quinta-feira, 31 de outubro de 2019

SE FOR VERDADE;;;

FILHO DE NICOLAS MADURO FOI PRESO COM 800 QUILOS DE COCAINA NO HAITI E EXTRADITADO PARA OS EU


Efraim Antonio Campos Flores, filho de criação de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi preso na manhã de ontem no Haiti com 800 quilos de cocaína em uma operação coordenada pela agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e pela Procuradoria Federal do Distrito Sul de Nova York, segundo informações do governo americano obtidas por VEJA.com.
Campos Flores é sobrinho da primeira-dama Cilia Flores e foi criado por ela e por Maduro desde criança. No momento da prisão, ele estava na companhia de seu primo Francisco Flores de Freitas. Eles foram presos em Porto Príncipe, quando desembarcavam com a droga que havia sido despachada da Venezuela e tinha como destino o México e os Estados Unidos.
Os venezuelanos foram extraditados para os Estados Unidos e estão desde ontem em um presídio federal. Eles serão processados por tráfico internacional de drogas. O anúncio oficial da prisão dos familiares da primeira-dama está previsto para hoje (quarta-feira).
Desde 2012, a Venezuela está no radar das autoridades dos Estados Unidos por causa do envolvimento de militares e líderes chavistas com o narcotráfico. Em 2012, o ex-juiz Eládio Aponte Aponte revelou a existência do Cartel dos Sóis – nome em referências às divisas que os generais carregam no uniforme. Segundo ele, o tráfico de drogas no país é coordenado por militares, sobretudo pelo presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello.



HOW CUTE!

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MAS É TUDO COINCIDÊNCIA.

Por Dim Torquato


Segue abaixo as coincidências

2003 - Jair defende milicias
2007 - Flávio quer legalizar milicias
2011- A juíza Patricia Acioli é assassinada por milicianos, Flávio a difama.
2015 - De 70 deputados da ALERJ, Flávio é o único a votar contra CPI q investigara policiais.
2018 - Já em campanha, Jair defende milicias (de novo)
2018- Flávio faz campanha com família ligada ao jogo do bicho (muitos bicheiros viraram milicianos)
2018- Marielle é assassinada (silêncio dos Bolsonaros)
2018 - Dois PM's são presos, acusados de serem milicianos, os dois são irmãos da tesoureira e assessora do PSL
2018 - Dois candidatos do partido do Bolsonaro quebram uma placa de homenagem a Marielle e Flávio os defende.
2018 - descobrem q uma milícia de São Gonçalo teria atuado em favor de um dos candidatos de Jair Bolsonaro à ALERJ, o coronel Fernando Salema (PSL)
2019 - COAF revela que Fabrício, ex-assessor de Flávio, fez movimentação atípica de R$ 1,233 milhão entre 2016 e janeiro de 2017. O ex PM já cometeu pelo menos 10 homicídios;
2019 - O COAF descobriu que, além do lote de 1,2 milhão de reais, passaram também pela conta corrente do assessor de Flávio 5,8 milhões de reais nos dois exercícios imediatamente anteriores.
2019 -Novo relatório do COAF aponta Flávio recebeu R$ 96 mil em 50 depósitos fracionados. Ele alega que o dinheiro vivo é fruto da venda de um imóvel;
2019 - É revelado que Queiroz, antes de ir para o Albert Einstein, se escondeu na favela de Rio das Pedras, dominada pela milícia;
2019 -Flávio empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete, suspeitos de assassinarem Marielle.
2019 -Flávio foi o único parlamentar que votou contra a concessão da medalha Tiradentes à Marielle.
2019 - Carlos tenta manchar a imagem da Mangueira nas redes socias, dizendo q a escola tem envolvimento com milícias, depois dela ter ganho o carnaval fazendo homenagem a Marielle.
12/03/2019- Elcio e Lessa, dois ex-PMs são presos acusados do assassinato da Marielle, Lessa mora no mesmo condomínio luxuoso que Jair e só se mudou pra lá, depois da morte de Marielle.
12/03/2019 - Delegado responsável confirma que filho mais novo de Bolsonaro namorou a filha de miliciano preso hoje!
MAS É TUDO COINCIDÊNCIA.

A PROCURADORA BOLSONAZISTA

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O IPHAN NÃO EXISTE

[Metro 1]

Sob inoperância do Iphan, Centro Histórico de Salvador sofre descaracterizações

São incontáveis os puxadinhos, armengues, antenas infestando as fachadas coloniais e toda uma série de esculhambações


[Sob inoperância do Iphan, Centro Histórico de Salvador sofre descaracterizações]

Foto : Tácio Moreira / Metropress
Por James Martins no dia 31 de Outubro de 2019 ⋅ 10:50

