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quarta-feira, 1 de julho de 2026

VERDADE OU MONTAGEM?

 


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO.- Nunca tive muita ilusão sobre o respeito aos Direitos Humanos na China.  Comunista ou não.  Mas chegar a este extremo aqui, no Brasil, e com possibilidade de registro, me leva a questionar a veracidade do documento. Seria o cúmulo  da arrogância.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

FOTOGRAFIA

 


Uma fotografia aérea capturada durante o funeral de 168 estudantes mortas com um ataque de mísseis dos EUA contra uma escola primária , em Minab ganhou o Prémio principal na categoria Fotografia de Notícias, do prestigiado Golden Shot Photography Awards 2026.
O Prémio foi atribuído a Morteza Akhondi, fotógrafa da província de Hormozgan, pela imagem poderosa e composicionalmente marcante.

(A coligação EUA -Israel bombardeou a escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, em 28 de Fevereiro )

domingo, 21 de junho de 2026

O JARDIM DE MONET

 


Uma foto magnífica! — Monet em trajes de simples jardineiro, com o jardim na porta do ateliê. Que, aliás, era exatamente o que Monet sempre desejou.

Giverny, verão de 1900. O homem à direita, com uma jaqueta leve e um chapéu surrado, as mãos nos bolsos, nada a ver com o gênio prestes a revolucionar a história da pintura ocidental. Parece apenas um jardineiro satisfeito com as ninféias — e é exatamente isso que ele é.
Claude Monet comprou a propriedade em Giverny em 1883 e, em 1893, obteve permissão para desviar um braço do rio Epte para criar um lago de ninféias. Ele mesmo elaborou os planos, supervisionou o plantio, importou lótus do Japão e selecionou cada íris aquática com os mesmos padrões exigentes que aplicava às suas telas.
Este jardim não é apenas um pano de fundo. É uma obra de arte por si só, concebida, construída e mantida por uma equipe de seis jardineiros permanentes — um dos quais era o único responsável por manter os nenúfares impecáveis ​​antes das sessões de pintura. Monet passou os últimos três anos de vida pintando este lago sob todas as luzes, em todas as estações, até quase perder a visão. Na foto, a família posa à beira da água. Ele está olhando para outro lugar. Talvez já calculando o ângulo da luz da tarde.
Ilustração: Claude Monet, "A Família Monet junto ao Lago das Ninféias", Giverny, 1900.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O ATERRO DE SALVADOR

 Se você não tem noção da dimensão do aterro que foi feito em Salvador, olhe bem para essa foto e leia a descrição.


Pare um pouco e olhe com atenção para esta foto. A partir dela, vou explicar pra você um pouco do processo de crescimento urbano da nossa cidade.
A foto é de 1931 e já mostra o avanço da construção do imenso aterro que deu origem ao bairro do Comércio. Lembrando que essa intervenção urbana teve início em 1911.
Pra você se localizar, note na parte alta um largo com uma igreja. Ali é o Santo Antônio além do Carmo. A Enseada de Água de Meninos ficava na direção dele e do Barbalho.
Nessa época, Salvador ainda tinha menos de 400 mil habitantes. Atualmente, tem 2,4 milhões! Um salto populacional quântico que aconteceu por um conjunto de fatores. Dentre eles, a falência das lavouras do Recôncavo, que provocou migração em massa da população do interior para a capital.
Se você olhar para o horizonte da foto vai notar que Salvador ainda tinha imensas áreas verdes. A pequena mancha urbana (área construída) era quase 100% concentrada numa linha beirando o mar, tanto na borda da Baía de Todos os Santos quanto na borda do Oceano Atlântico.
Note que o miolo da cidade (parte atualmente situada entre a BR324 e a Avenida Paralela) ainda era absolutamente tomado por áreas verdes. Onde hoje existe o Cabula e Resgate, por exemplo, existiam grandes fazendas de frutas, especialmente laranja. E na orla, ao longe, onde hoje existe a Pituba, existia uma grande fazenda de coqueiros. Então, podemos afirmar que nosso território ainda era majoritariamente rural.
Voltando para parte de baixo da foto, note o mar sendo aterrado na região da Enseada de Água de Meninos que hoje não existe mais. Só restou o nome do lugar que atualmente tem a Avenida Jequitaia, o Moniinho Salvador, galpões do Porto e da Codeba e também o Sistema Ferry Boat.
Essa foto mostra como o frontispício de Salvador foi radicalmente modificado. Toda a arquitetura colonial da nossa cidade foi destruída ou escondida atrás de prédios modernos na área do Comércio.