quinta-feira, 1 de junho de 2017

VIVA GUIDO ARAUJO!

QUE TANTO FEZ PELO CINEMA BAIANO!

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ESCOLA COM MORDAÇA

DEFENSOR DE “ESCOLA SEM PARTIDO” PRESO EM FLAGRANTE DE RACISMO, NA CÂMARA DE VEREADORES DE NITERÓI

Adorador de Bolsonaro mandou quatro meninas negras voltarem para África

por Marcos Romão
Os Sos Racismo Brasil, iniciativa parceira da Mamapress, denuncia há tempos que o projeto “Escola sem Partidos” é um projeto racista.
Um dos seus principais objetivos é amordaçar a conscientização e ensinamento de alunos e alunas negras, que eles tem valor, que não devem aceitar discriminações e, que devem orgulharem-se de suas origens africanas como construtores da nação multiétnica e multirracial brasileira.
Simpatizantes fundamentalistas religiosos da “Escola sem Partidos”, ou na verdade “Escola da Mordaça”, tem tocado verdadeiro horror nas escolas do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, amedrontando com suas pregações alunos e alunas que demonstrem pertencer à religiões de matrizes africanas, ou que simplesmente desejem comemorar os festejos negros, como capoeira e jongo, sem falar do boicote ao Dia Nacional da Consciência Negra em Homenagem ao Herói Nacional Zumbi dos Palmares.
No dia 29 de maio, estes fundamentalistas intolerantes e defensores da tortura e do fascismo, se excederam, e na audiência pública convocada pelo vereador assumidamente de extrema direita, Carlos Jordy (PSC), com a presença na mesa do deputado filho do Bolsonaro, um simpatizante da platéia agrediu racialmente de forma verbal, 4 mulheres negras, aos mandá-las “voltarem à África”, numa clara manifestação pública de racismo, contra o povo negro do Brasil.
Preso em Flagrante, lamentavelmente só por injúria racial, mas que felizmente se condenado terá a mesma pena do crime de racismo, pois a única diferença de uma tipificação ou outra, é que injúria racial é afiançável.
A seguir o relato do Vereador Paulo Eduardo Gomes, que presente na câmara de vereadores, apoiou através de seu mandato, as mulheres agredidas de forma racistana na prestação de queixa na 78ª delegacia Policial.
NOTA DE REPÚDIO AO PROJETO ‘ESCOLA COM MORDAÇA’ E AOS ACONTECIDOS DO DIA 29 DE MAIO NA CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI
O dia 29 de maio de 2017 entrará para a história como um dos dias mais lamentáveis presenciados na Câmara Municipal de Niterói. Uma “audiência pública” convocada pelo Vereador Carlos Jordy (PSC), desde o primeiro momento de sua convocação – e depois no seu próprio andamento – não pretendia ser um espaço democrático onde as posições contrárias de ideias pudessem avançar para o maior esclarecimento dos interessados em dela participar.
Pelo contrário, foi um tipo de comício, cujo objetivo era meramente dar publicidade ao Projeto de Mordaça nas escolas (eufemisticamente chamado de “Escola sem Partido”, na verdade ‘Escola do PSC’ e de outros partidos de direita) e projetar as intolerantes ideias da família Bolsonaro, representado na mesa por seu filho Flávio.
Mas o pior ainda estava por vir. Simpatizantes do referido Projeto de Lei fizeram de sua aparição um festival de bizarrices e intolerância. Havia pessoas trajadas com o símbolo integralista (a versão tupiniquim do fascismo), águia nazista e alguns até mesmo vestindo camisas com a inscrição “Deus, Pátria e Família” (do movimento integralista). Parecia que estávamos no período pré-golpe civil militar que levaria o país a 21 anos de arbitrariedades, torturas, desaparecimento de opositores e outras medidas de triste memória. Um dos momentos mais abjetos se deu quando um adorador de Bolsonaro mandou quatro meninas negras – que se recusaram a cantar o hino nacional ao lado deles – “voltarem para a África”.CRÍTICO NAS ESCOLAS, a participação de estudantes e professores ousou enfrentar o conservadorismo da direita fascista. Gritando “fascistas, machistas, não passarão” e “atenção playboy, Escola sem Partido não vai passar em Niterói”, mostravam sua indignação à tentativa de impor a mordaça nas escolas da cidade. A bancada do PSOL,Talíria Petrone, Tarcísio Motta, do Rio, e eu, fizemos intervenções no sentido da defesa da escola livre de cerceamento e contrária à perseguição aos professores e alunos.
Nosso mandato ainda disponibilizou na noite de segunda o vídeo em nossas redes sociais da prisão deste homem que cometeu agressão, racismo e injúria racial contra 4 garotas negras no plenário da casa. Ele foi preso em flagrante por injúria racial – e nossa crítica vai também à justiça, já que muitos casos de racismo entram como “injúria racial”, considerado um crime menor, de forma a diminuir o fato e o constrangimento passado pela(s) vítima(s). Prestamos também suporte às vítimas, que junto às testemunhas foram à 78ºDP.
Apesar dos terríveis acontecidos, é importante ver que os estudantes e professores representaram sua vontade de manter e aumentar a liberdade na escola. Aliás, esses que tanto se importam com a educação, como ressaltado no plenário, não pressionam os governos estaduais, municipais e federal por maiores investimentos na área, de forma a garantir melhores condições de ensino, infraestrutura e garantir o aprendizado das nossas crianças e adolescentes. São os mesmos que defendem e votam pelo sucateamento dos serviços públicos, para que a partir daí se privatize cada vez mais. São os que supostamente defendem a neutralidade – mas querem ajudar a criar uma geração de jovens que não tem acesso à discussão crítica, uma geração que não ponha medo na casta política do nosso país. É a direita. A direita mostrou bem sua cara: foi racista, comemorou a perseguição sofrida por uma professora do Colégio Liceu Peçanha em Niterói, surgiu com cartaz com os dizeres “Ustra Vive” (Ustra foi um militar chefe do DOI-Codi, responsável pela tortura e morte de opositores no período militar), dentre outras.
Repudiamos com todas as nossas forças os acontecimentos preconceituosos, autoritários e grotescos da noite de ontem, e repudiamos também este projeto inconstitucional.
Junto às entidades de classe como o SEPE e aos estudantes lutaremos contra esse projeto de Escola com Mordaça!

