quarta-feira, 23 de setembro de 2020

CRIVELLA, LULA E A ÁFRICA

 Crivella, Lula e a expansão da Universal na África

terça-feira, 22 de setembro de 2020

MEMÓRIA ROUBADA

 


"O Museu Casa de Ruy Barbosa, no Centro Histórico de Salvador, fica a apenas 500 metros do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e mais perto ainda das sedes da Prefeitura e da Câmara Municipal. Nem mesmo a proximidade com os três locais que são símbolos de poder, vigiados 24 horas por dia, foi capaz de intimidar bandidos que arrombaram e furtaram a primeira casa do maior jurista do país. A ação, no entanto, não foi registrada no imóvel, já que o local não possui câmeras de vigilância. Assim, ficou mais fácil empreender a ação e mais difícil de recuperar as 16 peças do acervo, a maioria de bronze.

A presidência da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), proprietária do museu, informou que o local é administrado através de um convênio, firmado em 1998, com o Centro Universitário UniRuy/Wyden (antiga Faculdade Ruy Barbosa), e admitiu a necessidade de instalação de equipamentos de monitoramento das peças.
O roubo aconteceu entre as noites de sexta-feira (28) e domingo (30), quando a porta principal do museu foi arrombada. A ação, no entanto, só foi percebida na manhã de segunda (2), quando uma funcionária da UniRuy chegou para trabalhar e encontrou a porta da frente apenas encostada.
Entre os itens levados da casa onde nasceu Ruy Barbosa (1849-1923) estão objetos pessoais e antiguidades, incluindo as peças mais valiosas do acervo: três bustos e uma estátua do jurista.
“Foi com muito pesar que recebemos essa notícia. A polícia está investigando. Entre as suspeitas do que pode ter acontecido é o fato de o roubo ter sido encomendado por causa do 180º aniversário de Ruy Barbosa. Mas acredito que essas peças ainda estão por aqui, no Centro Histórico, já que não é todo lugar que é possível comercializá-las porque são materiais peculiares”, declarou Antônio Walter Pinheiro, presidente da ABI.
Câmeras
Os vigilantes contratados pela UniRuy para a guarda patrimonial não estavam no local na hora do ataque. A ação, segundo a ABI, sequer chamou a atenção de vizinhos do edifício situado no nº 299. Questionada sobre a ausência dos vigilantes e de câmeras, Pinheiro disse que a responsabilidade é da UniRuy.
Por meio de nota, a UniRuy/Wyden lamentou o episódio. “Convicta do papel que exerce na sociedade baiana, a instituição ressalta que está colaborando com as autoridades a fim de auxiliar com as investigações e resolução do caso”, diz a nota.
Investigação
O roubo foi registrado na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) como “furto qualificado/arrombamento com subtração de bens”.

Confira a lista de materiais roubados

  • 1 busto de Ruy Barbosa em bronze (meia idade)

  • 1 busto de Ruy Barbosa em bronze (ancião)

  • 1 busto em miniatura de Ruy Barbosa em bronze (peso para livro)

  • 1 estátua de bronze

  • 6 medalhas de bronze de formato circular, com borda lisa. (1849/1907)

  • 1 medalha de prata de formato circular, com borda marcada por friso em relevo. (09/10/1907)

  • 1 medalhão de bronze dourado com bordas lisas

  • 1 par de óculos de viagem com antolhos, armação de metal prateada, formato oval, lentes ovais acinzentados

  • 1 par de óculos de grau, armação de metal prateado de formato oval, lentes ovais incolores.

  • 1 Caneta tinteiro preta.

  • 1 Taça.

A TEMPESTADE DO PORCO

 GUERRA DO PORCO 

DIVIDE ISRAELITAS


A Tempestade do Porco’. Era este o título da edição de terça-feira do principal matutino israelita, ‘Yediot Aharonot’, para resumir a controvérsia gerada no país pela decisão emitida no dia anterior pelo supremo Tribunal suspendendo a proibição de vender produtos derivados do porco nas localidades de Beit Shemesh, Tiberias e Karmiel.