O Centro Histórico de Salvador, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1985, volta e meia sofre adulterações e agressões de suas características fundamentais sem que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão responsável por zelar e fiscalizar, tome as providências cabíveis. 
Nem mesmo o neo-boom do Santo Antônio Além do Carmo, bairro estrela de novela global recente, foi capaz de comover a instituição no cumprimento do dever. É o que mostra a intervenção feita, há uma semana, na fachada do nº 64 da Rua Direita. 
Nenhum alvará indica a autorização, mas o que era porta virou janela, janela virou porta, acrescentaram-se grades, e a já precária harmonia do conjunto se perdeu um pouco mais. 
É o que atesta o arquiteto e professor da Ufba, Márcio Correia Campos. “Estando na Rua Direita, o sentido de conjunto é o que importa a ser preservado, ou seja, a continuidade das alturas de telhados das casas, o ritmo de janelas, as relações de tamanho entre os elementos de destaque e a arquitetura vulgar, etc”, diz. 
E completa: “A questão é que o Santo Antônio está tão desfigurado que uma reforma destas pode parecer ‘não tão agressiva’, mas essencialmente é”.
Mais um imóvel adulterado na Rua Direita de Santo Antônio                                 (Fotos: Dimitri Ganzelevitch)
Márcio avalia ainda que a atuação do órgão é “pavorosa, conivente com a destruição do patrimônio". E diz: “O grande problema do Iphan é que não há regulamentação da proteção, detalhamento do que e como deve ser preservado. Então, com frequência, prevalecem as interpretações individuais dos funcionários". 
Como exemplo, ele cita o avanço dos terraços no mesmo Santo Antônio: "Está ali para todo mundo ver, destrói-se a unidade entre arquitetura e paisagem, e não há uma atuação reconhecível de imposição de algum controle a estes acréscimos, não há ordenamento".
Repare bem o lado superior esquedo atrás da Casa do Jorge Amado.
E por falar em padrão, Carlos Augusto, comerciante do Pelourinho, cita um exemplo irônico: “As placas do Ipac são irregulares, de metal. Antes de inaugurar a reforma, nos deram cursos mostrando o que podia e o que não podia, e propaganda só pode ser em madeira, mas o próprio Ipac descumpre”, afirma. 
Aliás, o festival de pequenas infrações daria um catálogo: desde antenas enormes diante das fachadas tombadas até vegetação comprometendo o patrimônio e pichações. 
Mas, vamos falar agora nos famigerados puxadinhos e chamar à conversa Dimitri Ganzelevitch, morador da região desde 1975.
Antenas enormes agridem a paisagem, mas o Iphan não enxerga...
O marchand, que briga pela preservação do Centro Histórico desde muito antes do tombamento, agora une às queixas formais no Ministério Público, denúncias feitas em seu blog. 
Ele diz: "Os puxadinhos são muitos. Tem inclusive um bem famoso, na Ladeira do Carmo, que já virou ponto de referência". E sobre a inoperância do Iphan, Dimitri aponta que o mesmo órgão que faz vistas grossas às violações, também cria dificuldades para coisas simples. 
"Demoram até dois anos para conceder um simples alvará de reforma no interior da casa".
Outro puxadinho bastante harmonioso com o patrimônio (Foto: Dimitri Ganzelevitch)
Voltando à casinha adulterada do interior da matéria, o Iphan respondeu que o proprietário do imóvel em questão apresentou um projeto de reforma, que foi aprovado. “No entanto, uma vistoria realizada no imóvel constatou diferenças entre a execução da obra e o projeto inicialmente aprovado, motivo pelo qual o proprietário será notificado”, disse. 
Pelo retrospecto de tantas outras violações, exibidas aqui mesmo, provavelmente a notificação será o prêmio da impunidade. Assim sendo, cada vez mais o tombar ganha o sentido de derrubar.

MISSIONÁRIOS NA AMAZÔNIA

Lideranças do Vale do Javari denunciam invasão de missionário norte-americano à terra indígena onde há povos isolados


A fotografia acima mostra indígenas Korubo contatados em 1996 pela Funai, na área dos rios Ituí e Itacoaí, no Amazonas, em 1996
(Foto de Ricardo Beliel cedida à Amazônia Real)

