segunda-feira, 13 de julho de 2026

ÁFRICA SEM ÁGUA

 

Menino ouviu na escola que crianças na África não tinham água limpa, juntou dinheiro fazendo tarefas em casa e transformou uma única ideia infantil no primeiro poço que mudou uma comunidade em Uganda

Imagem de perfil do autor Valdemar Medeiros
Escrito por Valdemar MedeirosPublicado em 06/07/2026 às 00:59Atualizado em 07/07/2026
Assista o vídeo
Aos 6 anos, Ryan Hreljac decidiu construir um poço na África e transformou uma iniciativa escolar em uma fundação que já levou água potável para milhões de pessoas.
ideia infantil no primeiro poço que mudou uma comunidade em Uganda

Aos 6 anos, Ryan Hreljac decidiu construir um poço na África e transformou uma iniciativa escolar em uma fundação que já levou água potável para milhões de pessoas.

Aos 6 anos de idade, a maioria das crianças pensa em brinquedos, desenhos animados e jogos. Para o canadense Ryan Hreljac, uma aula da primeira série mudou completamente sua forma de enxergar o mundo e deu origem a uma iniciativa humanitária que décadas depois alcançaria milhões de pessoas.

Ao descobrir que crianças em algumas regiões da África precisavam caminhar horas todos os dias apenas para conseguir água, muitas vezes contaminada, Ryan decidiu que faria algo para mudar aquela realidade. O que parecia apenas um gesto infantil acabou se transformando em uma das organizações mais conhecidas do mundo no combate à crise hídrica.

Tudo começou quando um professor explicou que muitas crianças adoeciam por falta de água limpa

Segundo a Ryan’s Well Foundation, Ryan tinha apenas 6 anos quando sua professora da primeira série explicou que milhões de pessoas adoeciam porque não tinham acesso à água potável.

O garoto ficou impressionado ao descobrir que algumas famílias caminhavam vários quilômetros diariamente apenas para coletar água imprópria para consumo.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Na época, Ryan acreditou que construir um poço custaria apenas US$ 70, valor informado inicialmente em sala de aula.

Determinado a ajudar, ele passou a realizar tarefas domésticas extras para os pais durante quatro meses até conseguir juntar o dinheiro necessário. Segundo a fundação, esse foi o primeiro passo de uma jornada que mudaria milhares de vidas.

Pouco depois, ele descobriu que um poço custava muito mais do que imaginava. De acordo com a Ryan’s Well Foundation, o valor real era de aproximadamente US$ 2 mil, suficiente para perfurar um sistema de abastecimento em Uganda. Em vez de desistir, Ryan começou a visitar escolas, igrejas e clubes comunitários para contar sua história e arrecadar doações.

O primeiro poço foi construído em Uganda e mudou a rotina de centenas de estudantes

Após meses de arrecadação, Ryan conseguiu reunir os recursos necessários para financiar a perfuração do primeiro poço na Escola Primária Angolo, no norte de Uganda.

Segundo a Ryan’s Well Foundation, a obra foi concluída em 1999, levando água potável para centenas de estudantes e moradores da comunidade local. A iniciativa teve impacto direto na frequência escolar, já que muitas crianças deixaram de perder horas por dia buscando água distante de casa.

O projeto também criou uma amizade que atravessou continentes. Durante uma viagem a Uganda, Ryan conheceu Jimmy Akana, estudante da escola beneficiada pelo poço, que mais tarde se tornaria amigo próximo da família canadense.

O pequeno projeto escolar virou uma fundação internacional de acesso à água

O sucesso do primeiro poço transformou uma iniciativa infantil em uma organização permanente. Em 2001, surgiu oficialmente a Ryan’s Well Foundation, instituição dedicada a financiar projetos de abastecimento de água e saneamento em países em desenvolvimento.

Segundo a própria fundação, o trabalho se expandiu muito além de Uganda, alcançando comunidades na África, América Central e Ásia.

