Um brasileiro de 72 anos chamou atenção pela memória e rapidez de raciocínio ao bater um recorde nacional envolvendo o número Pi (π). O professor de Matemática Álfio Maciel Campelo, natural de Pernambuco, recitou corretamente 247 dígitos da constante matemática em apenas 60 segundos e foi incluído em março deste ano no Rank Brasil, plataforma que registra recordes nacionais.
O feito reforça a ideia de que a mente pode permanecer ativa e altamente treinada em qualquer fase da vida, especialmente quando estimulada por prática constante e desafios cognitivos.
Com trajetória marcada pelo ensino de Matemática em colégios, além da atuação como professor de xadrez, Álfio construiu uma rotina voltada ao desenvolvimento do raciocínio lógico.
Ao se aproximar da terceira idade, o professor decidiu intensificar exercícios de memória e concentração, criando métodos próprios de treinamento mental. Entre os desafios estabelecidos por ele estão a memorização de centenas de dígitos do número Pi e a resolução de cálculos complexos, como raízes cúbicas de números de até 12 dígitos.
Durante a validação do recorde, o desempenho do professor foi submetido a testes rigorosos. Foram apresentados cinco números aleatórios de 12 dígitos, todos cubos perfeitos, e Álfio respondeu exclusivamente com cálculo mental, obtendo resultados corretos em todos os casos. O processo completo levou 2 minutos e 43 segundos.
Foto: (Reprodução/Álfio Maciel/Acervo Pessoal via RankBrasil)
Disciplina e memória desde a infância
O interesse pela memorização acompanha Álfio desde a infância. Segundo o professor, o pai o incentivava a decorar estações ferroviárias entre Recife e Salgueiro, hábito que evoluiu para exercícios constantes de memória ao longo da vida.
Com o tempo, o educador ampliou seus desafios pessoais e passou a memorizar também a tabela periódica e todos os países do mundo. Ele atribui sua agilidade mental à combinação entre matemática, disciplina e o xadrez, prática que sempre esteve presente em sua trajetória profissional.
Para manter a mente ativa, Álfio afirma adotar uma rotina de leitura diária, jogos de lógica, palavras cruzadas e partidas de xadrez.
Recorde como inspiração para outras gerações
O objetivo do desafio com o número Pi, segundo o professor, foi unir velocidade e precisão, já que a constante matemática é infinita e não periódica, exigindo alto nível de concentração para evitar erros.
Álfio afirma que deseja usar o recorde como forma de incentivar pessoas de todas as idades, especialmente idosos, a exercitarem a memória e acreditarem no próprio potencial cognitivo.
Memória, aprendizado e limites do raciocínio humano
O desempenho do professor ocorre em meio a discussões sobre o papel da memória no aprendizado. Um estudo baseado no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), da OCDE, aponta que a memorização ajuda na resolução de problemas simples, mas não é suficiente para tarefas complexas que exigem raciocínio em múltiplas etapas.
Segundo a análise, embora 87% dos estudantes de 64 países tenham acertado questões fáceis independentemente da estratégia de estudo, aqueles que dependem exclusivamente da “decoreba” tiveram desempenho até quatro vezes pior em problemas mais complexos.
Especialistas ressaltam, porém, que a memória continua sendo uma base importante para o aprendizado, funcionando como suporte para o raciocínio mais elaborado.
Pesquisa de Marcel Augusto Calassa Alcântara, membro da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas de alto QI, nasceu após observação de um padrão entre os números 13 e 16 e foi selecionada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) para integrar o evento
Uma observação aparentemente simples durante uma aula de matemática levou o estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos, a desenvolver uma pesquisa que será apresentada na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A investigação começou quando ele identificou um comportamento incomum entre os números 13 e 16 e decidiu descobrir se o mesmo padrão ocorria com outros números. O estudo resultou em uma pesquisa sobre ciclos formados pela soma dos algarismos de potências numéricas, posteriormente aprovada para apresentação em um dos mais importantes eventos de matemática do Brasil.
A descoberta começou quando Marcel, que é membro da Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, percebeu um comportamento curioso envolvendo os números 13 e 16. Ao elevar 13 ao quadrado, obteve 169, cuja soma dos algarismos é 16. Em seguida, observou que 16 ao quadrado resulta em 256, e a soma dos algarismos de 256 é novamente 13. Assim, os dois números formavam um ciclo matemático: 13 → 16 → 13.
Intrigado com esse padrão, o garoto superdotado decidiu investigar se o mesmo fenômeno poderia ocorrer com outros números. O que inicialmente era apenas uma curiosidade transformou-se em uma pesquisa que envolveu cálculos, testes, formulação de hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.
