terça-feira, 30 de maio de 2017

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PRÉDIOS QUALIFICAM BAIRROS

Como o uso misto e a preservação de prédios históricos qualificam os bairros

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    Muitas cidades reconhecem a importância e o significado de seus antigos prédios ou construções que, pequenos ou grandes, resistem ao tempo para continuar a contar um pouco do passado daquele local, fazem reviver lembranças ou então suscitar a curiosidade de quem observa e procura saber mais sobre a história. Muitas outras não dão o mesmo valor para esses prédios e acabam cedendo o espaço a projetos imobiliários que buscam cada vez mais áreas para edifícios cada vez mais altos. Já outras apenas permitem que o tempo e a falta de preservação os derrubem. Um estímulo para mudar os dois últimos cenários pode estar nas revelações de estudos já realizados a respeito: cidades com edificações mais antigas e menores registram mais altas densidades, diversidade, maior número de pequenos negócios e atividades empreendedoras e mais habitações acessíveis.
    "Ideias ultrapassadas podem às vezes usar novas edificações. Novas ideias devem usar antigas construções. Cidades precisam tanto de edifícios antigos que é provavelmente impossível que ruas e bairros dinâmicos possam crescer sem eles." - Jane Jacobs


    A frase de Jane Jacobs resume o objetivo do trabalho da iniciativa ReUrbanism. Criada pela organização norte-americana National Trust for Historic Preservation (NTHP), o ReUrbanism (“reurbanização”, em tradução livre) trabalha junto às cidades para desenvolver formas de adaptar o uso de prédios como ferramenta fundamental para o crescimento econômico e a promoção de comunidades vibrantes. A famosa urbanista é, de fato, uma das maiores inspirações para o projeto, que segue os mesmos princípios de comunidades mais inclusivas, equitativas e criativas defendidos por Jacobs.
    A ideia difundida pela ReUrbanism é a de que, para transformar os lugares onde vivemos em lugares que amamos, antigas construções são componentes vitais e insubstituíveis e sua presença fortalece e enriquece esses locais. “Esses espaços surgem organicamente onde as pessoas escolhem se reunir e a partir das histórias locais que gostariam de ver preservadas”, diz o site da organização.
    O grupo desenvolveu o Atlas do Reurbanismo, ferramenta que mapeou 50 cidades para explorar as conexões entre os elementos físicos do desenvolvimento urbano e uma variedade de 40 aspectos econômicos, sociais e ambientais. É importante destacar que a pesquisa não considerou apenas construções antigas grandiosas ou consideradas históricas, mas qualquer obra que eles consideram com um papel local, uma personalidade.

    Dessa forma, descobriram que, em uma cidade como Nova York, ao comparar áreas com edificações grandes e novas com quarteirões antigos, cheios de “personalidade”, menores e com datas variáveis de construção, os últimos possuem quase duas vezes mais empresas pertencentes a mulheres e a minorias; o dobro do número de empregos em pequenos e novos negócios; além de maior diversidade entre os residentes em termos de raça, nacionalidade e orientação sexual.
    Um relatório elaborado pelo NTHP uniu os dados coletados em três cidades com fortes mercados imobiliários e antigos e extensos tecidos urbanos: São Francisco, Seattle e Washington D.C. O grupo chegou, então, a conclusões semelhantes: bairros mais antigos e de uso misto são mais caminháveis; pessoas jovens gostam e preferem morar em prédios mais velhos; a economia criativa prospera em bairros mais antigos e de uso misto; a vida noturna é mais ativa em ruas com uma variedade ampla de idades das construções; distritos mais antigos de negócios e de uso misto possuem maior densidade populacional, sem grandes alturas.

    "Cadeias de lojas, restaurantes e bancos se acomodam em novas construções. No entanto, bares locais, restaurantes estrangeiros, lojas de penhores combinam com edifícios mais antigos. Centenas de empresas convencionais, necessárias à segurança e à vida pública das ruas e bairros e valorizadas pela sua conveniência e qualidade pessoal, podem ser instaladas com sucesso em edifícios antigos, mas são inexoravelmente mortas pela elevada sobrecarga das novas construções." - Jane Jacobs

    Para praticar ações sustentáveis de reuso, reciclagem e reinvenção, a NTHP identificou os 10 princípios do ReUrbanismo:
    1. Cidades só são bem-sucedidas quando funcionam para todos.
    2. Locais antigos proporcionam a particularidade e a personalidade que geram o sucesso.
    3. Bairros antigos são motores econômicos.
    4. Novas ideias, e a Nova Economia, prosperam em prédios mais antigos.
    5. Preservação é a reutilização adaptativa e vice-versa.
    6. Preservação é saber administrar mudanças.
    7. Cidades são para pessoas, não veículos.
    8. O prédio mais verde é aquele que já está construído.
    9. A densidade pode ser atingida de diversas formas.
    10. Todas as comunidades têm histórias e lugares que importam.
  • Toda a pesquisa da organização norte-americana nos faz concluir que uma cidade inteligente é construída também com o que o passado nos oferece, e não só o futuro. Soluções prontas podem estar esquecidas em cada bairro, basta apenas enxergá-las com a importância que merecem. Elementos cada vez mais perseguidos pelas cidades, como caminhabilidade, densidade, diversidade e vitalidade nas ruas, podem ser conquistados com o novo e o velho mesclados, contando o passado e o futuro.

