sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CATAVA LATINHAS

 O menino que catava latinhas no lixo para ajudar a mãe e hoje comanda a maior recicladora de caminhões da América Latina

Geraldo Rufino começou a trabalhar ainda criança, enfrentou seis grandes recomeços e criou um negócio milionário reaproveitando veículos pesados.

avatarRedação O Antagonista

 


A história de Geraldo Rufino começou na favela do Sapé, na zona oeste de São Paulo, onde ele recolhia latinhas e outros materiais descartados para ajudar nas despesas de casa. Décadas depois, aquele menino transformaria um caminhão acidentado na oportunidade que deu origem à JR Diesel, referência latino-americana na desmontagem e reciclagem de veículos pesados.

Como a história de Geraldo Rufino começou entre latinhas e materiais descartados?

Geraldo Rufino nasceu em Minas Gerais, mas cresceu na periferia de São Paulo em uma família numerosa. Ainda criança, perdeu a mãe e começou a trabalhar para contribuir com a sobrevivência da casa. Aos oito anos, recolhia latas de aço, folhas de flandres e outros materiais que podiam ser vendidos a ferros-velhos.

A atividade exigia que o menino observasse aquilo que outras pessoas consideravam inútil. Enquanto muitos enxergavam apenas lixo, ele percebia materiais com valor de revenda. Essa experiência não criou uma empresa imediatamente, porém ensinou uma lógica que apareceria anos depois no principal negócio de sua vida: reaproveitar peças e devolver utilidade ao que parecia perdido.

Quais foram as 4 etapas que mudaram o caminho do menino?

A transformação não aconteceu de uma vez. Antes de comandar uma grande empresa, Rufino trabalhou em diferentes atividades, fez fretes e investiu em caminhões. Cada etapa ampliou seu conhecimento sobre transporte, manutenção e negociação de veículos pesados.

  • Coleta de materiais recicláveis
  • Trabalho como office-boy
  • Realização de fretes com veículos
  • Criação da JR Diesel

O vídeo “De catador de latinhas a empresário: a trajetória de Geraldo Rufino”, publicado pelo SBT News no programa Pivotando, apresenta uma entrevista na qual o empreendedor relembra a infância, os primeiros trabalhos e o crescimento da JR Diesel. O conteúdo é relevante porque permite ouvir a história diretamente de Rufino e complementa o artigo ao mostrar como ele interpreta as perdas, os recomeços e as decisões que marcaram sua trajetória.

Como a história de Geraldo Rufino levou à criação da JR Diesel?

Antes de entrar no setor de reciclagem automotiva, Rufino trabalhou como office-boy e começou a fazer fretes. Depois, ele e o irmão investiram em caminhões para ampliar o serviço. O negócio avançou até que um acidente danificou um dos veículos da família e criou um problema financeiro que parecia difícil de resolver.

Em vez de considerar o caminhão uma perda completa, eles desmontaram o veículo e venderam separadamente as peças que ainda estavam em boas condições. O resultado revelou que componentes usados possuíam um mercado amplo. Em 1985, essa experiência ajudou a dar origem à JR Diesel, inicialmente estruturada como um negócio familiar.

Por que a empresa não deve ser chamada de companhia de tecnologia?

A pauta costuma apresentar Rufino como dono de uma das maiores empresas de tecnologia do país, mas essa classificação não descreve corretamente sua atividade principal. A JR Diesel trabalha com desmontagem legal, reaproveitamento e comercialização de componentes de caminhões e ônibus. Portanto, ela pertence principalmente aos setores automotivo, de reciclagem e de economia circular.

A companhia pode utilizar tecnologia para identificar peças, administrar estoques e melhorar processos, porém seu produto central não é um software ou equipamento eletrônico. O verdadeiro diferencial está em retirar veículos pesados de circulação, avaliar cada componente e separar aquilo que pode voltar ao mercado daquilo que precisa seguir para reciclagem industrial.

Etapa

O que acontece

Valor recuperado

Aquisição

Veículos são comprados de fontes autorizadas

O caminhão retorna à cadeia produtiva

Desmontagem

Equipes separam peças aproveitáveis

Componentes podem ser reutilizados

Avaliação

Itens passam por identificação e análise

O comprador encontra alternativas usadas

Reciclagem

Materiais sem uso seguem para processamento

Metais voltam à indústria como matéria-prima

Como Geraldo Rufino conseguiu se levantar depois de quebrar seis vezes?

Rufino afirma que enfrentou seis grandes quebras ao longo de sua trajetória empresarial. Esses episódios não significaram necessariamente seis falências judiciais, mas momentos nos quais perdeu recursos, acumulou dificuldades ou precisou reorganizar os negócios. O próprio empresário utiliza a expressão “seis recomeços” ao apresentar sua história.