Aos 6 anos, Ryan Hreljac decidiu construir um poço na África e transformou uma iniciativa escolar em uma fundação que já levou água potável para milhões de pessoas.
ideia infantil no primeiro poço que mudou uma comunidade em Uganda

De acordo com dados divulgados pela Ryan’s Well Foundation, a entidade já beneficiou mais de 1,6 milhão de pessoas, apoiando cerca de 1.800 projetos de água e 1.300 projetos de saneamento em 17 países.

O impacto alcançou tamanha dimensão que Ryan se tornou a pessoa mais jovem da história a receber a Ordem de Ontário, uma das maiores honrarias civis da província canadense.


Hoje Ryan dirige a própria fundação que nasceu de uma aula da primeira série

A criança que acreditava ser possível resolver a crise mundial da água com apenas US$ 70 cresceu, estudou Desenvolvimento Internacional e Ciência Política e retornou para liderar a organização que ajudou a criar.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Segundo a Ryan’s Well Foundation, Ryan ocupa atualmente o cargo de diretor executivo, participando de projetos, viagens de campo e programas educacionais voltados à conscientização sobre água, saneamento e higiene.

Sua história continua sendo apresentada em escolas, universidades e eventos internacionais como exemplo de que iniciativas aparentemente pequenas podem gerar mudanças concretas em larga escala.

A história de Ryan mostra que algumas das maiores transformações começam com perguntas simples

Ryan não era engenheiro, não tinha recursos financeiros e tampouco compreendia a dimensão global da crise hídrica.

Ele era apenas uma criança que descobriu que outras crianças passavam sede.

Anos depois, aquela inquietação infantil se transformou em milhares de projetos, milhões de pessoas beneficiadas e uma organização reconhecida internacionalmente. Talvez a maior lição seja justamente essa: algumas mudanças começam quando alguém decide não aceitar um problema como algo normal.

UM JOVEM MARROQUINO

 

Jovem marroquino criou sistema para reciclar plástico recolhido por catadores, transformou o lixo em blocos de construção, superou 200 toneladas reaproveitadas, passou a produzir mais de 15 mil peças por mês e viu a demanda ultrapassar a capacidade da própria fábrica

Imagem de perfil do autor Valdemar Medeiros
Escrito por Valdemar MedeirosPublicado em 11/07/2026
Jovem marroquino criou sistema para reciclar plástico recolhido por catadores, transformou o lixo em blocos de construção
Jovem marroquino criou sistema para reciclar plástico recolhido por catadores, transformou o lixo em blocos de construção

Zelij Invent, resíduos plásticos, blocos ecológicos e construção civil impulsionam projeto marroquino que já reaproveitou mais de 200 toneladas.

No Marrocos, o empreendedor Saif Eddine Laalej decidiu transformar um dos resíduos mais visíveis das ruas e comunidades em matéria-prima para a construção civil. A iniciativa deu origem à Zelij Invent, empresa social voltada à coleta de plástico descartado e à fabricação de blocos, pisos e pavimentos com uso intensivo de material reaproveitado.

Segundo o PNUD, a empresa já havia reaproveitado mais de 200 toneladas de resíduos plásticos até 2023, alcançado produção superior a 15 mil blocos por mês e chegado a um ponto incomum para um negócio jovem: a demanda passou a superar a capacidade de fabricação. A proposta colocou a Zelij Invent entre os casos mais conhecidos de economia circular aplicada ao setor da construção no país.

Resíduos plásticos encontrados em comunidades deram origem à Zelij Invent

A origem do projeto está ligada a visitas de campo feitas por Saif Eddine Laalej durante atividades universitárias. Segundo o PNUD, ele encontrou grandes quantidades de plástico acumulado em comunidades que não contavam com estrutura adequada de coleta e gestão de resíduos.

bloco com restos de residuos
Zelij Invent bloc – Divulgação

A partir dessa constatação, o empreendedor passou a investigar como embalagens, recipientes, garrafas e sacolas poderiam ganhar uma destinação com valor econômico maior do que a reciclagem convencional.