Manaus (AM) – A organização União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) denunciou às autoridades brasileiras que o missionário evangélico norte-americano Andrew Tonkin ingressou ilegalmente na região onde vivem indígenas isolados nas margens do rio Itacoaí, dentro da Terra Indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, fronteira do Brasil com o Peru. A denúncia foi registrada no dia 24 de setembro deste ano em uma carta enviada à Fundação Nacional do Índio (Funai). Até o momento, a Funai não informou se tomou providências para expulsar o religioso que, segundo os indígenas, pretende fazer contato com os isolados Korubo, povo em situação de alta vulnerabilidade territorial e sociocultural.
Segundo a Univaja, indígenas do povo Matís, que transitam regularmente no território, relataram à organização que abordaram o religioso Andrew Tonkin no dia 19 de setembro. Tonkin estava acampado às margens do rio Itacoaí.
“Tonkin estava acompanhado de um pastor indígena da etnia Mayoruna do lado do Peru”, contaram os Matís à Univaja. Os indígenas Mayoruna são binacionais, pois possuem territórios tanto no Brasil quanto no Peru. No Brasil, seu território fica no Vale do Javari.
O presidente da Univaja, Paulo Marubo, disse à agência Amazônia Real que a organização comunicou a entrada ilegal de Andrew Tonkin na TI Vale do Javari, mas até o momento não recebeu uma resposta sobre quais providências a Funai vai tomar. Na semana passada, Paulo Marubo voltou a fazer a denúncia sobre a presença do missionário nas redes sociais, pedindo ajuda das autoridades brasileiras.
MAIS:
https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Famazoniareal.com.br%2Fliderancas-do-vale-do-javari-denunciam-invasao-de-missionario-norte-americano-a-terra-indigena-onde-ha-povos-isolados%2F%3Ffbclid%3DIwAR38A4LkDJlfWGfcn13y-zBFmfTbEa74gx0WhmbKfgw8uyOMYJ_BEgHa6kw&h=AT3Gf77hcwFTGUgLFz9fMF9-8qF5uwl1hfmm2vXgD_DiJuIQkJjTvJFyLziX619q9I3j_q_s-Pl84DlPiUhpgKm4AdxGBBHIWPdIJ7rr1IMSv3JFGbJSdJDuvbeEdvtSJzMr2_ne3ezx8iituY3zUXQPsDOvZ5INtze6ZU0xeJ9PBVFTuj0zCuNl7IK3z5wWF-V6aiYCZH9fsZWsuCb199swadq7Pc8GlCFZb1nGtbBTmlsj9LuYaDrZcZVUxa1EyKUcRG9w8EoM3Z5-ByOf7r9kGUGKqiUELGTj93pX_kM1oykTtDmpmsN9knjL-Bz57ImK8TS-rg-7a-h0tvreO7bjnmnBALDBPyGhR9_DKdjQndPu0e8knx-2jDmOK1QxdVLekYJ5jIMLBUqgpblOPuCQ49JAsQ1hj8WMdIwThMJSv0xsL03Lf9L182TpIFKgwz9jCIHjgqAA087OB7sDOra7ldODTDSMsvZzB50kVGhqy3IksJzXWMydMP-d759ptDPIDwrz8_NpAbPNiyaXcDqLQ714ksoi0QffHxYU6m5gM51z7F3gVx3Rw7_ll8xTTO05NswwnJ-489QYdIf08jSY6ljnyUStzs9BJrn4JcEKy76o2YDSHB1yqenl6YxozlH-XjoGUNLWNxinobSQRe4ht8sQrXnr7jG_J0x8_Xdn

O MAIOR DESMATADOR

ESMAGANDO O PORTEIRO

Bolsonaro ‘quebra ordem constitucional’ ao tentar intervir em investigação com Moro

Presidente disse ter acionado ministro para que PF tome depoimento do porteiro que testemunhou entrada do acusado em seu condomínio. O advogado garante que Bolsonaro não pode fazer tal intervenção por "interesses particulares"
"Se é uma investigação feita pelas autoridades policiais e do Ministério Público do Rio, não pode haver uma interferência da Polícia Federal ", garante advogado

São Paulo – Quando o presidente Jair Bolsonaro pede ao ministro da Justiça, Sergio Moro, para que acione a Polícia Federal a tomar o depoimento do porteiro, que cita seu nome no inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), Bolsonaro “utliza do aparelho federal” para “interesses particulares, da sua própria defesa”, critica o advogado, cientista político e membro do Instituto de Advogados Brasileiros (IAB) Jorge Rubem Folena em entrevista à Rádio Brasil Atual. De acordo com Folena, essa atitude de Bolsonaro não só “agrava sua situação”, como também “viola a Constituição, a ordem jurídica”, garante o advogado.
Após ter seu nome envolvido em meio às investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o presidente afirmou em entrevista nesta quarta-feira (30) que está conversando com o ministro sobre o caso e acusou o delegado do responsável de ter “usado” o porteiro para atender ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
As afirmações do presidente vieram à tona com a divulgação da reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, revelando que, em depoimento, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra teria afirmado que Elcio Queiroz, um dos suspeitos de executar o crime contra Marielle e o motorista Anderson Gomes, teria pedido para ir à casa 58, onde mora o presidente, e teve o seu acesso liberado pelo “seu Jair”. Depois de entrar, porém, Elcio teria se dirigido à casa de Ronaldo Lessa, denunciado como autor da execução.
“Se é uma investigação feita pelas autoridades policiais e do Ministério Público do Rio, se são eles que estão à frente da investigação, então não pode haver uma interferência da Polícia Federal nesse caso”, afirma o advogado. “Se o ministro da Justiça permite e pede que à Polícia Federal para fazer isso, será uma brutal interferência e o ministro também tem que ser responsabilizado.” Moro, até o momento, não se pronunciou sobre o caso.
O advogado ainda apontou ingerência por parte do presidente que em um live nesta terça-feira (29) disse ainda que Witzel teria vazado documentos sigilosos à TV Globo. Se confirmada, assim como o pedido de Bolsonaro a Moro, a prática também é ilegal, mas, ao acusar, Bolsonaro cria ainda uma “guerra” que é “incompatível com a ordem institucional”, avalia Folena.

NÃO TEM JEITO!

