terça-feira, 13 de janeiro de 2026

UMA FAMILIA, UM CARRO

 

Governo pretende proibir que cada família tenha mais de um carro, motoristas são pegos de surpresa com esse projeto para reduzir o tráfego nas cidades

Governo e a DGT (Direção-Geral de Trânsito da Espanha) estão buscando reduzir o tráfego em diversas 

cidades do país, limitando-o a um carro por família, como objetivo otimizar o tráfego nos centros urbanos através 

da implementação de Zonas de Baixa Emissão (ZBE) em todo o país. Nesse contexto, a DGT está implementando 

novas medidas, como restringir as viagens a apenas uma pessoa por carro ou proibir que cada domicílio possua 

mais de um carro.

Como as zonas de baixas emissões promovem 

ambientes mais limpos

As Zonas de Baixas Emissões (ZBE) surgem como solução fundamental diante do 

aumento da poluição do ar e do tráfego intenso nas cidades, ao aplicar critérios 

rigorosos para limitar a circulação de veículos mais poluentes, incentivando alternativas

 sustentáveis e promovendo ambientes urbanos mais saudáveis.

Cidades como Madrid e Bilbao têm obtido êxito ao restringir o acesso de veículos 

antigos, estimulando o uso de bicicletas e do transporte público para gerar menos 

congestionamentos e emissões. Em ambas as cidades, veículos mais antigos e 

poluentes são amplamente proibidos de circular em zonas centrais, uma medida que 

inspirou outras cidades espanholas a adotarem políticas 

semelhantes.

A mobilidade urbana segue um novo rumo mais sustentável – Créditos: depositphotos.com / XXLPhoto

No entanto, as autoridades espanholas consideram que, embora essas restrições tenham trazido benefícios, o critério 

apenas de exclusão por antiguidade dos veículos já não é suficiente para atingir plenamente os objetivos ambientais. 

Por isso, estão sendo preparadas novas restrições para limitar ainda mais a mobilidade motorizada individual e reduzir 

as emissões urbanas.

Quais critérios avaliam o sucesso das restrições de veículos

Em regiões como as Ilhas Baleares, o sucesso das restrições é mensurado não apenas pelo impacto ambiental, mas também 

pela proteção da infraestrutura diante do turismo intenso. A análise envolve diferentes indicadores e taxas cobradas dos visitantes.

Entre as principais iniciativas nos controles e regulações locais estão as seguintes medidas aplicadas para ordenar o tráfego, 

especialmente nas temporadas de pico:

  • Cobrança de 1 euro por dia de turistas que utilizam veículos – medida já implementada em Ibiza e Formentera durante o verão, exigindo 
  • também que os visitantes registrem sua entrada nas ilhas antes da viagem;
  • Obrigação de cadastro prévio dos veículos para acessar zonas restritas;
  • Monitoramento frequente do número de veículos durante a alta temporada.
  • Em Maiorca, há previsão de implementação de uma taxa entre 50 e 85 euros para veículos que desembarcarem de barco a partir do continente, 
  • além de possíveis multas de até 30.000 euros para infrações, conforme projeto de lei apresentado pelo Conselho local. Se aprovado, esse 
  • regulamento deverá começar a valer a partir do verão de 2026.

Qual o impacto social das políticas de mobilidade urbana

A implementação dessas políticas depende da colaboração entre o poder público e a sociedade, com adaptações coletivas para novos modos de deslocamento e uso do espaço nas cidades.

Ao fortalecer o transporte coletivo e incentivar a partilha de veículos, cria-se uma dinâmica que reduz congestionamentos e melhora a qualidade de vida urbana.

Como será o futuro da mobilidade sustentável nas cidades

A mobilidade urbana está se transformando com a ampliação das ZBE, que respondem a demandas ambientais e sociais prioritárias. Novas regulamentações buscam promover saúde e qualidade de vida nas cidades.

A mobilidade urbana segue um novo rumo mais sustentável – Créditos: depositphotos.com / thong.nakim.gmail.com

Com a tendência de restrições cada vez mais rigorosas – incluindo taxas para turistas e registro obrigatório de veículos visitantes – surge uma integração crescente entre regulação, incentivo à participação comunitária e alternativas ao transporte particular. Esse cenário impulsiona cidades espanholas, como Madrid, Bilbao e as principais ilhas Baleares, a inovarem e buscarem sustentabilidade.

Como o Brasil lida com os desafios do trânsito e ambiente urbano

No Brasil, legislações e políticas públicas, como a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012), orientam iniciativas voltadas à promoção de transportes coletivos e ativos, além do desenvolvimento sustentável.

Algumas estratégias, já adotadas em municípios brasileiros, vêm impactando positivamente a mobilidade urbana. Entre elas, destacam-se ações que melhoram a circulação e incentivam meios sustentáveis:

  • Ciclovias e ciclofaixas: Ampliação da infraestrutura cicloviária e promoção do uso de bicicletas.
  • Zonas de pedestres e controle de tráfego: Criação de áreas exclusivas e redução dos limites de velocidade, trazendo mais segurança.
  • Fiscalização eletrônica e inovação: Emprego de radares inteligentes e sistemas para otimizar o fluxo viário.
  • Incentivo ao transporte coletivo: Debate e implementação de tarifa zero em cidades para reduzir a dependência de veículos particulares.
  • Estudos de impacto viário em novos projetos: Exigência de análise prévia do impacto no trânsito para orientar o crescimento urbano.

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