terça-feira, 10 de março de 2026

COMÉRCIO NO HOSPITAL

 

Por Redação g1 CE

  • A Justiça do Trabalho do Ceará manteve a manteve a demissão por justa causa de um engenheiro civil que trabalhava na Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

  • Ele foi acusado de usar a estrutura do hospital para vender produtos da sua loja e realizar as entregas.

  • O engenheiro também teria permitido, indevidamente, que um funcionário morasse em uma sala do hospital e ainda instalasse uma churrasqueira no local.

  • Na decisão, a Justiça recusou o pedido do engenheiro para reverter a demissão por justa causa e deu razão ao hospital.

Justiça mantém demissão de engenheiro que usava sala de hospital para comércio

Justiça mantém demissão de engenheiro que usava sala de hospital para comércio

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de um engenheiro civil que trabalhava na Santa Casa de Misericórdia de Sobral e foi acusado de usar a estrutura do hospital para vender produtos da sua loja e fazer as entregas. O engenheiro também teria permitido, indevidamente, que um funcionário morasse em uma sala do hospital e até instalasse uma churrasqueira no local.

A sentença foi proferida em fevereiro pela 2ª Vara do Trabalho de Sobral e divulgada somente agora. Na decisão, a Justiça recusou o pedido do engenheiro para reverter a demissão por justa causa e deu razão ao hospital.

Conforme depoimentos colhidos ao longo do processo, o engenheiro utilizava subordinados e veículos do hospital para realizar entregas de mercadorias de uma loja particular, além de comercializar produtos como redes e itens de cama dentro de sua sala no hospital.

Santa Casa de Misericórdia de Sobral, no Ceará — Foto: Luiz Queiroz

Santa Casa de Misericórdia de Sobral, no Ceará — Foto: Luiz Queiroz

O homem também teria autorizado - sem ter competência para tal - que um funcionário residisse em uma sala da unidade de saúde. Uma churrasqueira chegou a ser instalada no local.

Testemunhas também relataram práticas de assédio moral, com uma coordenadora declarando ter sido sistematicamente excluída de decisões e reuniões. Além disso, subordinados eram constrangidos a cumprir ordens fora do escopo do trabalho, como buscar objetos pessoais do gestor em outras cidades.

Quando acionou a Justiça trabalhista, o engenheiro alegou ter sofrido perseguição política dentro do hospital após a mudança na gestão da Prefeitura de Sobral. Ele solicitou a reversão da demissão por justa causa e o recebimento de verbas indenizatórias típicas da demissão sem justa causa, além de indenização por danos morais.

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