Em vez de esconder os fracassos, ele transformou essas experiências em parte de suas palestras e livros. No entanto, sua recuperação não dependeu apenas de pensamento positivo. Conhecimento do mercado, rede de clientes, capacidade de negociação e reaproveitamento de ativos também tiveram papel decisivo na reconstrução da empresa.

A estrutura de desmontagem legal e reciclagem de componentes de veículos pesadosA estrutura de desmontagem legal e reciclagem de componentes de veículos pesados

Quanto a história de Geraldo Rufino representa atualmente?

Informações publicadas em diferentes anos apontam faturamento anual na faixa de R$ 35 milhões a R$ 50 milhões, mas esses números não representam necessariamente a receita atual da empresa. Como a JR Diesel não divulga publicamente um balanço recente e completo, não é possível afirmar com segurança quanto ela fatura hoje.

Fontes ligadas ao empresário apresentam a JR Diesel como a maior recicladora de caminhões da América Latina, enquanto a PUCRS descreve uma companhia avaliada em nove dígitos e com mais de 180 empregos diretos. Atualmente, Rufino também atua como escritor, palestrante e presidente do conselho da empresa, em vez de cuidar sozinho de todas as operações diárias.

O que torna esse modelo de reciclagem tão importante para o país?

A desmontagem responsável reduz o descarte irregular e permite que peças em condições de uso retornem ao mercado. Além disso, metais e materiais que já não podem ser aproveitados seguem para empresas de reciclagem e fundição. Esse processo prolonga a utilidade dos componentes e diminui a necessidade de fabricar todas as substituições a partir de matérias-primas novas.

A trajetória apresentada no site oficial de Geraldo Rufino mostra como a coleta de recicláveis na infância se conectou, muitos anos depois, a um negócio baseado no reaproveitamento de veículos pesados. O menino não se tornou dono de uma gigante da tecnologia, como afirma a pauta original, mas construiu uma das histórias mais conhecidas do empreendedorismo brasileiro ao transformar sucata em oportunidade.

 

FRANCE

 



AN ALBATROSS

 




PODEM CHORAR A VONTADE

 

Jose Torres e Kayla Norton ouvem a sentença no tribunal de Douglas County — Foto: Henry Taylor/AP

Jose Torres e Kayla Norton ouvem a sentença no tribunal de Douglas County — Foto: Henry Taylor/AP

José Torres, de 26 anos, e Kayla Norton, de 25 anos, caíram no choro ao serem sentenciados a 20 anos e 15 anos de prisão, respectivamente, por terem invadido uma festa de aniversário de uma criança negra e terem lançado insultos e ameaças racistas às pessoas presentes.

Como informa a ABC News, em julho de 2015, Torres e Norton, um casal que tem 3 filhos e fazia parte de um grupo de "admiradores da bandeira confederada", passou 2 dias circulando de caminhonete por subúrbios de Atlanta, na Geórgia, xingando pessoas negras.

Eles fizeram isso pouco após o massacre na igreja de Charleston, na Carolina do Sul, porque os membros de seu "clube" estavam irritados pelo fato de que em muitos lugares a bandeira-símbolo do sul dos Estados Unidos estava sendo retirada como forma de reação às mortes no ataque.

Kayla Norton disse que 'não era ela' quando proferiu os ataques racistas — Foto: Henry Taylor/AP

Kayla Norton disse que 'não era ela' quando proferiu os ataques racistas — Foto: Henry Taylor/AP

O grupo então chegou a uma festa de aniversário de uma criança negra na cidade de Douglasville. Eles ameaçaram matar os convidados da festa. Torres confrontou a família com uma arma que Norton carregou. A família chamou a polícia.

Torres e Norton, entre outros, foram acusados ​​de agressão agravada, ameaças terroristas e violação de uma lei estadual que visa coibir a ação de gangues de rua. Durante a sentença proferida nesta segunda (27), o juiz disse que suas ações "foram motivadas por ódio racial".

Chorando, Norton dirigiu-se aos pais da criança cujo aniversário ela e outros interromperam.

"Não sou eu, essa não sou eu", disse Norton no tribunal após a sentença. "Eu nunca iria até vocês e diria essas palavras. Sinto muito pelo que aconteceu com vocês", disse.

Além de Torres e Norton, outras duas pessoas foram acusadas de delitos graves, de acordo com a filial ABC WSB-TV.com. Os dois outros se declararam culpados e foram condenados a penas de prisão mais curtas.

SOMOS SEU EXÉRCITO

 


O LIVRO

 Livro (do latim liber, libri[1]) é um objeto transportável,que pode falar vários assuntos. Composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, formando um volume.

Em ciência da informação, o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicações como revistas, periódicos, teses, tesauros, artigos etc.

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem. Portanto, a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição), envolvendo também o design de livros. A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais num produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. A coleta, a organização e a indexação de coleções de livros, por outro lado, é típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro, cuja função principal é disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá ao encontro da vontade dos leitores.

História

A história do livro é uma história de inovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história está intimamente ligada às contingências político-econômicas e à história de ideias e religiões.

