Uma foto magnífica! — Monet em trajes de simples jardineiro, com o jardim na porta do ateliê. Que, aliás, era exatamente o que Monet sempre desejou.
Giverny, verão de 1900. O homem à direita, com uma jaqueta leve e um chapéu surrado, as mãos nos bolsos, nada a ver com o gênio prestes a revolucionar a história da pintura ocidental. Parece apenas um jardineiro satisfeito com as ninféias — e é exatamente isso que ele é.
Claude Monet comprou a propriedade em Giverny em 1883 e, em 1893, obteve permissão para desviar um braço do rio Epte para criar um lago de ninféias. Ele mesmo elaborou os planos, supervisionou o plantio, importou lótus do Japão e selecionou cada íris aquática com os mesmos padrões exigentes que aplicava às suas telas.
Este jardim não é apenas um pano de fundo. É uma obra de arte por si só, concebida, construída e mantida por uma equipe de seis jardineiros permanentes — um dos quais era o único responsável por manter os nenúfares impecáveis antes das sessões de pintura. Monet passou os últimos três anos de vida pintando este lago sob todas as luzes, em todas as estações, até quase perder a visão. Na foto, a família posa à beira da água. Ele está olhando para outro lugar. Talvez já calculando o ângulo da luz da tarde.
Ilustração: Claude Monet, "A Família Monet junto ao Lago das Ninféias", Giverny, 1900.
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