Em vez de apenas separar o material por peso, a ideia era convertê-lo em produto final para um dos setores mais relevantes da economia, a construção civil.

A proposta se consolidou na Zelij Invent, que passou a recolher plástico descartado e transformá-lo em materiais usados em obras, calçadas, áreas externas e projetos de pavimentação. O negócio nasceu com foco ambiental, mas também com ambição industrial e comercial.

Plástico descartado passou a virar blocos, pisos e pavimentos com valor comercial

O processo produtivo da empresa começa pela coleta e triagem dos resíduos. Parte dessa matéria-prima chega por meio de trabalhadores locais que já atuam na recuperação informal de plástico, criando uma cadeia que conecta descarte, separação e transformação industrial.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Depois da triagem, o material passa por preparação, mistura com outros componentes e moldagem. O resultado são blocos, pisos e pavimentos voltados a aplicações na construção, em um modelo que tenta retirar o plástico do ambiente e reinseri-lo em uma cadeia de maior valor agregado.

Segundo o Middle East Exchange, uma das formulações apresentadas pela empresa foi desenvolvida com cerca de 80% de resíduos plásticos e 20% de outros materiais ambientalmente mais adequados. Essa composição ajudou a diferenciar o projeto e a reforçar sua identidade como solução de construção ecológica.

Empresa desenvolveu processo próprio e apostou em fabricação a frio

A Zelij Invent não se limitou a adaptar uma linha industrial comum. A empresa desenvolveu uma fórmula própria e estruturou um processo de produção desenhado especificamente para incorporar grande volume de plástico aos materiais de construção.

A One Young World descreve a tecnologia como um processo próprio de fabricação a frio, criado para transformar resíduos plásticos em materiais de construção com menor dependência dos métodos convencionais mais intensivos em recursos.

Zelij Invent, resíduos plásticos, blocos ecológicos e construção civil impulsionam projeto marroquino que já reaproveitou mais de 200 toneladas.
Zelij Invent bloc – Divulgação

A lógica do negócio está em dar destino útil a resíduos que, em muitos casos, poderiam seguir para áreas de descarte inadequado, terrenos baldios ou sistemas frágeis de coleta. Com isso, o plástico deixa de ser apenas problema ambiental e passa a integrar uma nova cadeia produtiva.

Mais de 200 toneladas de plástico foram reaproveitadas e a produção superou 15 mil blocos por mês

Os números divulgados pelo PNUD ajudaram a dimensionar a escala alcançada pelo projeto. Até 2023, a Zelij Invent já havia reaproveitado mais de 200 toneladas de resíduos plásticos, o equivalente a mais de 200 mil quilos de material retirado do descarte e redirecionado para a fabricação de produtos usados na construção.

No mesmo levantamento, o PNUD informou que a produção da empresa havia ultrapassado 15 mil blocos por mês. As peças passaram a abastecer construtoras, consumidores e iniciativas ligadas à construção sustentável no Marrocos, mostrando que a solução já tinha saído da fase de protótipo.

O dado mais revelador talvez tenha sido outro: a procura pelos produtos já era maior do que a capacidade de entrega da fábrica. Isso indicou que o principal desafio da empresa deixou de ser provar que a tecnologia funcionava e passou a ser ampliar escala, estrutura e investimento.

Jovens fundadores enfrentaram desconfiança antes de consolidar o negócio

A trajetória da empresa também foi marcada pela resistência enfrentada pelos fundadores no início. De acordo com o Middle East Exchange, muitas pessoas não levaram a proposta a sério quando Saif Eddine Laalej e Houda Mirouche começaram a apresentar a ideia de transformar plástico descartado em materiais para pavimentação e construção.

