Mais uma vez venho protestar pelas omissões criminosas dos
poderes púbicos que costumam resultar na constante descaraterização do Centro
Histórico de Salvador, teoricamente classificado pela Unesco – a pedido do Governo Federal do Brasil – como Patrimônio Mundial.
Em 2026 denunciei em vão o perigo de obras apressadas na encosta atrás da Igreja do Nossa-Senhora do Boqueirão.
Três anos passaram e
nada foi resolvido.
Hoje, mesmo descrente de qualquer intervenção por parte do
IPHAN como da Prefeitura -ambos cientes do problema - torno a questionar a
deliberada indiferença por uma grave agressão ao Largo da Quitandinha do Capim.
Além da poética beleza da nomenclatura, este largo de curiosa
forma triangular, possui uma maioria de edifícios de estilo colonial e eclético
e se inscreve no bairro tombado.
Já tive oportunidade por duas vezes, há mais de um ano, de
assinalar a agressão ao superintendente do IPHAN que, aliás, já era conhecedor do
problema. No entanto qualquer um pode constatar que as obras continuam num pequeno
imóvel de estilo eclético, sem numeração, localizado entre os imóveis 9 e 11.
Este pequeno imóvel está sendo PERIGOSAMENTE comprometido
com o acréscimo de TRÊS ANDARES, com certeza sem nenhum alvará ou
acompanhamento de técnico responsável.
Já protestei junto ao IPHAN.
Já escrevi na minha coluna do
jornal A Tarde, reclamei nas redes sociais... tudo sem o mínimo resultado.
Só me resta a esperança que o Ministério Público consiga
aquilo que não consegui durante mais de um ano.
Dimitri Ganzelevitch

Nenhum comentário:
Postar um comentário