quinta-feira, 12 de março de 2026

JUSTIÇA SEM VERGONHA

 


Mesmo com a condenação a 21 anos de prisão, os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva, sentenciados pelo assassinato de Lucas Terra, permanecem em liberdade. O crime, que completou 25 anos, ainda aguarda o desfecho da execução da pena, enquanto a defesa dos réus utiliza recursos judiciais para evitar o cumprimento imediato da sentença.

Atualmente, a família do adolescente vive a expectativa de que o processo retorne à Vara do Júri de Salvador para que a prisão seja finalmente solicitada. Os advogados da família sustentam que, conforme a legislação atual, é possível iniciar a execução da pena logo após a decisão soberana do Tribunal do Júri.
Marion Terra, mãe de Lucas, segue à frente de uma mobilização que já dura duas décadas e meia para que os responsáveis pelo crime, no qual o jovem de 14 anos foi estuprado e queimado vivo em 2001, cumpram o que foi determinado pela justiça.
Para marcar esse período de luta e denunciar a demora judicial, Salvador recebe nos dias 19 e 20 de março o Memorial Lucas Terra. A exposição será realizada no Centro de Convenções do CEO Salvador Shopping, das 10h às 18h, com entrada aberta ao público.
O evento apresenta uma linha do tempo detalhada do caso, documentos históricos e promove um debate necessário sobre os impactos da violência e a impunidade.

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