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domingo, 27 de setembro de 2026

ARQUITETURA MUSGUM

 



TROCOU CORREDORES POR JARDINS

 

Prédio de 57 andares troca corredores por jardins abertos e economiza 400 mil quilowatts hora por ano

Destaques
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O edifício The Butterfly redefine o design de grandes torres ao trocar corredores convencionais por áreas verdes arejadas.
  • 1A ventilação natural reduz o consumo de energia da torre em mais de 10%.
  • 2A economia anual calculada alcança aproximadamente 400 mil kWh de eletricidade.
  • 3O projeto preserva uma igreja centenária e oferece moradias de aluguel social.

A busca por eficiência na construção civil ganha um marco com o edifício The Butterfly, erguido em Vancouver. A torre inova ao substituir corredores fechados por jardins abertos, garantindo circulação de ar puro e uma significativa economia anual de energia elétrica.

Como o projeto The Butterfly revoluciona a arquitetura vertical?

Projetado pelo escritório Revery Architecture, o empreendimento residencial de cinquenta e sete andares rompe com convenções históricas dos grandes prédios. A proposta transforma a experiência dos moradores ao integrar áreas verdes diretamente nos espaços coletivos de cada andar da moderna estrutura canadense.

Em vez de manter corredores escuros com ar condicionado constante, os desenvolvedores da Westbank criaram passarelas abertas para o ambiente exterior. Essa abordagem inovadora conecta as pessoas à natureza local, melhorando a saúde e promovendo o convívio diário em plena paisagem metropolitana.

Prédio de 57 andares troca corredores por jardins abertos e economiza 400 mil quilowatts hora por ano
Com passarelas arejadas e áreas verdes integradas, a torre residencial reduz o consumo de eletricidade em mais de dez por cento ao ano.

Qual é o impacto da ventilação natural no consumo energético?

A substituição de passagens confinadas por galerias arejadas permite que as correntes de vento resfriem os andares de forma totalmente passiva. Esse mecanismo reduz a sobrecarga sobre sistemas mecânicos de climatização, garantindo conforto térmico aos ocupantes durante diferentes estações climáticas da cidade.

Os cálculos operacionais comprovam uma expressiva diminuição superior a dez por cento no consumo de eletricidade da edificação. Essa marca poupa quatrocentos mil quilowatts hora anualmente, mostrando que o planejamento sustentável gera benefícios diretos para a gestão predial de longo prazo.

Abaixo, um vídeo do canal Mike Stewart no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:

Quais características técnicas definem os jardins suspensos da torre?

Os jardins a céu aberto surgem a cada pavimento residencial, funcionando como praças suspensas entre as habitações. As espécies botânicas foram escolhidas para resistir aos ventos fortes de altitudes elevadas, criando um microclima agradável e ampliando a iluminação natural no interior dos andares.

Especificações Técnicas

Custo Estimado (R$)

Aprox. R$ 1,8 bilhão

Dimensões e Área

178,6 m / 56.000 m²

Pavimentos

57 andares

Economia Anual

400 mil kWh

Redução no Consumo EnergéticoMais de 10%

A cada três andares da edificação, os terraços se expandem em áreas sociais arborizadas com bancos de madeira e mirantes panorâmicos. Esse conceito inovador quebra o isolamento comum aos grandes edifícios, estimulando a convivência harmoniosa através do contato direto com a vegetação.

Estes são os principais atributos estruturais observados nos jardins suspensos do edifício:

  • Passarelas ventiladas naturalmente que substituem corredores climatizados fechados.
  • Áreas arborizadas a cada três pavimentos com bancos e mirantes panorâmicos.
  • Painéis curvados que protegem os visitantes contra rajadas excessivas de vento.

Como o edifício integra preservação histórica e responsabilidade social?

O complexo The Butterfly foi planejado em conjunto com a revitalização da First Baptist Church, templo erguido originalmente em 1911. A parceria permitiu restaurar a herança cultural da igreja e reforçar sua estabilidade estrutural com obras de engenharia avançada e proteção sísmica.

Além das unidades residenciais privadas, o terreno abriga moradias de aluguel social, creche comunitária e espaços de acolhimento social. Essa mescla de diferentes funções urbanas rompe a segregação habitacional tradicional, consolidando um autêntico centro de apoio coletivo no coração da cidade canadense.

Entre os principais benefícios sociais e urbanos oferecidos pelo empreendimento destacam-se:

  • Restauração arquitetônica e reforço estrutural de patrimônio histórico centenário.
  • Inclusão de edifício com unidades dedicadas para locação social acessível.
  • Criação de creche infantil e centros comunitários abertos à população local.
Prédio de 57 andares troca corredores por jardins abertos e economiza 400 mil quilowatts hora por ano
O projeto arquitetônico une sustentabilidade e inovação ao incorporar praças suspensas e moradias de aluguel social na mesma estrutura.

O modelo do The Butterfly pode inspirar o futuro dos grandes edifícios?

A crise climática global exige que os projetos imobiliários abandonem soluções puramente mecânicas de ventilação e climatização interna. Ao demonstrar que a integração de vegetação e brisas abertas reduz despesas energéticas, o projeto consolida uma nova referência para os futuros desenvolvimentos metropolitanos.

