quinta-feira, 3 de abril de 2025

NOTRE HOMME Á WASHINGTON

 Notre homme à Washington: 

Trump dans la main des Russes


Voilà plus de quarante ans que Donald Trump entretient une relation nourrie avec Moscou. Une relation des plus suspectes, comme si son Make America Great Again et autres déclarations "souverainistes" tonitruantes servaient à cacher ce qui ressemble fort à de la collaboration. 

Espions, mafieux, diplomates, oligarques... La liste des fréquentations russes de Donald Trump est impressionnante, et la plupart travaillent directement ou presque pour le Kremlin. 

Les professionnels du renseignement américain en sont convaincus : Trump est une sorte d'agent des services de sécurité russes, plus exactement un "contact confidentiel". Le KGB soviétique avait approché l'ambitieux développeur immobilier new-yorkais dès le milieu des années 1970, avant de l'inviter à Moscou en juillet 1987.

 Une pure opération de recrutement, selon les initiés. Leurs successeurs ont suivi, et l'ingérence russe ne fait aucun doute dans la campagne électorale qui a vu Donald Trump accéder à la Maison Blanche en 2016. Largement documenté et nourri de témoignages inédits, ce livre offre une stupéfiante plongée dans ces quatre décennies pendant lesquelles le coeur du pouvoir russe a étroitement cultivé Donald Trump, avec force millions de dollars. 

Où l'Histoire avec un grand "H" se fabrique aussi avec la petitesse des ego, les parcours de mafieux extravagants, les dérives de banques en apparence respectables... Après les déceptions du premier mandat Trump, Moscou rêve de retrouver son homme à Washington, afin de pouvoir neutraliser la première puissance mondiale. 

Et de changer l'ordre du monde.

 



PENSEI QUE FOSSE SALVADOR!

 

Conheça a cidade onde o silêncio virou patrimônio cultural


No sul da Índia, próxima à cidade de Pondicherry, existe um lugar onde o silêncio é mais do que uma escolha — é um princípio de vida. Em Auroville, uma comunidade internacional utópica, o silêncio foi oficialmente reconhecido como parte do patrimônio cultural e espiritual da cidade. Lá, ele não representa ausência, mas presença consciente, respeito e conexão profunda com o ambiente e com o outro.

Auroville é uma cidade onde a paz interior é tratada como valor urbano essencial, e o silêncio é praticado coletivamente em escolas, centros culturais, cafés e até nas vias públicas.

O que é Auroville e por que o silêncio é tão importante lá?

Fundada em 1968 com apoio da UNESCO e do governo indiano, Auroville foi criada como uma cidade universal, onde pessoas de todas as origens viveriam em harmonia, sem política, religião ou propriedade privada.

Dentro dessa proposta:

  • O silêncio é incentivado como ferramenta de autoconhecimento e convivência respeitosa
  • Muitos espaços, como o Matrimandir (o templo central), são zonas de absoluto silêncio
  • Escolas e centros de meditação praticam “momentos de silêncio” coletivos diariamente
  • O planejamento urbano considera o silêncio como fator ambiental, reduzindo ruídos artificiais

Como o silêncio virou parte oficial da cidade?


O conceito foi institucionalizado por meio de:

  • Diretrizes internas do Conselho de Auroville
  • Regulamentações comunitárias em zonas residenciais e áreas públicas
  • Sinalizações que indicam “áreas de silêncio” — respeitadas inclusive por visitantes
  • Projetos de arquitetura que reduzem eco, ruído e poluição sonora

O silêncio é tratado não como imposição, mas como cultura viva, nutrida pelo coletivo.


Curiosidades sobre Auroville e o silêncio como patrimônio



  • A cidade não tem prefeitos nem partidos políticos — decisões são tomadas por consenso silencioso
  • Carros e motos são desestimulados, priorizando bicicletas e caminhos a pé
  • O Matrimandir é um dos espaços mais silenciosos do mundo, usado para meditação profunda
  • Auroville abriga moradores de mais de 50 países, unidos pela busca de paz interior
  • Eventos culturais começam com um momento de silêncio compartilhado

Auroville mostra que o silêncio pode ser um projeto urbano, uma política pública e uma forma de viver em coletivo, onde menos barulho significa mais presença, escuta e respeito ao espaço comum.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

ACADEMIA SE OMITE

 Membros brasileiros criticam Academia americana por falta de reação à prisão de diretor palestino

Hamdan Ballal ganhou Oscar pelo documentário 'Sem Chão'. Ele foi preso por militares após sofrer ataque de colonos israelenses na Cisjordânia.