Orgia com gastos no Senado tem Alcolumbre como principal protagonista


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

RETÓRICA DE AMEAÇA


Crise no Chile mexe com instintos primitivos do bolsonarismo

POR BERNARDO MELLO FRANCO




As manifestações no Chile mexeram com os instintos mais primitivos do bolsonarismo. Em visita à China, o presidente Jair definiu os protestos como “atos terroristas”. Dias antes, no Japão, chamou de “bárbaros” os chilenos que tomaram as ruas contra o aumento do custo de vida e a piora dos serviços públicos.
O governo de Sebastián Piñera respondeu ao início da crise com uma repressão brutal. Pôs o Exército nas ruas e ressuscitou o toque de recolher da ditadura Pinochet. Depois de 20 mortos e mais de uma centenas de feridos, o presidente decidiu recuar. Pediu desculpas à população, recolheu a tropa e anunciou reformas sociais.
Em pronunciamento na TV, o conservador Piñera admitiu que os chilenos têm motivos para reclamar. Disse que as últimas gestões, incluindo as dele, não foram capazes de perceber a insatisfação popular. “Reconheço e peço perdão por essa falta de visão”, penitenciou-se.
O mea culpa não parece ter convencido o governo brasileiro. Segundo Bolsonaro, os protestos no Chile fariam parte de um complô de partidos de esquerda da América Latina. “A intenção deles é atacar os EUA e se autoajudarem”, acusou. A tese conspiratória foi endossada pelo ministro Augusto Heleno, que falou num conluio da “esquerda radical” para “conturbar a vida”, “tentar retornar ao poder de qualquer maneira e nos jogar no abismo”.
Nos últimos dias, Bolsonaro levantou ao menos três vezes a hipótese de convocar as Forças Armadas para reprimir protestos até agora inexistentes no Brasil. Ele tem falado repetidamente em acionar o artigo 142 da Constituição, que permite convocar as tropas para a garantia “da lei e da ordem”. Nas redes sociais, militantes bolsonaristas evocam o mesmo artigo em defesa de uma “intervenção militar” no país.
Ontem o deputado Eduardo Bolsonaro escancarou o tom de ameaça. Na Câmara, ele disse que os oposicionistas “vão querer repetir no Brasil o que tá acontecendo no Chile”. “Não vamos deixar isso aí vir pra cá. Se vier pra cá, vai ter que se ver com a polícia. E se eles começarem a radicalizar do lado de lá, a gente vai ver a História se repetir. Aí é que eu quero ver como é que a banda vai tocar”, desafiou. Deixou a tribuna sob vaias e gritos de “golpista”.

MAIS UMA VEZ...

Bolsonaro abandona entrevista em pergunta sobre crítica de Celso de Mello.

Bolsonaro concede entrevista a jornalistas na Arábia Saudita - BBC News Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) abandonou hoje entrevista à imprensa brasileira ao ser questionado sobre a crítica do ministro decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, a um vídeo postado em seu perfil oficial no Twitter que criticava a Corte. 

Ao sair do hotel onde está hospedado em Riade, capital da Arábia Saudita, para compromisso com membros da realeza saudita, Bolsonaro comentou sobre as expectativas da visita oficial e do jantar de ontem à noite com o príncipe herdeiro do país, Mohammed bin Salman. 

Quando um repórter fez menção a Celso de Mello, porém, interrompeu a entrevista e se retirou do local.

LARANJA MADURA

CHEIRANDO A ENXOFRE

Bolsonaro tinha passagem para o Rio no dia da “visita” do matador

Embora a lista de presença da Câmara dos Deputados no dia 14 de março, data em que teria se dado a “visita” de Élcio de Queiroz ao condomínio onde mora Jair Bolsonaro para buscar o ex-PM Ronnie Lessa para assassinar a vereadora Marielle Franco, aquela sessão foi encerrada, sem votações que comprovassem a presença de deputados no plenário.
Naquele dia 14 de março do ano passado, Jair Bolsonaro havia comprado dois bilhetes aéreos com destino ao Rio, ambos pela Gol: um o de código WQ2GUH, com destino ao Santos Dumont. Outro, de código YG3JQI, dirigindo-se ao Galeão. O do Santos Dumont, no dia seguinte, foi estornado, possivelmente por nãoter sido usado.
Portanto, o nosso “capitão-presidente” pode, facilmente, provar que não viajou para o Rio em horário compatível com o de ter sido identificado pelo porteiro como o “seu Jair” que deu ordem de entrada ao motorista do assassinato. Basta pegar um extrato do seu cartão de fidelidade com o número do vôo em que pontuou.
Simples assim.
Melhor que culpar seu ex-aliado Wilson Witzel, a que atacou lá da Arábia:
— Esse processo está em segredo de justiça. Como chega na Globo? Quem vazou para a Globo? Segundo a (revista) Veja, quem vazou foi o seu governador Witzel. Ele que explique. O que cheira isso aqui? O que parece? Que ou o porteiro mentiu ou induziram o porteiro a produzir falso testemunho. Ou escreveram algo no inquérito que ele não leu e assinou embaixo em confiança ao delegado ou a aquele que foi ouvi-lo na portaria.
Essa briga do Bolsonaro com a Globo me parece o que o velho Brizola falava da luta entre “o Demônio e o Coisa-Ruim”, onde o Inferno sempre vencia.
Mas parece que, desta vez, um dos dois vai terminar cheirando a enxofre.

