América Latina é boa em futebol, música e literatura, mas não é protagonista no cenário mundial
Economista Bruce Mac Master critica falta de unidade entre países para crescimento conjunto e proteção no mercado
Segundo Mac Master, os governantes da América Latina priorizam projetos de poder em detrimento do objetivo de tornar suas nações grandes e independentes. “Só querem sucesso próprio, posição, manter ideologias. Isso nos impede de criar um bloco forte. Somos semelhantes, mas não somos iguais”, disse.
Ele argumenta que um país sul-americano sozinho não é relevante, mas o bloco continental teria maior força. Mac Master também criticou a baixa “intraexportação” (trocas comerciais) na região. Para ele, há potencial para mais acordos comerciais, mas os países agem de forma muito isolada nesse quesito.
Países, em sua avaliação, só crescerão com uma indústria forte, capaz de gerar empregos de qualidade, receitas e divisas. Para isso, as proteções comerciais são um ponto fundamental, e é justamente essa ação conjunta que falta. “A China está prejudicando a todos com exportação predatória, ocupando espaço com seus produtos e gerando sua própria cadeia produtiva. E os países do Continente? Em grande parte, passam por desindustrialização. Os governos não estão acompanhando, não assumem uma política industrial e desenvolvimentista. Precisamos ter um setor produtivo forte para concorrer no mundo”, concluiu.
Mac Master finalizou destacando que a China leva vantagem na balança comercial com vários países da América Latina por exportar produtos com valor agregado e importar apenas commodities básicas, como soja, lítio e minério. “Não temos esse cenário de valor agregado nas exportações aqui na América Latina”.
*Repórter viajou a convite da Alacero
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