sábado, 21 de fevereiro de 2026

TWINS



 Last night, my five-year-old came bursting through the door with the biggest grin I’ve ever seen.

“Mom! There’s a boy in my class who looks just like me! We’re going to be twins for Twins Day!”
He was glowing.
He told me they had the same eyes. The same hair. The same everything. He was so sure. So proud. So excited.
And the way he said it?
For a second, I believed it too.
After he went to bed, I grabbed my keys and ran out to a late-night store. I searched until I found two matching outfits. I wanted him to wake up to magic. I wanted him and his new buddy to walk into school feeling connected — feeling like they belonged together.
The next morning, his teacher sent me a photo.
I opened it… and my heart absolutely melted.
The two boys looked nothing alike.
Different skin tones.
Different hair.
Different features.
In every visible way, they were completely different.
But my son?
He never noticed.
To him, they were twins because they both loved dinosaurs.
Because they laughed at the same silly jokes.
Because they felt safe sitting next to each other at lunch.
He didn’t see differences.
He saw a friend.
He saw joy.
He saw someone who made him feel understood.
That was enough.
And it hit me hard — somewhere along the way, adults learn to look for what separates us. Kids don’t. Not until we teach them to.
Children don’t compare skin tones.
They don’t measure features.
They don’t divide the world into categories.
They see who is kind.
Who shares.
Who plays.
Who makes them feel happy.
Imagine if we saw the world like that again.
Imagine how much lighter this country would feel.
How much softer our conversations would be.
How much stronger our communities could become.
Maybe the real lesson isn’t about Twins Day.
Maybe it’s about remembering how to see through the eyes of a five-year-old.
Because love doesn’t start divided.
It starts simple.
And maybe — just maybe — it’s time we learned from our kids.

CABELO HUMANO É A SALVAÇÃO

 


Do chão dos salões de beleza direto para os canais poluídos de Xochimilco: uma iniciativa criativa e sustentável está usando toneladas de cabelo humano para despoluir as águas de uma das áreas naturais mais importantes da Cidade do México. O projeto é simples, barato e surpreendentemente eficaz.

A ideia é da organização ambiental Matter of Trust. O cabelo humano possui uma propriedade única: ele adere e retém contaminantes como óleos, gorduras, hidrocarbonetos, coliformes fecais e até metais pesados. Para usar esse potencial, os cabelos coletados em salões de beleza são embalados em redes finas que ficam submersas nos canais por até dois meses, absorvendo os poluentes dissolvidos na água.
Xochimilco é patrimônio histórico e cultural do México, mas enfrenta grave crise ambiental causada pelo crescimento urbano desenfreado. As águas estão repletas de bactérias e químicos que ameaçam espécies endêmicas e comprometem a agricultura milenar das chinampas, ilhas artificiais cultivadas com técnicas pré-hispânicas há séculos.
Após cumprir a função na água, o cabelo ainda tem serventia: vai direto para o solo como composto orgânico. Pesquisas apontam que ele reduz em até 71% a evaporação do solo e incorpora nutrientes que melhoram a terra por décadas. Agricultores locais já estão usando o material ao redor de suas hortaliças com resultados positivos.
Em 2025, apenas uma rede de salões de beleza da cidade coletou mais de 100 quilos de cabelo. Uma solução que começa no espelho e termina salvando um ecossistema inteiro

GANHAMOS?

 Justiça Federal determina suspensão de alvarás de construção em edifícios na Praia do Buracão, no Rio Vermelho

Justiça Federal determina suspensão de alvarás de construção em edifícios na Praia do Buracão, no Rio Vermelho


foto: Reprodução / Redes Sociais

Os alvarás de licença expedidos pela prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), para construção dos empreendimentos Infinity Blue e Infinity Sea na Praia do Buracão, no bairro do Rio Vermelho, foram suspensos pela Justiça Federal em decisão nesta quarta-feira (18). A determinação veio após ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), Ministério Público Federal (MPF) e Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá).

 

A denúncia foi movida contra a prefeitura e as empresas BET BA 01 – Empreendimento Imobiliário Ltda., BET BA 02 – Empreendimento Imobiliário Ltda. e OR Empreendimentos Imobiliários e Participações S.A. Conforme a determinação,caso as demolições já tenham sido concluídas, as empresas deverão remover os entulhos no prazo de 30 dias.  


Com a decisão, as empresas também ficam impedidas de iniciar ou prosseguir com qualquer obra ou intervenção física no local. Além disso, a Justiça Federal fixou multa diária de R$ 500 mil por empreendimento, limitada inicialmente a R$ 20 milhões por réu, em caso de descumprimento, com possibilidade de responsabilização solidária das pessoas jurídicas e de seus administradores. 

 

De acordo com a ação, os edifícios previstos para a área terão 21 e 22 pavimentos e, conforme laudos técnicos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Central de Apoio Técnico do MP-BA (Ceat), provocarão o sombreamento da praia. Entretanto, os alvarás teriam sido expedidos pelo Município com dispensa indevida de estudos ambientais e urbanísticos considerados essenciais, especialmente o estudo de sombreamento.

 

O MP-BA, o MPF e o Gambá apontam ainda que a execução das obras causará prejuízo à ventilação natural, à paisagem, à salubridade ambiental e à fruição coletiva da praia, bem de uso comum do povo.

 

Além das determinações à prefeitura e às empresas, foi fixado prazo de 30 dias para que a Superintendência Regional do Patrimônio da União (SPU) cancele qualquer autorização ou ato administrativo relacionado aos empreendimentos. 

 

Além disso, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA) foram determinados a cancelar eventuais registros de responsabilidade técnica (ART/RRT) vinculados às obras.