O trabalho foi posteriormente estruturado em formato de artigo e aprovado para apresentação na XII Bienal de Matemática, evento que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de diversas regiões do Brasil.
A pesquisa demonstrou que esse tipo de sequência matemática sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números. A descoberta permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função estudada, contribuindo para a compreensão de padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.
Como funciona a descoberta
A pesquisa analisa uma operação simples: elevar um número a uma potência e, em seguida, somar os algarismos do resultado. Por exemplo, 13² = 169 e 1 + 6 + 9 = 16. Repetindo o processo, 16² = 256 e 2 + 5 + 6 = 13. Marcel descobriu que alguns números entram em ciclos como esse e investigou quais ciclos existem e por que eles acontecem.
Para Marcel, a aprovação representa a oportunidade de compartilhar sua descoberta e conhecer pessoas que também gostam de aprender. “Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirma.
A pesquisa nasceu de uma característica que a família observa desde a infância: a vontade de compreender como as coisas funcionam. “O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, afirma a mãe, Glacy Calassa.
Segundo ela, a aprovação na Bienal representa o reconhecimento de um processo construído a partir da curiosidade infantil e da liberdade para explorar perguntas. “A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescenta.
Aprender e compartilhar
A matemática é apenas uma das áreas que despertam o interesse de Marcel. Ao longo dos últimos anos, ele participou de olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais, eventos de ciência e robótica, conquistou o título de Mestre Nacional de Xadrez e tornou-se integrante vitalício da International Junior Honor Society (IJHS), organização internacional que reconhece estudantes com desempenho acadêmico de destaque.
A conquista da condição de membro vitalício da instituição é resultado de participações consecutivas e desempenho acadêmico consistente ao longo dos anos, reconhecimento alcançado por poucos estudantes em sua faixa etária.
A trajetória do garoto também inclui a publicação de um livro inspirado em uma experiência vivida durante um hackathon ligado à NASA, além da apresentação de um pôster científico em evento promovido pela Mensa Brasil.
Além das atividades acadêmicas e científicas, Marcel participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças com altas habilidades. Entre elas estão os encontros promovidos pela Mensa Brasil, que reúnem famílias, estudantes e profissionais em atividades de integração, aprendizagem e troca de experiências.
Ao longo dos anos, esses espaços permitiram que Marcel ampliasse seu círculo de amizades, participasse de projetos educacionais e convivesse com outras crianças que compartilham interesses em áreas como matemática, ciência, leitura e xadrez.
“Ao longo dos últimos anos, a Mensa Brasil proporcionou ao Marcel, por meio do Agzinho e dos encontros regionais, oportunidades de conviver com outras crianças curiosas, fazer amizades, participar de eventos inspiradores e perceber que gostar de aprender é algo positivo e que pode ser compartilhado”, afirma Glacy Calassa.
O desejo de aprender e compartilhar conhecimento também ganhou forma em projetos criados pelo estudante. Quando tinha apenas 4 anos, Marcel criou o projeto Xadrez na Praça com o objetivo de reunir outras crianças para jogar, aprender e fazer amizades. O que começou como encontros informais cresceu ao longo dos anos e deu origem ao Clubinho STEAM do Marcel, iniciativa que promove atividades ligadas à leitura, matemática, ciência e xadrez.
Atualmente, o projeto reúne crianças e famílias em encontros, clubes de leitura, desafios matemáticos, atividades científicas e passeios educativos. Entre as ações realizadas estão encontros no Parque da Cidade para compartilhar conhecimentos, trocar experiências e incentivar a convivência entre crianças com interesses em comum.
“O que eu mais gosto é encontrar meus amigos e outras crianças que gostam das mesmas coisas que eu. Conversamos sobre matemática, jogos, livros e xadrez. É divertido porque cada pessoa sabe algo diferente e sempre aprendo alguma coisa nova”, conta Marcel.
A família acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar que aprender pode ser uma experiência coletiva e prazerosa. “Nossa principal estratégia é valorizar as perguntas. Mais do que oferecer respostas, procuramos mostrar que a curiosidade tem valor. Apesar de ele gostar muito de olimpíadas e ter excelentes resultados, nosso objetivo nunca foi formar um campeão de olimpíadas, mas uma criança feliz, curiosa e apaixonada por aprender”, afirma Glacy.
A escola também acompanha de perto esse processo de desenvolvimento. “Recebemos a aprovação de Marcel na Bienal de Matemática com grande alegria. Sua trajetória demonstra como a curiosidade, o esforço e o apoio adequado do colégio e da família podem transformar o potencial de uma criança em realizações concretas. Para o colégio, é uma honra acompanhar esse desenvolvimento e incentivar o pensamento científico desde os anos iniciais”, afirma Waldemar Nehgme, diretor do Doman School.
