sexta-feira, 11 de setembro de 2026

ANTISSIONISMO



Arlene Elizabeth Clemesha (Guaratinguetá, 18 de dezembro de 1972) é uma historiadora brasileira, filha de uma brasileira e de um britânico, Mestre e doutora em História, faz pesquisas sobre a questão judaica e a história da Palestina moderna. 

É autora de livros e vários artigos relacionados ao tema publicados dentro e fora do Brasil, entre os quais: Marxismo e Judaísmo (1998), Palestina 1948-2008. 60 Anos de Desenraizamento e Desapropriação (2008), "Edward Said: uma herança árabe internacionalista" (2005), A imigração árabe no Brasil (2010), 

Uma educação para preservar a identidade palestina (2006), Mandato Britânico na Palestina (2002), e "A questão israelo-palestina" (2002).


https://www.facebook.com/Boitempo/videos/antissionismo-n%C3%A3o-%C3%A9-antissemitismoem-entrevista-para-o-dando-a-real-com-leandrod/1547029580406655/ 

CRIME E REDENÇÃO

 


11 DE SETEMBRO

 

11 SETEMBRO: A GLOBALIZAÇÃO E A ASCENSÃO DA EXTREMA DIREITA – ARMANDO AVENA

Redação - 11/09/2026

As manhãs de  Washington  no outono são límpidas e claras e fui correr às margens do Potomac para ver os prédios monumentais ao longo do rio. Passei pelo Lincoln Memorial, pelo monumento a Thomas Jefferson e vi de longe o obelisco dedicado a George Washington. Tive certeza, então, de que  Washington nunca seria a capital do mundo.  É apenas uma cidade americana arrogante, conservadora e preconceituosa, bem diferente de Nova York que, cosmopolita, se abre para o mundo e é a Roma dos tempos modernos.

Na noite anterior,  passeando em Georgetown, tudo parecia calmo, e no cais do Washington Harbour, nos restaurantes e nas  jam sessions  do Blue Alley Jazz era possível sentir nos americanos a característica que melhor os distingue: a egoísta ilusão, ou o desejo subconsciente, de estarem sós no planeta, e de serem os donos dele.

Às quinze para as nove, eu já estava no prédio do Banco Mundial. Foi quando soube que um Boeing  havia atingido uma das torres gêmeas em Manhattan e, já em frente à televisão, vi outro Boeing abrir um enorme buraco na Torre Sul. O Banco Mundial foi evacuado e já na Av. Pensilvânia pude ver, na margem sul do Potomac, em Arlington, a fumaça saindo de um edifício de cinco faces: o verdadeiro  símbolo do poder americano fora atingido por um Boeing  757.

Foi quando um dos ângulos do Pentágono ardia em fogo que eu percebi que  estava presenciando a História. Passei sete dias sem poder sair de Washington, já  ciente de que o 11 de setembro era fruto da globalização e que os terroristas se valeram da infraestrutura criada por ela para atacá-la. O terror matou milhares de pessoas e atingiu no coração um projeto de organização do mundo, baseado na integração econômica, na redução das fronteiras e na promessa de um futuro cosmopolita.  Após o 11 de setembro, a circulação internacional, sinônimo de  oportunidade, tornou-se um risco. E o estrangeiro, antes associado ao turismo, ao trabalho e à integração, passou a ser uma ameaça.

O atentado alterou, sobretudo no Ocidente, a percepção sobre a imigração e o fim das fronteiras travestiu-se de invasão, fortalecendo a extrema direita que pregava contra a globalização e a imigração.

E a crise financeira de 2008, a desindustrialização, a crise migratória europeia de 2015, o Brexit, a pandemia e a eleição de Donald Trump pavimentaram a ascensão da extrema direita no mundo.

Hoje, 25 anos depois, a globalização, um ideal de liberdade econômica, de livre circulação e de comércio entre nações está sob intenso ataque. E as grandes potências mundiais, EUA, China, Rússia, parecem desinteressadas desse modelo de integração e mais preocupadas em preservar o núcleo duro de suas nações e tomar, por todos os meios, os recursos de outros países e, quando necessário, os próprios países. A utopia de um mundo democrático integrado está cedendo lugar à ditadura política, ao nacionalismo econômico e à lógica das esferas de influência.

A semente que cresceu no solo dizimado das Torres Gêmeas foi a do poder ditatorial das grandes potências que, assenhoradas pela  extrema direita, estão destruindo  a ordem democrática e a ideia de um capitalismo fundado na liberdade, na cooperação e no comércio entre nações.

Texto do escritor e economista Armando Avena – Publicado no jornal A Tarde em 11 de setembro de 2026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

SEMPRE LIVRE

 



UM PALESTINO


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Omar M. Yaghi  - nascido em 9 de fevereiro de 1965) - é professor de Química da cadeira James and Neeltje Tretter da Universidade da Califórnia, Berkeley, e membro eleito da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. 

Ele foi laureado com o Prêmio Nobel de Química de 2025 pelo desenvolvimento de estruturas metalorgânicas.

Infância e educação

Yaghi nasceu em Amã, Jordânia, em 1965, em uma família de refugiados. originalmente da Palestina. Ele cresceu em uma casa com muitos filhos, mas tinha acesso limitado a água potável e eletricidade. 

Aos 15 anos, mudou-se para os Estados Unidos com o incentivo de seu pai. Embora ele soubesse pouco inglês, ele começou a estudar no Hudson Valley Community College e, mais tarde, se transferiu para a University at Albany, SUNY, para terminar seu curso universitário. 

Começou seus estudos de graduação na Universidade de Illinois, Urbana-Champaign e recebeu seu PhD em 1990 sob a orientação de Walter G. Klemperer. 

Ele foi um pós-doutorado da National Science Foundation na Harvard University (1990–1992) com o professor Richard H. Holm.

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NÁDIA TAQUARY

 


Confesso nãio ser muito fã das escuilturas de bronze da baiana Nádia Taquary. Prefiro, de longe, seu trabalho mais ... manual (?)
Mas está árvore, apresentada na última Bienal de São paulo, é simplesmente arre\batadora.