segunda-feira, 2 de março de 2026

THAT IS THE QUESTION

 


Se alguém acredita que Trump lançou a guerra contra Irã por outros motivos do que matar tanto o caso Epstein quanto as eleições do meio-mandato, é bem iludido.

Bernard Attal

domingo, 1 de março de 2026

MADAME WELLINGTON KOO

 







Oei Hui-lan (Chinese: 21 December 1889 – 1992), known as Madame Wellington Koo, was a Chinese-Indonesian international socialite and style icon, and, from late 1926 until 1927, the First Lady of the Republic of China.


She was married firstly to British consular agent Beauchamp Caulfield-Stoker, then to the pre-communist Chinese statesman Wellington Koo, and was a daughter and heiress of the colonial Indonesian tycoon Oei Tiong Ham, Majoor der Chinezen.



Both the parents of Oei Hui-lan hailed from the establishment: her father stemmed from one of the wealthiest families in Java, while her mother came from the 'Cabang Atas' aristocracy as a descendant of a Luitenant der Chinezen in Semarang's 18th-century Dutch bureaucracy


After an unsuccessful marriage with Caulfield-Stoker, she met Wellington Koo while in Paris in 1920. They married in Brussels the following year and first lived in Geneva in connection with the establishment of the League of Nations



In 1923, she moved with her husband to Beijing where he served as Acting Premier in the evolving republican Chinese state. During his second term (October 1926—June 1927), Wellington Koo also acted as President of the Republic of China for a brief period, making Oei Hui-lan the First Lady of China. 

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The couple then spent time in ShanghaiParis and London where Oei Hui-lan became a celebrated hostess. In 1941, she moved to New York where she died in 1992.


Oei Hui-lan, or Madame Koo as she became known, is also remembered for writing two autobiographies and for her contributions to fashion, especially her adaptations of traditional Chinese dress.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

CHLOE CHUA


 

OUSADAS PINTURAS

 

As ousadas pinturas de Beryl Cook, a artista que retratou a vida vibrante repleta de liberdade

Durante décadas, a produção artística de Beryl Cook foi considerada superficial e de mau gosto; recentemente, porém, especialistas vêm reavaliando sua contribuição para o mundo da arte

Giovanna Gomes
    Beryl Cook com seu gato Benny em 1976; ao lado, uma de suas pinturas - Crédito: Getty Images

    Embora adoradas pelo grande público, as pinturas de Beryl Cook foram, com frequência, desprezadas por boa parte da elite artística. Suas cenas vibrantes, cheias de humor e personagens da vida cotidiana, conquistaram gerações de britânicos, mas durante décadas foram classificadas por críticos como superficiais ou mesmo de mau gosto. Agora, cem anos após seu nascimento, 
    exposições
     buscam promover uma reavaliação de sua obra e de seu lugar na história da arte.

    Início tardio

    Autodidata, Cook teve uma trajetória incomum. Afinal, estava no final da casa dos 30 anos quando começou a pintar e já tinha 49 quando realizou sua primeira exposição individual. Ainda assim, construiu uma carreira extraordinariamente produtiva: ao falecer, em 2008, havia criado mais de 500 obras e se tornado uma das artistas mais famosas da Grã-Bretanha.


    Instantaneamente reconhecíveis, as telas criadas por Cook frequentemente retratam mulheres de corpos volumosos dançando, casais rindo em pubs, grupos reunidos em cafés ou mesmo frequentadores de karaokê. Seus personagens geralmente são integrantes da classe trabalhadora e vivem momentos de prazer simples, sempre retratados com cores fortes e traços arredondados.


    Depois de iniciada sua produção, não tardaria muito até que as imagens de Cook passassem a circular em cartões de felicitações, calendários, utensílios domésticos e toda sorte de produtos cotidianos. Inclusive, muitos britânicos conheceram suas figuras antes mesmo de vê-las em um museu. O sucesso foi impulsionado já nos anos 1970, quando uma de suas pinturas apareceu na capa do jornal The Sunday Times, o que ajudou a projetar seu nome nacionalmente.



    Mas apesar do sucesso comercial, o reconhecimento institucional demorou a chegar. Isso porque muitos críticos rejeitaram o trabalho da britânica. É o caso de Brian Sewell, que chegou a dizer, certa vez, que sua obra era vulgar e distante do que considerava arte séria. Essa resistência também partiu de grandes museus. Nicholas Serota, quando era diretor do Tate Modern, declarou que não haveria obras de Cook em seu museu.



    Mas não foram somente as temáticas boêmias de Cook que frustraram os críticos. Um artigo do The Guardian chegou a acusar suas obras de ignorarem o sofrimento humano. A própria artista admitia que não se interessava em pintar tristeza, preferindo capturar momentos de celebração.

    Revisão de seu legado

    De acordo com o portal BBC, esse contraste entre a enorme popularidade e o desprezo por parte da crítica é hoje um dos pontos centrais da revisão de seu legado. A maior retrospectiva já realizada de seu trabalho aconteceu em The Box, e reuniu dezenas de pinturas, esculturas, tecidos, fotografias e esboços pessoais. A mostra procurou apresentar Cook não apenas como uma artista “divertida”, mas como alguém que documentou transformações sociais profundas.



    Nascida em 1925, Cook teve uma vida marcada por experiências diversas antes mesmo de se dedicar à pintura. Trabalhou em pubs e clubes, foi corista durante a Segunda Guerra Mundial e viveu anos na então Rodésia do Sul (atual Zimbábue) com o marido, um oficial da Marinha. Mais tarde, estabeleceu-se no sudoeste da Inglaterra, onde administrou uma pensão familiar. Foi ali que começou a pintar, inicialmente apenas para decorar as paredes da casa.

    Obras de Baryl Cook em exposição – Crédito: Getty Images

    A política na obra de Cook

    O olhar artístico de Cook nasceu da observação direta das pessoas ao redor. Ela retratava marinheiros, comerciantes, encanadores, frequentadores de bares, drag queens e trabalhadores do sexo com o mesmo interesse e dignidade. Em suas obras, as figuras dançam, comem, bebem e riem com entusiasmo.



    Muitos estudiosos passaram a enxergar nessas cenas algo mais radical do que aparenta à primeira vista. Afinal, Cook representava corpos e 

    comportamentos
     que raramente eram valorizados pela arte tradicional, retratando mulheres mais velhas, pessoas gordas e membros da comunidades queer, isso em uma época em que certos pubs ainda resistiam a servir mulheres.

    Influência para novos artistas

    O alcance cultural de Cook também se revela na influência que exerceu sobre artistas contemporâneos. Em 2024, a galeria Studio Voltaire apresentou seu trabalho ao lado do de Tom of Finland, conhecido por suas imagens homoeróticas. A associação destacou afinidades inesperadas entre os dois: o interesse pelo prazer, pela identidade e pela liberdade de expressãoOutro paralelo frequente é com Yayoi Kusama, artista que também transita entre arte e cultura de massa.


    Apesar do reconhecimento crescente nas últimas décadas, Cook permaneceu pessoalmente reservada. Notoriamente tímida, evitava inaugurações, dava poucas entrevistas e preferia cerimônias discretas a grandes homenagens públicas. Levou uma vida tranquila, em contraste com as figuras expansivas que povoam suas telas e faleceu em maio de 2008, aos 81 anos de idade.

    Giovanna Gomes
    Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.

    THE NURSERY


     

    SPANISH SONGS


     

    AS COLINAS DE MANCHURIA