quinta-feira, 29 de setembro de 2016

PEDRAS PORTUGUESAS NO RIO DE JANEIRO

História das Pedras Portuguesas no Rio de Janeiro


Calceteiros a trabalhar, Lisboa (1907).
Calceteiros a trabalhar, Lisboa (1907).
É bastante comum caminhar pelo Rio de Janeiro e se deparar com as famosas Pedras Portuguesas. Esses calçamentos fazem parte do passado e do presente da Cidade Maravilhosa. A história dessas calçadas, como o nome sugere, iniciou em Portugal. Durante o reinado de Manuel I, as ruas de Lisboa foram revestidas. Isso se deu por volta do ano 1500 e, nessa época, o embrião desses calçamentos era chamado de “calçada à portuguesa”.
Contudo, essa primeira forma era um pouco diferente da atual. As calçadas foram evoluindo. Depois do terremoto de 1755, em Portugal, moradores do país passaram a montar, nas calçadas, desenhos que simbolizavam boa sorte, como estrelas, por exemplo, na intenção de evitar novos problemas.Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis sempre contribuiu para melhorias em nossa cidade, conservando o que temos de melhor
No século seguinte, em 1842, surgiu a primeira calçada, de fato, com o estilo das que vemos hoje em dia. A iniciativa foi do Governador de armas do Castelo de São Jorge, o tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado, que organizou presidiários para fazer esse trabalho em rocha (basalto) negro e a calcita (mineral) branca.
Calçada da Praça do Rossio, Lisboa
Calçada da Praça do Rossio, Lisboa
Calçada da Praça do Rossio, Lisboa
“Esse trabalho alcançou tamanho sucesso que, com o mesmo estilo de calçamento, comando e trabalhadores, trataram de cobrir os 8.712 metros quadrados da Praça do Rossio”, destaca o blog Curiosidades Cariocas.
Esse tipo de calçamento chegou à Cidade Maravilhosa durante a gestão Pereira Passos. Inicialmente para calçar a Av. Central (hoje Rio Branco) e Copacabana.
Calçada Mar Largo no Teattro Amazonas
Calçada Mar Largo no Teattro Amazonas
Calçada Mar Largo no Teattro Amazonas
“Tudo indica que a primeira calçada brasileira com o desenho ‘Mar Largo’ é a que circunda o Teatro Amazonas, em Manaus. Foi feita em 1900 e ainda se encontra em perfeito estado. A de Copacabana surgiu poucos anos depois”, conta o historiador Milton Teixeira.
Embora tenha esse teor de história e beleza, as chamadas Pedras Portuguesas (que após serem colocadas na Avenida Central e em Copacabana, se espalharam por toda cidade e boa parte do Brasil), também são alvos de críticas.
Calçada de Vila Isabel
Calçada de Vila Isabel
Calçada de Vila Isabel
“Periodicamente ocorrem movimentos contra este tipo de calçamento; dizem que necessitam de muitos cuidados de manutenção; que facilmente se desfazem, dando origem a buracos; que são responsáveis por quedas de idosos; que seus interstícios quebram os saltos finos dos sapatos femininos...”, pontua o blog Curiosidades Cariocas.
Orla de Copacabana, início do século XX
Orla de Copacabana, início do século XX
Entretanto, se há ataque, há defesa:
“Claro está que o problema não se refere à escolha do tipo de revestimento, mas à falta de gestão pública do espaço urbano que não tem se mostrado capaz de assegurar o cumprimento da boa técnica de execução dos mosaicos em pedra portuguesa, nem a manutenção adequada das calçadas. Desde há milhares de anos (reparem: eu disse milhares de anos!) os mosaicos feitos com pedras calcárias multicoloridas são utilizados como revestimentos artísticos de paredes, colunas e pisos em todos os cantos do mundo. Trata-se, portanto e na melhor das hipóteses, de um julgamento apressado condenar este tipo de revestimento, cuja recorrência ao longo da história das cidades se revela de modo sistemático e persistente”, opina o arquiteto e professor Cristovão Duarte.
Calceteiro
Atualmente, o Rio de Janeiro possui cerca de 1.200 milhões de metros quadrados de calçamento em pedras portuguesas. Para fazer a manutenção, existe uma equipe de profissionais treinados para essa função. Com problemas ou não, as Pedras Portuguesas são muito cariocas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NEM TUDO É AZUL...

