sexta-feira, 24 de novembro de 2017

JESUS CRISTO PEDÓLIFO?

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BLACK FRIDAY

Lojas de shopping são notificadas por propaganda enganosa


Agentes da Codecon fiscalizam estabelecimentos comerciais em shopping de Salvador - Foto: Alessandra Lori | Ag. TARDE

Duas lojas de eletrodomésticos localizadas no Shopping da Bahia, em Salvador, foram autuadas na manhã desta sexta-feira, 24, por propaganda enganosa na Black Friday. A ação foi realizada por fiscais da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon).

Segundo o diretor-geral do órgão, Alexandre Lopes, a autuação foi motivada pela venda de produtos anunciados com valores promocionais, mas que estavam com o mesmo preço de antes. A comparação foi feita com base na pesquisa de preços realizada pela Codecon nos últimos 30 dias. Nesta sexta, os agentes fiscalizam estabelecimentos comerciais em diferentes shoppings de Salvador.
Apesar da tentação em adquirir produtos com valores mais baixos, os consumidores devem ficar atentos às 'pegadinhas' que acontecem neste período. A desconfiança sobre a veracidade dos descontos já gerou um novo nome para a ação: "Black Fraude". 
"Nossa orientação é que o consumidor se organize e faça a pesquisa de preço anteriormente. Caso isso não seja possível, ele pode pegar o folheto de desconto da Black Friday e comparar com os preços nas lojas", explica Alexandre, em entrevista à TV Record. De acordo com ele, os produtos mais visados são smartphones, aparelhos de TV, fogões, geladeiras e outros eletro-eletrônicos. 
Caso seja flagrado algum tipo de propaganda enganosa, os fiscais orientam o gerente da loja a retirar a etiqueta de desconto e substituí-la pela etiqueta com o valor original do produto. Além disto, as empresas vão responder processo administrativo e podem sofrer multa que varia de R$ 300 a R$ 6 milhões, a depender do caso. 


E JOB? CONTINUA POBRE?

Bahia Notícias

Bunker de Geddel pode ser resultado de propinas do PMDB, Funaro e Odebrecht


Bunker de Geddel pode ser resultado de propinas do PMDB, Funaro e Odebrecht

O bunker do ex-ministro Geddel Vieira Lima, encontrado em um apartamento em Salvador com R$ 51 milhões, pode ter sido alimentado por três fontes de propina: do PMDB, da Odebrecht e de Lúcio Funaro. 

Esta é a primeira vez que os investigadores fazem essa relação da origem do dinheiro, já que Geddel nunca esclareceu de onde saiu o montante. 

Segundo o G1, investigadores da Polícia Federal apontam que há claros indícios de crime de lavagem de dinheiro. 

O detalhamento foi incluído nas investigações sobre lavagem de dinheiro que estão no Supremo Tribunal Federal. 

De acordo com informações obtidas pela TV Globo, Funaro confirmou ter repassado R$ 20 milhões para Geddel. 

O ex-ministro também teria recebido dinheiro de peemedebistas investigados no inquérito conhecido como quadrilhão, no qual Geddel é investigado junto com o presidente Michel Temer e outros integrantes do PMDB. 

Já por parte da Odebrecht, Job Ribeiro, ex-assessor de Lúcio Vieira Lima, disse que pegou dinheiro em espécie na construtora a mando dos irmãos. 

Ele teria ido cinco ou seis vezes pegar o dinheiro com uma pessoa chamada Lúcia - que seria Maria Lúcia Tavares, secretária da Odebrecht. Job também disse à força-tarefa que repassava 80% de seu sala´rio pago pela Câmara, cerca de R$ 8 mil por mês, para a família Vieira Lima.

MUITO SOBRE LUCIANO HUCK

Os negócios de Huck com o amigo e sócio Accioly, investigado na Lava Jato em esquema de Cabral. Por Kiko Nogueira


