quinta-feira, 24 de maio de 2018

MORAR NO CENTRO

Moradias no Centro precisam ser estimuladas

Construção de habitações em áreas públicas ociosas no coração da capital paulista, onde há boa infraestrutura urbana, poderia servir de inspiração para o Rio

E esta é a realidade do centro histórico de Salvador...


Rio e São Paulo têm lá suas diferenças. Mas compartilham muitas semelhanças. Uma delas é a baixa ocupação residencial nos centros antigos, o que não deixa de ser um contrassenso, já que essas áreas são dotadas de boa infraestrutura de serviços; opções de transporte; localização privilegiada, obviamente por estarem equidistantes das demais regiões; e fácil acesso a instalações de cultura e lazer. Benefícios que, em tese, deveriam atrair moradores, especialmente aqueles que perdem horas preciosas de suas vidas em intermináveis engarrafamentos no trajeto casa-trabalho. Mas, nem sempre, é uma questão de escolha. Em geral, faltam políticas públicas que incentivem essa ocupação.
Em sua coluna no GLOBO publicada no dia 7 de abril, o arquiteto e urbanista Washington Fajardo cita uma experiência que tenta romper a inércia. Trata-se do Conjunto Habitacional Júlio Prestes, que está sendo construído por meio de uma parceria público-privada em pleno coração da capital paulista. “Os apartamentos são de dar inveja pela localização excepcional”. A iniciativa, da secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, é fruto de um trabalho que identificou áreas públicas ociosas e terrenos vazios no centro da cidade. Dois prédios já foram entregues e abrigam 340 famílias. Em vez de ficarem isoladas na periferia, terão como vizinhos o Museu da Língua Portuguesa, a Estação da Luz, a Sala São Paulo, a Pinacoteca, além de teatros, escolas e hospitais. Para ir a esses lugares, nem precisarão usar transporte público, que é farto.
Fajardo diz que quanto mais se embrenhava pelos meandros do projeto, conversando com os responsáveis pela iniciativa, mais pensava nos inúmeros terrenos de propriedade pública no Centro do Rio, que, por ter sido capital federal, concentra grande estoque desses imóveis.


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