quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

HISTORIADOR ILAN PAPPÉ

 


JÁ ERA DOCUMENTO

 

Antes da invenção das roupas, tamanho do pênis humano “já era documento”, sugere estudo



Pesquisa argumenta que, ao longo da evolução, a genitália dos homens influenciou a atração feminina e a avaliação masculina de possíveis rivais

Antes mesmo da existência de qualquer peça de roupa (ou convenção social que proíbe a nudez), os humanos andavam e viviam completamente nus. Quando tudo ainda estava à mostra, o tamanho do pênis humano teria sido uma característica que podia influenciar potenciais parceiras e até mesmo competidores. É o que revelou um estudo publicado na revista PLOS Biology na última quinta-feira (22).

Para investigar se "tamanho é documento" do ponto de vista evolutivo, pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental usaram 343 figuras masculinas geradas por computador, que foram avaliadas por 600 homens e 200 mulheres.

"O motivo pelo qual o pênis humano é excepcionalmente grande em comparação com o de outros primatas é uma questão evolutiva de longa data", observam os autores na pesquisa. "A seleção sexual, por meio da escolha de parceiros pelas fêmeas e da competição entre machos, é um fator provável, mas confirmar essa hipótese é difícil devido à covariância natural entre as características. A solução do experimento foi manipular características específicas para identificar os alvos da seleção".

Tamanho "era documento"

Os voluntários observaram animações de figuras masculinas em tamanho real (presencialmente) ou em escala reduzida (online, à distância). Em ambos os contextos, as mulheres avaliaram a atratividade masculina, enquanto os homens julgaram a rivalidade sexual do oponente, avaliando sua capacidade de luta.

As mulheres classificaram como mais atraentes os homens mais altos, com pênis maior e com maior proporção entre ombros e quadris – indicando um corpo em formato de “V”. No entanto, a partir de certo ponto, aumentos adicionais no tamanho peniano, na altura e na largura dos ombros apresentaram avaliações decrescentes.

ESTE FUX....

 Fux nega habeas corpus a militar condenado por portar 0,1g de maconha

O ministro do STF não identificou ilegalidade ou abuso de poder na decisão da Justiça castrense


POR CARTACAPITAL

09.02.2026.


O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux decidiu, na última sexta-feira 6, negar um habeas corpus ao ex-soldado do Exército Estevão Barbosa da Silva, condenado a um ano e seis meses de reclusão por portar 0,1 grama de maconha em seu armário no quartel.

A Defensoria Pública da União pediu ao STF a aplicação na Justiça Militar da tese fixada pela Corte sobre a descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal. Segundo a defesa, não houve porte da droga durante a prestação do serviço militar, mas a posse da substância, apreendida em uma revista nos armários de soldados e cabos da unidade militar.

Fux afirmou, porém, não haver no caso justificativa para conceder uma ordem de ofício, uma vez que não existiria ilegalidade ou abuso de poder na condenação, determinada pelo Superior Tribunal Militar.

Segundo o ministro, o STF já decidiu ser constitucional o artigo 290 do Código Penal Militar — que considera crime, entre outras práticas, guardar substâncias entorpecentes — e reconheceu ser incabível a aplicação do princípio da insignificância diante da posse de uma pequena quantidade de droga “em lugar sujeito à administração militar”.

Além disso, acrescentou o ministro, examinar os argumentos da defesa demandaria uma “indevida incursão” nas provas dos autos, o que não seria possível no âmbito de um habeas corpus.

Em 2024, o Supremo descriminalizou o porte de maconha para consumo pessoal. A maioria da Corte definiu o porte de 40 gramas ou seis plantas fêmeas como divisor, mas a quantidade não é o único fator considerado em cada caso concreto.. A gramatura, portanto, representa apenas uma “presunção”. Ou seja: uma pessoa pode ser flagrada com gramatura inferior ao teto fixado pelo STF e, ainda assim, ser enquadrada como traficante, a depender de outras circunstâncias. Da mesma forma, pode  ser pega com um volume superior ao limite e ser considerada apenas usuária.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

MENOS QUE O TIRIRICA

 


ZONA DE SILÊNCIO

Corredor da Vitória.






