sexta-feira, 27 de março de 2026

PANTANAL PROTEGIDO

 

Governo amplia área de proteção de duas Unidades de Conservação do Pantanal

Governo amplia área de duas Unidades de Conservação do Pantanal
Estação Ecológica Taiamã
Foto: Daniel Kantek/ICMBio

15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias das Nações Unidas (COP15/CMS) começa nesta segunda-feira (23/03), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mas no domingo aconteceu o Segmento de Alto Nível, que antecede o início oficial do evento. E já teve reuniões estratégicas com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o do Paraguai, Santiago Peña, e outras autoridades nacionais e internacionais, incluindo lideranças de seis convenções ambientais.

Em seu pronunciamento, Lula ressaltou que a sobrevivência das espécies migratórias depende de ações coletivas. Ressaltou a importância da escolha do Mato Grosso do Sul para a realização da conferência.

“Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e floras atravessam fronteiras. A conferência sobre espécies migratórias nos lembra de uma mensagem simples, mas poderosa : migrar é natural’, destacou.

Em sua fala, o presidente afirmou ainda que “não haverá prosperidade na América Latina sem a proteção da nossa biodiversidade. Da Amazônia ao Cerrado, do Pantanal aos Andes, das Florestas Tropicais às Zonas Costeiras formam-se corredores fundamentais para o equilíbrio climático global.” Lula também citou o sucesso da união do Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e Uruguai que há mais de 20 anos mantém acordos para a preservação de aves migratórias que protegem onze espécies.  

Pantanal ganha mais proteção

Entre as primeiras decisões anunciadas ontem na COP15 está a ampliação pelo governo federal de duas unidades de conservação no Pantanal, bioma com maior aumento de áreas de protegidas por ser considerado uma rota estratégica para fornecer alimentação, descanso, reprodução para espécies migratórias.

Ao lado da ministra do Meio Ambiente e do Clima, Marina Silva, o presidente Lula assinou um decreto em que aumenta a área de duas Unidades de Conservação (UCs): o tamanho do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, situado entre os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, passou de 47 mil hectares para 183 mil hectares, e o da Estação Ecológica Taiamã (MT) de 11,5 mil hectares para 68,5 mil hectares.

Governo amplia área de proteção de duas Unidades de Conservação do Pantanal
Presidente Lula assina decreto que amplia áreas de proteção no Pantanal
e cria nova UC em Minas Gerais

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente designado da COP15 e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco destacou a importância dos decretos de ampliação das áreas protegidas nas unidades de conservação federais no Pantanal.

“Ao ampliar áreas protegidas em biomas emblemáticos para o planeta e absolutamente cruciais para a vida dos brasileiros, garantindo sua segurança hídrica e alimentar e a regulação climática, o país não apenas responde a desafios urgentes, como o enfrentamento aos incêndios, à mudança do clima e à perda de biodiversidade, como reafirma, com ações concretas, a centralidade da agenda ambiental na reconstrução de um Brasil que protege, valoriza e projeta seu patrimônio natural para o mundo”, disse.

Praticamente 95% do Pantanal está em áreas privadas, e a ampliação das Unidades de Conservação no bioma, aumenta a garantia de conservação de regiões fundamentais para sua preservação.

Governo amplia área de proteção de duas Unidades de Conservação do Pantanal
Maior planície alagável de água doce do mundo, o Pantanal é habitat de uma riquíssima biodiversidade
Foto: Jairmoreirafotografia, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Cerrado tem uma nova Unidade de Conservação

Além da ampliação das áreas protegidas no Pantanal, o governo federal também criou uma nova Unidade de Conservação no bioma Cerrado. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais terá 40,8 mil hectares, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas. 

A criação da UC mineira tem como objetivo proteger não apenas a biodiversidade deste bioma, tão impactado pela expansão agropecuária, mas também as comunidades tradicionais, conhecidas como “os geraizeiros”.

Governo amplia área de proteção de duas Unidades de Conservação do Pantanal
Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais
Foto: Divulgação/ICMBio

Até o final da conferência, que termina no domingo, 29/03, deve ser elaborada a Declaração do Pantanal, lançada pelos países participantes da sessão presidencial e aberta para endosso de outros países. Esse documento deve traçar os meios de implementação de ações para proteger habitat e espécies migratórias e fortalecer a conectividade ecológica para garantir a sobrevivência dessas espécies.