A disputa jurídica começou em 2001 quando Olga Palay, a proprietária de uma mercearia na primeira daquelas localidades, decidiu recorrer aos tribunais perante a intenção das autoridades municipais de a obrigar a transferir a sua loja – onde era vendida carne de porco – para a periferia. O assunto encerra um especial simbolismo, uma vez que reflecte a profunda divisão ideológica entre judeus ortodoxos e seculares.
IMPURO PARA O JUDAÍSMO
Em 2001, quando a batalha judicial acabara de despontar, o semanário ‘The Jerusalem Report’ já advertia que o caso era mais do que “um simples desaguizado sobre onde vender salsichas. É uma luta pelo carácter do país”.
O diferendo em redor da venda de carne de porco – um animal impuro para o judaísmo, cuja criação é ilegal na maior parte de Israel – remonta quase ao início do Estado e suscitou sempre um acalorado debate. Em 1985, o dirigente radical Meir Kahane lançou um ataque incendiário no Parlamento contra os judeus seculares precisamente pela sua “fraqueza” perante a carne de porco.
Kahane recordou que na época dos macabeus o primeiro judeu a ser assassinado “foi um que tentou comer porco” e, ainda por cima, ameaçou os restantes com “terror e tragédia”. “Sem Tora (escrituras sagradas do judaísmo) não haverá paz. Os porcos tomarão o controlo do país e mandarão na terra”, afirmou.
Em Beit Shemesh, a sudeste de Telavive, a população está dividida entre ortodoxos e judeus de origem russa, como Palay. “Os imigrantes russos pensavam que tinham deixado para trás um país totalitário para viver numa sociedade aberta e capitalista. Este é um princípio básico: o direito de vender o que queremos e onde queremos”, afirmou Palay ao ‘The Jerusalem Report’.
COMERCIALIZAÇÃO
A opinião do advogado do município, Mordechai Berkovitz, é diametralmente oposta. “As pessoas religiosas não deveriam estar expostas à visão do porco quando seguem pelo seu bairro a caminho do médico”, afirmou. A decisão do tribunal, impressa num documento de 26 páginas, segue a legislação estabelecida em 1956, que habilita os municípios a decidir sobre o assunto.
A resolução adverte que deve ser permitida a comercialização destes produtos nas localidades onde a maioria o exija e, onde estiverem em minoria, os adeptos do presunto devem ter um meio de transporte à sua disposição para aceder a outros bairros onde podem ser adquiridos os ditos produtos.
“Num bairro religioso, não (se pode vender porco); num bairro secular, sim”, resumiu o ministro do Interior de Israel, Abraham Poraz. O titular da Justiça, Tommy Lapid – cujo partido, o Shinui, foi um dos impulsionadores da petição ao tribunal – explicou que não está a tentar “que as pessoas comam carne de porco. Lutamos pelo direito das pessoas comerem aquilo que lhes apetecer”.
A reacção dos partidos e movimentos ortodoxos não podia ser mais furiosa. A organização Tzhoar assegurou num comunicado que a decisão “abre as portas a uma guerra civil”, enquanto o principal líder do partido Shas, o deputado Eli Yeshai, afirmava que se tratava de “golpe profundo na identidade judaica do estado de Israel”. Outros, como o também deputado ortodoxo Meir Porush, preferem invocar a reprovação celestial, ao declarar que “os sábios determinaram que aquele que criar porcos em Israel será amaldiçoado”.
No mesmo tom apocalíptico, o deputado Gila Finkleshtein, do Partido Nacional Religioso, comparou o sucedido com “a destruição do Templo. O Supremo está a destruir todos os símbolos judaicos”.

OS FRANCESES FALAM DE DOM PEDRO II


 https://vimeo.com/378587548

sábado, 19 de setembro de 2020

A HISTÓRIA REPUGNANTE DE HUGO BOSS

 


A História dos uniformes nazistas desenhados e fabricados por Hugo Boss:

