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Queda do monopólio da Ambev foi decisiva para lucro dos ambulantes no Carnaval de BH
Lucro foi
20% maior do que o do Carnaval de 2025, segundo presidente da associação dos
ambulantes
07/03/2026
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Por Lucas Wilker – Brasil de Fato
O fim do monopólio da Ambev na
venda de bebidas durante o Carnaval de Belo Horizonte é apontado por
representantes dos trabalhadores ambulantes como um dos fatores determinantes
para o aumento do faturamento da categoria em 2026. Segundo a Associação dos
Trabalhadores Ambulantes da capital, o lucro médio cresceu cerca de 20% em
relação ao ano passado, em um cenário marcado pela ampliação do público e pela
valorização de marcas locais.
De acordo com dados divulgados
pela prefeitura, 11,5 mil ambulantes foram cadastrados para atuar nas diversas
regiões da cidade durante a programação oficial. A estimativa inicial era de um
lucro médio de R$ 5 mil por trabalhador ao longo do feriado, mas houve relatos
de vendedores que alcançaram cerca de R$ 3 mil por dia, somente nos quatro dias
de festa.
Presidente da Associação dos Trabalhadores
Ambulantes de Belo Horizonte, Adjailson Severo afirma que, apesar das chuvas
registradas em alguns momentos, o resultado foi positivo.
“Tivemos um crescimento de lucro
em torno de 20% a mais do que no Carnaval de 2025. Isso é fruto de muito diálogo
e de reuniões com os órgãos públicos”, afirmou.
Para Severo, a ausência do
contrato de exclusividade com a Ambev foi um diferencial importante neste ano.
“Não teve aquele monopólio. Isso
é muito importante para nossa categoria, porque temos que valorizar nossos
drinks locais, nossos produtos locais”, afirmou.
Ele destaca que bebidas
produzidas em Belo Horizonte ganharam protagonismo entre os foliões e ajudaram
a impulsionar o faturamento.
Entre os produtos mais vendidos
estão os chamados drinks em lata, que se consolidaram como campeões de vendas
em 2026. Marcas como Xeque Mate, Mascate e Lambe Lambe foram citadas pelo
presidente da associação como exemplos de bebidas que se tornaram referência no
Carnaval da capital e ampliaram a margem de lucro dos vendedores.
Crescimento da
festividade
O fortalecimento dessas marcas
ocorre em um contexto de crescimento do evento. Segundo a prefeitura, o
Carnaval de 2026 registrou aumento no número de visitantes, maior circulação
nos principais terminais de transporte e impacto econômico superior ao de 2025,
especialmente no fluxo turístico e na movimentação financeira.
Uma pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo de Belo Horizonte antes do
início da festa mostrou que 17,1% dos cadastrados estavam desempregados no
momento da inscrição e que 26% participavam do Carnaval como ambulantes pela
primeira vez.
Para a
associação, a combinação entre maior fluxo de foliões, diversidade de produtos
e abertura do mercado de bebidas contribuiu para um cenário mais favorável à
categoria. A expectativa agora, segundo Adjailson Severo, é que o modelo
adotado em 2026 sirva de referência para os próximos anos, mantendo espaço para
marcas locais e ampliando as oportunidades de trabalho no carnaval de Belo
Horizonte.

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