Hamdan Ballal é libertado da prisão na Cisjordânia após ser detido pelas forças israelenses, em 25 de março de 2025 — Foto: AP Photo/Leo Correa

Cineastas brasileiros assinaram uma carta com cerca de 600 membros que critica a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por sua reação fraca à prisão do diretor palestino Hamdan Ballal, que venceu o Oscar 2025 pelo documentário "Sem chão" no começo de março, de acordo com o site Deadline.

Entre os brasileiros que se juntaram à iniciativa estão Alice Braga, Rodrigo Teixeira, Anna Muylaert, Petra Costa e Daniel Rezende.

A carta — que ainda tem assinatura de vencedores do Oscar como Olivia Colman, Joaquin Phoenix, Javier Bardem e Adam McKay — exige uma resposta mais forte da organização em relação ao tratamento que Ballal recebeu das autoridades.

"Nós condenamos o ataque brutal e a detenção ilegal do cineasta palestino ganhador do Oscar Hamdan Ballal por colonos e forças israelenses na Cisjordânia", diz o documento.

"Como artistas, dependemos de nossa capacidade de contar histórias sem represálias. Os documentaristas frequentemente se expõem a riscos extremos para informar o mundo. É indefensável para uma organização reconhecer um filme com um prêmio na primeira semana de março e, em seguida, deixar de defender seus cineastas apenas algumas semanas depois."

"O ataque a Ballal não é apenas um ataque a um cineasta, é um ataque a todos aqueles que ousam testemunhar e contar verdades inconvenientes."

Um comunicado da presidente da Academia, Janet Yang, e do presidente-executivo da instituição que organiza o Oscar, Bill Kramer, foi enviado a membros depois que o codiretor do filme Yuval Abraham criticou seu silêncio após o ataque.

O texto condenava a ataques a artistas, mas não mencionava o nome de Ballal ou do documentário. "Compreensivelmente, somos frequentemente solicitados a falar em nome da Academia em resposta a eventos sociais, políticos e econômicos. Nesses casos, é importante notar que a Academia representa cerca de 11.000 membros globais com muitos pontos de vista únicos", dizia o comunicado.

Lideranças da Academia se reuniram em uma sessão extraordinária nesta sexta-feira (28) para debater a crise gerada.

O ataque


Segundo o prefeito de Susiya, cidade na Cisjordânia, a agressão contra Ballal começou após colonos judeus tentarem roubar ovelhas de casas palestinas.

Ballal estava participando de um encontro pelo fim do jejum diário do Ramadã quando o grupo atacou a reunião. Segundo a agência de notícias Associated Press, testemunhas disseram que o grupo tinha de 10 a 20 colonos mascarados que usaram pedras e bastões no ataque.

"Colonos invadiram casas, atiraram pedras, quebraram janelas e veículos e agrediram violentamente moradores e ativistas de solidariedade. Várias pessoas ficaram feridas", disse o ativista palestino Ihab Hassan, uma das testemunhas do ataque, na rede social X.

Após o ataque, Ballal foi algemado e vendado a noite toda em uma base do Exército, enquanto dois soldados o espancavam no chão, disse sua advogada, Leah Tsemel.

As Forças Armadas de Israel confirmaram a prisão de Ballal e afirmaram que ele estava entre os palestinos que arremessavam pedras contra colonos judeus. Mas o Exército negou que o cineasta foi retirado à força de uma ambulância, onde estava para tratar ferimentos do linchamento.

Segundo o codiretor Yuval Abraham, Ballal tinha ferimentos na cabeça e na barriga e estava sangrando.

Retomada das tensões


O youtube, estranhamente, se recusa a reproduzir qualquer víveo que denuncia as violências sionistas. Para complemento de infoirmação, clique: 


Desde o início do ano, após a assinatura de uma trégua já encerrada entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, conflitos têm emergido na Cisjordânia.