Empreendimentos modernos podem unir conforto térmico, estética marcante e respeito ambiental sem renunciar à eficiência construtiva. Essa integração prova que a proximidade com o verde transforma torres residenciais em ecossistemas equilibrados, apontando caminhos viáveis para a evolução consciente da construção civil global.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

UMA PERGUNTA

 



MORADIAS POPULARES.
Não existe soluções mais humanas, mais sedutoras para construir casas para gente modesta?
Esta gente não tem direito ao mínimo de beleza?
Parece haver uma detrminação em manter o povo na ignorância e miséria intelectual.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O SARCÓFAGO DE SALVADOR

 

Prefeitura estuda concessão de estacionamentos para iniciativa privada e detalha uso de edifício-garagem no Comércio



Prédio foi construído há dois anos, mas ainda não foi operado de forma oficial pela prefeitura  |   Bnews - Divulgação Matheus Simoni/BNews


O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), detalhou a estratégia da gestão municipal para conceder a operação de estacionamentos da capital baiana para a iniciativa privada. A fala aconteceu durante a entrevista realizada nesta quarta-feira (12) ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3. Questionado pelo BNews, ele negou que empreendimentos como o edifício-garagem construído no Comércio, inaugurado há dois anos e até hoje sem operação, seja uma estratégia da prefeitura para gerir

O que há é uma possibilidade, já que não é papel da prefeitura operar estacionamentos. Esse e outros da cidade estamos estudando para fazer uma concessão, onde o privado paga um percentual da operação para o poder público, mas é o privado que opera, já que tem mais expertise e know-how. É papel do privado, não é papel da prefeitura administrar estacionamento", disse Bruno Reis.

A construção do edifício foi justificada como uma solução para um vazio urbanístico. Construído em frente à Baía de Todos-os-Santos e a poucos metros do Elevador Lacerda, o estacionamento fica bem no meio da Rua da Conceição da Praia. O projeto previa uma série de intervenções em uma área de 3,8 mil m², com investimento total de R$ 12,5 milhões. Incluía a recuperação das ruas Conceição da Praia e Manoel Vitorino, melhorias na Praça Irmãos Pereira e a construção do edifício-garagem, anunciado como o primeiro equipamento público do tipo em Salvador.

Veja a linha do tempo:

sexta-feira, 31 de julho de 2026

SE FOSSE EM SALVADOR...

 

... A JUSTIÇA SERIA CEGA E SURDA

Justiça manda demolir andares de prédio de luxo 

e condena construtora e prefeitura

 a pagar R$ 500 mil de multa


Construtora diz que demolição é “desproporcional” e pode prejudicar compradores; prefeitura sustenta legalidade dos atos,  |   Bnews - Divulgação


A Justiça do Maranhão determinou a demolição de dois andares de um condomínio com torres gêmeas construídas às margens da Lagoa da Jansen, na Península da Ponta d’Areia, em São Luís, por exceder o limite máximo permitido na área.

A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, proferida no último dia 9 e divulgada nesta quinta-feira (31). O magistrado atendeu a pedido do MP-MA (Ministério Público do Maranhão), que apontou irregularidades no licenciamento da obra. Ainda cabe recurso.

 cidade da Bahia

Construtora e prefeitura foram condenadas ainda ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.


Construção acima do permitido
O empreendimento alvo da ação é o Lagoa Corporate, erguido pela Sá Cavalcante Incorporações Imobiliárias. Segundo o MP-MA, os prédios foram construídos com dez pavimentos em uma área cujo limite máximo é de oito andares.

Na sentença, o juiz afirmou: “A demolição dos dois pavimentos excedentes constitui medida necessária e adequada para o restabelecimento da legalidade urbanística”.

O Ministério Público apontou que o licenciamento utilizou parâmetros de uma zona residencial, ignorando que a fachada principal do imóvel está voltada para a área classificada como CC1 (Corredor Consolidado 1), onde as regras são mais restritivas.

“Houve acréscimo construtivo decorrente da aplicação de parâmetros urbanísticos incompatíveis com o zoneamento correto”, afirmou o MP.

Ganho com pavimentos extras
De acordo com a ação, os dois andares excedentes permitiram a construção de mais 44 salas comerciais. No mercado imobiliário, unidades de 33 m² são anunciadas por mais de R$ 600 mil.

O juiz também destacou que a lei de zoneamento deve prevalecer sobre interesses individuais e rejeitou a chamada “teoria do fato consumado”.

“A ilicitude urbanística não se convalida pelo decurso do tempo”, pontuou Martins, ao afirmar que a construtora iniciou as fundações prevendo dez andares antes mesmo de obter autorização.

Defesa da construtora e da prefeitura
No processo, a construtora alegou que, por se tratar de um terreno de esquina, haveria uma “dupla afetação” e que caberia à prefeitura definir o índice urbanístico aplicável. Também argumentou que a demolição seria “desproporcional” e prejudicaria compradores de boa-fé.

Já a Prefeitura de São Luís sustentou a legalidade dos atos administrativos e afirmou que não há critério objetivo na legislação para lotes de esquina. O município também tentou afastar a condenação por danos morais coletivos.Os argumentos não foram aceitos pelo juiz.

“A incorporadora e o município contribuíram para a produção do dano urbanístico. A primeira executou e explorou economicamente a construção irregular. O segundo praticou atos administrativos ilegais e deixou de exercer adequadamente o poder de polícia urbanística. Configurada a responsabilidade solidária pela reparação dos danos”, diz trecho da decisão.

Prazo para demolição e indenização
A decisão estabelece que a construtora deve demolir os pavimentos excedentes no prazo de 180 dias após o trânsito em julgado. Caso não cumpra, a Prefeitura de São Luís deverá executar a demolição de forma subsidiária.

O juiz também determinou a elaboração de um estudo técnico para viabilizar a medida. Caso a demolição seja considerada inviável por risco estrutural, a empresa deverá pagar indenização equivalente ao valor de mercado dos dois andares.