Na manhã de quinta, dia 23, a Polícia Federal deflagrou a operação C’est Fini, desdobramento da Lava Jato que apura esquema de Sergio Cabral no uso de precatórios por empresas que tinham dívidas com o estado.
O nome é uma alusão à “farra dos guardanapos” em Paris.
O ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner — suspeito de receber pelo menos R$ 1,6 milhão em propina — e o empresário Georges Sadala Rihan foram presos.
Outro dos alvos é Alexandre Accioly. A polícia fez busca e apreensão em sua casa e ele será intimado a depor.
Uma das histórias de Luciano Huck que a mídia vai fazer o impossível para abafar é a de sua sociedade com Accioly — que é também apontado como laranja de Aécio Neves na Lava Jato.
Accioly é da turma de Huck desde, pelo menos, 2003, quando eles faziam parte de um grupo de “jovens empresários brasileiros” que estavam investindo, principalmente, na indústria de entretenimento.
Em 2004, estavam por trás da casa noturna “Oi Noites Cariocas”. Huck vinha de uma experiência bem sucedida no bar Cabral, nos Jardins, uma balada mauricinha, e do programa H, em que revelou Feiticeira e Tiazinha (futuras ministras?).
Orbitavam em torno de Aécio, que sempre gostou da balada. Accioly é padrinho de um dos filhos do tucano.
Huck e Accioly são sócios em diversos empreendimentos. No Rio de Janeiro, tinham negócios nas rádios Jovem Pan e Paradiso.
Em 2011, montaram a rede de academias Bodytech, presente nos maiores shoppings. Os outros parceiros visíveis são João Paulo Diniz, Luiz Urquiza e o técnico Bernardinho (que deve sair para governador do RJ).
Na inauguração, Huck veio com sua lenga lenga marqueteira. “Quero ver as pessoas fazendo coisas legais por preços acessíveis, abrindo serviços no Brasil que antes eram para poucos. Quero contribuir, fazer tudo o que puder”, afirmou. 
É uma marca do sujeito. Seja lá o que ele faça com objetivo absolutamente argentário — o que pode ser absolutamente legítimo — é propagandeado como obra social.
Um jeito de “contribuir” com o Brasil é aclarar a natureza de sua sociedade com Accioly.
Em seu depoimento à Lava Jato, Henrique Serrado do Prado Valladares, ex-vice-presidente da Odebrecht, contou que Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões em troca de apoio ao consórcio com a Andrade Gutierrez que disputou o leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.
O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta em Cingapura em nome de Accioly.
Valladares diz que encontrou os dois num restaurante no Rio de Janeiro. Estavam em companhia de Diogo Mainardi, um dos donos do blog Antagonista, vazador oficial da Lava Jato.
“Eu tinha ido para aquele restaurante, Gero, com a minha esposa para jantar. E estavam lá Aécio Neves sentado com Accioly, mais o cara que faz o Manhatann Connection… o Diogo Mainardi. Estavam reunidos na mesma mesa”, afirma.
“Na despedida, o governador Aécio Neves disse a mim: ‘Olha, Henrique, o Dimas Toledo [então diretor de Furnas], nosso amigo comum, vai lhe procurar’. Simplesmente isso. E se despediu de mim”.
Continua: “Então, (um dia) o Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador. Eu me recordo que é em Cingapura a conta. Não é Suíça, não é Bahamas, é Cingapura”.
Em agosto, a Folha noticiou que Accioly iniciou conversas com procuradores da força-tarefa visando um acordo de delação premiada. Ele nega.
Em 2012, a extinta revista Alfa, que eu dirigia, fez um perfil de Alexandre Accioly, assinado por Marcelo Zorzanelli, hoje um dos membros do Sensacionalista.
Transcrevo alguns trechos:
Ainda garoto, o carioca Alexandre Accioly traçou um objetivo para si próprio: viver bem. “Não queria ficar rico. Eu queria conhecer a Disney”, diz. “Mas nunca tive ninguém me bancando. Fui com o meu dinheiro aos 27 anos.” Aos 49, ele frequenta com a mesma desenvoltura a seção de economia e as colunas sociais.
Empresário desde os 17 anos, fez uma série de bons negócios desde que montou uma agência de figurantes no fim dos anos 1970 – teve um jornal de classificados de carro, outro de esportes, vendeu revistas, montou um centro de telemarketing, uma produtora de shows, uma rede de academias, restaurantes de luxo, uma marina em Angra dos Reis – e ficou amigo de alguns dos homens mais poderosos e influentes do país, que o consideram um “irmão”.
(…)
“Aos 8 anos, agenciei alguns amigos como engraxates. E os ensinei a, de noite, se sujar de graxa para pedir dinheiro. Eu ficava com metade. Até que uma das mães descobriu e acabou com o meu negócio.”
“Minha avó tinha uma boa pensão do exército, que bancava a família toda. Ela havia me ajudado a montar um jornal de classificados de automóveis. Aí veio o Plano Collor e quebrei. Logo depois, ela foi atropelada e morreu. Quando acabou o dinheiro, lembrei que ia com ela todo mês sacar a pensão… [Aciolly interrompe a entrevista e diz: Você publicando isso eu vou ser preso… mas, pode publicar. Acho que já prescreveu]. Depois que ela morreu, fui lá e a máquina começou a cuspir dinheiro. Que alegria! Vivemos mais de um ano com essa pensão, até eu começar a ganhar algum de novo.”
“Há dois anos, dei uma longa entrevista para uma revista mensal [a Piauí]. Um belo dia, minha assessora me disse que o diretor de redação [Mario Sergio Conti] queria jantar comigo. A primeira pergunta que ele me fez: `Alexandre, você, com a sua vaidade, sempre coloca seu nome nas suas empresas. Como você se sente no caso do restaurante Fasano? Ficar no segundo plano não te incomoda? Eu me debrucei sobre a mesa e disse: `Cara, eu adoro gozar com o p** dos outros. O que me importa é dinheiro no bolso, meu nêgo.”