ASSALTADO. DE NOVO.


Resultado de imagem para FOTOS DE ASSALTO  E não, eu não desejo a morte do assaltante. Não desejo que seja linchado. Não desejo que o amarrem a um poste em praça pública. No período mais sombrio de nossa história já tivemos isso: chamava-se pelourinho.
Toda vez que me assaltam (e não são poucas vezes) vem gente (e não é pouca gente) dizendo que eu só não desejo a morte dessas pessoas porque nada de ruim me aconteceu, mas quer ver minha opinião mudar quando minha parceira for estuprada, quando meu filho for esfaqueado, quando eu levar uma bala na cabeça. 
É tanta gente me desejando tanta coisa feia que, no final das contas, fico pensando quem é o criminoso.
Já perdi a conta de quantas vezes fui assaltado, e quantas a mão armada. 
O que eu quero é que essas pessoas (tanto o criminoso ativo, que mata e estupra, quanto o criminoso passivo, que deseja que eu seja morto ou estuprado) sejam reabilitadas e reintegradas ao convívio comigo e o resto do mundo.

EDWARD SNOWDEN EM PORTUGAL

EDWARD SNOWDEN VEIO A PORTUGAL E ISTO FOI O QUE NOS DISSE

DIVULGOU UM DOS MAIORES PROGRAMAS DE ESPIONAGEM DO MUNDO. PARTICIPOU ESTA SEMANA NAS CONFERÊNCIAS DO ESTORIL.



Para quem viu o filme e o documentário, a história de Snowden não deverá ser desconhecida. Norte-americano de nascimento e de coração, trabalhou na CIA e na NSA porque acreditava que o trabalho destas agências era bom para o seu país. Mas depressa se apercebeu dos programas de vigilância massiva dos cidadãos, que em vez de “salvarem vidas” (palavras do próprio), respondiam a interesses políticos e económicos.

