quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A CONTA DA CPI


 

CATARINA DE MEDICIS

 

Caterina se tornou Rainha da França após a morte do primogênito de Francisco, e, em seguida ao falecimento do marido Henrique II, como rainha regente em nome de três filhos. Durante o seu reinado teve que enfrentar a guerra religiosa entre católicos e protestantes, conflito que durou mais de dez anos e que Caterina tentou de todas as formas pacificar. Fez um édito de liberdade de religião e até mesmo organizou um casamento “misto” entre sua filha católica e um príncipe protestante, mas a tentativa fracassou, acendendo ainda mais o conflito.

Embora a história tradicional tenha sempre projetado uma sombra negra sobre a figura de Caterina, inventando ligações com a magia negra, preparação de venenos para satisfazer vinganças e seu ciúmes doentio pelo marido, na verdade Caterina sempre agiu pelo bem da sua pátria adotiva, na tentativa de proteger a dinastia dos Valois e garantir o reinado dos fillhos. Foi uma mulher de forte caráter, pragmática ao mesmo tempo de cultura e inteligência refinada.

Com apenas 14 anos, Caterina foi levada à corte francesa e encontrou um ambiente hostil. A sociedade francesa não aceitava a entrada na corte de uma burguesa, sem sangue azul. De fato, a riqueza e o poder dos Médicis provinha do comércio e de atividades banqueiras, mas não por origens nobres. Outro fator contra Caterina era a sua aparente infertilidade. Demorou 10 anos para dar o primeiro herdeiro ao marido que, no meio tempo, “substituiu” a esposa na corte pela amante, obrigando Caterina a viver praticamente exiliada no Castelo de Chaumont.

Caterina de’ Medici trouxe com sua mudança da Itália para a França não somente roupas, joias e damas de companhia, mas também cozinheiros e perfumistas que influenciaram fortemente os costumes e a cultura francesa. Basta pensar na simples introdução do garfo à mesa. Até então, os franceses ainda comiam com as mãos.

Seus cozinheiros trouxeram de Florença receitas que hoje pensamos ser francesas, como o molho bechamel (salsa colla), o pato com laranja, sopa de cebola (carabaccia), o crepe (crespella alla fiorentina), omelette (fritata), entre outros.

Outra novidade trazida por Caterina foi a introdução do perfume. As principais cidades italianas já contavam com ao menos um frei responsável pela manipulação de ervas e flores para produzir perfumes que eram usados regularmente pela alta sociedade. Caterina levou consigo o seu mestre perfumista Renato Bianco que ensinou jovens aprendizes franceses esta arte que logo foi absorvida pelos franceses. 
Uma das lendas sobre a “Rainha Negra” era que teria sido a mandante do “Massacre de San Bartolomeu” onde centenas de protestantes foram assassinados, e que ela teria caminhado pelos corpos sem vida para confirmar a sua ordem. Esta é uma pintura da segunda metade de 1800 que ajudava a propagar uma das tantas calúnias inventadas sobre a sua pessoa.


O papel de Catarina de Médicis, segundo a tradição, é essencial na História da Gastronomia. Ela trouxe de Florença o gosto por vegetais e molhos. Foram os seus cozinheiros que enriqueceram a culinária francesa com brócolis, alcachofra, feijão, bolinhos de aves, cristas de galo, as favas e ervilhas, tão em voga hoje na França.

Isso para não mencionar a pastelaria que tudo deve aos artesãos florentinos, mestres na arte de fazer compotas, geleias, marsipan, pain d'épices, molho béchamel, nougat, marrons glacés, macarons ou frangipane, os últimos confiados a Catarina pelo conde Desare Frangipani. A cereja do bolo seria também a importação do famoso sorvete italiano, trazido da China dois séculos antes por Marco Polo.
Paradoxalmente, o mito culinário de Catarina de Médicis nasceu em meio a um contexto de pouco favorável à rainha. Na verdade, esse mito alimentou muitas fantasias durante séculos. Rainha estrangeira, maquiavélica, mas que tentou desesperadamente manter a unidade da França; sofreu críticas em todas as classes e religiões, católicos e protestantes. Durante a vida, panfletos não a poupavam. Após a morte, ainda se guardou a imagem de uma rainha venenosa e cruel, responsável pelo massacre de Saint-Barthélemy.
As reclamações são tantas que a chegada de refinados cozinheiros italianos à corte francesa não contam em favor de sua memória.
Os moralistas lamentam amargamente o abandono do Estado dos freios à libertinagem. Catarina de Médicis não é poupada. Seu gosto pela boa comida e pelo luxo a designou como um incentivo à depravação da jovem nobreza francesa.
Mas, o homem acaba se cansando de comer sempre a mesma coisa e diversifica a alimentação a ponto de torná-la uma arte. São os povos asiáticos os primeiros a se destacar na delicada arte de transformar uma comida simples e boa em outra mais abundante, mais variada, preparada com mais sensibilidade e, por consequência, mais prejudicial à saúde.
A tendência se espalhou para outros povos, depois para a Grécia, onde sábios espartanos legislam para se protegerem. Mesmo os romanos, respeitando uma vida sã e frugal, deixaram-se seduzir pela boa comida que as riquezas e o poder recém-adquiridos colocavam ao alcance, a ponto de perdê-los nos excessos tão denunciados por Sêneca.
Foi nessa época, conta a Enciclopédia, que os cozinheiros se tornaram pessoas importantes, procuradas, e valorizadas.
Os italianos foram os primeiros a herdar os restos da culinária romana. Com o tempo, os cozinheiros vieram para se estabelecer na corte de Catarina de Médicis.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