Esta sinalizado e determinado a Zona de Silêncio da Zona Nobre da cidade, as demais áreas que não são consideradas Zonas Nobres que se virem em busca do sossego!
São dois pesos e duas medidas, as áreas populares que sofrem constantemente com a poluição sonora, não só no período momesco, não tem a mesma preocupação e o mesmo cuidado concedido aos moradores do Corredor da Vitória. Os paredões que infernizam a vida de dos idosos, dos enfermos, dos recém nascidos, das crianças, dos adultos trabalhadores, dos estudantes, não possuem o mesmo privilégio que os felizardos moradores do Corredor da Vitória.
Moradores esses que abrange a classe dominante dos meios de produção e comunicação do município, que através do ex-gestor, que possui o seu genitor como morador do bairro, decretou a área como Zona de Silêncio e tirou os trios elétricos desta região, que tradicionalmente era um dos locais do início do circuito Avenida. Circuito esse que o ex-gestor fez de tudo para matar, inclusive com o grande terreno da antiga MaxFeira na Graça, que recentemente estava cotado a ser desapropriado pelo Governo do Estado, provavelmente para ser utilizado como estação do metrô, e por cerca de 30 anos foi utilizado como estacionamento para manobras e logísticas de montagem e desmontagem finais dos trios-elétrico, foi recentemente iniciado as obras de um grande empreendimento com três Torres de 18 andares cada, onde o stand de vendas foi aberto com um pomposo lanche da tarde e já surgiu com uma faixa vermelha em letras garrafas informando: 100% VENDIDO. Empreendimento este que tem o ex-gestor de Salvador como um dos proprietários.
A quem realmente interessa a Zona de Silêncio decretada no Corredor da Vitória?
O Carlismo Político não presta para gestão pública!
Salvador, 11 de fevereiro de 2026.
Fred Vaccarezza

ANITTA, XUXA E FERNANDA

 Anitta, Xuxa e Fernanda Montenegro assinam carta para Eduardo Paes

Intitulado Por um Rio mais verde, o manifesto sobre as políticas ambientais da prefeitura reúne inúmeros artistas, ativistas e organizações da cidade 

Por um Rio mais verde: artistas como Anitta, Xuxa e Fernanda Montenegro assinam carta aberta pedindo por transparência nas políticas ambientais da Prefeitura do Rio. (Alexandre Macieira/Riotur; Blad Meneghel; Ivan Pacheco/Veja.com) 


Uma carta aberta direcionata ao Prefeito, Eduardo Paes, e ao Vice-Prefeito, Eduardo Cavaliere, pede por esclarecimentos sobre a política ambiental adotada no licenciamento de novos empreendimentos, além de maior transparência nos critérios e na execução das compensações ambientais.

Os signatários, compostos por membros da sociedade civil sem vínculo político ou partidário, incluem associações, organizações, lideranças, artistas, cientistas e moradores de toda o Rio. 

Entre os milhares de moradores que assinam a carta e defendem o diálogo por um Rio mais sustentável estão músicos, como: Marisa Monte, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Xuxa, Anitta, Dejan Petkovic,  Pretinho da Serrinha, Adriana Calcanhotto, Evandro Mesquita e Leo Jaime; artistas do audivisual e do teatro, como: Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Fabio Porchat, Patrícia Pillar, Dira Paes, Marcos Palmeira, Maitê Proença, Bruno Gagliasso, Renata Sorrah, Julia Lemmertz, Claudia Abreu, Heloísa Perissé,  Maria Padilha, Sergio Marone, Laila Zaid, Manuela Dias e Alexia Deschamps; artistas plásticos, como: Maria Klabin, Luiz Zerbini e Laura Lima; ativistas de diferentes especialialidades, como Carlos Nobre, Mario Moscatelli, Marcio Astrini, Daniel Becker e Sonia Bridi; atletas, como Carolina Solberg; cozinheiros, como Roberta Sudbrack; entre outros. 

