Pense bem antes de responder.
Flávio Bolsonaro já foi denunciado no caso das rachadinhas por peculato e lavagem; a denúncia acabou rejeitada depois que provas foram anuladas, sem julgamento do mérito das acusações.
Hoje é formalmente investigado no caso Dark Horse. A PF diz que ele era interlocutor direto de Daniel Vorcaro, pediu R$ 131 milhões para o filme e que cerca de R$ 60 milhões foram pagos; o inquérito apura suspeitas de lavagem, evasão de divisas e corrupção.
Durante a campanha, usou em São Paulo apartamento de Willer Tomaz que antes pertencera a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O uso virou questionamento eleitoral.
E há Angra.
Flávio comemorou o aniversário da filha numa mansão de luxo cedida gratuitamente por Tomaz e administrada pela Prime You, empresa da qual Vorcaro fora sócio.
Agora troque um único nome.
E SE FOSSE LULA?
Você pediria investigação? Exigiria explicações? Falaria em corrupção?
Então esse é o teste.
Combater corrupção não é escolher quem merece ser investigado; é conservar a mesma indignação quando muda o sobrenome.
Se a sua régua muda junto com o político, ela nunca foi uma régua; sempre foi uma bandeira.
- Julio Benchimol Pinto
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