CIDADÃOS DE SEGUNDA CLASSE

 5 leis que os cidadãos árabes em Israel dizem que são discriminatórias

Por décadas os palestinos israelenses denunciam serem tratados como cidadãos de segunda classe.


Por décadas, as tensões entre árabes e judeus dentro de Israel foram canalizadas de forma pacífica — Foto: Getty Images/BBC


Enquanto os olhos do mundo se voltavam para o saldo trágico dos bombardeios na Faixa de Gaza, a eclosão do conflito no Oriente Médio promoveu uma nova frente de violência: a de cidadãos judeus e árabes dentro de Israel.

Em uma semana de escalada do conflito, os ataques de Israel a Gaza deixaram 248 mortos, incluindo 66 crianças, e quase 2 mil feridos. E os foguetes lançados pelo grupo palestino Hamas provocaram 12 mortes em território israelense.

As imagens do Domo de Ferro, o poderoso escudo antimíssil israelense, interceptando foguetes do Hamas rodaram o mundo.

No entanto, "as imagens mais surpreendentes de todas são da violência comunitária dentro de Israel", de acordo com Natan Sachs, diretor do Centro de Política para o Oriente Médio do Instituto Brookings, um centro de estudos com sede em Washington, nos EUA.

"Isso ameaça arrebentar as costuras do delicado e incômodo equilíbrio entre a maioria judia em Israel e os 21% de cidadãos israelenses que também são palestinos", escreveu Sachs em seu blog sobre o conflito.

"Cidades mistas judias-árabes que deveriam ser exemplos de coexistência, como Acre, Ramla, Jaffa e Lod, explodiram em uma orgia de violência e vandalismo", descreveu Shlomo Ben-Ami, historiador e ex-ministro das Relações Exteriores de Israel.


as mais de sete décadas de existência do Estado de Israel, se estabeleceu uma forma de coexistência pacífica entre a minoria árabe e a maioria judia, que não negava o conflito palestino-israelense, tampouco a percepção de discriminação denunciada pelos árabes, mas que canalizava o mal-estar por outros meios, diferentes da violência.

De acordo com o Índice de Democracia de Israel de 2020, 81% dos entrevistados árabes afirmaram que os membros dessa comunidade desejam se integrar ao país e fazer parte dessa sociedade. No entanto, apenas 35% acreditam que o governo de Israel é democrático no que se refere ao tratamento dos cidadãos árabes, o que representa uma queda de 10 pontos percentuais desde 2017.

Nos últimos anos, algumas medidas tomadas pelo Estado de Israel aumentaram a sensação de afronta entre a minoria árabe.

A Adalah, uma ONG que defende os direitos dos árabes em Israel, elaborou um banco de dados que inclui mais de 65 leis que considera discriminatórias em relação aos palestinos.

Embora muitas delas afetem os moradores da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, Amjad Iraqi, editor da +972 Magazine e analista do centro de estudos sobre questões palestinas Al-Shabaka, garante que também impactam direta ou indiretamente os árabes que têm cidadania israelense.

Ele acrescenta que muitas destas leis foram implementadas a partir da chegada de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ao poder em 2009.


Os confrontos violentos incomuns entre árabes e judeus dentro de Israel causaram comoção no país — Foto: Getty Images/BBC

Nas mais de sete décadas de existência do Estado de Israel, se estabeleceu uma forma de coexistência pacífica entre a minoria árabe e a maioria judia, que não negava o conflito palestino-israelense, tampouco a percepção de discriminação denunciada pelos árabes, mas que canalizava o mal-estar por outros meios, diferentes da violência.

