sábado, 7 de fevereiro de 2026

POLÍCIA MATA, MATA, MATA...

 

Por Arthur Stabile, g1 — São Paulo

A quantidade de pessoas mortas pelas polícias cresceu em 17 estados brasileiros ao longo de 2025, indica levantamento do g1 com números do Ministério da Justiça e Segurança Pública atualizados na última terça-feira (3). Outros nove estados registraram queda, enquanto o Distrito Federal manteve os mesmos números de 2024.

O caso mais expressivo é Rondônia: foram 8 mortes em 2024 e 47 no ano passado, um aumento de 488%. Em números absolutos, a Bahia lidera, com 1.569 mortes.

Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao ministério, responsável pela divulgação. No geral, o Brasil teve alta de 4,5% nas mortes cometidas por policiais em 2025.

O gráfico abaixo mostra os dados de cada estado.

Mortes cometidas pelas polícias dos estados — Foto: Dhara Pereira/Arte g1

Mortes cometidas pelas polícias dos estados — Foto: Dhara Pereira/Arte g1

O indicador de letalidade policial vai em direção contrária às estatísticas de mortes violentas.

Em 21 de janeiro, levantamento do g1 com a mesma base de dados revelou que o Brasil registrou queda no número de mortes violentas pelo quinto ano seguido, o que indica tendência de queda.

São consideradas mortes violentas os homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte.

As mortes cometidas por policiais são contadas separadamente e, em 10 anos, houve um aumento de 170% nos casos.

Situação por estado

Em números brutos, Bahia (1.569 casos), São Paulo (835) e Rio de Janeiro (798) são os estados que registraram a maior quantidade de mortes cometidas por policiais em 2025.

No fim de outubro, uma megaoperação policial contra criminosos do Comando Vermelho terminou com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, o que contribuiu para a alta de casos no Rio, que registrou aumento de 13%.

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Já as maiores taxas de mortes a cada grupo de 100 mil habitantes foram verificadas no Amapá (17,11), na Bahia (10,55) e no Pará (7,28).

A maior alta foi registrada em Rondônia, de 488%. No final do ano, Ministério Público do estado criou um grupo especial para estudar a segurança pública.

DEVAGARF, DEVAGAR...

 ... PARA NÃO PARAR

Por Iamany Santos, g1 BA

  • Um ano após o desabamento da Igreja de São Francisco de Assis, templo no Centro Histórico de Salvador, a Ordem dos Franciscanos informou que realizará uma campanha de arrecadação para restaurar o imóvel.

  • O acidente no templo conhecido como "igreja de ouro" causou a morte de uma turista de 26 anos.

  • O Iphan informou que garantiu recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estimativa do órgão é que, aproximadamente, R$ 20 milhões sejam investidos para a nova fase da restauração da igreja.

Parte de teto de igreja de ouro desaba — Foto: Reprodução

Parte de teto de igreja de ouro desaba — Foto: Reprodução

Um ano após o desabamento da Igreja de São Francisco de Assis, templo no Centro Histórico de Salvador, a Ordem dos Franciscanos informou que realizará uma campanha de arrecadação para restaurar o imóvel. A informação foi confirmada ao g1 pela organização, que é proprietária do imóvel. O acidente no templo conhecido como "Igreja de Ouro" causou a morte de uma turista de 26 anos.

"Nós estamos fazendo os processos de submissão na Lei Rouanet e devemos lançar uma campanha nacional na próxima semana. A campanha se chamará "Abrace São Francisco" e será feita arrecadação online (a exemplo de Notre Dame) e realização de eventos", disse o frei Lorrane Clementino, vigário do Convento São Francisco, onde vivem os franciscanos. Ele não especificou o valor que desejam arrecadar.


O frei afirma que, no momento, a igreja segue fechada e sem risco de novos desabamentos. Obras emergenciais foram feitas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no templo, a fim de garantir a estabilização da estrutura.

    Ainda segundo o vigário, apenas a área de visitação turística — que inclui igreja, claustro, portaria, sacristia e via-sacra — está avaliada em mais de R$ 30 milhões e todo o complexo (igreja e Convento São Francisco) está avaliado em quase R$ 90 milhões. "Precisamos da união de todos", ressalta Lorrane ao comentar o processo de restauração do imóvel.


    Em nota, publicada na quarta-feira (4), o Iphan informou que garantiu recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com isso, a estimativa é de que, aproximadamente, R$ 20 milhões sejam investidos para a nova fase da restauração da igreja


    O Iphan pontuou que realiza obras emergenciais na "Igreja de Ouro" desde março de 2025, após a queda de parte do forro do local. Inicialmente, a previsão para a conclusão desta primeira fase da restauração era outubro de 2025, mas o período foi prorrogado pelo instituto. A nova previsão para a conclusão total das intervenções na igreja não foi anunciada.

    ENQUANTO UNS FAZEM PROJETOS...

     ... OUTROS REALIZAM.


    Hoje, dia do meu aniversario (que eu não costumo celebrar), o Presidente Lula nos fez a honra de escolher o @trapichebarnabeoficial para celebrar o aniversário do PT e lançar a pre-candidatura dele.

