domingo, 21 de junho de 2026

O JARDIM DE MONET

 


Uma foto magnífica! — Monet em trajes de simples jardineiro, com o jardim na porta do ateliê. Que, aliás, era exatamente o que Monet sempre desejou.

Giverny, verão de 1900. O homem à direita, com uma jaqueta leve e um chapéu surrado, as mãos nos bolsos, nada a ver com o gênio prestes a revolucionar a história da pintura ocidental. Parece apenas um jardineiro satisfeito com as ninféias — e é exatamente isso que ele é.
Claude Monet comprou a propriedade em Giverny em 1883 e, em 1893, obteve permissão para desviar um braço do rio Epte para criar um lago de ninféias. Ele mesmo elaborou os planos, supervisionou o plantio, importou lótus do Japão e selecionou cada íris aquática com os mesmos padrões exigentes que aplicava às suas telas.
Este jardim não é apenas um pano de fundo. É uma obra de arte por si só, concebida, construída e mantida por uma equipe de seis jardineiros permanentes — um dos quais era o único responsável por manter os nenúfares impecáveis ​​antes das sessões de pintura. Monet passou os últimos três anos de vida pintando este lago sob todas as luzes, em todas as estações, até quase perder a visão. Na foto, a família posa à beira da água. Ele está olhando para outro lugar. Talvez já calculando o ângulo da luz da tarde.
Ilustração: Claude Monet, "A Família Monet junto ao Lago das Ninféias", Giverny, 1900.

SOLSTÍCIO DE VERÃO EM ROMA

 


Hoje, 21 de junho, por ocasião do solstício de verão, no Pantheon algo astronomicamente extraordinário acontece, é um evento que se repete há mais de 2000 anos.


Por ocasião do solstício de verão, o dia mais longo do ano, o sol está localizado no ponto mais alto da abóbada, e às 12 horas os raios entram perpendicularmente no ‘oculus’ criando um círculo luminoso no chão com um diâmetro de 9 metros, o mesmo que o ‘oculus’.

Espetáculo imperdível

O GUGGENHEIM DE BILBAO


 

QUEIXA AO MINISTÉRIO PÚBLICO



Mais uma vez venho protestar pelas omissões criminosas dos poderes púbicos que costumam resultar na constante descaraterização do Centro Histórico de Salvador, teoricamente classificado pela Unesco – a pedido do Governo Federal do Brasil – como Patrimônio Mundial.

Em 2026 denunciei em vão o perigo de obras apressadas na encosta atrás da Igreja do Nossa-Senhora do Boqueirão. 

Três anos passaram e nada foi resolvido.

Hoje, mesmo descrente de qualquer intervenção por parte do IPHAN como da Prefeitura -ambos cientes do problema - torno a questionar a deliberada indiferença por uma grave agressão ao Largo da Quitandinha do Capim.

Além da poética beleza da nomenclatura, este largo de curiosa forma triangular, possui uma maioria de edifícios de estilo colonial e eclético e se inscreve no bairro tombado.

Já tive oportunidade por duas vezes, há mais de um ano, de assinalar a agressão ao superintendente do IPHAN que, aliás, já era conhecedor do problema. No entanto qualquer um pode constatar que as obras continuam num pequeno imóvel de estilo eclético, sem numeração, localizado entre os imóveis 9 e 11.

Este pequeno imóvel está sendo PERIGOSAMENTE comprometido com o acréscimo de TRÊS ANDARES, com certeza sem nenhum alvará ou acompanhamento de técnico responsável.

Já protestei junto ao IPHAN. 

Já escrevi na minha coluna do jornal A Tarde, reclamei nas redes sociais... tudo sem o mínimo resultado.

Só me resta a esperança que o Ministério Público consiga aquilo que não consegui durante mais de um ano.

Dimitri Ganzelevitch

MARINE ECOLOGIST MONA KHALIL


 It is with deep sadness that we mourn the passing of Mona Khalil today.

She succumbed to her injuries after her house was bombed in Mansouri.

She will be remembered through an incredible legacy.


Through it all, Mona chose to stay and care for the turtles of Live Love Tyre.

Her life was selfless and impactful.


May she rest in peace, and may the work she cared for so deeply continue for generations to come

DIREITOS HUMANOS

 Sistemas Internacionais de Direitos Humanos, Brasil e CNJ

 

            A Organização dos Estados Americanos (OEA) criada em 1948 não colocou os direitos humanos como foco de sua atuação, mas estabeleceu na sua Carta a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Não obstante, é esperado que os organismos regionais respeitem o sistema global de direitos humanos liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) fundada em 1945. Posteriormente, a Corte Interamericana de Direitos Humanos foi criada, assim como o Pacto de São Jose de Costa Rica (1969) inaugurou uma nova fase de proteção aos direitos humanos, contraditoriamente, o Brasil vivia o período da ditadura militar, assim como outros países nas Américas.



            
A evolução da concepção sobre os direitos humanos no continente americano permitiu avanços. A aceitação da competência da Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo Brasil permitiu diversos julgamentos, entre eles, o caso da explosão de fogos na cidade de Santo Antônio de Jesus, na Bahia (1998). A decisão impôs uma série de medidas a serem implementadas pelo Governo brasileiro. Inclusive, pendente de cumprimento efetivo.

            Agora, o Brasil  tem a Lei nº 15.434, de 16 de junho de 2026, que estabelece ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o papel de monitorar a implementação das decisões e as recomendações emanadas dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos proferidas em relação à República Federativa do Brasil, bem como atuar para o seu efetivo cumprimento e para a prevenção de novas condenações internacionais. A lei estabelece que por Sistemas Internacionais de Direitos Humanos são “o conjunto de normas, órgãos e mecanismos de proteção e promoção dos direitos humanos instituídos tanto no âmbito global, sob a égide da ONU, quanto no âmbito regional interamericano, vinculado à OEA, abrangendo tratados, convenções e protocolos, bem como decisões, sentenças, recomendações, medidas de urgência, pareceres consultivos e relatórios emanados de seus comitês, comissões e cortes de justiça.”

            Então, essa legislação cria, no âmbito do CNJ, o Departamento de Monitoramento e Fiscalização das Decisões dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos e fixa como atribuições: acompanhar e fiscalizar a implementação de parâmetros de direitos fundamentais, inclusive pela promoção do controle de convencionalidade no âmbito do Poder Judiciário; coordenar a rede de Unidades de Monitoramento e Fiscalização das Decisões dos Sistemas no âmbito do Poder Judiciário; promover e apoiar a universalização do acesso à justiça e a adoção de tecnologias digitais e de inteligência artificial; e promover ações, projetos e políticas judiciárias de direitos humanos, considerando os parâmetros e as boas práticas nacionais e internacionais.

           

Efson Lima

Professor de Direito Internacional/Unilab, Campus Malês, São Francisco do Conde/BA. Doutor em Direito/Ufba.

efsonlima@gmail.com

FUIR LES TALIBANS


 


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