terça-feira, 29 de maio de 2018

GUSTAV KLIMT: O MERGULHO


BOLSONARO: O SINTOMA

Bernardo Mello Franco em Bolsonaro diz que país sofre fuga de cérebros.
Ele é um sintoma

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“Se eu fosse rei de Roraima, em 20 anos teria a economia próxima à do Japão”. Assim Jair Bolsonaro começou o discurso de ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cerca de 300 empresários pagaram entre R$ 180 e R$ 220 para ouvi-lo. O ingresso dava direito a almoço, com opções de carne, massa e bacalhau.
“Nada pode ser feito lá”, reclamou o deputado, referindo-se à terra que elege Romero Jucá. Ele não explicou a mágica que igualaria o estado de menor PIB do Brasil ao terceiro país mais rico do mundo. No entanto, aproveitou para atacar os alvos de sempre: índios, ambientalistas, quilombolas.
Para Bolsonaro, o problema da Amazônia não é o desmatamento, e sim a proteção da floresta. De olho no voto ruralista, ele prometeu frear a criação de reservas e rebaixar o Ministério do Meio Ambiente, que passaria a ser subordinado à Agricultura. “A questão ambiental dá pra driblar. É ter um ministro que seja patriota”, afirmou.
O capitão acusou a ONU de tramar a criação de “novos países” em território brasileiro. Em seguida, abandonou o tom nacionalista e defendeu parcerias com os Estados Unidos para explorar as riquezas da floresta. “Estive duas vezes com autoridades americanas”, disse. E quem seriam seus interlocutores no governo Trump? “Sem entrar em detalhes”, despistou.
Depois da viagem amazônica, Bolsonaro engrenou o discurso radical que o impulsionou nas pesquisas. Prometeu combater a violência “com mais violência ainda”. Ameaçou reprimir ocupações com “chumbo”. Chamou os sem-terra de “marginais” e “terroristas”. Afirmou que pretende invadir o Ministério da Educação “com um lança-chamas, para tirar tudo que é simpatizante do Paulo Freire de lá”.
O deputado defendeu mudanças na lei para dificultar a punição de policiais acusados de homicídio. “Matar um vagabundo com um tiro ou 20 tem que ser a mesma coisa”, disse. Ele discursava a poucos metros da Candelária, palco da chacina que matou oito crianças e adolescentes em 1993.
Bolsonaro estava acompanhado por Paulo Guedes, seu favorito para o Ministério da Fazenda. Chegou a apresentar o economista como namorado, “heteramente falando” (sic). “Nossos cérebros estão fora do Brasil. Aqui não é um terreno fértil”, comentou. Pela animação da plateia, o capitão deve ter alguma razão.

O CANTO DA BONECA

QUATRO LIVROS

DE MINHA PEQUENA BIBLIOTECA


EDIÇÃO DE 1863
COM MUITAS GRAVURAS DE JEAN-BAPTISTE DEBRET


EDIÇÃO DE 1921
COM ALGUMAS ILUSTRAÇÕES E RETRATO DO AUTOR


EDIÇÃO DE 1979
COM FOTOGRAFIAS COLADAS A MÃO



EDIÇÃO DE 1948
COM ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS

IVAN O TERRÍVEL

                                       PARA MIM
O MAIOR FILME DA HISTÓRIA DO CINEMA

    
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                                        https://youtu.be/kyGVNXC9yzo


RECOMENDO EM ESPECIAL O FINAL, COM A PROCISSÃO NO MEIO DA NEVE.

CHUVA




SAMBA SEM FRONTEIRAS


Eles estão “muito felizes”: a sua “casinha”, a que chamavam O Casarão, também já foi “promovida a hotel”. Foi por esta altura, no ano passado, que o projecto cultural da banda Samba sem Fronteiras ficou sem morada. “O proprietário vendeu o prédio” e o último andar do n.º 305 da Rua do Almada, no Porto, deixou de ter concertos, ensaios, exposições e jantares e passou a ser um espaço abandonado, à espera de novo destino, conta (e canta) Luca Argel, vocalista da banda luso-brasileira. E eles sempre a sambar: “Fechou o livreiro, fechou a quitanda e o florista/ A cidade vai virar só hotel para turista”, anunciam, sorrisos carregados de sarcasmo, na Gentrificasamba, a música que apresenta o álbum Samba sem Fronteiras, com data de lançamento marcada para Setembro.

Longe do estereótipo do “é só Carnaval, cerveja e festa”, “o samba tem a tradição de reflectir muito sobre a realidade social”, explica ao P3. E olhando para o Porto, onde a maior parte do colectivo vive há seis anos, não havia como fugir da “gentrificação das grandes cidades portuguesas” (já disseram que também “fechou a taberna, a confeitaria e o alfarrabista”?). É isso que vêem de porta em porta, dentro do “quiosque do piorio”, a base da The Worst Tours. As próprias janelas da casinha amarela vão fechando ao longo do videoclipe — cenário que vai mesmo acontecer (temporariamente?) a 31 de Maio, data em que expira o contrato com a câmara. Resta-lhes subir para o telhado — ou aderir à “profissão turista”.