“A conferência é altamente técnica, toda orientada por estudos científicos muito robustos para dar conta dos resultados que a gente espera. Uma orquestração política que só é possível com uma coalizão de governança que extrapola a ideia de território”, explicou a ministra Marina Silva. “Quando a gente é capaz de proteger uma espécie migratória é um alto grau de civilidade, porque ela não é de ninguém, ela é de todo mundo.“  

Entre as discussões mais esperadas para os próximos dias estão os anexos que tratam da lista de espécies ameaçadas de extinção e as ameaças aos seus habitats.————————


quarta-feira, 25 de março de 2026

MICHELLE E OS JATOS DA FAB

 Ex-Primeira Dama teria utilizado jatos da FAB para eventos em igrejas, relata mídia

Uma polêmica em torno dos voos executivos da Força Aérea Brasileira no mandato passado surgiu com voos “estranhos” da ex-Primeira Dama, segundo veículos têm reportado.

Divulgação – FAB

Enquanto Jair Bolsonaro sempre criticou o uso vasto de voos da FAB feito pelas três primeiras administrações do Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula e de Dilma, o então presidente reduziu realmente os seus voos quando tomou posse, mas o suposto desvio de finalidade teria continuado.

Em reportagem do jornal Metrópoles, foram cruzados dados disponibilizados pela própria FAB e pelo GSI – Gabinete de Segurança Institucional, que mostram voos do Grupo de Transporte Especial (GTE), o esquadrão que serve ao alto escalão do funcionalismo público brasileiro, feitos sem Jair Bolsonaro.

Os dados foram cruzados com informações de um grupo do WhatsApp, formado por membros do GSI, para organizar escala de trabalho, tarefas e facilitar o fluxo do serviço. Neste grupo foram flagrados pedidos para uso de aeronave do GTE para que Michelle Bolsonaro, ex-Primeira Dama, estivesse presente num evento da Igreja Batista Atitude, da qual ela faz parte.

Outros eventos incluem a ida para Belo Horizonte, na Igreja Batista Lagoinha, em evento de homenagem ao Pastor Márcio Valadão, pai do também pastor André Valadão. O primeiro ficou conhecido nacionalmente após noticiar a morte do homicida Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez, que cumpriu a pena e depois se converteu na mais famosa igreja pentecostal da capital mineira.

O tom “engraçado” e o “mineirês” de Márcio Valadão ao dar a notícia da morte de Pádua, chamou a atenção da internet. Já o seu filho está envolvido em uma polêmica recente, sendo acusado de incentivar fiéis a matarem pessoas LGBTQIAP+.

Dentre outros voos sem Bolsonaro estão caronas para seu filho Jair Renan Bolsonaro, o maquiador de Michelle, Pablo Agustin, e outras figuras próximas do Planalto na época.

Área nebulosa

Enquanto possa parecer reprovável que os voos sejam usados para fins que não sejam em torno do exercício direto do cargo de Presidente, a função da Primeira-Dama no Brasil e no mundo dá certa “legitimidade” aos voos.

A figura feminina se tornou em vários países um braço direito do mandatário, servindo como uma pessoa que recepciona os convidados do Presidente, assim como promove causas sociais, se valendo da visibilidade do seu cargo.

As regras de uso do GTE e de aviões da FAB por membros não-militares do executivo são em maioria regidas pelo Decreto Presidencial 40.626 de 27 de dezembro de 1956, feito pelo Presidente JK, que de fato institui a criação do esquadrão que hoje se tornou o GTE.

Nele não é proibido, mas também não é claramente permitido, que familiares dos membros do executivos viagem no GTE. A única mudança que teve na regulação foi feita pelo próprio Bolsonaro, em 2020, pelo Decreto 10.267. Este Decreto estabelece que o uso do GTE deverá ser feito apenas por motivos médicos, de segurança ou em viagem a serviço, mas o texto também diz que a regra vale para todos, incluindo o Vice-Presidente, menos o próprio Presidente da República.

Militares preocupados

Um militar alertou seus colegas no grupo sobre a legitimidade dos voos do filho do Presidente e similares no GTE. Em 2009, a Globo descobriu que um dos filhos de Lula estava voando no avião da FAB, o que gerou polêmica.

Em outra reportagem, publicada hoje também pelo Metropóles, uma nova mensagem de áudio foi revelada mostrando o Coronel da Aeronáutica Eduardo Alexandre Bacelar, então coordenador-geral de Transporte Aéreo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, falando que era para atender o máximo possível as demandas pessoais de Bolsonaro com o GTE.

“Pra tentar restabelecer um contato de mais confiança ali e de cooperação com a Presidência, que ficou um pouco abalado com esses episódios todos, né? […] Pelas questões que surgiram devido aquela cocaína do Silva Rodrigues”, afirmou o oficial, se referindo ao caso do Sargento Manuel Silva Rodrigues, preso na Espanha com cocaína na mala durante escala técnica de missão percursora a bordo de um Embraer E190 da FAB.