De acordo com o Índice de Democracia de Israel de 2020, 81% dos entrevistados árabes afirmaram que os membros dessa comunidade desejam se integrar ao país e fazer parte dessa sociedade. No entanto, apenas 35% acreditam que o governo de Israel é democrático no que se refere ao tratamento dos cidadãos árabes, o que representa uma queda de 10 pontos percentuais desde 2017.

Nos últimos anos, algumas medidas tomadas pelo Estado de Israel aumentaram a sensação de afronta entre a minoria árabe.

A Adalah, uma ONG que defende os direitos dos árabes em Israel, elaborou um banco de dados que inclui mais de 65 leis que considera discriminatórias em relação aos palestinos.

Embora muitas delas afetem os moradores da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, Amjad Iraqi, editor da +972 Magazine e analista do centro de estudos sobre questões palestinas Al-Shabaka, garante que também impactam direta ou indiretamente os árabes que têm cidadania israelense.

Ele acrescenta que muitas destas leis foram implementadas a partir da chegada de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ao poder em 2009.


Os confrontos violentos incomuns entre árabes e judeus dentro de Israel causaram comoção no país — Foto: Getty Images/BBC


MAIS:


https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/05/28/5-leis-que-os-cidadaos-arabes-em-israel-dizem-que-sao-discriminatorias.ghtml?_gl=1*3hoz3z*_ga*YW1wLUh6VHV5ZkRtSnRXdzlhMUhnVjloWlFkanB3dzJ2SEJIQnRGVzFKQXFIWHZHVXJsN1ZQX2I3V1F5aXBOTUt0ZUE

JUDEUS NIGERIANOS

 

Os nigerianos que querem ser reconhecidos por Israel como judeus

Uma pequena comunidade nigeriana afirma ter ascendência judaica que remete a centenas de anos, mas Israel não os reconhece.


Shlomo Ben Yaakov quer se tornar o primeiro rabino da Nigéria — Foto: BBC



Balançando o corpo para frente e para trás, Shlomo Ben Yaakov lê em voz alta um trecho de um escrito da Torá, numa sinagoga no entorno da capital da Nigéria, Abuja.

Sua voz macia, intermitente, sobe de tom, em hebraico, enquanto dezenas de outros se juntam a ele, repetindo o texto.

Muitos não compreendem totalmente a língua, mas esta pequena comunidade nigeriana alega ter ascendência judaica que remonta a centenas de anos atrás — e eles se mostram frustrados pela falta de reconhecimento por parte de Israel.

"Eu me considero judeu", diz Yaakov.

 Do lado de fora da Sinagoga Hebraica Gihon, no subúrbio de Jikwoyi, uma mesa é postada dento de uma tenda feita com folhas de palmeiras para celebrar o Sukkot, um festival que comemora os anos que os judeus passaram no deserto, em sua viagem rumo à Terra Prometida.

"Assim como estamos fazendo isso agora, eles estão fazendo o mesmo em Israel", diz Yaakov, enquanto outros compartilham o tradicional pão chola (preparado na sinagoga) e vinho distribuído em pequenos copos.

Ele é um igbo — um dos grupos étnicos dominantes da Nigéria, originário do sudeste do país. Seu nome em igbo é Nnamezuo Maduako.


Diferentemente dos pais, a maioria dos jovens judeus da Nigéria não conheceram outra religião — Foto: BBC


Muitos igbos acreditam ter herança judaica, como sendo uma das chamadas dez tribos perdidas de Israel, embora a maioria não pratique a religião como Yaakov. Eles compõem menos de 0,1% dos estimados 35 milhões de igbos.

Acredita-se que essas tribos tenham desaparecido depois de terem sido detidas, e seus integrantes feitos prisioneiros, quando o reino israelita foi conquistado no século 8 a.C. — a comunidade judaica da Etiópia, por exemplo, é reconhecida como uma delas.

Costumes dos igbo, como a circuncisão masculina, velar os mortos por sete dias, celebrar a Lua Nova e conduzir cerimônias de casamento sob uma tenda reforçaram sua crença a respeito da herança judaica.

'Sem provas'

Chidi Ugwu, um antropólogo igbo da Universidade da Nigéria, em Enugu, diz que a identificação com o judaísmo emergiu apenas depois da guerra civil de Biafra. Os igbos lutavam pela independência da Nigéria, mas foram derrotados em um conflito brutal, entre 1967 e 1970.