PORTUGAL IS BLUE

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MINHAS ÚLTIMAS FOTOGRAFIAS



CONDOMILICIANO


José Simão sobre o “condomiliciano”Vivendas da Barra Pesada: “o local até que é bom, o que mata é a vizinhança”



UMA DOAÇÃO


SEMPRE CONHECI ESTE PEQUENO QUADRO NO QUARTO DE MEUS AVOS. 
DEPOIS ESTEVE ACIMA DA CAMA DE MINHA TIA NÁDIA.. 
ELA ME DEIXOU POR TESTAMENTO.
TEMENDO QUE ALGUM DIA CAIA EM MÃOS POUCO CUIDADOSAS, ESCOLHI DOÁ-LO AO MUSEU DE ARTE SACRA DA BAHIA.
TRATA-SE DE CÓPIA DE OBRA DE MESTRE ITALIANO EXECUTADA POR UMA TETRA-TIA MINHA QUE ERA COPISTA EM MUSEUS DA ITÁLIA NOS ANOS DE 1870.
AQUI NA FOTO, COM O DIRETOR DE MUSEU DE ARTE SACRA, ARQUITETO FRANCISCO PORTUGAL

ARTE PODE MUDAR SUA VIDA!

Encontrado em cozinha na França, quadro é leiloado por R$ 106 milhões

Obra renascentista foi pintada pelo artista italiano Cimabue e vendida a preço recorde

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Uma francesa de 90 anos virou notícia em todo o planeta quando descobriu que tinha um verdadeiro tesouro na cozinha de casa: um quadro do pintor italiano Cenni di Petro Cimabue, que ficou eternizado apenas por seu sobrenome. A obra, que data do século 13, foi produzida durante o Renascimento, mas nunca ganhou atenção da dona da casa.
Como reportou o jornal francês Le Parisien, os familiares acreditavam que aquele era apenas um símbolo religioso russo ou algo do tipo. A surpresa veio quando a proprietária da casa chamou uma especialista para avaliar alguns de seus pertences.
“Você raramente vê algo dessa qualidade. Eu imediatamente pensei que era uma obra do primitivismo italiano. Mas eu não imaginava que fosse um Cimabue", disse Philomène Wolf, que avaliou a obra. O quadro, que mede 20 cm por 24 cm, foi avaliado entre € 4 mi (R$ 17 milhões na atual cotação) e € 6 mi (R$ 26 milhões).
Mas as surpresas não param por aí. Quando o quadro foi leiloado, no fim de outubro, o lance vencedor foi de € 24 milhões (pouco mais de R$ 106 milhões). Segundo a casa de leilões Actéon, a venda bateu recorde para uma pintura medieval e foi o oitavo maior valor obtido para uma pintura medieval ou antiga da história.
Isso significa que a venda da obra está entre as 10 maiores de todos os tempos, ao lado de quadros de Leonardo da Vinci, Rembrandt e Rafael. "Quando um trabalho único de um pintor tão raro quanto Cimabue chega ao mercado, você deve estar pronto para surpresas", disse Dominique Le Coent, que dirige a casa de leilões Actéon, segundo o jornal The Guardian. "Este é o único Cimabue que já chegou ao mercado."
Nascido em Florença no ano de 1240, o pintor trabalhou em igrejas das cidades-estado italianas durante o Renascimento. Ele morreu em Pisa, em 1302. 

O DESFLORESTAMENTO CONTINUA

Madeireiros ilegais seguem destruindo Amazônia e ameaçando assentados


Caminhão com madeira ilegal (Foto: Fernando Martinho/Repórter Brasil)


Reportagem flagrou caminhões carregados com toras retiradas de área proibida; sucessão de assassinatos e ameaças marcam vida de lideranças

*Por Daniel Camargos, de Novo Progresso (PA)

Com uma cuia de chimarrão em uma mão e um rádio-transmissor na outra, um senhor passa os dias sentado em uma cadeira de praia em Cachoeira da Serra (190 km de Novo Progresso, no Pará), na beira da BR-163, avisando os madeireiros sobre a chegada de veículos de órgãos de fiscalização ambiental. A 150 quilômetros dali, a Repórter Brasil flagrou dois caminhões carregados de toras de madeira roubadas da área do assentamento Terra Nossa indo em direção à rodovia, cujas margens estão repletas de serrarias ilegais.
A cena mostra que, mesmo após o ‘Dia do Fogo’ ter aumentado em 196% o número de focos de incêndio na Amazônia em agosto, a destruição da floresta segue inalterada em Novo Progresso. A cidade está cercada pela Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, a terceira área de proteção mais desmatada da Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O roubo de madeira, como o flagrado pela reportagem em 27 de setembro, é apenas uma das ameaças sofridas pelas 350 famílias de pequenos produtores rurais que vivem no Terra Nossa. Isso porque o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa foi concebido sob um conceito de reforma agrária que prevê a preservação da floresta – o que contraria o interesse dos madeireiros e grileiros. Nesta região do Pará não há manejo de madeira autorizado, o que evidencia a ilegalidade das serrarias e da extração das toras.
Foi por defender esse modelo de reforma agrária e preservação ambiental que a freira missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada em 2005, em Anapu. Como Dorothy, uma das lideranças do PDS, Maria Márcia Elpídia de Melo, vem sofrendo ameaças desde que outras duas lideranças do Terra Nossa foram assassinadas no ano passado. “Eu não quero confusão. Quero apenas defender os pequenos agricultores e a floresta”, afirma.