Além da participação na Bienal, Marcel foi convidado para integrar um projeto social voltado ao ensino de matemática para crianças, iniciativa que deverá começar no segundo semestre. Para a família, a história não é sobre precocidade ou recordes. É sobre o que pode acontecer quando uma criança encontra espaço para fazer perguntas, investigar suas ideias e compartilhar aquilo que aprende com outras pessoas.
Aos 11 anos, brasileira cria método inédito para calcular raiz quadrada de forma simples e tem fórmula publicada na revista científica de matemática mais importante do Brasil
Detalhes de uma criação incrível revelam novos horizontes para o aprendizado nacional
A área da educação nacional acompanha de perto o surgimento de talentos capazes de revolucionar o aprendizado em sala de aula.
A estudante Júlia Pimentel Ferreira, de apenas 11 anos de idade, conquistou um espaço histórico no mundo acadêmico ao se tornar a criadora de um método inovador de contagem.
A jovem mineira desenvolveu uma lógica totalmente nova para solucionar operações complexas sem depender das regras tradicionais cansativas, garantindo o registro oficial de sua descoberta na principal publicação científica dedicada à matemática do território brasileiro.
O caminho para alcançar esse reconhecimento de peso começou de maneira despretensiosa, dentro da rotina escolar comum da menina.
Ao observar os números, a jovem prodígio identificou um padrão oculto nas tabelas e construiu uma sequência prática que facilita a resolução de problemas matemáticos desafiadores.
Batizada no meio educacional como “Regressão de Júlia”, a técnica surpreendeu o corpo docente de sua escola pela precisão absoluta dos resultados alcançados nos testes práticos diários.
Logística descomplicada e incentivo na escola
(Foto: Reprodução/Jornal Nacional.)
A grande inovação trazida pela estudante consiste em eliminar a necessidade de decoreba ou tentativas repetitivas de divisão que costumam travar o raciocínio de jovens e adultos pelo mundo.
Utilizando apenas contas básicas de multiplicação e soma, o sistema permite que qualquer pessoa encontre os valores exatos ou aproximados em questão de poucos segundos.
O modelo funciona somando um número multiplicado por si mesmo ao seu próprio valor e ao seu sucessor direto, gerando o resultado seguinte de forma contínua.
Ao perceber o tamanho do feito da aluna, o professor de matemática deu o suporte necessário para transformar a observação da garota em uma estrutura formalizada de grande alcance.
O material foi enviado para avaliação de bancas exigentes e acabou aceito com louvor, provando que grandes ideias científicas podem nascer da criatividade de crianças conectadas com o estudo.
A publicação abre portas para que redes de ensino públicas e privadas repensem a maneira de transmitir o conhecimento em território nacional.
Com essa conquista rara, a estudante mineira passou a enxergar as atividades escolares com muito mais liberdade e paixão.
Antes focada apenas em decorar regras rígidas, ela agora incentiva outros colegas de classe a buscarem caminhos próprios para desatar os nós das matérias mais temidas.
O exemplo prático da jovem reforça que o investimento na educação de base e o apoio aos insights dos alunos conseguem colocar a inteligência brasileira no topo do cenário mundial.
Diretores da Americanas afirmam em delação que manipularam dados para esconder fraude - Foto: Reprodução
A Polícia Federal identificou que as Americanas operaram por dez anos o que classifica como a maior fraude contábil corporativa da história do Brasil. As manipulações inflaram resultados, esconderam dívidas bilionárias com bancos e enganaram auditores externos e investidores. O esquema está descrito na decisão que autorizou a segunda fase da Operação Disclosure, obtida com exclusividade pelo Bastidor.
A argumentação da PF se apoia em informações fornecidas por quatro ex-executivos das Americanas que firmaram acordos de colaboração premiada, já homologados, na primeira fase da operação: Marcelo Nunes, ex-diretor financeiro; Flávia Carneiro, ex-diretora de controladoria; Fábio Abrate, ex-diretor de relações com investidores; e Márcio Cruz, ex-CEO da área digital. A representação detalha como a fraude funcionava e quem participou dela. O documento reúne dois laudos periciais, mensagens de WhatsApp, e-mails e documentos internos da varejista.
A operação foi deflagrada na quarta-feira, 25, e autorizada pela juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A decisão contrariou parecer do Ministério Público Federal, que apontou falta de provas suficientes para justificar os mandados de busca e apreensão. Foram alvos Carlos Alberto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e Eduardo Saggioro Garcia, três acionistas de referência das Americanas.