A grife alemã Hugo Boss reconheceu que seu fundador Hugo Ferdinand Boss apoiou Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial para assim, tentar proteger e dar impulso a sua marca de roupas.
O livro ‘Hugo Boss, 1924-45’ do historiador Roman Köster, docente da Universidade de História Militar de Munique, que foi autorizado pela marca, revela que o proprietário da grife não somente foi um nazista fervoroso durante a Segunda Guerra, mas também manteve escravizados em sua fabrica em Metzingen, no estado de Baden-Wurttemberg cerca de 180 prisioneiros de guerra (140 franceses e 40 poloneses).
Sessenta anos depois, a companhia publicou um comunicado em seu site pedindo perdão e ressaltando que sente “o mais profundo pesar por aqueles que sofreram durante seus trabalhos forçados na empresa de Hugo Ferdinand Boss, durante o regime nazista.” Quando produziam os uniformes da SS.
O livro, que discorre sobre a vida do fundador da companhia, mostra que em 1933 Hugo Boss foi produtora e distribuidora oficial dos uniformes militares do Partido Nazista Alemão e a partir de 1938 passou a produzir também os trajes específicos da Waffen SS.
Os prisioneiros, segundo o site alemão The Local, que foram utilizados pela Hugo Boss viviam em péssimas condições em um campo de trabalho próximo a fábrica. A higiene e alimentação eram escassas, e o ritmo de trabalho desumano.
O Professor Köster ainda deixa claro que o fundador da empresa Hugo Boss era um nazista convicto: Não somente apoiou Hitler e o Partido, mas também obteve muitas vantagens com isso, como por exemplo vários contratos para a produção dos uniformes militares, sinal de que estava totalmente integrado com o Partido e o movimento político que este representava. O Historiador afirma, outrossim, que a ideologia do Terceiro Reich, foi profundamente assimilada pelo proprietário da empresa.
Após o final da Segunda Guerra Mundial, Hugo Ferdinand Boss foi processado e multado por sua ativa participação na estrutura nazista. Hugo F. Boss morreu em 1948 e desde então, sua empresa passou o focar no publico masculino, além de roupas, fabrica perfumes e demais acessórios, o que fez da Hugo Boss líder nacional em seu setor de atuação, além do mais é hoje uma marca de prestigio internacional.

URGENTE: PRECISAMOS DE TRÊS CHINESES!


Afinal não são mais que 650 metros entre a Cruz do Pascoal e o Largo de Santo Antônio, mais uns 50 da Ladeira do Boqueirão.

Enfiar a fiação debaixo do chão, tirar os postes, reformar as calçadas, obra simples que, a rigor, não deveria levar mais que uns cinco meses. Com três responsáveis chineses, capazes de planejar, coordenar e fiscalizar a obra, dois meses no máximo.

A quem atribuir a culpa de uma situação que castiga há mais de meio ano moradores e comerciantes do bairro de Santo Antônio? A empresa executora, a PEJOTA, aparenta evidente desorganização. Mas a verdadeira culpada é a estatal CONDER que abocanhou anos atrás a responsabilidade pela execução de todas as obras do patrimônio material do centro histórico de Salvador sem ter quaisquer condições de substituir o IPAC. Trata este antigo bairro como se fosse Massaranduba ou Imbuí.

É absolutamente inadmissível que a Rua Direita continue – por ainda quantos meses? – parecendo a Transamazônica. Durante dias seguidos a obra fica parada. O que aconteceu? Alguma greve? Uma cratera vulcânica no meio da rua? Descobriram uma caverna com desenhos rupestres? Não: faltou material. A areia, dizem, não veio de Jacobina, etc.

Há quantas décadas existe a CONDER? Quantas obras assinou a serviço da Bahia? E ainda não sabe que ano de eleições é tempo de os prefeitos mostrarem serviço? Parte daquilo que prometeram nas campanhas terá que ser realizada se pretenderem ser reconduzidos ao cargo. Então, como fogo de palha, todos correm atrás de material de construção e, por consequência, haverá falta. Simples assim. A estatal deveria conhecer perfeitamente o problema. Elementar questão de planejamento.

Resultado: apesar da pandemia dar sinal de enfraquecimento, moradores e comerciantes continuam presos, sem poder voltar às atividades inerentes à vida urbana. E com considerável prejuízo econômico para todos.

O mais deprimente de tanto amadorismo, se terminarem dentro do prazo, é a feiura que nos espera no fim do ano. Existe algum (a) responsável pela estética da obra? Em caso afirmativo, melhor esconder o nome porque qualquer dona de casa do bairro de Pela-Porco tem mais sensibilidade e criatividade. Como prova a idiota ideia de colocar grama no passeio em ziguezague da ladeira do Boqueirão. Previram alguém para fazer a manutenção? Cortar, molhar, capinar? Não. É só para fazer bonitinho no dia da inauguração e tirar fotos. Quem achar que exagero pode ir até a Baixa dos Sapateiros e apreciar os “embelezamentos” da famigerada estatal.

A recém-criada Associação do Centro Histórico Empreendedor (ACHE) chegou em boa hora para fiscalizar futuras veleidades de políticos que, verdade seja dita, pouco se importam com nosso patrimônio.

 

 

 

O SEGREDO DOS DEUSES 2