O texto reforça que a carta não se coloca contra o desenvolvimento da cidade, mas defende um modelo urbano que concilie crescimento, justiça climática, participação social e preservação ambiental. 

“O ritmo acelerado de transformação urbana, sustentado por um discurso de desenvolvimento que desconsidera a crise climática global”, critica um dos trechos do manifesto. 

Dentre as organizações e associações de moradores, como Instituto Vida Livre, AMAGávea, Olaria Verde, AMAJB, AMAUrca, AMBotafogo, Observatório do Clima, AMAGlória, Patativas do Recreio, Horto Natureza  AMAGrajaú, AMASCO, Grupo Ação Ecológica GAE, AMIpanema entre outras entidades representativas da sociedade civil.

A Carta Aberta segue aberta para novas adesões, e o link para assinatura está  disponível nas redes sociais do movimento: @institutovidalivre e @amagavea. 

CENTRO DE ECONOMIA CRIATIVA

 


Esse mês, celebramos o décimo sétimo aniversário da fundação do Trapiche Pequeno, o Centro de Economia Criativa da Bahia. Na epoca, o conceito de economia criativa não estava na moda como é hoje em dia.


Ao longo dos anos, foram dezenas de criadores (fotografos, arquitetos, produtores de teatro, de audiovisual, de conteudo digital, de eventos, de musica, de dança, designers, arqueologos, profissionais de som, de iluminação etc…) que passaram pelo Trapiche Pequeno utilizando nossa infra-estrutura.


Como sempre acontece quando você é pioneiro, raramente, fomos visitados ou pesquisados pelos órgãos oficiais da economia criativa. Mas o conjunto de talentos que temos la é inegavel.


Hoje são quinze empresas e mais de cinquenta funcionários reunidos e criando no Trapiche Pequeno.

Se quiser nos visitar para nos conhecer melhor, é so agendar.

Bernard Attal

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

NOVE BEBÊS NEGRAS

 Em 1979, Ele Adotou Nove Bebê Negras Que Ninguém Queria — O Que Elas Se Tornaram 46 Anos Depois Vai Deixar Você Sem Palavras...


O mundo de Ricardo despedaçou-se em 1979, quando a sua amada esposa, Anne, faleceu.
A casa deles - outrora cheia de sonhos de crianças - ficou vazia.
Amigos o pediram para se casar novamente. Mas Ricardo segurou as últimas palavras de Anne:
"Não deixe o amor morrer comigo. Dá-lhe um lugar para ir. ”
Numa noite tempestuosa, o destino levou-o ao Orfanato Santa mãe divina .
Lá, ele encontrou nove menininhas - todas abandonadas juntas, seus choros ecoando pelos corredores.
Ninguém queria levá-las todas . A separação era inevitável.
Mas a voz de Ricardo tremia enquanto ele sussurrava:
"Eu vou levá-las . Todas juntas . ”
O mundo pensou que ele era louco.
Os assistentes sociais duvidaram dele.
Os parentes zombaram dele.
Os vizinhos sussurraram: "O que é que um homem branco está a fazer a criar nove meninas negras? ”
Mas Ricardo recusou-se a ouvir. Ele vendeu os seus pertences, trabalhou turnos duplos e construiu nove berços com as próprias mãos.
As noites desfocadas em garrafas, canções de embalar e trançando pequenos caracóis na luz da cozinha.
Através das dificuldades, o seu amor nunca vacilou. O riso encheu a casa.
A risadinha contagiante da Sarah. A travessura brincalhona da Naomi. A gentileza gentil de Leandra.
Peça por peça, ele construiu uma família.
E agora, em 2025 — ninguém podia esperar que o destino podia pregar essa peça

CEM MIL TIJOLOS



Designed by Shonan Purie Trehan and completed in 2020 in Golflinks, New Delhi, the Hundred Thousand Brick House is a 12,500 square foot residence where craftsmanship, narrative, and parametric logic converge.