Quem a ameaça, segundo Maria Márcia, são pessoas poderosas da cidade, que estariam relacionadas ao ‘Dia do Fogo’ – articulação feita por fazendeiros e empresários de Novo Progresso para queimar a floresta nos dias 10 e 11 de agosto, conforme revelou a Repórter Brasil na terça-feira (22) com base em entrevistas com os investigadores.
Os responsáveis pelo ataque se organizaram em um grupo de WhatsApp, racharam os custos do combustível usado para alimentar o fogo e contrataram motoqueiros para espalhar as chamas – um dos alvos foi o assentamento, que apenas nesse final de semana de agosto teve 197 focos de incêndio em seu território, segundo dados da Agência Pública.
Um dos poderosos que, segundo Maria Márcia, já a ameaçou de morte é o vice-prefeito de Novo Progresso, Gelson Dill (MDB). Além de ocupar o segundo cargo do poder Executivo da cidade, Dill também é vice-presidente do sindicato dos produtores rurais, cujo presidente, Agamenon Menezes, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça (22), é suspeito de ser um dos organizadores do ‘Dia do Fogo’.
Repórter Brasil teve acesso a um áudio de WhatsApp que indica como se deram as combinações para se incendiar parte da floresta. Na gravação, um homem não identificado confirma que estaria cumprindo um combinado feito com o vice-prefeito Dill, sobre uma queimada que ocorreria no domingo, 11 de agosto. “Ô Gilson [Gelson], estou avisando o pessoal para todo mundo ir para aí no domingo para queimar esse negócio aí, beleza?”, diz o homem.
Dill nega que tenha recebido o áudio. “Essa história do ‘Dia do Fogo’ é uma fantasia. Agosto sempre teve queimada e esse ano foi mais seco”, afirma ele, que planeja ser candidato a prefeito de Novo Progresso no ano que vem.
Dill já foi multado duas vezes por desmatamento ilegal na região de Novo Progresso. Em um dos episódios, recebeu multa de 288 mil reais do Ibama. Seu irmão, Evandro Carlos Dill, também foi multado por extração ilegal de madeira dentro da Flona Jamanxim. Os dois atuavam como madeireiros e tinham uma serraria em Novo Progresso, segundo entrevista de Dill à Repórter Brasil, em que se queixou do fechamento dessa madeireira após a criação da Flona do Jamanxim, em 2006.

Sucessão de assassinatos

Maria Márcia vive com a sensação de que vai ser assassinada a qualquer momento por conta das ameaças e das denúncias que faz. A violência se intensificou no assentamento no último ano, quando outra liderança do assentamento foi morta. Quem exigiu a punição dos responsáveis também foi assassinado.
Segundo Maria Márcia, além de Dill, outras três pessoas influentes de Novo Progresso a ameaçam: o presidente do sindicato dos trabalhadores na agricultura familiar (Sintraf) de Novo Progresso, Raimundo Barros Cardoso (conhecido como Dico); o chefe do departamento de Regularização Fundiária da prefeitura, Roberto Aparecido de Passos e o fazendeiro Messias Floriano Ferreira.
Os três foram presos em 10 de outubro, mais de um ano após o desaparecimento de Antônio Rodrigues dos Santos, o Bigode. Ex-liderança do Terra Nossa, Bigode desapareceu quando denunciava extração ilegal de madeira dentro de seu lote. Roberto e Messias já foram libertados e apenas Dico permanece preso. Os três são investigados pela morte de Bigode.
Dill afirma que nunca ameaçou Maria Márcia. “Ela inventou isso para me prejudicar politicamente”, diz. O vice-prefeito  registrou uma queixa acusando Márcia de calúnia. Os advogados de Messias e Roberto disseram que eles não tiveram participação na morte de Bigode e que não têm conhecimento das ameaças. A reportagem enviou as perguntas para o advogado de Raimundo, mas não obteve respostas.
Após o assassinato de Bigode, o presidente de outro Sintraf – o de Castelo dos Sonhos-, Aluísio Sampaio (conhecido como Alenquer), passou a exigir publicamente a investigação do crime. Também foi assassinado. Antes de morrer, gravou um vídeo denunciando os responsáveis pelas ameaças que sofria – , dentre eles, o Dico, que há onze anos foi indiciado pela morte de outra uma liderança rural de Marabá.
O PDS Terra Nossa tem o mesmo tamanho da cidade de São Paulo e, além dos assentados, há 76 fazendas ilegais  (fruto de grilagem de terra). Os fazendeiros pressionam o Incra e os pequenos produtores para que aconteça uma redução na área do assentamento e uma regularização de um número maior de grandes propriedades.

