sexta-feira, 26 de outubro de 2018

NAS ÚLTIMAS 48 HORAS

Resultado de imagem para CARICATURA DE OPERAÇÃO POLICIAL


Na UEPA, em Igarapé-Açu (PA)

A Polícia Militar, sem mandato, a pedido de uma discente bolsonarista invadiu a aula do prof Mário Brasil (coordenador do curso de ciências sociais) para interrogar o teor ideológico de sua disciplina. Os policiais queriam prender o professor, mas foram interpelados pela comunidade acadêmica.

Na UFGD, em Dourados (MS)


A Polícia Federal, sem mandato, invadiu o DCE (coisa que não ocorria desde o AI-5 na ditadura militar) para apreender material sobre a história do fascismo.
Estudantes membros do DCE foram presos, mas já foram liberadores pelos advogados da Universidade.

Na UFCG, em Campina Grande (PB)


A Polícia Federal, sem mandato, invadiu a sede da ADUFCG, sindicato docente, para apreender material sobre o programa "Universidade é democracia" alegando que fazia propaganda eleitoral.
Na ocasião tentaram prender professores, mas foram interpelados pelas forças da universidade.

Na UFF, em Niterói (RJ)


A Polícia Militar, sem mandato, invadiu o Prédio do ICJ, de Direito, para arrancar a bandeira da UFF ANTI-FASCISTA. Diziam os policiais "anti fascista" é "anti bolsonarista" e portanto não pode.
Implicitamente, sem perceber os pms reconheceram seu candidato como fascista.

As 4 reitorias em questão já se posicionaram. Vão cobrar o caso judicialmente, mas isso é uma onda difícil de conter.

Fico pensando quanto tempo vai levar para invadirem minhas aulas numa disciplina como Geografia Econômica, ou Geografia Política, ou Geografia do Espaço Mundial...

Estamos há um passo de ver o que não víamos desde a ditadura. A polícia matando professores e alunos dentro do campus.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

BAGULHO LOUCO

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O GRANDE AMOR DE FELLINI




A revista italiana Famiglia Cristiana divulga em sua edição mais recente, que irá as bancas nesta quinta-feira, 25, quatro cartas inéditas escritas pelo cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) à sua esposa, Giulietta Masina.
"Você sabe que é verdadeiramente a minha vida. Somente você me traz serenidade, além de fazer companhia, sempre junto à doce Giulietta. Desejo passar mil anos com você", escreveu o diretor, 75 anos depois do casamento e 25 anos depois de sua morte.
A viúva do cineasta manteve as missivas em segredo como uma espécie de testamento espiritual de seu marido. Após sua morte, em 1994 a irmã de Masina, Mariolina, ficou com os documentos, que foram encontrados após cinco anos desaparecidos.

As cartas possivelmente foram escritas em 1992, antes de Fellini se submeter a uma cirurgia, causada por um AVC. "Giuliettina, minha amada, você sempre será uma menininha encantadora e, junto com o seu velhinho, ainda vamos armar muitas confusões.Contigo ao meu lado ainda sou capaz de dar cambalhotas", escreveu.

A PRIMEIRA CINEASTA

El cine tal y como lo conocemos lo inventó una sola mujer: Alice Guy 


Alice Guy-Blaché 
(Saint-Mandé1 de julho de 1873 — Wayne24 de março de 1968) foi uma pioneira no cinema francês. 


 É comumente reverenciada como a primeira cineasta e roteirista de filmes ficcionais, vista como uma visionária no uso do cronofone de Gaumont para a sincronização de som, colorização, elenco interracial e uso de efeitos especiais.


 Alice dirigiu mais de mil filmes durante vinte anos anos de carreira, administrou seu próprio estúdio e serviu de inspiração para vários artistas, como Alfred Hitchcock e Barbra Streisand





MUITO MAIS:

UMA FOTO...

...PODE VALER MAIS QUE MIL PALAVRAS

The image was snapped at a protest against Israel's blockade of Gaza on October 22 [Mustafa Hassona/Anadolu]

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

ADEUS, DEMOCRACIA,,,

Folha de S.Paulo pede proteção à PF por ameaças a profissionais após reportagem sobre Bolsonaro


