... COMEÇAM A EXPLICAR MUITA COISA SOBRE MELANIA
A sociedade estadunidense começou a tremer esta semana, ao se defrontar com o lado do avesso do seu multiverso de códigos morais e religiosos ultra-conservadores. São apenas as primeiras revelações dos arquivos Epstein.
O que era antes apenas especulação virou realidade estampada e documentada.
Uma das primeiras constatações reveladas pelos tais arquivos sugere que o sujeito colocado no trono número 1 do país estadunidense teria "comprado" de Epstein a garota de programa que o satisfazia nas idas e voltas à ilha do amigo bilionário morto em 2019.
Nesta ilha, supostamente longe do alcance da imprensa e das leis estadunidenses, meninas-crianças e adolescentes eram oferecidas em cardápios a um grupo "seleto" de ricos bilionários pedófilos frequentadores. E Trump era um dos mais assíduos.
Melania Klauss, agora Melania Trump, é hoje a primeira-dama de um país acostumado a julgar moralmente, interferir e invadir outros países, sempre com a desculpa formal de "corrigi-los", mas (sabemos) com a intenção real de saqueá-los.
O mundo passa a assistir ao cair das cortinas e máscaras do palco onde se encena, há décadas, uma grande ópera-bufa.
Entende-se melhor agora a maneira fechada, triste e absolutamente discreta em que é mantida (e se mantém, não se sabe a que custo) a "esposa de Donald Trump ".
Na posse do bufão, ocorrida há um ano, Melania ostentava um chapéu preto na cabeça, o qual aparentava ser destinado a cobrir-lhe, estrategicamente, o rosto. Será que era para que o mundo não visse suas lágrimas?
A questão aqui não é a Melania e nem a história de vida, eventualmente trágica, que a colocou onde ela está. Mas a sociedade que se sustenta em valores completamente invertidos aos que esta mesma nação que se considera umbigo-do-universo tenta vestir a si própria e ainda impor aos outros. Estamos tratando aqui de hipocrisia histórica, de falsa-moral pervertida, de pedofilia da espécie mais nojenta, tudo misturado e entranhado na política daquela nação. E com o resultado de tudo isso sentado na poltrona principal da Casa Branca, no papel de ditador e tirano do planeta.
É de uma sociedade doente que ainda insiste em querer impor padrões de comportamento e de valores para o resto do mundo que se trata tudo isso.
O fato concreto é que Melania aparenta ser uma mulher cativa em sua posição, com sinais de que não se sente confortável ali e que não está posando de primeira-dama por vontade própria. Alguns diriam que ela se recusa a ser uma primeira-dama e há vídeos em que ela não permite que o ditador bufão segure a sua mão diante das câmeras.
Certamente, Melania é controlada por mãos de ferro pelo pedófilo "marido". Deve cumprir seus rituais em pontuais aparições oficiais de eventos solenes e em viagens, exercendo missão decorativa. Ao que se tem notícia, nunca pronunciou uma só palavra nestas ocasiões. Depois de cada compromisso, ela recolhe-se à intimidade do cativeiro, aguardando as próximas instruções do seu senhor.
Será Melania feliz? Pouco provável. Particularmente, duvido. Eis aí uma situação concreta a ser examinada pelos movimentos de luta pela dignificação da mulher.
De toda forma, no que interessa mais diretamente a nós aqui, Trump e Melania é o casal que a direita brasileira que se diz "conservadora", protetora da moral e dos bons constumes e cultuadora da trilogia do "deus-pátria-família" considera o modelo ideal de "pessoas de bem", aplaudindo-os de pé!
PS. Melania ilustra a capa desta revista erótico-masculina, onde a chamada diz que "Melania Klauss ganha suas milhas aéreas fazendo sexo a 30 mil pés de altura". Fico curioso sobre como a sociedade estadunidense está lidando com estas novas informações.
Carlos Linhares