Floresta sob pressão

A pressão que ocorre no PDS é corriqueira na região.A Floresta do Jamanxim é dominada por conflitos agrários, grilagem de terras, garimpos e extração de madeira ilegal desde que área de proteção ambiental foi criada, em 2006, pela então ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Produtores rurais argumentam que a Flona do Jamanxim foi estabelecida em áreas que já estavam sendo exploradas comercialmente com criação de gado e extração de madeira.
“Criaram a Flona do Jamanxim, em 2006, onde nós já trabalhávamos e passamos a ficar na ilegalidade de um dia para o outro”, reclama o vice-prefeito em entrevista à Repórter Brasil. O ICMBio, entretanto, estima que 67% dos ocupantes da Flona entraram pouco antes ou logo após a criação da área.
Com área equivalente à da Irlanda do Norte (1,3 milhão de hectares), a Flona está sob pressão não apenas dos produtores locais, mas também de políticos ligados à bancada ruralista, que articularam durante o governo de Michel Temer uma redução da área protegida. Depois de pressão de ambientalistas e de uma campanha que contou com a participação de celebridades como a modelo Gisele Bündchen, Temer vetou a medida.
Após o veto, o Planalto tentou reduzir novamente a Flona, desta vez por meio de um projeto de lei enviado ao Congresso. Foi um aceno à bancada ruralista, já que o então presidente precisava dos votos desses parlamentares para se livrar de pedidos de impeachment (feitos após escândalo envolvendo os irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS). O projeto aguarda a criação de uma comissão temporária para analisar a proposta.

UMA PRESIDENTA NA ETIÓPIA

Etiopía elige a su primera presidenta, la única en África

Sahlework Zewde fue directora general de la ONU en Nairobi hasta que asumió el papel de representante especial de António Guterres ante la Unión Africana


 
La recién elegida presidenta Sahlework Zewde, en Addis Abeba, este jueves.

Etiopía hizo este jueves historia al nombrar a la diplomática Sahlework Zewde presidenta del país, convirtiéndose en la primera mujer en ocupar la jefatura de Estado etíope y la única actualmente en ese cargo en toda Africa. "Necesitamos construir una sociedad que rechace la opresión hacia las mujeres", afirmó Sahlework, tras ser elegida por unanimidad en una sesión conjunta de las dos cámaras del Parlamento. "Si alguien piensa que hablo mucho sobre mujeres, que espere a escuchar todo lo que tengo que decir", subrayó la flamante presidenta. "Cuando no hay paz en el país, las madres se sienten frustradas, por lo que tenemos que trabajar a favor de la paz por el bien de nuestras madres", agregó Sahlework al jurar el cargo, en aparente alusión a la reciente violencia étnica que azotó Etiopía.
La designación de Sahlework, hasta ahora representante especial del secretario general de la ONU, António Guterres, ante la Unión Africana (UA), se produjo tras la dimisión de su predecesor, Mulatu Teshome, que ocupaba desde 2013 un cargo que en Etiopía tiene un alto valor representativo pero no poderes ejecutivos.
La elección ocurrió una semana después de que el primer ministro de Etiopía, Abiy Ahmed, aprobara una histórica reforma de su gabinete en la que reducía el número de carteras y establecía que la mitad estuvieran ocupadas por mujeres. Desde la semana pasada, 10 de los 20 miembros del nuevo Gobierno de Etiopía son mujeres, incluida por primera vez la ministra de Defensa, una cartera que tradicionalmente ocupaban sólo hombres.
"La elección de la embajadora Shalework Zewde como nueva presidenta de Etiopía es un movimiento histórico. Trae consigo las competencias y la experiencia correcta", señaló el jefe de la oficina del primer ministro, Fitsum Arega, en su cuenta de Twitter. Fitsum remarcó también que, en una "sociedad patriarcal" como la etíope, "la elección de una mujer en la jefatura del Estado no sólo establece un estándar para el futuro, sino que también normaliza el establecimiento de las mujeres como las encargadas de tomar decisiones en la vida pública".
Con una amplia carrera diplomática, Sahlework fue directora general de la ONU en sus oficinas en Nairobi hasta que asumió el papel de representante especial del secretario general de las Naciones Unidas ante la UA. Fue precisamente en la capital keniana donde conoció a Abiy, durante un viaje del primer ministro etíope en mayo pasado apenas un mes después de que el mandatario asumiera el cargo en el que también visitó la oficina de la ONU que ella dirigía. La diplomática había renunciado a sus funciones en la ONU a principios de esta semana, para allanar el camino para su elección como presidenta de Etiopía. Esta designación resulta acorde con una serie de reformas democráticas adoptadas por Abiy, pero también busca, según algunos observadores, apaciguar la ola de violencia étnica que azotó en las últimas semanas a este país del Cuerno de Africa. Mientras que Mulatu, el primer ministro y el ministro de Asuntos Exteriores etíope, Workneh Gebeyehu, pertenecen a la etnia Oromo, Sahlework es Amhara, por lo que esto garantizaría una composición étnica más armónica entre los altos cargos de la política etíope.
Según la biografía de Sahlework publicada por la ONU, durante las tres décadas de trabajó con este organismo, la diplomática pasó por puestos de responsabilidad que abarcan la jefatura de un proyecto de paz en la República Centroafricana o labores de representación en la Unesco. En su trabajo como diplomática etíope, la nueva jefa de Estado también se desempeñó como directora general de Asuntos Africanos en el Ministerio de Relaciones Exteriores de su país, así como fue embajadora de Etiopía en Francia y Yibuti.
La presidenta de Etiopía asume el cargo después de que la jefa de Estado de Mauricio Ameenah Gurib-Fakim dimitiera el pasado marzo tras un escándalo de corrupción financiera. La prevalencia de prácticas tradicionales y culturales en la mayoría de países africanos se cita a menudo como una de las grandes barreras para que las mujeres se impliquen en política, así como la intimidación, el acoso y la violencia que sufren cuando dan el paso. Entre las excepciones a esa realidad destacan la premio Nobel de la Paz Ellen Johnson-Sirleaf, la primera mujer en alcanzar una jefatura de Estado en Africa, que gobernó Liberia entre 2006 y 2018; así como Joyce Banda, segunda mujer en asumir ese puesto en el continente y primera en su país, Malaui, de 2012 a 2014.

