
domingo, 3 de junho de 2018
sábado, 2 de junho de 2018
FESTA NA LADEIRA
VAI SER UMA FESTA/PROTESTO
PELOS 25 ANOS DE ABANDONO DAQUILO
QUE DEVERIA TER SIDO A 7° ETAPA
NEM PRECISAMOS DE LONGO TEXTO EXPLICATIVO
BASTA OLHAR PARA ESTAS DUAS FOTOS
PERFEITO SÍMBOLO DA INDIFERÊNCIA
DAS AUTORIDADES PELA MEMÔRIA,
PELA CULTURA E...
PELO TURISMO!
PULCINELLA
ENCANTADO COM O ÚLTIMO CONCERTO DA ORQUESTRA SINFÓNICA DA BAHIA, FUTUQUEI NO YOUTUBE E ACHEI ESTE BALÉ BASEADO NA OBRA DE IGOR STRAVISNKY.
ESTA PEÇA FOI ENCOMENDADA PARA OS BALLETS RUSSES E O CENÁRIO ORIGINAL FOI PINTADO POR PICASSO.
Stravinsky - Pulcinella - balé - suite
A Suite Pulcinella, com sua elegância e originalidade, é o coroamento da fase em que Stravinsky permaneceu retirado em seu refúgio na Suíça, quando dedicou-se particularmente à criação de uma grande e inspirada série de obras de câmara. Isto se deu um ano antes de sua mudança para Paris. Terminada a 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso a 15 de maio do mesmo ano, Pulcinella nasceu não só da encomenda de Sergei Diaghilev para o seu balé russo, mas foi também a realização, para Stravinsky, de um antigo sonho de trabalhar com Picasso, com quem há muito se identificava esteticamente. Já de seus encontros com o genial pintor espanhol nos idos de 1917, em Roma e Nápoles (onde Stravinsky estivera para reger Pássaro de Fogo e Fogos de Artifício com o balé russo), nascera o acordo entre os dois de trabalharem juntos no resgate de antigas aquarelas italianas para o palco das "commedia dell"arte" renascentistas. A encomenda de Diaghilev vinha de encontro a uma fase em que Stravinsky se ocupava intensamente com música antiga. Diaghilev sabia disso e não perdeu a oportunidade de se aproveitar destas condições favoráveis ao descobrir, em Nápoles e Londres, a música de Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736), que o encantou e seduziu. A ela juntou o texto escolhido de um compêndio composto por várias comédias do folclore napolitano, manuscrito datado de 1700 e encontrado em Nápoles, do qual foram excluídos os nomes dos autores. O texto chamava-se Os Quatro Pulcinellas Iguais e contava a história de Pulcinella, um rapaz aventureiro, amado por todas as moças do lugar e odiado pelos noivos destas. Então três destes enciumados rapazes se fantasiaram de Pulcinella e se apresentaram às suas noivas como tal, aproveitando-se da situação para atacar e se ver livre do que eles achavam ser o verdadeiro Pulcinella. Só que aquele que eles deixam estirado no chão como morto, pensando com isto terem se livrado de seu rival, não era outro senão um sósia que Pulcinella colocara em seu lugar ao perceber toda a trama. Pulcinella, então, fantasia-se de mágico, faz uma cena como que ressuscitando o morto e acaba casando os três noivos com três das noivas, tomando para si próprio a Pimpinella como mulher, a quem ele queria. Para o balé de oito cenas, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram não só com a sua genialidade, mas também com a de Picasso – que se encarregou dos cenários e dos costumes, a de Massine, responsável pela coreografia, e a de Diaghilev, dirigindo o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, a qual teve sua revisão definitiva em 1949.