    Confesso que fiquei bem orgulhoso.

    Não se trata de ideologia ou de politica mas do reconhecimento do trabalho que temos feito para revitalizar o bairro portuario do Comercio, ainda bem negligenciado, e para recuperar uma ruina do século 18 ha muitas decadas abandonada.

    Obrigado @presidente_lula_ , @govba , a nosso parceiro de sempre @aldenteproducoes e a todos os funcionarios do Trapiche Barnabé que se empenharam para fazer deste evento um sucesso. (foto Uendel Galter Ag. A Tarde)

    Bernard Attal

    FRANÇA DESLIGA TRUMP


    A França decidiu acabar com isso. Até 2027, 2,5 milhões de funcionários públicos e funcionários públicos deixarão de usar Zoom, Microsoft Teams, Webex e GoTo Meeting na administração pública. O Estado francês substituirá essas plataformas por Visio, um sistema próprio, com um argumento claro: a soberania política não pode ser garantida quando a infra-estrutura digital depende de empresas sujeitas a ordens de Washington.
    O gatilho não é apenas tecnológico, é geopolítico. As sanções impulsionadas pela administração Trump e o precedente da Microsoft cancelando os serviços ao Tribunal Penal Internacional em 2025 acenderam todos os alarmes. A Europa constatou que as grandes tecnológicas podem activar um "interruptor" político quando convém aos EUA. O que ontem era conforto hoje é vulnerabilidade estratégica.
    A França não está sozinha. Alemanha, Áustria, Dinamarca ou cidades como Lyon já migram para software livre e soluções europeias. A mensagem é inequívoca: a dependência digital também é dependência política e começa a ser tratada como um risco de segurança. A Europa não quer servidores obedientes a Trump decidindo o que funciona e o que se desliga.”
    Spanish Revolution

    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

    NUNCA TIVE UM SOFA BRANCO



    Várias leituras deste título são possíveis. Sobre fundo musical de violino lamentoso, a frustração de um sonho nunca realizado. Azares da vida, contingências econômicas, falta de decorador...

    Existe também o caso “Não ligo para estas bobagens”. Pagode e sertanejo. Bunda não precisa de cor específica para pousar. Isso é frescura. Quero é sentar em qualquer lugar. Tá okey?

     Ou você talvez tenha preferido o estilo Churchill? Sofá e poltronas de couro escuro. Bem patriarcal. Fica ótimo com charutos e taças de campeonato de golfe. Na sala ao lado, a patroa assumiu seu lado Pompadour. Aqui o estofador encheu canapés, recamiers e cortinas com fartas grinaldas de flores. Uma orgia. Triunfou o estilo Cottage. Valsas e minuetos.

    Em qual destes times você joga?

    Quanto a mim, permitir-me-ei propor uma outra forma de interpretar a dita afirmação. Nunca ter usufruído de um sofá branco pode ser mera metáfora. Ao longo de quase noventa anos de perambulação por quatro continentes, raras vezes caminhei em trilhas abertas por outros.

    Meu primeiro sofá, comprado em segunda mão - ou seria segundo corpo? - achei num depósito da rua São Bento em Lisboa, que nos idos do século passado ainda não era o atual refúgio dos antiquários sofisticados. Era de veludo vermelho. Em ótimo estado. Sessenta e cinco anos mais tarde ainda tenho saudade dele. Velho, sim, mas como era confortável! Voluptuosamente nele mergulhava e me submergia nas noites de frio frente à lareira, ouvindo Nina Simone a cantar Ne me quitte pas.

    Pois é.... nunca tive um sofá branco. Nunca fui a Disney, não gostei de Miami e não irei a Dubai. Meu sonho de consumo, em matéria de viagem, é o Iêmen. Quem conhece diz que é um paraíso. Sonho irrealizável, já que despedaçado por guerras civis alimentadas pela Maior Democracia do Mundo. Herr Pato Donald.

    Também não assisto ao noticiário da Globo. Limpinho demais. Não abriu a boca, já sabe o que vai falar. Como o Bolero de Ravel. Prefiro o jornal da Band, apesar do Oinegue ser um baita conservador.

    Desde 1975 moro no centro histórico de Salvador. Bem antes de virar fashion já tinha um rooftop. Depois de viver por quarenta anos numa casa do tempo de Pedro II, me mudei – aos 89 anos – para uma casa recém construída, bem ao lado da anterior, com a mesma vista sobre a baía. Agora mais rico, tenho dois sofás. Um, forrado com uma colcha guatemalteca amarela tecida a mão, comprada em Chichicastenango, o outro com um pano africano fartamente colorido, oferecida por um amigo nigeriano. Tambores do Burundi. O motivo, repetido por centenas de vezes, é um olho grande e bem aberto, símbolo e resumo daquilo que tem sido minha vida.

    Nunca poderia me ter contentado com a virgindade das neves e das noivas.

    Dimitri Ganzelevitch                                                                                         A Tarde, sábado 7 de fevereiro 2026