...PARA O TURISMO
O Estado da Bahia que comece pelo dever de casa e conclua as obras iniciadas em 2007, na primeira gestão de Jaques Wagner! A Vila Nova Esperança. O Palco móvel do Largo do Pelourinho. A “república” de estudantes andaluzes da rua do Tesouro. Que restaure o convento de São Francisco de Salvador, flagrante exemplo da incompetência dos poderes públicos. O histórico Cine-Teatro Jandaia. O Instituto do Cacau. Que o IPHAN faça sua parte fiscalizando o tsunami de puxadinhos, garagens e esquadrilhas de alumínio.
É preciso realmente importar conhecimento lusitano para enfrentar o óbvio? Não, Excelentíssimo Senhor Governador. Temos de sobra arquitetos, restauradores, historiadores, antropólogos e sociólogos para saber como resolver os problemas do centro antigo da primeira capital do Brasil. De fitinhas do Bonfim, baianas de receptivo e hotéis vazios, estamos cheios. Aliás, Lisboa é a primeira vítima do excessivo turismo predador. No Rossio, a lendária Pastelaria Suíça fechou para transformar o quarteirão em centro comercial e a Fábrica de Cerâmica Sant´Ana, na rua do Alecrim - que, no século XVIII, fez grande parte dos azulejos de nosso convento de São Francisco - está ameaçada de se transformar em mais um hotel.
Os lisboetas cansaram de tanta descaraterização identitária no centro pombalino e em Alfama.
Que me perdoem meus inúmeros amigos “alfacinhas”, mas o exemplo português não serve para a Bahia. Se, porém, quiserem imitar, que se comece por maneirar a especulação imobiliária que está acabando com a cidade. Plantem árvores e flores em vez de toneladas de concreto para mais viadutos e autopistas, mais BRT e monotrilhos, tudo aquilo que está sendo erradicado nos países do Primeiro Mundo. Menos carros e mais verde, Seu Rui!Façam de Salvador inteira uma cidade prazerosa para seus habitantes e os turistas virão lotar hotéis e pousadas. Sem concreto, apelação, bajulação ou subserviência.
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