Em 1972, durante férias, o engenheiro romano Stefano Mariottini mergulhava com snorkel na costa de Monasterace, perto de Riace, quando viu o que parecia ser uma mão humana emergindo da areia no fundo do mar. Convencido de que havia encontrado um corpo, ele acionou a polícia.
A investigação revelou que não era um cadáver, mas duas estátuas submersas. No dia 16 de agosto de 1972, a cerca de 300 metros da costa de Riace Marina, a 8 metros de profundidade no Mar Jônico, Mariottini avistou o braço esquerdo da Estátua saindo da areia. Ao escavar, descobriu o rosto e depois o corpo completo; logo notou outra Estátua próxima.
Ele notificou as autoridades no mesmo dia, e a recuperação oficial ocorreu dias depois: a segunda Estátua foi erguida em 21 de agosto e a primeira que ele viu foi retirada no outro dia, usando balões inflados com ar das bombas por mergulhadores, sob supervisão arqueológica.
As duas esculturas, conhecidas como Guerreiros de Riace, são obras-primas da escultura grega clássica do século V a.C., datadas por volta de 460–450 a.C.
Ambas foram fundidas pela técnica da cera perdida, com liga de bronze (cerca de 90% cobre e 10% estanho), espessura média de 7,5–8,5 mm, e detalhes em materiais preciosos: olhos com esclera de calcário/ivory, cílios e dentes de prata, lábios e mamilos de cobre.

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