Huck e Accioly na inauguração da Bodytech
“Eu não falo inglês. Por isso, sempre brincava quando começava a namorar: se a mulher não falasse inglês, terminava logo, porque aí não dava para viajar.”
“Eu tomava decisões de risco na minha empresa de telemarketing. Não tinha dinheiro para investir e minha carga tributária era de 40%. Eu ia pagar imposto ou comprar computador e pagar salário? Eu falei: `No c*, imposto!. Só pagava os impostos dos funcionários. E nunca admiti que falassem que eu era sonegador. Fui inadimplente por mais de dois anos. Foi o dinheiro mais caro que eu já peguei emprestado, paguei uma multa gigante.”
“O Unibanco estava procurando uma empresa de call center à qual se associar. Aí nos reunimos com o conselho do banco. Estariam lá o [Jorge] Bornhausen, o [Tomas] Zinner e o Pedro Moreira Salles. O Urquiza, meu sócio, me pediu uma semana inteira para eu não falar palavrão. Na reunião, comecei: `P*** que o pariu! C******! Meu sócio está há uma semana me pedindo para não dizer palavrão. Esse filho da p*** veio até aqui falando na p**** do meu ouvido. Senhores: se formos sócios, vocês vão ouvir muito palavrão. Gargalhadas gerais. No fim, o Pedro Moreira Salles falou: `Tchau, sócio.”
“Tenho dois amigos bem palhaços. Álvaro Garnero, primo da Astrid [Monteiro de Carvalho, com quem Accioly teve um filho após um relacionamento de uma noite], e meu querido Aécio Neves. A única pessoa que sabia que eu tinha tido algo com a Astrid era o Aécio. Abro uma revista de fofoca e vejo a Astrid numa matéria enorme com o Antônio [filho de Accioly que foi criado até 1 ano e três meses pelo então marido de Astrid, o empresário Marcos Campos]. Nesse dia, o Aécio me liga: `Já viu seu filho na revista?’. Eu falei: `Ah, Aécio, vai se f****!’. Um mês depois, primeiro de abril, toca o celular. Era o Álvaro Garnero, que estava em Lisboa. Ele me disse: `Cagada geral. Se tocar o telefone, não atende. A Astrid reuniu a família inteira e disse que o Antônio é seu filho!’. Quando ele falou aquilo, parecia tão verdade… E então ele começou a rir e eu ouvi a risada do Aécio no fundo. Eu não tinha me tocado que ele também estava em Portugal.”
“Fui fazer um jantar para o Boni, que entende tudo de vinho. Eu vou fingir que entendo? Comprei o vinho mais caro, que aí não tinha como errar. Eu aplico isso na vida.”
Eis o sócio de longa data de Luciano Huck. Os dois são da mesmíssima cepa. É evidente que, a essa altura, o apresentador já apagou as fotos com o velho camarada de seu Instagram e não atende seus telefonemas.
Tudo isso em nome de um país mais justo, como sabemos. A imprensa quer o chefe dessa turma na presidência. Ele é o cara de centro.
Loucura, loucura, loucura.

QUEM DESPEDIU ESTE DESCONHECIDO?

ACABEI DE ME FORMAR EM JORNALISMO

Tom Cardoso

Resultado de imagem para ILUSTRAÇÃO DE DEUS- Oi Tom.
- Opa.
- Acabei de me formar em jornalismo.
- Bacana.
- Pode me dar algumas dicas rápidas por aqui no Facebook?
- Sim, claro.
- Que Deus o abençoe.
- Primeira dica, anote aí.
- Sim.
- Deus não abençoa ninguém.
- Por que?
- Porque ele não existe.
- Não?
- Não. E mesmo que ele existisse, você não poderia acreditar nele.
- Não posso?
- Jornalista não acredita em instituições.
- Deus é um instituto?
- É, por ai. Qual o último livro que você leu?
- Crime e Castigo. Faz tempo.
- Quanto tempo?
- Foi no começo da facu, numa viagem de ônibus para Poços de Caldas.
- Quanto tempo dá de ônibus até lá?
- Quatro horas.
- Você leu Crime e Castigo em quatro horas?
- Sim. Sou amarradão nessa autora.
- Autora?
- Sim, a Agatha Christie. Ela é top.
- Cara, pode voltar a acreditar em Deus.
- Posso?
- Pode.
- Obrigado, mestre.