As forças israelenses vêm conduzindo uma grande operação na Cisjordânia, alegando ter como alvo grupos terroristas e extremistas. Dezenas de milhares de palestinos foram forçados a deixar suas casas em campos de refugiados, enquanto residências e infraestrutura foram destruídas.

Em fevereiro, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que ordenou que seus militares se preparem para uma "estadia prolongada" em partes da Cisjordânia, enquanto intensifica "operações contra grupos terroristas e extremistas".

Atualmente, existem mais de 140 assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que abrigam 450 mil israelenses. A presença deles é condenada pela comunidade internacional.

Apesar de ser considerado um território palestino, Israel detém o controle militar da Cisjordânia. Palestinos que habitam o território estão sujeitos à lei militar israelense. Isso quer dizer que palestinos residentes na Cisjordânia podem ser julgados por tribunais militares de Israel.

O documentário



Hamdan Ballal (à esquerda) ergue estatueta do Oscar em Los Angeles, em 2 de março de 2025 — Foto: Mike Blake/Reuters

"Sem Chão" retrata a luta dos moradores de Masafer Yatta para impedir que o Exército israelense demolisse suas vilas. O filme tem dois diretores palestinos, Ballal e Basel Adra, e dois diretores israelenses, Yuval Abraham e Rachel Szor.

O Exército israelense designou Masafer Yatta como uma zona de treinamento militar de fogo real nos anos 1980 e ordenou a expulsão dos moradores, majoritariamente árabes beduínos.

Cerca de 1.000 habitantes ainda permanecem na área, mas os soldados frequentemente entram na região para demolir casas, tendas, reservatórios de água e plantações de oliveiras. Os palestinos temem que uma expulsão total possa acontecer a qualquer momento.

QUINZE MÉDICOS

 ATAQUE DE ISRAEL NA FAIXA DE GAZA MATA 15 MÉDICOS


Agência da ONU para assuntos humanitários afirmou que as forças israelenses assassinaram os trabalhadores e paramédicos “um por um”

 A agência Ocha disse que as forças israelenses amarraram alguns médicos antes de matá-los Reprodução/X,


A agência Ocha (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários) disse nesta 2ª feira (31.mar.2025) que um ataque das FDI (Forças de Defesa de Israel) matou 15 paramédicos e outros agentes humanitários na Faixa de Gaza. Segundo o chefe da Ocha na Palestina, Jonathan Whittall, os integrantes da equipe de resgate foram atingidos “um por um”. A agência da ONU disse que os médicos foram em uma operação em 23 de março para resgatar colegas baleados no início do dia, quando as ambulâncias da organização foram atingidas. A data foi um dia depois de Israel retomar a ofensiva na fronteira com o Egito.

“Todas as 5 ambulâncias e um caminhão de bombeiros foram atingidos, junto com um veículo da ONU que chegou mais tarde. O contato foi perdido com todos […] estamos desenterrando-os em seus uniformes, com suas luvas. Eles estavam aqui para salvar vidas. Em vez disso, acabaram em uma vala comum”, disse Whittall em uma publicação no X (ex-Twitter). 

A maioria dos paramédicos mortos eram do Prcs (Sociedade Crescente Vermelho Palestino), uma ONG que atua em ajuda humanitária na Palestina. Segundo os agentes, um funcionário da ONU (Organização das Nações Unidas) também foi morto pelas forças de Israel.

O coordenador-geral da Ocha, Tom Fletcher, disse no X que os agentes “foram encontrados soterrados por seus veículos destruídos”. “Eles foram mortos por forças israelenses enquanto tentavam salvar vidas. Exigimos respostas e justiça”, disse. 

O governo israelense não comentou sobre as acusações da agência, mas relatou em 23 de março que as forças de defesa mataram integrantes da Jihar Islâmica e do Hamas. 

Em declaração recentes, Israel justifica acusações de ataques a agentes humanitários com ofensiva a integrantes de organizações extremistas. Entretanto, a Ocha argumenta que os médicos estavam em ambulâncias com símbolos das ONGs, e que os soldados amarraram os sobreviventes antes de executá-los.