Foi então que decidiu arriscar e quebrar até as regras mais inquebráveis – pegou em informações até então confidenciais do Governo norte-americano e passou-as aos jornalistas do The Guardian. Deixou nas mãos de Gleen Greenwald e da sua equipa o trabalho de analisar toda a documentação sobre os programas secretos da NSA e de definir o que divulgar, tendo por base o interesse público.
O caso resultou num dos maiores leaks da história política mundial. Snowden teve de se proteger, refugiando-se em Moscovo, capital da Rússia, país que lhe ofereceu asilo depois de os Estados Unidos o considerarem um traidor e o acusarem de espionagem, querendo detê-lo e fazer-lhe coisas das quais ainda hoje não temos ideia concreta. Desde 2013, Snowden escreve regularmente no Twitter, tendo-se tornado um activista dos direitos humanos, cuja voz é ouvida por milhões de pessoas em todo o mundo. Faz algumas raras aparições públicas através da Internet, participando em conferências e debates como esta terça-feira, nas Conferências do Estoril. Em baixo podes conferir alguns dos momentos mais marcantes do seu discurso.

“Somos nós, enquanto sociedade, que temos de resolver os problemas”

“Todos podemos ver o caminho que nos delinearam, pavimentado com medo”, mas, nas palavras de Edward Snowden, temos a capacidade para mudarmos de rumo. Só precisamos de “ser corajosos” e de “não ficar à espera de um político que nos salve”.
“Somos nós, enquanto sociedade, que temos de resolver os problemas. É preciso metermos mãos à obra, agirmos e mudarmos o mundo”, disse Snowden. “O Governo não vai agir de acordo com o interesse do público, a não ser que tenha de o fazer.” Na sua visão, temos agora novas tecnologias para defendermos os direitos humanos e podermos liderar e não ser liderados. “Se criarmos mecanismos, laços de fraternidade entre países e comunidades, de forma política e justa, podemos criar um ambiente mais justo para nós e para as nossas crianças.”
Edward Snowden diz que as revelações sobre a operação da NSA foram uma “acção necessária” e voltou a explicar o porquê de ter entregue essa tarefa a jornalistas: eram eles que, melhor que ninguém, sabiam o que era de interesse público, conseguindo fazer o filtro adequado de toda a informação que lhes passou.

“Está mais próximo a cada ano que passa”

Snowden mostrou que já esperava o não-perdão de Obama, apesar de ter sido montada uma campanha no final do seu mandato. Recordou que “Obama foi um dos mais embaraçados com as revelações” e referiu ainda: “Em segredo, em vez de terminar estes programas, estendeu-os e expandiu-os. Tornou o seu uso mais comum, normalizou o que tinha sido um programa impopular e ilegítimo da administração de George Bush”, que deixou de ser uma “cena republicana” e passou também a ser uma “cena democrata”.
Ainda assim, Edward Snowden acredita que o regresso aos EUA “está mais próximo a cada ano que passa”. Deu como exemplo um antigo delator norte-americano que também foi fortemente criticado em praça pública, mas que com o passar do tempo a população começou a perceber que não tinha agido contra a pátria, mas que o que fez foi um favor a todos.
Snowden, recorde-se, já se disponibilizou a comparecer perante a justiça norte-americana, só com uma única condição – poder explicar o motivo pelo qual fez as revelações. Os Estados Unidos nunca aceitaram e o delator então está asilado na Rússia.
Símbolo da luta não só pela privacidade mas também pelos direitos humanos, pela liberdade de expressão e pela democracia, Edward Snowden respondeu a algumas questões da audiência. Foi notório o entusiasmo nas caras da meia dúzia de pessoas com quem tive a oportunidade de falar, com o homem responsável pela divulgação dos maiores programas de espionagem do mundo. Snowden foi tratado como um “um verdadeiro herói”, elogio ao qual o próprio sempre fugiu. Preferiu colocar o heroísmo – se é que existe algum – do lado dos jornalistas.

AS CONFERÊNCIAS DO ESTORIL

Conheça os oradores das Conferências do Estoril





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