Algumas pessoas, segundo Ugwu, "estavam procurando por um impulso emocional a que se agarrar", então começaram a fazer a conexão judaica.


Alguns dizem que a crença de que os igbos têm herança judaica surgiu após sua derrota na guerra civil na qual mais de um milhão morreram — Foto: Getty/BBC


Eles se veem como um grupo perseguido, como os judeus se viram ao longo da história, especialmente durante o Holocausto.

"É um insulto chamar os igbos de tribo perdida de qualquer um, não existe evidência histórica ou arqueológica que sustente isso", afirmou Ugwu à BBC.

Ele argumenta que, como existem evidências sugerindo que os igbos estavam entre aqueles que emigraram do Egito milhares de anos atrás, pode ser que os judeus tenham adotado costumes igbos enquanto estavam em território egípcio.

Há muitos anos, houve um esforço polêmico para tentar provar uma ligação genética, mas um exame de DNA não encontrou nenhuma conexão judaica no grupo.

Barukh Ben Avraham lê a Torá durante seu Bar Mitsvah — Foto: BBC


O rabino Eliezer Simcha Weisz, presidente do Departamento de Assuntos Estrangeiros do Conselho do Rabinato de Israel — o órgão que determina a veracidade de alegações de ascendência judaica — também não tem dúvidas sobre a ausência de conexão.

"Eles alegam ser um dos descendentes de Gad, um dos filhos do nosso ancestral Jacob — mas eles não conseguem provar que seus avós eram judeus", disse ele à BBC. "E sobre os costumes dos quais eles falam, você pode encontrar pessoas pelo mundo todo que têm práticas judaicas."

Ele disse que, a não ser que os judeus nigerianos se convertam ao judaísmo — um processo que envolve vários rituais e a presença diante de uma corte judaica (o que não existe na Nigéria) —, eles não podem ser reconhecidos.


Yaakov considera um insulto a ideia de ter de passar por um processo de conversão. "Como convertidos, nós seríamos vistos como cidadãos de segunda classe", afirma ele.

Onda de secessão

Os congregados em Gihon levam suas crenças a sério. Eles e a comunidade de judeus praticantes da Nigéria, estimados em 12 mil, recebem apoio de outros grupos de judeus ortodoxos de várias partes do mundo, que lhes enviam doações, fazem visitas de solidariedade e organizam campanhas por seu reconhecimento.

Um apoiador de destaque é Daniel Limor, um ex-agente do Mossad — serviço de inteligência israelense — que no passado liderou uma operação para levar secretamente judeus etíopes para Israel, através do Sudão. Ele tem visitado as comunidades judaicas da Nigéria desde os anos 1980 e argumenta que a prática judaica no país africano vem de antes da guerra civil.

Estima-se que 12 mil nigerianos se consideram judeus — Foto: BBC


Limor acredita na tese de que eles vieram do Marrocos, 500 anos atrás, primeiro se baseando em Timbuktu (Mali) antes de viajar mais para o sul. Ele espera que eles acabem conseguindo o reconhecimento que, acredita ele, o grupo merece.

"O judaísmo vai além da cor da pele, está no coração", afirmou Limor à BBC.

A sinagoga de Gihon, considerada a mais antiga da Nigéria, foi fundada nos anos 1980 por Ovadai Avichai e dois outros amigos que haviam sido criados como cristãos.

Eles decidiram se converter ao judaísmo quando descobriram que o Velho Testamento da Bíblia era a base da religião judaica.

Avichai disse que foi como se o judeu dentro dele tivesse sido despertado — e, considerando as similaridades entre costumes judaicos e tradições dos igbos, ele estava convencido de que o judaísmo era seu verdadeiro caminho.

A sinagoga de Gihon, em Abuja, hoje tem uma mistura de diferentes grupos étnicos entre as mais de 40 famílias que frequentam o local.


Muitos judeus nigerianos vêem o judaísmo de Nnamdi Kanu como politicamente calculado para ganhar simpatia no exterior por sua causa separatista — Foto: AFP


Nos últimos anos, o número daqueles rezando como judeus no sul da Nigéria aumentou bastante, diz o repórter da BBC Chiagozie Nwonwu, especializado na região.

Isso ocorreu principalmente graças ao grupo Povo Indígena de Biafra (Ipob, na sigla em inglês), que relançou a campanha pela independência dos igbos em 2014.

O movimento é liderado por Nnamdi Kanu, que tem falado a seus seguidores sobre sua alegada origem judaica e incentivado que eles abracem essa fé. O carismático líder chegou a ser supostamente fotografado rezando no Muro das Lamentações, em Jerusalém.

