QUE TANTO FEZ PELO CINEMA BAIANO!

Mas o pior ainda estava por vir. Simpatizantes do referido Projeto de Lei fizeram de sua aparição um festival de bizarrices e intolerância. Havia pessoas trajadas com o símbolo integralista (a versão tupiniquim do fascismo), águia nazista e alguns até mesmo vestindo camisas com a inscrição “Deus, Pátria e Família” (do movimento integralista). Parecia que estávamos no período pré-golpe civil militar que levaria o país a 21 anos de arbitrariedades, torturas, desaparecimento de opositores e outras medidas de triste memória. Um dos momentos mais abjetos se deu quando um adorador de Bolsonaro mandou quatro meninas negras – que se recusaram a cantar o hino nacional ao lado deles – “voltarem para a África”.CRÍTICO NAS ESCOLAS, a participação de estudantes e professores ousou enfrentar o conservadorismo da direita fascista. Gritando “fascistas, machistas, não passarão” e “atenção playboy, Escola sem Partido não vai passar em Niterói”, mostravam sua indignação à tentativa de impor a mordaça nas escolas da cidade. A bancada do PSOL,Talíria Petrone, Tarcísio Motta, do Rio, e eu, fizemos intervenções no sentido da defesa da escola livre de cerceamento e contrária à perseguição aos professores e alunos.Nosso mandato ainda disponibilizou na noite de segunda o vídeo em nossas redes sociais da prisão deste homem que cometeu agressão, racismo e injúria racial contra 4 garotas negras no plenário da casa. Ele foi preso em flagrante por injúria racial – e nossa crítica vai também à justiça, já que muitos casos de racismo entram como “injúria racial”, considerado um crime menor, de forma a diminuir o fato e o constrangimento passado pela(s) vítima(s). Prestamos também suporte às vítimas, que junto às testemunhas foram à 78ºDP.Apesar dos terríveis acontecidos, é importante ver que os estudantes e professores representaram sua vontade de manter e aumentar a liberdade na escola. Aliás, esses que tanto se importam com a educação, como ressaltado no plenário, não pressionam os governos estaduais, municipais e federal por maiores investimentos na área, de forma a garantir melhores condições de ensino, infraestrutura e garantir o aprendizado das nossas crianças e adolescentes. São os mesmos que defendem e votam pelo sucateamento dos serviços públicos, para que a partir daí se privatize cada vez mais. São os que supostamente defendem a neutralidade – mas querem ajudar a criar uma geração de jovens que não tem acesso à discussão crítica, uma geração que não ponha medo na casta política do nosso país. É a direita. A direita mostrou bem sua cara: foi racista, comemorou a perseguição sofrida por uma professora do Colégio Liceu Peçanha em Niterói, surgiu com cartaz com os dizeres “Ustra Vive” (Ustra foi um militar chefe do DOI-Codi, responsável pela tortura e morte de opositores no período militar), dentre outras.Repudiamos com todas as nossas forças os acontecimentos preconceituosos, autoritários e grotescos da noite de ontem, e repudiamos também este projeto inconstitucional.Junto às entidades de classe como o SEPE e aos estudantes lutaremos contra esse projeto de Escola com Mordaça!

“Somos nós, enquanto sociedade, que temos de resolver os problemas”
“Está mais próximo a cada ano que passa”