Clad in a sculptural exterior of handmade bricks, the house reflects the movement of the sun through shifting shadows, poems embedded within, and softened edges that house plants, water, and light.



Rows of bricks were first hand-shaped, then converted to parametric software, and finally constructed by master stonemasons, resulting in an architecture that undergoes a meticulous masonry process.

Inside, spiral staircases, an open-air elevator, and playful details guide movement between layered social and private spaces, balancing humor, joy, and profound material intelligence.


https://www.facebook.com/architecturelab.magazine/videos/hundred-thousand-brick-house-by-labwerk/1396767941827641/ 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

RACISMO ESTRUTURAL

 



https://www.facebook.com/reel/861254783154892/?s=fb_shorts_profile&stack_idx=0

DA CULTURA AO LUCRO

 

Da cultura ao lucro: Carnaval de Salvador abandona 

tradição e consolida exploração do trabalho




Como a mercantilização transformou o Carnaval de Salvador em um produto e esvaziou sua identidade cultural  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Prefeitura de Salvador


Vendido ao mundo inteiro como a maior festa popular do planeta, o Carnaval de Salvador tornou-se, na prática, um dos exemplos mais acabados de como a mercantilização extrema pode esvaziar a cultura, apagar identidades e normalizar a exploração do trabalho.

O que antes era celebração coletiva, invenção popular e afirmação da famosa 'baianidade', atualmente, opera sob a lógica dura da indústria cultural, na qual a experiência é segmentada por classe social e o lucro se impõe como valor intransigente.

A narrativa oficial, reproduzida por emissoras de TV, campanhas publicitárias e discursos institucionais, constrói um Carnaval de conto de fadas, um "outdoor" da cultura baiana. Mas, será mesmo? 

Cultura x lucro

Durante os festejos, as câmeras têm endereço nos camarotes luxuosos, blocos fechados e trios patrocinados por grandes marcas. O que fica fora desse enquadramento estatal é, justamente, aquilo que deu origem à festa, a pipoca. A ocupação democrática da rua e a mistura de corpos, sons e histórias sempre definiu o carnaval baiano. 

Porém, o povo, hoje empurrado para faixas cada vez mais estreitas e invisíveis do circuito, não é um detalhe marginal, é o coração histórico da festa. Foi ali, na ausência de cordas, abadás e credenciais VIP, que o carnaval se constituiu como espaço de invenção cultural e encontro social. Ao reduzir esse espaço, o poder público e os grandes empresários do entretenimento não estão apenas reorganizando o fluxo da festa, mas redefinindo quem tem direito à cidade e sob quais condições.

Esse processo não ocorre por acaso, ele é resultado direto de uma política urbana e cultural que transformou o carnaval em negócio. Prefeituras sucessivas passaram a tratar a festa como ativo econômico, justificando a privatização do espaço público em nome da geração de receitas, do turismo e do crescimento do comércio. Esses objetivos, em si, não são ilegítimos, já que, consequentemente, causa o avanço da cidade como centro comercial, ampliando os horizontes, mas a que custo?

O problema é o preço social e cultural pago por eles, sempre cobrado dos pobres, negros, trabalhadores informais e periféricos. Nesse cenário, chama atenção o abandono progressivo dos blocos afros, a espinha dorsal da identidade cultural do carnaval de Salvador. Ilê Aiyê, Olodum, Muzenza, Malê Debalê e tantos outros foram responsáveis por afirmar a negritude, internacionalizar ritmos, politizar a festa e disputar narrativas sobre quem somos enquanto povo. 

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Meio século de história da entidade será celebrado com o espetáculo Ilê Aiyê - Alfredo Filho / Secom / PMS

Hoje, sobrevivem com dificuldade, disputando migalhas de patrocínio e vagas no edital Ouro Negro, disponibilizado pela Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (Secult), enquanto milhões são investidos em estruturas que reproduzem um carnaval pasteurizado, embranquecido e cada vez mais alinhado a padrões globais de entretenimento.