Seus seguidores, no entanto, não são considerados judeus autênticos pelas comunidades mais estabelecidas da Nigéria, já que alguns combinam elementos do judaísmo com cristianismo em suas orações, mais associadas ao judaísmomessiânico.Kanu está agora na prisão, esperando para ser julgado por traição e seu grupo, Ipob, que recentemente pegou em armas, foi banido no país como um grupo terrorista.


"Na primeira vez que o Ipob surgiu, eu chorei na sinagoga. Eu disse: 'Esse garoto veio para nos trazer problemas, porque o que ele está fazendo é desnecessário'", afirma Avichai, um veterano do conflito de Biafra. 


Ele teme que as atividades do Ipob ameacem a prática pacífica da religião judaica nas cerca de 70 comunidades que não têm envolvimento em questões políticas.

 

COMENTÁRIO DO BLOGFUEIRO: Para quem se interessa pelo assunto, recomendo os dois livros de Tudor Parfitt: "Journey to the vanished city" e "Lost tribes of Israel".

Isso aconteceu no início de 2021, quando uma líder da comunidade judaica no sudeste foi presa por um mês depois que sua congregação recebeu três visitantes de Israel.

Eles haviam viajado para filmar a doação de um escrito da Torá — geralmente caro demais para ser adquirido por grupos locais —, mas eram suspeitos de ter ligações com o Ipob e foram deportados.

Um fiel em Gihon me disse que Kanu influenciara sua decisão de entrar para a sinagoga — mas ele considera que a recente transformação da campanha do Ipob em um movimento armado foi contra os princípios do judaísmo.


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO: Para quem se interessa pelo assunto, recomendo os dois livros de Tudor Parfitt: "Journey to the vanished city" er " Lost tribes of Israel".


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO. Para quem se interessa pelo assunto, recomendo os dois livros de Tudor Parfitt: "Journey to the vanished city" e "Lost tribes of Israel"


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO. Para quem se interessa   pelo tema, recomendo  dois livros de Tudor Parfitt: "Journey to the vanished city" e "Lost tribes of Israel".


"Para aqueles de nós que conhecem nossas raízes, nós confiamos na nossa identidade", diz ele. "Se os cristãos e os muçulmanos podem aceitar os seus e apoiá-los, então acho que os judeus também deveriam mostrar alguma disposição."

Yaakov não está interessado em política em torno de sua qualidade de judeu — para ele, o que importa é o aspecto espiritual.


Kanu está agora na prisão, esperando para ser julgado por traição e seu grupo, Ipob, que recentemente pegou em armas, foi banido no país como um grupo terrorista.

"Na primeira vez que o Ipob surgiu, eu chorei na sinagoga. Eu disse: 'Esse garoto veio para nos trazer problemas, porque o que ele está fazendo é desnecessário'", afirma Avichai, um veterano do conflito de Biafra.

Ele teme que as atividades do Ipob ameacem a prática pacífica da religião judaica nas cerca de 70 comunidades que não têm envolvimento em questões políticas.

Isso aconteceu no início de 2021, quando uma líder da comunidade judaica no sudeste foi presa por um mês depois que sua congregação recebeu três visitantes de Israel.

Eles haviam viajado para filmar a doação de um escrito da Torá — geralmente caro demais para ser adquirido por grupos locais —, mas eram suspeitos de ter ligações com o Ipob e foram deportados.

Um fiel em Gihon me disse que Kanu influenciara sua decisão de entrar para a sinagoga — mas ele considera que a recente transformação da campanha do Ipob em um movimento armado foi contra os princípios do judaísmo.

Yaakov não está interessado em política em torno de sua qualidade de judeu — para ele, o que importa é o aspecto espiritual.

Um reconhecimento oficial por Israel da fração de Igbos como ele, como judeus, ajudaria a comunidade religiosa a se tornar mais organizada na Nigéria.

Por exemplo, no momento não existe um rabino chefe, e encontrar produtos kosher pode ser difícil. Eles costumam ser vendidos apenas em algumas lojas de propriedade de judeus estrangeiros — a comunidade geralmente come o que é produzido localmente, para que eles possam seguir as regras kosher.

Yaakov adoraria treinar para se tornar o primeiro rabino nigeriano, algo que só pode ser conseguido estudando numa escola de rabinos ou aprendendo diretamente de um rabino experiente.

Um reconhecimento oficial por Israel da fração de Igbos como ele, como judeus,