Folha de S.Paulo entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nessa terça-feira (23) pedindo à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar ameaças contra a jornalista Patrícia Campos Mello e o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Os ataques, segundo o jornal, começaram após a publicação, na última quinta-feira (18), da reportagem "Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp".
Para a Folha, há indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa. De acordo com o jornal, Patrícia, que é autora da reportagem, recebeu centenas de mensagens nas redes sociais das quais participa e por e-mail. Outros dois repórteres que colaboraram para a reportagem foram vítimas de mensagens difamatórias.
Apenas entre sexta-feira (19) e essa terça (23), um dos números de WhatsApp mantidos pelo jornal recebeu mais de 220 mil mensagens de cerca de 50 mil contas do aplicativo. O candidato a presidente do PSL, alvo da reportagem, também fez ameaça à Folha. “A Folha de S.Paulo é a maior fake news do Brasil. Vocês não terão mais verba publicitária do governo. Imprensa vendida, meus pêsames”, atacou.
A matéria da Folha diz que empresários ligados a Bolsonaro contrataram empresas para disparar, de maneira ilegal, mensagens com ataques contra o PT. A prática, se comprovada, configura crime.
Para o diretor do escritório da ONG Repórteres Sem Fronteiras na América Latina, Emmanuel Colombié, "os ataques do candidato Jair Bolsonaro e de seus apoiadores contra o jornal Folha de S.Paulo são inaceitáveis e indignos de um partido que pretende governar o país".  O Comitê para a Proteção dos Jornalistas também se manifestou pedindo às autoridades brasileiras que garantam segurança aos dois profissionais.
WhatsApp hackeado
Segundo a Folha, o WhatsApp de Patrícia foi hackeado. Parte das mensagens mais recentes dela foi apagada e mensagens pró-Bolsonaro foram disparadas para alguns dos contatos da agenda telefônica da jornalista.
Patrícia também recebeu duas ligações telefônicas de número desconhecido nas quais uma voz masculina a ameaçou. Em grupos de apoio ao presidenciável do PSL foram distribuídas mensagens convocando eleitores do capitão reformado para confrontar Patrícia no endereço onde aconteceria um evento que seria moderado por ela, na próxima segunda-feira (29), um dia após a eleição.
Além de Patrícia, outros dois repórteres que colaboraram para a reportagem, Wálter Nunes e Joana Cunha, também foram alvo de um meme falso. O outro profissional que entrou na mira de apoiadores de Bolsonaro foi o diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, que foi alvo de ameaças, no seu Messenger e em sua casa.
Ainda foram disseminadas nas redes sociais uma mensagem com conversa fictícia entre Patrícia e o coordenador da campanha de Haddad, José Sergio Gabrielli, pela qual ele teria encomendado a reportagem, e uma foto com uma mulher desconhecida abraçada a Haddad, como se fosse a jornalista.

ROUBO NA CATEDRAL


Quantas vezes, seja na imprensa escrita ou nas redes sociais tenho reclamado da ausência de qualquer política séria de preservação do patrimônio cultural e artístico da Bahia e, temo, do resto do Brasil? 



Em agosto, tive a oportunidade de fotografar o que resta da extraordinária igreja de Nossa-Senhora do Vencimento, no município de São Francisco do Conde, um dos mais ricos do Brasil. Muito pior é o desaparecimento da igreja de Nossa-Senhora da Encarnação de Passé, do século XVII, onde assisti ao enterro de um amigo em 1982. Dos altares, dos azulejos seiscentistas e do sino se tem mais rastro. 



Nos anos 90, quando o IPAC utilizou a Igreja do Passo como escritório, desapareceram 2 imensos lampadários de prata maciça, cinzelada e puxada. O fato mereceu artigo na imprensa, mas não houve o mínimo inquérito. 
Por quê?
Sejamos realistas: a Bahia despreza sua história.
O Estado é cego e surdo.
Os municípios, ignorantes e indiferentes.
O órgão responsável a nível federal atravessa invernos, primaveras, outonos e verões sem justificar a que veio.
Estou falando, sim e o dedo em riste, do IPHAN. 

Para prosseguir uma obra dentro das exigências, o Trapiche Barnabé esperou um ano e meio e só obteve o alvará pela insistência do então ministro Juca Ferreira.

O estado de calamidade do Convento de São Francisco é desesperador.

Os puxadinhos no Santo Antônio, mesmo denunciados em primeira página dos jornais, continuam crescendo pornograficamente.



Após quase quatro anos de restauração, com grandes pompas, 17 milhões de reais, arcebispo, três ministros e destaque nas televisões, a antiga igreja dos jesuítas, hoje catedral, foi reaberta ao público. 
O resultado é magnífico. Fiquei realmente deslumbrado. 

Mais entusiasmado fiquei quando soube que o precioso monumento fora dotado de 109 sensores de incêndio e de 25 câmeras para vigiar tamanho tesouro. Só lamento que estas câmeras não estivessem instaladas antes da obra iniciar. 


ANTES DA CATEDRAL DE SALVADOR
ENTRAR EM RESTAURAÇÃO...


 E DEPOIS !!!

Teriam evitado que, durante a restauração, o raríssimo sacrário do fim do século XIX fosse depenado de seus ouros e brilhantes. Quem é responsável? É provável que, como de costume, haja um destes “empurra com a barriga” e que nem a empresa, nem a igreja nem o IPHAN assumam a escandalosa displicência. 



Quanto à imagem de Santa Úrsula do século XVIII, descascada apressadamente a procura de uma pintura original inexistente, foi inteiramente repintada. Paciência. Fosse de gesso, os fiéis rezariam com o mesmo fervor. Antes de terminar, uma curiosidade: será que nestes quatro anos, não se teve tempo de mandar imprimir os recibos justificando a cobrança dos modestos R$5,00 da visitação? Por princípio recusei pagar.