.. NO CLAUSTRO DO CONVENTO DE SÃO FRANCISCO

 APÓS UMA BRILHANTE CONFERÊNCIA NA II SEMANA INTERNACIONAL DO AZULEJO, O  PSICÓLOGO E SOCIÓLOGO CARLOS LINHARES LEVOU UM GRUPO DE PARTICIPANTES ATÉ O FAMOSO CONVENTO PARA ILUSTRAR SEU DISCURSO



ALÉM DA INTERPRETAÇÃO DOS DIVERSOS PAINÉIS DE AZULEJOS DO SÉCULO XVIII, TODOS PUDERAM CONSTATAR O CATASTRÓFICO ABANDONO DE UM DOS MAIS IMPORTANTES PATRIMÔNIOS BRASILEIROS


QUANDO FRENTE A TÃO CRIMINOSA  OMISSÃO, NINGUÉM SE SENTE RESPONSÁVEL, OS RELIGIOSOS SE ESCONDENDO POR TRÁS DE SUPOSTAS LIMITAÇÕES DO IPHAN, ESTE PREFERINDO SE PREOCUPAR COM O FUTURO DOS PÍFANOS, O ESTADO E O MUNICÍPIO SE FAZENDO DE PILATOS 
ASSIM VAI  A GALINHA DOS OVOS DE OURO,
MAS GALINHA SEM CABEÇA

CONDER: A DECISÃO CERTA

SEMPRE QUE PASSO PELA BAIXA DOS SAPATEIROS, 
EXAMINO COM APREENSÃO A EVOLUÇÃO DA OBRA DE REABILITAÇÃO
 DO LAR FRANCISCANO 


O PROJETO EXPOSTO, ALÉM DE MODESTAS "BANHEIRAS" 
PARA MODESTAS PLANTINHAS, OSTENTA A MANUTENÇÃO 
DA PESADA E INÚTIL PLATIBANDA LADEANDO 
O IMPONENTE PORTÃO DE FERRO


MAS, FELIZMENTE, A LÓGICA VENCEU. PERMANECE O PORTÃO
  QUE SERÁ ACOMPANHADO POR UMA  DISCRETA GRADE.
AGORA SÓ FALTA TRANSFORMAR OS MUROS DE CONTENÇÃO 
DA ENCOSTA EM JARDINS VERTICAIS E PLANTAR ALGO 
COMO UM MICROCOSMO DE MATA ATLÂNTICA 
DE CADA LADO DA ESCADA

UM TRISTE RETROCESSO!

Comissão da Câmara aprova Estatuto da Família e exclui casais homoafetivos

Comissão aprova Estatuto da Família por 17 a 5 e segue para o plenário da Câmara

Resultado de imagem para FOTOS DE FAMILIAS HOMOAFETIVAS

Foi aprovado nesta quinta-feira, 24 de setembro, pela Comissão Especial sobre Estatuto da Família (PL 6.583/13) por 17 votos a 5 o parecer do deputado Diego Garcia (PHS-PR), que aprova o Estatuto da Familia com base em um conceito que exclui casais homoafetivos.
Com o resultado da votação,  a tendência é que o projeto siga para o Senado sem necessidade de ser votado pelo plenário da Câmara. Apesar disso, deputados contrários ao estatuto podem ainda apresentar recurso para pedir que o texto seja votado pelo plenário antes de chegar ao Senado.
Segundo a resolução do projeto de lei que cria o Estatuto da Família,  a definição se dá por meio da união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos.
Preconceito e discriminação 
A sessão, marcada pelos ânimos acirrados, teve início com a manifestação da deputada Érika Kokay (PT-DF), que afirmou que o projeto "institucionaliza o preconceito e a discriminação". No mesmo momento, o deputado Takayama (PSC-PR) interviu a fala da deputada aos berros de "homem com homem não gera" e "mulher com mulher não gera", que foi rebatida por manifestantes contrários:"não gera, mas cria".
O deputado Bacelar (PTN-BA) saiu em defesa da comunidade LGBT  ao ressaltar que homossexuais tem direito de receber igual proteção às famílias compostas por casais heterossexuais. "Que país é este? Que sociedade é esta que estamos construindo? Seria mais fácil, talvez, substituir a Constituição pela Bíblia".
Vitória com direito à foto de comemoração 
Após o fim da reunião que aprovou o Estatuto da Família, deputados favoráveis à definição de família como união heterossexual se reuniram para uma fotografia e comemoraram a aprovação do projeto.
Assista ao curta-metragem realizado pela  Campanha Nacional de Apoio ao Casamento Civil Igualitário no Brasil e da Mídia Ninja:


PALOCCI FOI PRESO

Ex-ministro Antonio Palocci é preso em nova fase da Operação Lava Jato

Antonio Palocci deixa a sede da Policia Federal em São Paulo com destino a Curitiba
  • Antonio Palocci deixa a sede da Policia Federal em São Paulo com destino a Curitiba
O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso em São Paulo nesta segunda-feira (26) durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Omertà". Segundo a Polícia Federal (PF), ele "atuou de forma direta para propiciar vantagens" para a empreiteira Odebrecht quando estava no governo federal, recebendo propina por isso. A força-tarefa também investiga a compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula.
Palocci foi ministro da Fazenda (2003-2006) do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil (2011) do governo Dilma Rousseff. Em 2010, quando a petista se elegeu pela primeira vez presidente, ele foi o coordenador de campanha.
A prisão de Palocci é temporária e tem duração inicial de cinco dias. Ele será levado para Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava Jato. Dois ex-assessores de Palocci também foram presos (Juscelino Dourado e Branislav Kontic).
De acordo com a PF, o ex-ministro e "personagens de seu grupo político" foram beneficiados com vultosos valores ilícitos. "A atuação de Palocci se deu inclusive no período em que exerceu relevantes funções públicas, envolvendo constante interlocução e diversos encontros", declarou o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).
Palocci foi ministro de Lula e de Dilma
Para a PF, foram identificadas negociações quando Palocci era ministro que acabaram por beneficiar a empreiteira. "Foi possível delinear as tratativas entre o Grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009 (que resultaria em imensos benefícios fiscais), aumento da linha de crédito junto ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para país africano [Angola] --com a qual a empresa tinha relações comerciais--, além de interferência no procedimento licitatório da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal."
Segundo o MPF-PR, análise detalhada de e-mails e anotações registradas em celulares apreendidos em outras fases da Lava Jato comprovam a atuação de Palocci no esquema.
Os investigadores alegam que e-mails e anotações indicam que os acertos de pagamentos das propinas eram tratados em reuniões com a presença de Palocci realizadas por diversas vezes nos endereços residencial e profissional do ex-ministro.
O criminalista José Roberto Batochio, advogado de Palocci, negou que seu cliente tenha recebido e acusou a força-tarefa da Lava Jato de "arbitrariedade" e "autoritarismo". Para Batochio, que também representa o ex-ministro Guido Mantega, a ação da Polícia Federal contra seu cliente corresponde ao "melhor estilo da ditadura militar". Procurada pelo UOL, a Odebrecht disse que não iria se manifestar.

COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO
Quando o Palocci comprou "aquele" luxuoso apartamento nos Jardins, em 2010 (?) lembro perfeitamente de minha reação: Como alguém tão envolvido com o Partido dos Trabalhadores, com o MST, com a CUT, com os Sem Teto, um guerreiro das classes oprimidas, iria se sentir ao entrar no mesmo elevador que seus vizinhos capitalistas fundamentalistas, opressores do povo, inimigos do socialismo etc? Algo estava errado. Hoje, tive a resposta ao meu antigo questionamento.


