quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O PATRIMÔNIO ABANDONADO...

 ...E A OPINIÃO PÚBLICA


SALVADOR TEM MUITAS HISTÓRIAS!

A IGREJA DE SÃO MIGUEL CORRE RISCO DE DESABAMENTO.

Localizada no Centro Histórico de Salvador, na Ladeira de São Miguel, na Rua Frei Vicente.
A Igreja de São Miguel possui duas vias de acesso através do Pelourinho e da Baixa dos Sapateiros.
Localizada em um sítio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), próximo de casas e sobrados, na sua maioria datados do século XIX.
Trata-se de uma típica igreja em estilo colonial
Construída no século XVIII, no ano de 1725 e concluída sete anos depois, em 1732.
A fachada ostenta um frontão triangular, possui uma composição clássica, ostentando azulejos policromados, vindo de Portugal, no século XVIII.
Ostenta também na fachada um nicho com a imagem da Virgem e um emblema da Ordem Terceira de São Francisco, com características rococó.
No interior do histórico templo, encontramos imagens sacras de Cristo na Cruz e é claro, de São Miguel.
A igreja não possui torres sineiras.
Foi erguida por Francisco Gomes do Rego, em devoção a dois santos católicos: Bom Jesus de Bouças Crucificado da Via Sacra e a São Miguel.
E a igreja se comprometeria a rezar anualmente, sete missas votivas, em homenagem a Francisco Gomes do Rego, o doador do terreno e construtor do secular templo.
A igreja e a casa anexa ao lado, foram doadas pelo construtor do templo, à Ordem Terceira de São Francisco.
No ano de 1915, no interior do templo foi colocada uma placa em homenagem à memória do construtor, Francisco Gomes do Rego.
O templo foi tombado no ano de 1938.
A Igreja de São Miguel encontra-se abandonada e no ano de 2019 foi fechada ao público em função do desabamento de parte do telhado, inclusive afetando o próprio altar.
  • RISCO DE OUTRO DESABAMENTO
Segundo o jornal Correio (19/08/26), o Ministério Público Federal acionou a Justiça Federal para cobrar medidas urgentes para preservação do templo histórico.
Solicita que as intervenções sejam feitas no prazo máximo de 30 dias e o isolamento da área em até 15 dias.
Ainda de acordo com o Correio, a ação aponta responsabilidade da Ordem Terceira de São Francisco, além do Iphan e dos governos em todas as instâncias.
São riquezas da nossa velha Bahia, lançadas ao descaso e ao desrespeito com o nosso patrimônio.
Lamentável.
Foto/Reprodução da Internet.



Nenhum comentário:

Postar um comentário