A TOCA DA CORUJA

 Entre discursos da COP15, corujas vivem rotina silenciosa no coração do poder

Entre carros, servidores e eventos, aves transformam área central do poder em território silencioso


Por José Cândido | 24/03/2026


Aves vivem em tocas no solo e passam boa parte do dia imóveis, camufladas no gramado (Foto: Osmar Veiga)


Enquanto autoridades de diferentes países discutem a proteção de espécies migratórias durante a COP15, em Campo Grande, um espetáculo discreto acontece do lado de fora dos auditórios e palcos oficiais. No gramado do Parque dos Poderes, em frente ao Palácio Popular da Cultura, pequenas corujas transformaram o centro político do Estado em território próprio.

Entre veículos que passam, pessoas que caminham e o ritmo acelerado da rotina institucional, elas permanecem ali — imóveis por longos períodos, camufladas no chão, como se fizessem parte da paisagem. Às vezes, são duas ou três. Em outros momentos, chegam a formar pequenos grupos, com até dez aves dividindo o mesmo espaço.

A cena chama atenção de quem passa com mais calma. Há quem já saiba onde olhar. Outros se surpreendem ao descobrir que, no meio do concreto e da circulação intensa, existe vida selvagem resistindo.


Tocas espalhadas pelo gramado servem de abrigo para corujas que se adaptaram ao ambiente urbano (Foto: Osmar Veiga)

As aves, conhecidas popularmente como corujas-buraqueiras, têm um comportamento que desafia a lógica urbana. Diferente de outras espécies, vivem no solo, em tocas, e se adaptam a áreas abertas — o que ajuda a explicar a presença constante nos gramados bem cuidados do parque.

Durante o dia, ficam praticamente imóveis. À noite, saem para caçar insetos e pequenos animais. A escolha do local, segundo especialistas, pode estar relacionada à oferta de alimento e à relativa ausência de predadores naturais, mesmo em um ambiente urbano.

Ainda assim, a convivência não é isenta de riscos. A proximidade com vias de circulação, a presença constante de pessoas e até eventos na região podem interferir na rotina das aves. Não há sinalização específica nem ações visíveis de monitoramento no local.

O contraste com o momento vivido pela cidade é inevitável. Enquanto dentro da COP15 se discutem políticas globais para proteger espécies que cruzam continentes, do lado de fora, a biodiversidade urbana segue seu próprio curso, silenciosa, adaptando-se como pode.

Ali, no coração do poder, as corujas não fazem discursos. Mas ocupam espaço — e lembram, à sua maneira, que a preservação também começa onde a gente pisa todos os dias.... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/entre-discursos-da-cop15-corujas-vivem-rotina-silenciosa-no-coracao-do-poder

terça-feira, 24 de março de 2026

FADO LARANJEIRA


 

FADO


 

FROM THE NY TIMES


 BREAKING: The NY Times just revealed that “drug camp” that Trump and Hegseth blew up in Ecuador was actually just a DAIRY FARM that had nothing to do with drug dealers!

In early March, the Trump administration surprised the world when it announced that it had bombed a drug trafficking base in Ecuador as it lashed out in a violent killing spree all over the world.
Like so many of the innocent fishermen who were murdered by Trump and Pete Hegseth’s boat bombings, the victims at this “drug camp” turned out to be dairy farmers, according to local residents.
The New York Times discovered that the video released by the Trump administration to highlight their murderous prowess actually showed a dairy farm that had been bombed by the Ecuadorean military.
The Times reports that “Ecuadorean soldiers arrived by helicopter on March 3, doused several shelters and sheds with gasoline and ignited them after interrogating workers and beating four of them with the butts of their guns. Three of the workers, who requested anonymity for fear of retaliation by the government, said the soldiers later choked and subjected them to electrical shocks before letting them go.”
“Village residents said Ecuadorean helicopters returned to the farm three days later, on March 6, and appeared to drop explosives on the farm’s smoldering remains. It was at that point, they said, that Ecuadorean soldiers recorded the footage that U.S. and Ecuadorean officials said captured the bombing of a traffickers’ compound.”
Hegseth’s Pentagon provided the Ecuadorean military with the false intelligence that this dairy farm was in fact a drug dealer camp.
The dairy farm’s owner, Miguel, told the Times he bought the 350-acre farm about six years ago for $9,000 and had a herd of 50 cows he used for milk and meat.
“He fought back tears as he explained what was there before: two wooden shelters, an outpost to make cheese, sheds for his equipment. The horse paddock was spared, but the chicken coop was gone,” reports the Times.
“It’s an outrage,” Miguel said, stepping over his dead chickens. “It’s a lie that 50 people trained here. Where are they going to train? Out here in the open? There’s no logic.”
Everywhere the Trump administration goes, needless death and violence follow, and the victims are almost always innocent people.
This poor man’s life was ruined by a fat pedophile and an alcoholic TV host thousands of miles away just so that some skinhead White House intern could make a meme for social media of things blowing up.
When this is all over, Trump and Hegseth need to be held accountable for every one of their crimes, and that list grows longer by the day. Poor Miguel definitely needs to file a lawsuit.