De acordo com a lei federal nº 5 191, de 13 de dezembro de 1966, fica instituído o Dia Nacional do Livro no Brasil, que será comemorado, anualmente, no dia 29 do mês de outubro.

Antiguidade

Uma seção original do Livro dos Mortos egípcio, escrito em papiro.

A escrita surgiu na antiguidade, antecedente ao texto e ao livro. A escrita consiste em um de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em suma, palavras. É importante destacar que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em alguns momentos orientada por esse tipo de suporte; não é possível esculpir em papel ou escrever em mármore, por exemplo.

Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra em escrita cuneiforme encontradas na Mesopotâmia. O livro mais antigo conhecido é o Instruções a Xurupaque (c2600-c2500). Considerando as limitações que os suportes materiais possuíam, os livros da Idade do Bronze eram relativamente curtos. A Epopeia de Gilgamesh, por exemplo, é a maior obra literária em tabuletas de argila, e suas traduções ocidentais não chegam a 16 mil palavras.

Mais tarde veio o khartés, (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido) que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportável. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito na maioria das vezes em colunas, e não no sentido do eixo cilíndrico. Algumas vezes, um mesmo cilindro continha várias obras e, por conta disso, era denominado tomo. O comprimento total de um "volumen" era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a seis centímetros.

O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais "recentes" são datados do século II a.C..

Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia Menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice (ou códice) e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro.

Uma consequência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.

Uma antiga bíblia cristã feita em códex.

A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizara até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Assim aparece também a figura do editor, com Atticus, homem de grande senso mercantil. Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto.

Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.

Na Idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento dos monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos mosteiros era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.

Uma página da Bíblia de Gutenberg (Antigo testamento).

O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernácula, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.

Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.[2]

Idade Moderna

No Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim.[3] Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.

Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngea, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu excesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.

Uma das figuras mais importantes do início da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial.[4] A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.

Livro eletrônico

A decoração da encadernação é um importante aspecto visual e de atração dos livros. Em bibliotecas e livrarias, a parte lateral é que indica o nome e atraí o leitor no meio de uma estante.

De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico computorizado.[5]

Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops ou tablets. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.

A produção do livro

Biblioteca moderna em Chambery, França.

A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, pesquisadores, coautores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro. As suas funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa. Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).[6]

Cabe ao editor sugerir alterações ao autor, com vista a ajustar o livro ao mercado. Essas alterações podem passar pela editoração do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor. Uma editora é composta pelo Departamento editorial, de produção, comercial, de Marketing, assim como vários outros serviços necessários ao funcionamento de uma empresa, podendo variar consoante as funções e serviços exercidos pela empresa. Na mesma trabalham os editores, revisores, gráficos e designers, capistas, etc. Uma editora não é necessariamente o produtor do livro, sendo que quase sempre essa função de reprodução mecânica de um original editado é feita por oficinas gráficas em regime de prestação de serviço. Dessa forma, o trabalho industrial principal de uma editora é confeccionar o modelo de livro-objeto, trabalho que se dá através dos processos de edição e composição gráfica/digital.[7]

Livros.

A fase de produção do livro é composta pela impressão (posterior à imposição e montagem em caderno - hoje em dia digital), o alceamento e o encapamento. Podendo ainda existir várias outras funções adicionais de acréscimo de valor ao produto, nomeadamente à capa, com a plastificação, relevos, pigmentação, e outros acabamentos.

Terminada a edição do livro, ele é embalado e distribuído, sendo encaminhado para os diferentes canais de venda, como os livreiros, para daí chegar ao público final.

Pelo exposto acima, talvez devêssemos considerar que a categoria livro seja a concepção de uma coleção de registros em algum suporte capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos.

No início de 2007, foi noticiada a invenção e fabricação, na Alemanha, de um papel eletrônico, no qual são escritos livros.[8][9]

Livros publicados no mundo

Segundo o Google, em pesquisa publicada no dia 6 de agosto de 2010, existem no mundo 129 864 880 livros.[10]

Classificação dos livros

Monumento ao livro, Corunha, Galícia, (Espanha).

Os livros atualmente podem ser classificados de acordo com seu conteúdo em duas grandes categorias: livros de leitura sequencial e obras de referência.[11]

Obras de referência

Cânones da literatura ocidental

Não é raro que se procure uma indicação de clássicos da literatura. Em 1994, o crítico americano Harold Bloom publicou a obra O Cânone Ocidental, em que discutia a influência dos grandes livros na formação do gosto e da mentalidade do ocidente. Bloom considera a tendência de se abandonar o esforço em se criar cânones culturais nas universidades, para evitar problemas ideológicos, problemática para o futuro da educação, existe também uma das maiores obras do tipo no mundo escrita pelo austro-brasileiro Otto Maria Carpeaux no princípio da década de 1940 a chamada História da Literatura Ocidental.