ESTA TERRA É DOS ÍNDIOS!

Antropóloga portuguesa lidera luta contra resort da Vila Galé em terra indígena no Brasil



Investigadora do Instituto de Ciências Sociais foi financiada pelo Estado brasileiro com apoio do Ministério de Negócios estrangeiros de Portugal para coordenar a demarcação das terras indígenas que o grupo Vila Galé quer agora ocupar por um resort, no nordeste brasileiro

Durante 15 anos, a antropóloga Susana Viegas estudou uma das comunidades indígenas mais antigas do Brasil, os tupinambás de Olivença. Deste período, seis anos foram dedicados, para convite do Governo brasileiro, a coordenar o processo de demarcação das terras indígenas. A investigadora disse ao Expresso estar "chocada" com a decisão de um grupo português, Vila Galé, de construir um resort na zona e decidiu reagir.
No domingo, a investigadora foi surpreendida por um pedido de ajuda de uma representante indígena, que solicitava apoio para se deslocar a Brasília para denunciar a presença de um helicóptero das Forças Armadas brasileiras na zona de Olivença, no estado da Bahia, e o início dos despejos dos moradores para se iniciarem os trabalhos de construção do projeto português. Preocupada, Susana Viegas decidiu procurar o presidente do grupo Vila Galé.
"Fui ao site, procurei o endereço de email e enviei uma mensagem, apresentando-me, esclarecendo que tinha sido eu a cordenar o processo de demarcação e pedindo para conversar com o presidente do grupo", explica Viegas. E telefonou para falar diretamente com Jorge Rebelo de Almeida. À tarde, como ainda não tivesse tido qualquer resposta, a antropóloga voltou a telefonar e a chamada foi passada. "Ele ainda não tinha lido o meu email e voltei a explicar-lhe que tinha sido eu a coordenar o processo de demarcação das terras indígenas e que tinha, inclusive, sido financiada pela FUNAI, UNESCO e que tive apoio da Universidade de Coimbra e de Lisboa e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dinheiro do Estado português, para realizar este trabalho, através do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento".A investigadora classifica como de "horrível" a reação de Rebelo de Almeida. "Eu percebi que ele tinha conhecimento de todos os detalhes, menos de que tinha sido uma portuguesa a participar no processo de demarcação. Mas tinha um discurso negacionista, recusando-se a aceitar que haja índíos naquela zona", explica Susana Viegas. Em causa está um manguezal ameaçado de extinção, de onde os cerca de cinco a sete mil indígenas que ali vivem retiram os crustáceos de que se alimentam. "As pessoas quando pensam em índios, visualizam uma floresta, mas as comunidades da costa, habitam o litoral, ocupado por mata atlântica", explica a investigadora.



UMA FOTO PERIGOSA

Bolsonaro Posa Com Um Dos Envolvidos Diretos No Assassinato De Marielle.


O professor de artes marciais, Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, preso hoje (3) suspeito de jogar no mar os fuzis usados para executar a vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes, postou foto com Jair Bolsonaro em um torneio de luta, acredita-se que Bolsonaro teria ido até o local assistir Djaca, a foto foi postada em 2017.
Elaine Lessa, esposa de Ronnie Lessa, acusado de assassinar Marielle Franco, coincidentemente morava no mesmo condomínio que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ela possuía uma casa de alto padrão no prédio no Pechincha, em Jacarepaguá, onde vivia também a sogra do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, apontado como o assassino da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.
Em vídeo divulgado pela polícia, um dos caras que curtiu a foto de Djaca com Bolsonaro, José Márcio Mantovano, conhecido como Márcio Gordo, também preso hoje, aparece saindo do prédio com uma caixa, a polícia suspeita que no interior da caixa haviam os fuzis que posteriormente foram jogados ao mar. Mantovano foi preso de forma preventiva nesta quinta-feira pela operação “Submersus”, liderada por agentes da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio.
Além de Montavo, o cunhado de Ronnie, Bruno Figueiredo, preso também nesta manhã, teria atuado no sumiço das armas. De acordo com a polícia, as armas usadas por Lessa no crime que estavam escondidas no imóvel do Pechincha foram buscadas em 13 de março de 2019 por Mantovano e o cunhado de Lessa.
Para dar fim as armas, Montavo alugou um barco no Quebra-Mar, usando a desculpa de ser pescador, Montavo seguiu para alto-mar, à polícia o proprietário da embarcação disse que em uma das caixas embarcadas por Djaca foi notado o armamento. Montavano e Josinaldo foram reconhecidos por testemunhas em depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital carioca.