Não por acaso, Luiz Caldas, o chamado “Pai do Axé”, tornou-se um dos críticos mais contundentes desse modelo. Ao reconhecer seu próprio papel na abertura do carnaval às grandes gravadoras e ao capital, Caldas aponta para um dilema central: o axé nasceu como síntese democrática, mas foi capturado por uma engrenagem que concentra visibilidade em poucos artistas e esvazia a diversidade criativa da festa. Quando a música passa a obedecer mais à lógica do mercado do que à pulsação do povo, a cultura deixa de ser expressão e vira produto.

O Carnaval perde na essência para poder lucrar na parte financeira”, lamentou Caldas em entrevista à Terra Magazine em 2012.

Precarização do trabalho

Mas, talvez, nenhuma face desse carnaval mercantilizado seja tão brutal quanto a precarização do trabalho. Os “cordeiros”, trabalhadores responsáveis por segurar as cordas que privatizam as ruas, simbolizam de forma quase didática a permanência de estruturas escravocratas no Brasil contemporâneo. O paralelo com os liteireiros do período colonial não é retórico: trata-se de corpos negros e pobres usados como muros humanos para garantir o conforto de uma elite foliã.

Esses trabalhadores enfrentam jornadas extenuantes, ausência de direitos básicos, humilhações constantes e remunerações irrisórias. Receber cerca de 80 reais por seis horas de trabalho pesado, em meio ao calor, à violência e ao caos da festa, enquanto fantasias e camarotes custam milhares de reais, não é uma distorção ocasional, é projeto. É o capitalismo operando em sua forma mais crua, naturalizando a desigualdade e transformando a exploração em paisagem.

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Com barracas improvisadas e até colchões, ambulantes se preparam para a festa mais esperada do ano na Bahia | Paulo M. Azevedo / BNEWS

O mesmo vale para os ambulantes, que são autônomos, mas dependem da gestão pública e das marcas de cervejas que patrocinam o evento. A responsabilização da Ambev e da Prefeitura de Salvador pelo Ministério do Trabalho e Emprego, após a constatação de trabalho análogo à escravidão envolvendo mais de 300 vendedores no Carnaval de 2025, escancarou o que já era sabido, as grandes empresas não apenas patrocinam a festa, mas controlam diretamente a força de trabalho, impondo jornadas de até 20 horas, negando acesso à água, descanso e higiene. O Estado, longe de atuar como garantidor de direitos, aparece como facilitador desse modelo, concedendo exclusividades e fechando os olhos para abusos sistemáticos.

Reflexo do que foi apresentado, na última semana, durante a preparação para as festas deste ano, os trabalhadores acamparam em plena calçada na região do Morro do Gato, no bairro da Barra, para garantir um local “privilegiado” nas vendas no circuito. Em nota ao BNews, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP) afirmou que “os ambulantes foram devidamente orientados e advertidos de que o descumprimento das normas resultará na apreensão imediata do material e no descredenciamento para atuação nos eventos”. 

Assista:

ESTUDANDO LEITE

 


Ela achava que estava estudando leite.

