sexta-feira, 25 de junho de 2021

QUISE SER TRANSGRESORA

Beatriz Gonzalez: do humor à dor



A artista colombiana é conhecida por suas pinturas brilhantes e coloridas que retratam o contexto social traumático de seu país



“Sua arte nos permite refletir sobre nossa postura ética em relação ao país e a situação política em que vivemos’,  escreveu o curador Julian Posada sobre a artista colombiana Beatriz Gonzalez. Aos 81 anos, González é uma das representantes da chamada geração de “mulheres radicais” da América Latina.

Inicialmente, ela era uma pintora tradicional, criando telas inspiradas em nomes como Vermeer e Velazquez. No entanto, logo começou a se interessar pelas imagens mal impressas dos meios de comunicação de seu país.  O início de tudo, aliás, foi quando ela fez uma de suas obras mais famosas, Los suicidas del Sisga I, II e III, todos de 1965. “Esse trabalho foi inspirado por uma história que apareceu na imprensa sobre um casal jovem: o homem, guiado pela insanidade mística, convenceu a namorada a se suicidar, a fim de preservar a pureza do amor. Antes de pular da barragem do Sisga, nos arredores de Bogotá, o casal encomendou um fotógrafo profissional para tirar seu retrato. A foto foi enviada às famílias e, quando a notícia foi divulgada, foi amplamente reimpressa em preto e branco nos jornais locais. A qualidade ou “má qualidade” da imagem despertou meu interesse por isso. Fui atraído pela simplificação dos traços faciais, quase deformada pela discrepância”, explicou a artista em entrevista para a Tate Modern

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