sábado, 25 de fevereiro de 2017

PEGUEI O TRIO ANDANDO

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Gina Leite

No Campo Grande Carla Perez abriu o verbo reclamando da notificação para baixar o volume do trio Algodão Doce.
Disse que as crianças têm o direito de se divertir, que os patrocinadores não querem bancar o carnaval infantil, que as festas das crianças não têm que ficar só nos 'bairros', têm que estar no circuito.
Assim, além de bancar ela mesma a saída do trio, ela estava disposta a pagar a multa (de R$ 2.676) para garantir que as crianças tivessem o direito de escutar bem o trio elétrico. E que ela, nascida e criada na Liberdade e no Lobato, ia fazer barraco sim. Multidão foi ao delírio com a desobediência e os decibéis tomam conta da praça.
A história abre caminho pra muita conversa. Uma questão é que o fato exemplifica claramente como a aplicação de penalidades estritamente financeiras não são sempre eficientes. Elas podem justamente provocar o efeito contrário.
A organização mundial da saúde faz uma recomendação, a legislação local estabelece limites e multas. Daí alguém paga a multa e simplesmente compra o direito de não respeitar a regularização.
Fato parecido com meu antigo condomínio. Estabeleceram uma multa de R$ 7 (sete reais) para quem fizesse barulho depois da sua 22h. Daí a melhor coisa era convidar muita gente pra fazer uma festa para ratear a multa. Quanto mais gente melhor.

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