O que descobriu foi uma conversa.
Em 2008, a antropóloga evolucionista Katie Hinde trabalhava em um laboratório de pesquisa com primatas na Califórnia, analisando leite materno de macacas rhesus. Havia centenas de amostras e milhares de dados. Tudo parecia rotineiro — até que um padrão insistiu em aparecer.
Mães de filhotes machos produziam leite mais rico em gordura e proteína.
Mães de fêmeas produziam maior volume, com outro equilíbrio nutricional.
Era consistente. Repetível. E desconfortável para o consenso científico.
Colegas sugeriram erro. Ruído estatístico. Coincidência. Mas Katie confiou nos dados. E os dados apontavam para algo radical:
Leite não é apenas nutrição.
É informação.
Durante décadas, a biologia tratou o leite materno como combustível: calorias entram, crescimento sai. Mas se fosse só isso, por que mudaria de acordo com o sexo do bebê?
Katie continuou.
Ao analisar mais de 250 mães e mais de 700 coletas, a história ficou mais complexa. Mães jovens, de primeira viagem, produziam leite com menos calorias, mas com níveis significativamente mais altos de cortisol, o hormônio do estresse.
Os bebês que o consumiam cresciam mais rápido.
Também se mostravam mais alertas, mais cautelosos — e mais ansiosos.
O leite não estava apenas formando corpos.
Estava moldando comportamentos.
Então veio a descoberta que mudou tudo.
Quando um bebê mama, pequenas quantidades microscópicas de saliva retornam para o seio. Essa saliva carrega sinais biológicos sobre o sistema imunológico da criança. Se o bebê está ficando doente, o corpo da mãe percebe.
Em poucas horas, o leite muda.
Aumentam os glóbulos brancos.
Macrófagos se multiplicam.
Anticorpos específicos aparecem.
Quando o bebê melhora, o leite volta ao padrão anterior.
Não era coincidência.
Era chamada e resposta.
Um diálogo biológico refinado ao longo de milhões de anos — invisível para a ciência até alguém decidir escutar.
Ao revisar a literatura científica, Katie encontrou algo perturbador: havia o dobro de estudos sobre disfunção erétil do que sobre a composição do leite materno.
O primeiro alimento de todo ser humano.
A substância que moldou nossa espécie.
Em grande parte ignorada.
Então ela fez algo ousado. Criou um blog com um nome provocativo: Mammals Suck Milk (“Mamíferos Mamam Leite”). Em um ano, atraiu mais de um milhão de leitores — pais, médicos, pesquisadores, pessoas fazendo perguntas que a ciência havia deixado de lado.
As descobertas continuaram.
O leite muda conforme a hora do dia.
O leite inicial difere do leite final da mamada.
O leite humano contém mais de 200 oligossacarídeos que o bebê não digere — porque existem para alimentar bactérias benéficas no intestino.
O leite de cada mãe é biologicamente único.
Em 2017, Katie levou esse trabalho ao palco do TED. Em 2020, alcançou audiência global na série Babies, da Netflix. Hoje, na Universidade Estadual do Arizona, no Comparative Lactation Lab, a Dra. Katie Hinde continua transformando a forma como a medicina compreende o desenvolvimento infantil, o cuidado neonatal, a fórmula infantil e a saúde pública.
As implicações são enormes.
O leite evolui há mais de 200 milhões de anos — mais tempo do que os dinossauros caminharam sobre a Terra. O que antes parecia simples nutrição é, na verdade, um dos sistemas de comunicação mais sofisticados da biologia.
Katie Hinde não apenas estudou o leite.
Ela revelou que nutrir é uma forma de inteligência.
Um sistema vivo e responsivo que molda quem nos tornamos antes mesmo de aprendermos a falar.
Tudo porque uma cientista se recusou a aceitar que metade da história era apenas erro estatístico.
Às vezes, as maiores revoluções começam quando alguém decide ouvir o que todos os outros ignoraram.
Se você valoriza esse trabalho e deseja apoiar o tempo, a pesquisa e o cuidado necessários para preservar e compartilhar a história das mulheres, pode contribuir com um “Buy Me a Coffee”. Cada apoio ajuda a manter essas histórias vivas, acessíveis e contadas com respeito e verdade.
Obrigada por estar aqui.
Obrigada por lembrar.
E obrigada por honrar as mulheres que vieram antes de nós — e o legado que continuam construindo.

NNGUÉM TEM O DIREITO

 DE DEIXAR DE ASSISTIR A ESTE FILME,   QUE É UM  GRITO.







An Israeli drone strike in the town of Yanouh (Yanooh/Yanuh), South Lebanon, reportedly killed three people on Sunday.


Among the victims were 4-year-old Ali Hassan Jaber and his father, Hassan Jaber, who were civilians passing through the area in a vehicle at the time of the strike, according to local sources.



Enquanto os israelenses arrancam árvores para apagar a terra, nós palestinos semeamos mais para que a vida continue crescendo

OS DOGONS DO MALI


 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

POLÍTICA AMBIENTAL DE SALVADOR




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EDUARDO LYRA



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