Raimundo Matos de Leão

O tempo passou...
Retornando para a sala, não encontrei o pássaro no lugar onde o havia deixado, mas prestando mais atenção ouvi um barulho de asas. Um barulho aflito. Ainda mais atento, percebi que a ave estava atrás da cortina e presa entre o vidro e a grade pantográfica. Aproximei-me cautelosamente e cuidadosamente retirei-o daquela prisão. Ao entrar em contato com a minha mão e depois de ter alisado a sua cabeça, o pássaro acalmou-se. Fiz a foto e soltei-a pela janela por onde tinha ele tinha entrado.
Em vez de voar como eu esperava, momentaneamente, ela ficou parada na palma da minha mão, com o se não soubesse o que fazer. Em seguida voou. Pelo bater das asas vi que estava machucada. Insegura, a ave pousou num carro estacionado no outro lado da rua. Fiquei olhando-a preocupado com seu destino. Está é a história do pássaro em minha mão.
Gratidão
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