cuidadosamente arrumadas, estavam as joias que o mundo julgava perdidas.

O joalheiro real A.E. Köchert, cuja família serviu os Habsburgo durante seis gerações, voou para o Canadá com o catálogo original dos tesouros imperiais. “O coração bateu-me como se tivesse 20 anos outra vez”, contou à Der Spiegel. Ao comparar cada peça com as fotografias de 1918, confirmou a autenticidade. “O Florentino é de uma pureza espantosa. O seu brilho lembra o de um bom whisky escocês”, disse.

Batalha legal pela frente

Nem tudo foi reencontrado, no entanto. Faltam algumas peças icónicas, entre elas a coroa de Sissi e uma coluna de rosas de Maria Teresa, conta a revista alemã. Essas, aparentemente, ninguém sabe mesmo onde estão.

 Destapado quase todo o mistério, começa uma batalha jurídica sobre a propriedade das joias. O Estado austríaco considera que os bens imperiais lhe pertencem; os herdeiros dos Habsburgo alegam que foram levados para o estrangeiro antes da atual lei de confisco entrar em vigor.

A CAPITAL MAIS PERIGOSA

Salvador é a capital mais perigosa do país, aponta anuário; entenda o porquê

Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025 revela índice de segurança em cidades do Brasil

Raquel Franco
Whatsapp
Foto: Valter Pontes / Agecom

 

A capital baiana, Salvador, registrou a maior taxa de violência letal entre todas as 27 capitais brasileiras, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025. O levantamento, da MySide, posicionou Salvador na 27ª e última posição no ranking das capitais mais seguras, com uma taxa de 57,6 assassinatos a cada 100 mil habitantes.

O estudo utiliza exclusivamente a taxa de homicídios como indicador, com base em dados de 2024 do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e estimativas populacionais do IBGE.

As capitais mais seguras do Brasil

Em contraste com a situação da capital baiana, o topo do ranking das capitais é dominado por municípios das regiões Sul e Centro-Oeste. As três capitais mais seguras do país, segundo o Anuário, são:

– 1º lugar: Florianópolis (SC) – (10,7);
– 2º lugar: Brasília (DF) – (12,3);
– 3º lugar: São Paulo (SP) – (13,1).

Outras capitais com as menores taxas são Porto Alegre (RS), com 15,8, e Cuiabá (MT), com 17,7. A taxa de Salvador (57,6) é mais de cinco vezes superior à de Florianópolis (10,7).

Cenário da Bahia e do Nordeste

O resultado da capital reflete o contexto regional. A Bahia está entre os estados com piores índices de segurança letal, ocupando a 25ª posição no ranking nacional, com uma taxa de 42,0 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Em um panorama ainda mais amplo, a região Nordeste aparece como a região menos segura do Brasil, com uma taxa média de 35,9 assassinatos por 100 mil habitantes.

Apesar do cenário da capital, o Anuário destaca que municípios baianos do interior apresentam índices de segurança mais favoráveis. No ranking estadual de cidades mais seguras, excluindo municípios com menos de 100 mil habitantes, as líderes são:

– 1º Vitória da Conquista (29,5);
– 2º Luís Eduardo Magalhães (30,9);
– 3º Itabuna (32,1). 

O estudo completo foi fundamentado em uma metodologia robusta que utiliza a Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10) da OMS, um padrão global para a análise da mortalidade.

Veja o ranking completo

As capitais são classificadas pela taxa de assassinatos a cada 100 mil habitantes , utilizando dados de 2024.

1 – Florianópolis (SC): 10,7
2 – Brasília (DF): 12,3
3 – São Paulo (SP): 13,1
4 – Porto Alegre (RS): 15,8
5 – Cuiabá (MT): 17,7
6 – Goiânia (GO): 19,1
7 – Campo Grande (MS): 20,1
8 – Palmas (TO): 22,3
9 – Rio Branco (AC): 22,7
10 – Boa Vista (RR): 23,0
11 – Curitiba (PR): 23,1
12 – Rio de Janeiro (RJ): 23,6
13 – Belém (PA): 24,0
14 – Natal (RN): 24,1
15 – João Pessoa (PB): 31,1
16 – Aracaju (SE): 32,3
17 – São Luís (MA): 33,2
18 – Teresina (PI): 33,9
19 – Manaus (AM): 35,4
20 – Belo Horizonte (MG): 41,0
21 – Porto Velho (RO): 41,8
22 – Vitória (ES): 43,9
23 – Fortaleza (CE): 46,6
24 – Maceió (AL): 47,3
25 – Macapá (AP): 51,0
26 – Recife (PE): 57,2
27 – Salvador (BA): 57,6