segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MORTE E VIDA SEVERINA

Morte e Vida Severina é um livro de poema regionalista e modernista do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, escrito entre 1954 e 1955 e publicado em 1955.

A obra narra o sofrimento enfrentado por Severino apresentando um poema dramático que relata a dura trajetória de um migrante sertanejo (retirante) em busca de uma vida mais fácil e favorável na capital pernambucana.


Teatro

Adaptada como peça teve sua primeira encenação, autorizada pelo autor, no final da década de 1950, pelo vanguardista grupo Norte Teatro Escola do Pará.[1]

Em 1965, Roberto Freire, diretor do teatro TUCA da PUC de São Paulo, pediu ao então muito jovem Chico Buarque que musicasse a obra, encenada no palco com trinta estudantes e centenas de outros na retaguarda. Desde então sua presença no teatro brasileiro tem sido constante, tendo a referida peça se tornado um sucesso, inclusive recebendo premiação num festival universitário de Nancy, na França (le Quatrième Festival Mondial du Théatre Universitaire), onde foi encenada em 25 de abril de 1966, tendo ali sido bem recebida pela crítica, com destaque em publicações no Le Figaro e no Le Monde.

Em 1966, a peça encenada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo - TUCA foi lançada em Long Play (LP) pela gravadora PHILIPS, e distribuído pela Companhia Brasileira de Discos.


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO.- Foi em Lisboa que tive a oportunidade de assistir, com profunda emoção, a esta obra-prima. A companhia da PUC voltrava do Festival de Nancy. Salvo erro, só se apresentaram uma noite num teatro da Avenida da Liberdade. Poucas vezes em minha longa vida me emocionei tanto com uma montagem teatral. 

Estava pensando nisso quando assisti ao musical Torto Arrado onde tudo é carregado, exagerado e gritado, com exagero de chavões. Não costumo ser saudoso, achando que antigamente tudo era melhor. Mas neste caso, não há dúvida: perdeu-se a receita.




 

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