terça-feira, 21 de janeiro de 2020

UM TAMANDUÁ-MIRIM

Cineasta encontra tamanduá na Serra da Capivara e faz registro inédito


No Piauí para fazer uma pesquisa para um filme sobre a história da pesquisadora Niéde Guidon, a cineasta paulista Kelly Cristina Spinelli pôde presenciar um encontro inédito entre o fotógrafo André Pessoa e um tamanduá-mirim, espécie fundamental para a manutenção da biodiversidade da região, importante inclusive para a conservação das pinturas rupestres, maior patrimônio da reserva ambiental.
O tamanduá se alimenta de uma gama variada de insetos, em especial das formigas e cupins. Com isso, ele controla a população desses animais que, com suas populações descontroladas, terminam construindo casas, ninhos e caminhos nos paredões que abrigam as pinturas rupestres prejudicando a conservação dessa arte milenar.
O encontro inédito entre o fotógrafo conhecido por projetar a imagem da Serra da Capivara mundo afora terminou sendo registrado pela cineasta de uma forma lúdica, com os braços abertos como se quisesse dar um abraço. Com as unhas bem afiadas ele toma essa postura como defesa, como se dissesse: não mexa comigo pois sou forte, grande e valente.
Segundo André Pessoa, apesar de comum na Caatinga, é um bicho difícil de ser avistado, principalmente por ter hábitos noturnos ou crepusculares. “Nos 27 anos que trabalho na região, raras foram as vezes que tive o prazer de documentar esse animal tão bonito. E, quase sempre que isso aconteceu, não tinha ninguém para documentar esse encontro. Dessa vez tive a sorte de estar com uma cineasta”, disse emocionado Pessoa.

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