quinta-feira, 2 de julho de 2026

ÁRABE, ATLETA E GAY



Ouissem Belgacem ( em árabe : وسام بالقاسم ; nascido em 16 de janeiro de 1988) é um ex -atleta de alto rendimento e escritor francês de origem tunisiana. Jogou futebol pelo Toulouse FC dos 13 aos 18 anos.  Publicou seu primeiro romance autobiográfico, Adieu ma honte , em 2021. Belgacem frequentemente chama a atenção para a homofobia no campo do futebol, que ele teve que deixar para viver sua sexualidade livremente. 

Vida pregressa

Belgacem nasceu em 1988 nos arredores de Aix-en-Provence, na França. Em sua família de origem tunisiana , ele é o caçula, com quatro irmãs mais velhas. Ele foi seduzido pelo futebol e começou a jogar como zagueiro em clubes locais antes de ser descoberto aos 13 anos pelo centro de treinamento do Toulouse FC (TFC).  Desde que Belgacem ingressou no TFC, ele trabalhou para se tornar um jogador de futebol profissional, enquanto escondia sua homossexualidade, pois percebeu que o meio não a aceitaria.  Ele também sentiu essa homofobia quando jogou na seleção tunisiana na Copa Africana de Nações de 2004  e em alguns clubes nos Estados Unidos:

Todos os dias, eu saía do meu quarto, colocava uma máscara e agia como um homem sério. É exaustivo fazer isso todos os dias. — Ouissem Belgacem 

Assim, ele cresceu envergonhado e fazendo questão de esconder sua homossexualidade, o que o deixou deprimido e o levou a abandonar seu sonho de se tornar um atleta profissional. 

Carreira após o futebol

Belgacem mudou-se então para Londres, onde já não sente vergonha da sua sexualidade.  Agora assumidamente gay, publicou a sua autobiografia, Adieu ma honte , em 2021, para provocar debates sobre a homofobia no campo do desporto. Neste primeiro romance, Belgacem revela as dificuldades de aceitar a sua homossexualidade ao viver num bairro operário, crescer numa família muçulmana e progredir no futebol. 

 Desde o lançamento do seu livro, tem participado em inúmeros eventos de sensibilização contra a homofobia no futebol, incluindo eventos com os jogadores do TFC,  os jogadores do Amiens SC , e os membros do clube da igualdade no Liceu Intercomunal Darius-Milhaud em Kremlin-Bicêtre

Belgacem também é proprietário da empresa OnTrack Sport , que apoia atletas de alto rendimento na gestão de suas carreiras pós-esporte. 

 

HENRIQUE VIEIRA X EDIR MACEDO

 



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CULTURA AFRO E A POLÍCIA

 


O ministro Flávio Dino criticou a abordagem de 12 policiais militares que invadiram a EMEI Antônio Bento, em São Paulo, após um pai reclamar de um desenho de Iansã feito pela filha. A diretora explicava as diretrizes de ensino da cultura afro-brasileira quando foi confrontada pelos agentes, que portavam armas pesadas.
Dino repudiou a ação durante julgamento no STF, afirmando ser inconcebível o envio de uma força policial armada, incluindo um agente com metralhadora, para dentro de uma instituição de ensino infantil por conta de um trabalho escolar.

TIEBELÉ




 No sul de Burkina Faso, compartilhando fronteiras com a região norte de Gana, está Tiébélé; uma pequena vila que exibe padrões fractais de volumes circulares e retangulares, abrigando um dos mais antigos grupos étnicos da África Ocidental: a tribo Kassena

Com casas vernaculares que remontam ao século XV, a vila possui um caráter distintivo através de suas paredes pintadas com símbolos. É uma arquitetura de decoração de paredes onde a comunidade utiliza seu envoltório como uma tela para formas geométricas e símbolos do folclore local, expressando a história e a herança cultural. 

Essa arquitetura é o produto de uma colaboração comunitária única, onde todos os homens e mulheres da comunidade são responsáveis pela construção e acabamento de qualquer nova casa. Essa prática serve como um ponto de transmissão da cultura Kassena entre as gerações.

TRUMP SE DEU BEM

Por Jornal Nacional

Empresas de Trump têm receita bilionária em 2025 e reacendem debate sobre conflito com decisões de governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Empresas de Trump têm receita bilionária em 2025 e reacendem debate sobre conflito com decisões de governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Um relatório do Departamento de Ética do governo americano mostra que empresas ligadas a Donald Trump tiveram receita bilionária em 2025. Os dados reacenderam o debate sobre conflito entre as atividades empresariais de Trump e as decisões de governo.

Todo ano, o Escritório de Ética Governamental divulga um relatório com detalhes do patrimônio do presidente, vice e integrantes do governo. Historiadores americanos afirmam que presidentes tradicionalmente vendem empresas e participações em negócios quando chegam à Casa Branca. O objetivo é eliminar conflitos de interesse.

Mas Donald Trump manteve participações no setor privado no retorno à Presidência. Na reta final da campanha de 2024, Trump fundou com os filhos e outros sócios uma empresa de criptomoedas, a World Liberty Financial. No cargo, o presidente adotou medidas para reduzir a regulação do mercado de moedas digitais. Segundo o relatório, em 2025, a World Liberty teve receitas de US$ 800 milhões. Trump declarou mais US$ 635 milhões com a comercialização de uma criptomoeda, que levou o nome dele.

As Organizações Trump capitalizaram, ainda, mais de US$ 620 milhões com imóveis, hotéis e campos de golfe nos Estados Unidos e em países estratégicos para política externa americana. No total, empresas e negócios vinculados a Trump registraram receitas de US$ 2,2 bilhões em 2025. Valor mais de três vezes maior do que o ano anterior.

A Casa Branca afirmou que o presidente age pensando no interesse do povo americano. Integrantes do governo têm defendido que os dois filhos mais velhos de Donald Trump administram os negócios da família e que, por isso, não há conflitos de interesse.

Nesta quarta-feira (1º), Trump foi indagado sobre o relatório financeiro.

“Sabe por que estou lucrando? Porque o mercado de ações está em alta. Todos nós estamos lucrando. Estou lucrando porque tenho muito dinheiro e muito caixa”.

A advogada especializada em finanças de presidentes Megan Gorman afirmou que Trump quebrou o contrato estabelecido entre a Casa Branca e a sociedade e que lucrou durante o cargo mais do que qualquer presidente da história americana. Ela defendeu leis para restringir essas práticas:

“Precisamos arrumar o sistema não apenas para presidentes, mas também seus parentes. É assim que poderemos reconstruir esse contrato social”.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

93,9% ERAM NEGROS


 
foto: dimitri ganzelevitch


A Bahia, estado com maior população negra do país, cerca de 11 milhões de pessoas ou 79,9% dos habitantes, registrou 1.570 mortes causadas pela polícia em 2025, segundo o estudo "Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã", lançado pela Rede de Observatórios da Segurança. 

Do total, 93,9% das vítimas eram negras, o equivalente a 1.243 mortes. 

Desde o início da série histórica, as operações policiais no estado acumulam quase 9 mil mortos. 

Os homens representaram 99,6% das vítimas. 

Jovens de 18 a 29 anos responderam por 66,4% dos casos, com 1.043 mortes registradas. 

Adolescentes de 12 a 17 anos somaram 9,7% das vítimas, aproximadamente uma em cada dez mortes. 

No total, pessoas com até 29 anos responderam por mais de 76% das mortes no estado.

MOÇAMBICANO DE 19 ANOS