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Muito antes dos debates contemporâneos sobre identidade de gênero, culturas da antiga Mesopotâmia valorizavam a fluidez fora do padrão binário

As evidências arqueológicas e textuais mostram que esses indivíduos não ocupavam posições importantes apesar de sua ambiguidade de gênero, mas justamente em razão dela. Dois grupos se destacam entre os registros históricos: os assinnu, ligados ao culto da deusa Ištar, e os ša rēši, integrantes da elite da corte real.
A Mesopotâmia correspondia à região situada entre os rios Tigre e Eufrates, abrangendo principalmente o território do atual Iraque, além de partes da Síria, Turquia e Irã. Conhecida como parte do Crescente Fértil, essa área foi berço de algumas das mais antigas civilizações da história, incluindo sumérios, acadianos, assírios e babilônios.
Os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de argila, sistema posteriormente adotado por outras culturas da região para registrar diferentes variantes da língua acadiana, considerada a mais antiga língua semítica conhecida. É justamente nesses documentos que aparecem referências às funções desempenhadas pelos assinnu e pelos ša rēši.

Os assinnu exerciam suas atividades como servidores religiosos da deusa Ištar, uma das principais divindades do panteão mesopotâmico. Conhecida entre os sumérios como Inanna, ela reunia atributos ligados ao amor, à sexualidade, à fertilidade e também à guerra. Além disso, era considerada responsável por legitimar o poder dos reis.
Segundo a tradição mitológica, a morte de Ištar durante sua descida ao mundo inferior interrompia toda a reprodução na Terra, demonstrando sua importância para a continuidade da vida. A manutenção de seu culto era entendida como essencial para garantir o equilíbrio entre os deuses e a humanidade.
Como responsáveis pelos rituais dedicados à divindade, os assinnu tinham a missão de cuidar dos templos, conduzir cerimônias religiosas e assegurar que a deusa fosse devidamente cultuada.
O próprio significado do termo assinnu oferece pistas sobre sua identidade. A palavra acadiana está relacionada a expressões que podem significar “semelhante a uma mulher”, “homem-mulher”, além de também possuir associações com os termos “herói” e “sacerdotisa”. Os registros indicam que essa condição era compreendida como um dom concedido pela própria Ištar.
Um hino sumério atribui à deusa o poder de transformar homens em mulheres e mulheres em homens, alterar suas vestimentas, colocar fusos — tradicionalmente associados ao trabalho feminino — nas mãos de homens e entregar armas às mulheres, reforçando sua capacidade divina de transcender os papéis de gênero.
Durante muito tempo, alguns estudiosos interpretaram os assinnu como uma espécie de trabalhadores sexuais ligados ao culto religioso. No entanto, pesquisas mais recentes apontam que essa leitura foi influenciada por pressupostos antigos sobre pessoas de gênero diverso e não encontra respaldo consistente nas evidências disponíveis.
Os textos preservados também atribuem aos assinnu capacidades de natureza espiritual. Em um encantamento, por exemplo, pede-se que um assinnu permaneça ao lado do doente para retirar sua enfermidade. Já um presságio do período neoassírio afirma que relações sexuais com um assinnu poderiam trazer benefícios pessoais e remover restrições da vida do indivíduo.Sua influência não se limitava ao campo religioso. Um almanaque neobabilônico afirma que, ao tocar a cabeça de um assinnu, o rei obteria vitória sobre seus inimigos e garantiria a obediência de seu território. Esses registros reforçam o prestígio político associado ao grupo.
Outro conjunto de personagens que ocupava posição privilegiada era formado pelos ša rēši, integrantes da corte real. Tradicionalmente traduzidos como eunucos, eles possuíam, na realidade, um título próprio na sociedade mesopotâmica. A expressão acadiana significa literalmente “aquele da cabeça”, em referência aos mais próximos colaboradores do soberano.
Esses cortesãos exerciam diversas funções dentro do palácio e podiam acumular cargos administrativos, militares e políticos. Sua condição de gênero também é objeto de estudo, tanto por descrições textuais quanto por representações artísticas.
Alguns documentos mencionam que os ša rēši eram inférteis. Em uma inscrição de caráter ritual, por exemplo, deseja-se que o sêmen de uma pessoa seque “como o de um ša rēši que não gera descendentes”.
As representações visuais também chamam atenção por retratá-los sistematicamente sem barba. Na cultura mesopotâmica, a barba simbolizava a masculinidade, o que tornava essa característica um importante marcador de diferença. Ainda assim, os ša rēši utilizavam as mesmas vestimentas dos demais homens da elite, preservando sua autoridade e posição social.
As evidências históricas sugerem que tanto os assinnu quanto os ša rēši ocupavam posições estratégicas justamente porque transitavam entre categorias sociais e de gênero consideradas distintas. Essa condição lhes permitia circular entre diferentes espaços religiosos, políticos e administrativos, desempenhando papéis fundamentais para o funcionamento do Estado e da religião.
