quinta-feira, 12 de março de 2026

FOME

 


UM MANUSCRITO DE ARQUIMEDES

 

 

No último dia 6 de março, a revista Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik noticiou a descoberta de uma página até então perdida do Palimpsesto de Arquimedes, um dos manuscritos científicos mais importantes da Antiguidade. Segundo o Museu de Belas Artes de Blois, localizado no centro da França, trata-se da folha 123, cujo conteúdo inclui passagens do tratado “Sobre a Esfera e o Cilindro” (Livro I, Proposições 39 a 41) – texto fundamental para a história da matemática.

Encontrado por Victor Gysembergh, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), o fólio representa um importante avanço nos esforços para recuperar as obras perdidas do matemático grego Arquimedes de Siracusa. Trata-se de um manuscrito grego-bizantino do século 10 que contém uma série de tratados que, na Idade Média, foram eventualmente apagados.

AS FLORESTAS DO MST

 

Mulheres do MST conquistam reflorestamento de 2 mil hectares após trancar trilhos da Samarco em MG



Mobilização também garantiu pagamento de indenizações individuais

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MST quer restauração ambiental de 5,7 mil hectares na bacia do Rio Doce | Crédito: Comunicação/MST

Após 24 horas de trancamento dos trilhos da Estrada de Ferro Vitória–Minas, em Tumiritinga (MG), organizado por cerca de 700 mulheres do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde a madrugada de segunda-feira (9), a mineradora Samarco assegurou que irá iniciar o processo de reflorestamento de 2 mil hectares de assentamentos da reforma agrária atingidos pelo crime da empresa na região da bacia do Rio Doce. 

A mobilização, que encerrou nesta quarta-feira (10) após o anúncio das conquistas, denunciava a falta de reparação integral, após mais de 10 anos, aos danos gerados pelo rompimento da barragem de Fundão, que aconteceu em Mariana, em novembro de 2015. O episódio ficou conhecido como o maior desastre socioambiental da história do Brasil e, mesmo assim, as empresas Samarco, Vale e BHP, responsáveis pela estrutura que cedeu, não foram responsabilizadas. 

:: Entenda: ‘Mineração mata’: mulheres do MST ocupam trilhos da Samarco em MG e cobram justiça por Mariana :: 

Ao todo, mais de 30 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram despejados na bacia e a lama percorreu cerca de 600 quilômetros, atingindo os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, devastando comunidades, contaminando nascentes e destruindo modos de vida. O MST chama a atenção para o fato de que a necessidade de restauração ambiental é de pelo menos 5,7 mil hectares. 

A luta das mulheres do movimento também conquistou a garantia do pagamento de indenizações individuais. Na avaliação dos sem terra, o avanço nas negociações com a mineradora foi essencial, mas ainda são muitas as reivindicações pendentes. Por isso, segundo o MST, mesmo que o trancamento dos trilhos tenha acabado, a luta continuará.

“As medidas representam um passo importante na reparação ambiental e na dignidade das famílias, embora ainda estejam longe de abarcar todas as reivindicações.  As mulheres sem terra reafirmam que a mobilização continua, e que sabem bem que o caminho da conquista é a luta. Permanecem na pauta a continuidade do reflorestamento e o acesso à água potável para as famílias atingidas”, disse o movimento, em nota. 

IMORALIDADE CONSTITUCIONAL


 

DE JACQUES CHIRAC


 

JUSTIÇA SEM VERGONHA

 


Mesmo com a condenação a 21 anos de prisão, os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva, sentenciados pelo assassinato de Lucas Terra, permanecem em liberdade. O crime, que completou 25 anos, ainda aguarda o desfecho da execução da pena, enquanto a defesa dos réus utiliza recursos judiciais para evitar o cumprimento imediato da sentença.

Atualmente, a família do adolescente vive a expectativa de que o processo retorne à Vara do Júri de Salvador para que a prisão seja finalmente solicitada. Os advogados da família sustentam que, conforme a legislação atual, é possível iniciar a execução da pena logo após a decisão soberana do Tribunal do Júri.
Marion Terra, mãe de Lucas, segue à frente de uma mobilização que já dura duas décadas e meia para que os responsáveis pelo crime, no qual o jovem de 14 anos foi estuprado e queimado vivo em 2001, cumpram o que foi determinado pela justiça.
Para marcar esse período de luta e denunciar a demora judicial, Salvador recebe nos dias 19 e 20 de março o Memorial Lucas Terra. A exposição será realizada no Centro de Convenções do CEO Salvador Shopping, das 10h às 18h, com entrada aberta ao público.
O evento apresenta uma linha do tempo detalhada do caso, documentos históricos e promove um debate necessário sobre os impactos da violência e a impunidade.