Outro comentário
Em 1919, Diaghilev, o diretor dos Ballets Russes de Paris, concebe um novo projeto: Pulcinella (Polichinelo), um espetáculo com personagens da Commedia Dell"Arte. O cenário e os figurinos acabaram sendo realizados por Picasso e a música por Stravinsky, baseada em temas atribuídos a Pergolesi (1710-1736). A música de Stravinsky até então era marcada pela inspiração na arte popular russa, em obras como Pribaoutki, Sagração da Primavera e Petruchka, as duas últimas também em colaboração com Diaghilev. Pulcinella tem um valor simbólico na trajetória do compositor, caracterizando o momento em que ele passa a olhar para o passado. Ouvimos aqui uma recriação de obras caídas no esquecimento, de compositores do século XVIII, entre eles Giovanni Baptista Pergolesi, Alessandro Parisotti, Domenico Gallo, Carlo Ignazio Monza e Unico Wilhelm van Wassenaer. As melodias e harmonias originais são mantidas intactas, assim como a duração e a estrutura das peças. Stravinsky opera basicamente com o timbre, procurando novas cores harmônicas e redistribuindo o material original numa orquestração "caleidoscópica". Em seu livro Stravinsky, Boucourechliev define este processo: “Neoclássica, Pulcinella não o é: trata-se de uma obra propriamente clássica, inteiramente composta, ou antes, recomposta a partir de músicas existentes”. Para Stravinsky, esta peça marca uma descoberta do passado que o nortearia dali por diante. A partir daí, ele faria novas recriações, baseando-se em obras de Gesualdo, Bach e Tchaikovsky, por exemplo. Mas Pulcinella tem também um significado no contexto da música do século XX. Ao mesmo tempo em que ouvimos um grande criador, uma sutilíssima invenção timbrística, ouvimos também a substituição do presente pelo passado na criação. Um crítico diria: “Em todas essas composições planeja o artesanato mais perfeito, unido ao mais inatual dos anacronismos. (...) A rigor, os retornos sucessivos de Stravinsky não significam outra coisa que a incapacidade de escrever música nova, criando seu próprio estilo”. Hoje, após tantos anos, podemos ver que as tentativas de outros compositores de escrever "música nova", mesmo de altíssima qualidade, também não resolveram o beco sem saída da música erudita no século XX. Este trágico século deixou uma marca profunda também nesta arte. Será necessário compor hoje música do passado para criar algo de belo?
Texto de Maurício de Boni
AMANHÃ TEM FESTA NA LADEIRA DO CARMO
Não é para menos. Afinal são 25 anos – um quarto de século, gente! - que os moradores de três imóveis da ex-rua Luiz Viana foram obrigados a sair pelo IPAC para reparos gerais e nunca mais voltaram. Nem por isso as reformas foram executadas. As fachadas receberam estruturas de ferro para não caírem acima dos passantes e não se falou mais no assunto. Hoje, os telhados desapareceram, o mato invadiu os cómodos, pivetes e drogados se escondem nas ruínas. Quem é responsável pela costumeira omissão? Ninguém, como o leitor pode imaginar. Vivemos na cultura do empurra-com-a-barriga. Coincidência ou não, é exatamente neste trecho, mais deserto que o resto da ladeira, onde os turistas são assaltados por moleques que desaparecerão rapidinho pela escadaria da igreja do Passo. Seria fácil identificar, mas as câmeras da PM “estão neste momento desativadas”. Ou seja: nunca funcionam por falta de manutenção.
O Hotel do Convento vai mal, muito mal. Supõe-se que por erros administrativos, mas ninguém duvide: o fato de tantos turistas das pousadas e hotéis da área serem assaltados na dita ladeira contribui fortemente para a sensação geral de insegurança. O resultado se mede na diminuição do turismo em Salvador, quaisquer sejam as afirmações oficiais.Então, porque uma festa? Muito simples. Reclamar para nada serve. Somos governados pelos três macacos: o surdo, o cego e o mudo. “Eu não sabia de nada”, a curiosa declaração de um presidente do Brasil, aplica-se perfeitamente a profunda indiferença dos órgãos ditos competentes. E não é de hoje. Em 1989, a então SPHAN, que mais tarde mudaria de sigla para IPHAN, era criticada pela excessiva burocracia e total incapacidade em aplicar sanções radicais aos excessos cometidos. Resultou na demissão do superintendente Eduardo Simas, inconformado com alterações ilegais na loja de pedras Gerson, monstrengo erguida frente ao Convento do Carmo. O que mudou três décadas passadas? Pouca coisa a não ser que os últimos responsáveis do dito órgão federal, além de não serem profissionalmente habilitados para o cargo, são donos de “La vue” muito curta, movidos por outros interesses que não a salvaguarda do patrimônio histórico e cultural da Bahia.
Vamos chorar o leite derramado? Não! Vamos nos divertir. O humor e a ironia ainda são a melhor arma contra a má fé daqueles que pagamos para não cumprir com suas obrigações.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
NÃO ÁS NOMEAÇÕES POLÍTICAS!
Servidores do ICMBio rejeitam nomeação política. MPF e SOS Mata Atlântica também.

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