Ainda muito jovens, eles precisaram desenvolver protótipos, testar formulações e participar de programas de incubação para mostrar que o produto tinha viabilidade técnica e mercado. A barreira não era apenas industrial, mas também de credibilidade.

Esse ponto ajuda a entender por que a consolidação da Zelij Invent não dependeu apenas da tecnologia. O avanço do negócio também exigiu capacidade de apresentação, busca por parceiros, aceleração e conexão com redes de apoio ao empreendedorismo verde.

Nome da empresa remete à arquitetura tradicional do Marrocos

A escolha do nome Zelij também ajudou a construir a identidade do projeto. Segundo o Middle East Exchange, a palavra está ligada à ideia de pequena pedra polida e remete à tradição marroquina de revestimentos geométricos e mosaicos muito associados à arquitetura do país.

Essa referência não foi apenas estética. Ela ajudou a conectar a inovação ambiental a um elemento cultural reconhecível, aproximando o produto reciclado de uma linguagem arquitetônica com valor simbólico no mercado local.

Com isso, o plástico reaproveitado deixou de aparecer apenas como resíduo transformado. Ele passou a compor peças com função prática, visual e comercial, reforçando o posicionamento da empresa além do discurso ambiental.

Blocos ecológicos tentam reduzir pressão sobre cimento e matérias-primas convencionais

A construção civil depende de grandes volumes de cimento, agregados, água e energia, por isso iniciativas que substituem parte desses insumos por resíduos vêm ganhando atenção em diferentes países. A Zelij Invent se inseriu nessa frente ao propor materiais que incorporam grande quantidade de plástico reaproveitado.

Jovem marroquino criou sistema para reciclar plástico recolhido por catadores, transformou o lixo em blocos de construção
Jovem marroquino criou sistema para reciclar plástico recolhido por catadores, transformou o lixo em blocos de construção

Isso não significa que todo impacto ambiental de uma obra desapareça. O que a empresa tenta fazer é reduzir parte da dependência de matérias-primas convencionais e ampliar a vida útil de um resíduo que, sem esse tipo de solução, poderia permanecer por décadas no ambiente.

Ao mesmo tempo, o desempenho final das peças precisa ser avaliado de acordo com a aplicação, as exigências do projeto e as normas técnicas pertinentes. O avanço comercial do produto depende justamente de conseguir unir apelo ambiental, funcionalidade e confiança de mercado.

Expansão para outros países entrou no radar da empresa

Depois de consolidar operações no Marrocos, a Zelij Invent passou a mirar novos mercados. O PNUD informou em 2023 que a empresa estudava ampliar a produção para países como Iraque, Quênia e Malásia, levando o modelo de recuperação de resíduos e fabricação de materiais a outras realidades.

A One Young World também registrou que a organização passou a atuar em atividades ligadas ao empreendedorismo verde e à pesquisa sobre soluções para resíduos plásticos em outros contextos, inclusive no Iraque. Esse movimento ampliou o escopo do projeto para além da produção industrial local.

A ambição de expansão faz sentido porque o problema enfrentado pela empresa não é exclusivo do Marrocos. O acúmulo de plástico, a deficiência de coleta e a necessidade de materiais acessíveis para construção aparecem em vários mercados emergentes ao mesmo tempo.

Plástico encontrado nas ruas virou matéria-prima para uma nova cadeia industrial

A história da Zelij Invent começou com um problema visível em comunidades marroquinas e evoluiu para uma operação que conecta coleta de resíduos, fabricação de materiais de construção e geração de valor econômico.

O caso ganhou força porque atacou duas pressões ao mesmo tempo: o excesso de plástico descartado e a demanda constante por soluções na construção civil.

Até 2023, os dados divulgados pelo PNUD apontavam mais de 200 toneladas de plástico reaproveitadas, produção acima de 15 mil blocos por mês e procura superior à capacidade de entrega. Esses números ajudaram a consolidar a empresa como um dos exemplos mais conhecidos de transformação de resíduos em produtos de uso construtivo no país.