Ouissem Belgacem ( em árabe : وسام بالقاسم ; nascido em 16 de janeiro de 1988) é um ex -atleta de alto rendimento e escritor francês de origem tunisiana. Jogou futebol pelo Toulouse FC dos 13 aos 18 anos. Publicou seu primeiro romance autobiográfico, Adieu ma honte , em 2021. Belgacem frequentemente chama a atenção para a homofobia no campo do futebol, que ele teve que deixar para viver sua sexualidade livremente.
Belgacem nasceu em 1988 nos arredores de Aix-en-Provence, na França. Em sua família de origem tunisiana , ele é o caçula, com quatro irmãs mais velhas. Ele foi seduzido pelo futebol e começou a jogar como zagueiro em clubes locais antes de ser descoberto aos 13 anos pelo centro de treinamento do Toulouse FC (TFC). Desde que Belgacem ingressou no TFC, ele trabalhou para se tornar um jogador de futebol profissional, enquanto escondia sua homossexualidade, pois percebeu que o meio não a aceitaria. Ele também sentiu essa homofobia quando jogou na seleção tunisiana na Copa Africana de Nações de 2004 e em alguns clubes nos Estados Unidos:
Todos os dias, eu saía do meu quarto, colocava uma máscara e agia como um homem sério. É exaustivo fazer isso todos os dias. — Ouissem Belgacem
Assim, ele cresceu envergonhado e fazendo questão de esconder sua homossexualidade, o que o deixou deprimido e o levou a abandonar seu sonho de se tornar um atleta profissional.
Belgacem mudou-se então para Londres, onde já não sente vergonha da sua sexualidade. Agora assumidamente gay, publicou a sua autobiografia, Adieu ma honte , em 2021, para provocar debates sobre a homofobia no campo do desporto. Neste primeiro romance, Belgacem revela as dificuldades de aceitar a sua homossexualidade ao viver num bairro operário, crescer numa família muçulmana e progredir no futebol.
Desde o lançamento do seu livro, tem participado em inúmeros eventos de sensibilização contra a homofobia no futebol, incluindo eventos com os jogadores do TFC, os jogadores do Amiens SC , e os membros do clube da igualdade no Liceu Intercomunal Darius-Milhaud em Kremlin-Bicêtre .
Belgacem também é proprietário da empresa OnTrack Sport , que apoia atletas de alto rendimento na gestão de suas carreiras pós-esporte.
Ex-deputado TH Joias é flagrado em relação sexual com líder do CV
Thiego Raimundo dos Santos Silva foi preso no início do mês, suspeito de intermediar a compra e venda de armas para a facção
Em meio às investigações da Operação Zargun, câmeras de segurança no Complexo do Alemão flagraram o ex-deputado TH Joias (ex-MDB) em cenas íntimas com o traficante Gabriel Dias Oliveira, o Índio, líder do Comando Vermelho.
Os registros mostram o ex-parlamentar acariciando a coxa do faccionado enquanto se masturbava, em momentos de encontro sexual.
As imagens, divulgadas nesta segunda-feira,15, pelo portal Metrópoles, revelam a natureza extraordinariamente pessoal (e íntima) da relação entre o político e o criminoso — um vínculo que vai além das transações financeiras em investigação.
O flagra, no entanto, já era comentado no X desde abril.
Suposto amante de Jair Renan Bolsonaro vaza fotos íntimas do casal
Nas últimas semanas, rumores sobre um suposto relacionamento entre Jair Renan Bolsonaro e seu ex-assessor, Diego Pupe, começaram a circular nas redes sociais, gerando grande debate público. Para intensificar as alegações, o ex-assessor optou por divulgar fotos do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vestindo apenas um calção, em um momento de intimidade na cama.
Essas fotos, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, foram compartilhadas com a jornalista Fábia Oliveira nesta terça-feira (10/10), ampliando ainda mais a controvérsia em torno do assunto.
À colunista, Diego confidenciou que passou a ser ameaçado depois de expor o suposto relacionamento amoroso com Renan. Ele disse que precisou contratar segurança particular e, agora, só se locomove de carro blindado.
Recentemente, Diego também virou alvo das notícias envolvendo Renan porque prints de conversas que os dois teriam tido acabaram sendo vazadas na imprensa. Nesses bate-papos, Renan pediria ao suposto ex-affair para não terminar com ele e até pediu para ter relações sexuais com o rapaz.
Ao colunista Leo Dias, Renan negou o romance e disse que o ex-assessor era também um amigo. Sem citar pormenores, o filho de Bolsonaro sugeriu que Diego pode estar a serviço do atual presidente do Brasil, Lula (PT), oponente do pai.
Eduardo Bolsonaro, postou um story comentando o assunto, mas em seguida apagou.
Confira:

“Alan Turing terminou com sua própria vida em 7 de junho de 1954. Mordeu uma maçã com cianeto e comeu uma dentada dela.
Fê-lo porque o governo britânico o castrou quimicamente, humilhou-o e processou-o por ser gay. É por isso que há uma maçã mordida no logotipo da Apple...
Em homenagem a Alan Turing. Inventou a ciência da computação e usando seus primeiros desenhos decifrou o código Enigma - a máquina criptografada que os nazis e o exército alemão usaram para comunicar comandos secretos uns com os outros durante a guerra mundial - como consequência salvou milhões de vidas humanas e trouxe-nos para a era moderna da informática.