domingo, 25 de abril de 2021

ADRIANO E O CARA DA CASA DE VIDRO

 


Queimas de arquivo rondam a casa de vidro. Adriano e Orelha, homenageados pelo clã Bolsonaro, estão mortos. O rastro do dinheiro vai falar?


Três revelações feitas sobre interceptações telefônicas conduzidas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro remetem ao “cara da casa de vidro”, identificado pelo Intercept como o presidente Jair Bolsonaro, que mora no Palácio do Alvorada e trabalha no Palácio do Planalto.

Ao menos dois assassinatos são apontados como possíveis queimas de arquivo relacionadas ao esquema que funcionava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj.

Em 7 de fevereiro de 2007, Flávio fez um discurso improvisado no plenário da Alerj em que elogiou as milícias.

Imaginem se acabassem com o tráfico na Rocinha. O que o Viva Rio vai fazer lá dentro? Não vai ter mais função. Como irá justificar a quantidade de recursos financeiros públicos e privados que recebe para exercer esse trabalho social entre aspas naquele lugar? Então, para essas ONGs, não interessa ter milícia. Se não houver violência, miséria, morte, bala perdida, estupro, eles não terão o que fazer lá, afirmou na ocasião.

Disse mais:

Mas uma coisa deve ser levada em consideração: não podemos simplesmente generalizar, dizendo que esses policiais, que estão tomando conta de algumas comunidades, estão vindo para o lado do mal. Não estão. A diferença é que eles têm sua origem nesses locais e estão preocupados sim, em permanecer ali e combater como eu falei, o que há de pior na criminalidade, seja com a ajuda do batalhão da região, seja com a ajuda de outros policiais colegas de farda. Não importa.

No mês seguinte, Flávio instalou o subtenente da Polícia Militar do Rio, Fabrício José Carlos de Queiroz, como chefe de seu gabinete.

Uma das primeiras ações de Queiroz, no dia 06 de setembro de 2007, foi contratar Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, esposa do então capitão PM Adriano Magalhães da Nóbrega, com passagem pelo BOPE, para o gabinete de Flávio.

Posteriormente, Queiroz também contratou a mãe de Adriano, Raimunda Veras de Magalhães, como “funcionária fantasma”, no chamado esquema de rachadinhas com dinheiro público, que é alvo do inquérito que o hoje senador está tentando extinguir através da anulação de provas.

Flávio sempre atribuiu a Queiroz a responsabilidade pelas contratações, mas ele e o pai certamente conheciam Adriano.

Em outubro de 2003 e em agosto de 2005, Flávio havia proposto respectivamente menção honrosa e medalha Tiradentes a Adriano, a mais alta condecoração da Alerj.

Esta segunda honraria foi dada quando Adriano estava preso, acusado do homicídio de um flanelinha.

A medalha foi entregue a pedido de Jair Bolsonaro — segundo ele próprio admitiu.


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