Na representação, a PF afirma que Sicupira, Lemann e Saggioro detinham domínio funcional do fato. Segundo a investigação, mesmo sem executar diretamente as manipulações contábeis, os três tinham poder de mando sobre a estrutura que produziu as fraudes. A PF diz que eles receberam mais de 700 milhões de reais em distribuição de lucros que, na prática, eram fictícios, calculados sobre resultados que nunca existiram.
A juíza que autorizou as buscas reconheceu que, até agora, não há conversas diretas dos três acionistas sobre as fraudes. Nenhum dos quatro ex-executivos que firmaram acordos de colaboração afirmou que os investidores sabiam do esquema.
Além das colaborações dos ex-executivos, a PF produziu duas perícias sobre os registros contábeis das Americanas. Os laudos apontam que a fraude operava por duas frentes principais: o lançamento de contratos falsos de verbas de propaganda cooperada e o uso bilionário de operações de risco sacado fora da dívida financeira. As verbas de propaganda cooperada são valores pagos por fornecedores à varejista em troca de espaço publicitário, ações promocionais e destaque de produtos.
Segundo a investigação, as Americanas criavam verbas de propaganda cooperada inexistentes e lançavam esses valores como receita nos registros contábeis. Internamente, os contratos falsos eram chamados de “cartas B”. Eles se opunham às “cartas A”, usadas para identificar os contratos verdadeiros.
A segunda frente envolvia operações de risco sacado. Nesse tipo de operação, bancos antecipam à varejista o pagamento de notas fiscais de fornecedores e depois cobram da empresa o valor financiado, acrescido de encargos. Nas Americanas, essas operações eram registradas como dívidas com fornecedores. Com isso, a companhia escondia a origem bancária do passivo e reduzia artificialmente sua dívida financeira.
As duas práticas se complementavam. As verbas fictícias diminuíam a conta de fornecedores. O risco sacado, por sua vez, inflava essa mesma conta novamente. O efeito final era um balanço aparentemente equilibrado, enquanto a empresa acumulava, de um lado, contratos inexistentes e, de outro, dívidas bancárias disfarçadas.
A perícia concluiu que o impacto das fraudes no patrimônio líquido das Americanas chegou a 22,8 bilhões de reais. Desse total, aproximadamente 20,6 bilhões de reais decorriam das verbas fictícias de propaganda cooperada. Outros 2,2 bilhões de reais correspondiam a encargos financeiros das operações de risco sacado que não foram registrados como despesa. Além disso, a correção contábil necessária para retirar as operações de risco sacado da conta de fornecedores e transferi-las para a dívida financeira exigia ajuste adicional de 15,9 bilhões de reais.
A PF também aponta outras práticas fraudulentas: reclassificação de despesas operacionais, atraso proposital no registro de certas despesas e omissão de créditos tributários. A investigação identificou ainda operações com cartão de crédito corporativo nas quais bancos quitavam fornecedores e as Americanas liquidavam a dívida no mês seguinte, sem registrar o passivo de curto prazo no balanço.
A investigação também mostra que as Americanas produziam documentos falsos para apresentar às auditorias externas durante a verificação das verbas de propaganda cooperada. Segundo a PF, quando não havia comprovação real do uso das verbas, a solução era pegar um documento legítimo de um fornecedor e alterar datas e valores. Na B2W, plataforma de marketplace da varejista, a adulteração era feita com a edição, em Word, de e-mails enviados por fornecedores.
Em sua colaboração, Marcelo Nunes descreveu o processo: “A solução apresentada pelo colaborador, para a apresentação de documentos de suporte às auditorias, foi criar e-mails dos fornecedores dando o ‘de acordo’ para verbas de VPC. Os fornecedores não tinham noção de que os e-mails das cartas de VPC eram alterados.” A prática foi confirmada pelos outros três ex-executivos que assinaram acordos de colaboração.
Flávia Carneiro afirmou em sua colaboração que a KPMG, auditora independente, pediu acesso direto ao sistema das Americanas para verificar transações de verbas de propaganda cooperada. Para esconder a fraude, a solução foi acionar o diretor de TI, João Guerra, que alterou os lançamentos no sistema. Guerra não é alvo da operação.
Procuradas na tarde desta sexta-feira (26), as defesas de Marcelo Nunes, Flávia Carneiro e Fábio Abrate informaram ao Bastidor que não irão se manifestar sobre o caso. A Americanas não respondeu aos contados da reportagem. A defesa de Márcio Cruz não foi encontrada para comentar.