O projeto mostra como um material de baixo valor no descarte pode entrar em uma cadeia industrial completamente diferente quando tecnologia, design, empreendedorismo e mercado passam a atuar sobre o mesmo problema.

BINGO!

 

Por Redação g1

Donald Trump — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Donald Trump — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Uma juíza federal dos EUA anulou nesta segunda-feira (13) o acordo entre o presidente Donald Trump e a Receita Federal dos EUA (IRS, na sigla em inglês) que concedia a ele e suas empresas amplas proteções fiscais.

Pelo acordo firmado em maio, o IRS seria obrigado a pedir desculpas a Trump e ficaria proibido de prosseguir com auditorias e possíveis cobranças de impostos ligadas a investigações já abertas contra o presidente, familiares e empresas dele.

A juíza distrital dos EUA em Miami Kathleen Williams acusou Trump de manipular o sistema judiciário ao processar uma agência federal sob seu próprio controle, contornando a exigência de que as partes em um processo tenham interesses conflitantes e preparando o terreno para um acordo.

Williams concluiu que Trump e a Receita Federal, que ele supervisiona como presidente, não eram verdadeiramente adversários, como exige a Constituição dos EUA em processos cíveis.

O acordo firmado entre Trump e o IRS também envolvia a criação de um fundo bilionário para reparar supostas "vítimas da instrumentalização do governo", que críticos apontam como uma forma de o republicano canalizar fundos do governo a seus apoiadores condenados por invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

"Esta ação nunca teve como objetivo uma das partes buscar a resolução judicial de uma questão legal ou de uma disputa factual", escreveu Williams.


A juíza afirmou que, em vez disso, tratava-se de uma tentativa de "dar alguma legitimidade a um acordo para conferir imunidade a pessoas e entidades ligadas ao presidente e destinar bilhões de dólares dos contribuintes americanos para reparar danos não definidos em lei".

A ordem judicial de Williams impede que qualquer uma das partes envolvidas no caso, incluindo Trump, seus filhos adultos e sua empresa homônima, se refira ao acordo ou cite quaisquer de seus termos em futuros processos judiciais.

Sede do IRS, a Receita Federal dos EUA — Foto: Photographs in the Carol M. Highsmith Archive/Bilblioteca do Congresso dos EUA

Sede do IRS, a Receita Federal dos EUA — Foto: Photographs in the Carol M. Highsmith Archive/Bilblioteca do Congresso dos EUA

Essa medida pode anular a parte do acordo que impede o IRS de realizar auditorias em reivindicações fiscais passadas envolvendo Trump ou suas empresas.

O procurador-geral interino, Todd Blanche, já informou ao Congresso que o plano de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão para indenizar vítimas da "instrumentalização" e da "guerra jurídica" do governo — termos que Trump usa há tempos para descrever processos judiciais contra ele e seus aliados — não prosseguirá.

Pedido de US$ 10 bi

Trump processou o IRS em janeiro, acusando a agência de não ter feito o suficiente para impedir o vazamento de suas declarações de imposto de renda durante seu primeiro mandato e inicialmente buscando US$ 10 bilhões (R$ 51,5 bilhões, na cotação atual).

O acordo intermediado em maio entre os advogados pessoais de Trump e altos funcionários do Departamento de Justiça levou Trump a desistir do processo em troca de amplas proteções fiscais e da criação do "fundo de instrumentalização".

O acordo foi alvo de duras críticas por parte de diversos setores, incluindo alguns parlamentares republicanos, que acusaram o governo Trump de agir em benefício próprio e de desviar dinheiro dos contribuintes para aliados políticos.

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump não comentou diretamente a decisão do tribunal, mas reiterou as alegações de que os registros fiscais de Trump foram vazados indevidamente e afirmou que o presidente "continua responsabilizando aqueles que prejudicam a América e os americanos".

Um porta-voz do Departamento de Justiça não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.