PORQUE EU GOSTO DE ABIU

ANA MARIA
Neste domingo, 8 de fevereiro de 2009, em pleno século 21, leio na Folha de São Paulo, numa pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo, que 58% dos brasileiros consideram homossexualidade um pecado e 29% a consideram uma doença!
Eu tinha 10 e ainda me lembro do espanto que fiquei diante da pergunta feita por papai: por que você gosta de abiu? Ele sempre pronto a me esclarecer sobre qualquer dúvida estava respondendo à minha pergunta com outra, sem pé nem cabeça. Eu adorava acompanhar a conversa dos adultos durante as refeições. Era tudo incrivelmente fascinante e eu ansiava pelo dia em que também seria capaz falar como eles. Nem sempre entendia o que diziam e isto me obrigava a pedir esclarecimentos a papai. Em segredo, é claro, para que não se dessem conta de minha ignorância. Naquele dia não foi diferente. Falavam sobre um homem que eu não conhecia quando um tio referiu-se a esta pessoa como “efeminado”. Eu nunca havia escutado a palavra muito menos sabia o sentido. Terminado o almoço corri para papai: o que é efeminado? E foi ai que, absurdamente, ele me perguntou: por que você gosta de abiu? Lembro-me que apenas disse um sei lá. Porque gosto, ora! Mas o que eu quero saber é... E ele me cortou: eu sei o que você quer saber e o seu gostar tanto de abiu tem tudo a ver com isto.
Não existe outro jeito de contar esta história sem reproduzir o diálogo, ainda intacto em minha memória:
 Você nasceu com alguma coisa dentro que faz você gostar de abiu. Outras pessoas não. Diga lá: todo mundo gosta de abiu?
 Tem gente que não. Lá no Rio (estávamos no sítio, em Miguel Pereira) tem gente que nem sabe que existe. Você mesmo não gosta!
 Pois é. São poucas as pessoas que conhecem e gostam de abiu. Será que isso é errado ou faz você uma pessoa diferente porque gosta?
 Que maluquice é essa, papai! Mas tem uma amiga me acha diferente porque eu não gosto de maçã. A Gerusa!
 E você se acha diferente?
 Todo mundo gosta de maçã. Vai ver eu sou diferente, né?
 E é mesmo! Efeminado é um homem diferente que nasce gostando de namorar homens ao invés de mulheres. Existem também mulheres que nascem gostando de mulheres ao invés de gostar de homens. Ainda não se conseguiu explicar por que. Do mesmo modo que ainda não se descobriu porque você gosta de abiu e não gosta de maçã. Mas um dia a ciência vai esclarecer isto.
 Mas isto é muito mais esquisito que não gostar de maçã, Papai!
 Aprenda a usar as palavras certas! Já expliquei a você que o sentido das palavras é muito importante. Não é esquisito, coisa nenhuma. Só não é comum.
 E por que eu nunca vi um homem assim? Nem mulher.
 Pensa você. Claro que já viu. Mas eles ou elas não gostam muito de mostrar isto porque tem gente que acha esquisito, como você mesma falou agora, viu? Ninguém gosta que os outros digam que são esquisitos, mesmo quando não são, você não acha? .
 Não acho, não. Eu tô pouco ligando se a Gerusa achar que eu sou esquisita porque não gosto de maçã.
 Ah! Mas maçã não é ligada a sexo, minha filha. Lembra que já expliquei isto a você? A maioria das pessoas mete os pés pelas mãos quando falam de sexo. Acham um assunto complicado, mas você já sabe que não é.
 Ah, sei! É um assunto sério e não é pra gracinhas, não é? Você disse que eu conheço alguém efeminado. Quem é?
 Conhece e gosta muito: Oscar Wilde. Você adorou ler O Príncipe Feliz. É lindo não é? Portanto, mocinha, se um dia você perceber alguma pessoa assim, trata de não fazer gracinhas, como você diz, tá? Não deve ter sido esta a palavra que eu usei quando conversamos. Mas o sentido é este mesmo. Mas nós vamos conversar ainda muito sobre estas pessoas diferentes.
Isto se passou há exatamente há 69 anos atrás. Pelas conversas esclarecedoras que se seguiram, aspectos históricos, científicos, morais, éticos e religiosos foram adaptados aos meus ouvidos de criança. E me vi livre do preconceito. Mas não do preconceito dirigido a mim. Fui, na infância e adolescência várias vezes marginalizada por “saber e falar o que não devia”. Com tristeza, percebo que a pergunta que por vezes me fazem (como é que uma senhora de sua idade pode pensar assim?) poderia ser formulada por 58% dos brasileiros! É espantoso perceber que o extraordinário avanço da ciência e da tecnologia que ocorreu nestes 69 anos, em nada contribuiu para tornar o homem mais esclarecido, não é?

SOS AZULEJO (2)

E SE CADA UM DE NÓS ESCREVESSE 
PARA ALGUMA EMPRESA 
DE TRANSPORTE PÚBLICO 
DE SUA CIDADE 

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PEDINDO PARA QUE CONTRIBUA 
PARA A PRESERVAÇÃO 
DE NOSSO PATRIMÔNIO AZULEJAR

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DECORANDO  OS ÔNIBUS COM REPRODUÇÃO 
DE AZULEJOS?