    A ideia difundida pela ReUrbanism é a de que, para transformar os lugares onde vivemos em lugares que amamos, antigas construções são componentes vitais e insubstituíveis e sua presença fortalece e enriquece esses locais. “Esses espaços surgem organicamente onde as pessoas escolhem se reunir e a partir das histórias locais que gostariam de ver preservadas”, diz o site da organização.
    O grupo desenvolveu o Atlas do Reurbanismo, ferramenta que mapeou 50 cidades para explorar as conexões entre os elementos físicos do desenvolvimento urbano e uma variedade de 40 aspectos econômicos, sociais e ambientais. É importante destacar que a pesquisa não considerou apenas construções antigas grandiosas ou consideradas históricas, mas qualquer obra que eles consideram com um papel local, uma personalidade.
    Dessa forma, descobriram que, em uma cidade como Nova York, ao comparar áreas com edificações grandes e novas com quarteirões antigos, cheios de “personalidade”, menores e com datas variáveis de construção, os últimos possuem quase duas vezes mais empresas pertencentes a mulheres e a minorias; o dobro do número de empregos em pequenos e novos negócios; além de maior diversidade entre os residentes em termos de raça, nacionalidade e orientação sexual.
    Um relatório elaborado pelo NTHP uniu os dados coletados em três cidades com fortes mercados imobiliários e antigos e extensos tecidos urbanos: São Francisco, Seattle e Washington D.C. O grupo chegou, então, a conclusões semelhantes: bairros mais antigos e de uso misto são mais caminháveis; pessoas jovens gostam e preferem morar em prédios mais velhos; a economia criativa prospera em bairros mais antigos e de uso misto; a vida noturna é mais ativa em ruas com uma variedade ampla de idades das construções; distritos mais antigos de negócios e de uso misto possuem maior densidade populacional, sem grandes alturas.
    "Cadeias de lojas, restaurantes e bancos se acomodam em novas construções. No entanto, bares locais, restaurantes estrangeiros, lojas de penhores combinam com edifícios mais antigos. Centenas de empresas convencionais, necessárias à segurança e à vida pública das ruas e bairros e valorizadas pela sua conveniência e qualidade pessoal, podem ser instaladas com sucesso em edifícios antigos, mas são inexoravelmente mortas pela elevada sobrecarga das novas construções." - Jane JacobsGua



NO CONVENTO DO CARMO

NESTE EXATO MOMENTO, ESTÁ ACONTECENDO 
MAIS UM SEMINÁRIO SOBRE 
O CENTRO ANTIGO DE SALVADOR.
SERÁ QUE ALGO MUDARÁ AMANHÃ?

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                                                                                                                        FOTO: AGLIBERTO LIMA

DESEMBARGADORES CORRUPTOS

MP denuncia ex-desembargadores por pedido de propina em causa de R$ 500 milhões!

Os ex-desembargadores Clésio Carrilho e Daisy Lago são denunciados por pedido de propina

Os ex-desembargadores Clésio Carrilho e Daisy Lago são denunciados por pedido de propina



NEY MATOGROSSO FALA


UM CORPO NO MUNDO


Cantora e compositora, Luedji Luna nasceu no bairro do Cabula, em Salvador. Foi na capital baiana que deu seus primeiros passos musicais, na Escola Baiana de Canto Popular. Hoje sediada em São Paulo, ela busca referências musicais em artistas brasileiros, como Milton Nascimento, mesclados com referências do reagge dos anos 80.
Por conta da temática imigrante de seu primeiro disco, "Um Corpo no Mundo", atualmente em financiamento coletivo, Luedji vem incorporando também referências africanas, de músicos angolanos e de Cabo Verde.
Luedji é também co-fundadora do Palavra Preta, mostra que reúne compositoras e poetas negras de todo o Brasil.

O QUEIJO SUÍÇO DE MANTEGA

Mantega reconhece que tinha 

US$ 600 mil em conta não declarada

 na Suíça, mas nega propina

Ex-ministro disse que abriu conta antes de assumir cargo na Fazenda. 

No documento, ele também abriu mão do sigilo bancário e fiscal.


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defesa do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega entregou à Justiça nesta segunda-feira (29) um documento em que reconhece a existência de uma conta não declarada na Suíça, com saldo de US$ 600 mil. De acordo com a petição, o dinheiro foi obtido com a venda de um imóvel que pertencia à família e não ao suposto recebimento de propina.
No documento, o ex-ministro disse que a conta foi aberta antes de assumir o cargo na Fazenda. Ele também abriu mão do sigilo fiscal e repassou às autoridades os dados da conta bancária na Suíça. Ainda de acordo com o advogado, Mantega não espera ser perdoado pelo erro fiscal, ao não declarar a conta fora do Brasil.
"Aproveita, outrossim, para esclarecer que não espera perdão nem clemência pelo erro que cometeu ao não declarar valores no exterior, mas reitera que jamais solicitou, pediu ou recebeu vantagem de qualquer natureza como contrapartida ao exercício da função pública, conforme poderá inclusive confirmar o extrato da conta, documento que o peticionário se compromete a apresentar tão logo o obtenha da instituição financeira", diz o advogado.

Alvo da Lava Jato

O ex-ministro da Fazenda foi alvo da 34ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 22 setembro de 2016 e batizada de Arquivo X. Ele é suspeito de ter solicitado pagamentos a campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT), em 2012. O inquérito ainda está correndo na Polícia Federal e não há um processo aberto contra ele.
De acordo com a suspeita, o dinheiro teria sido repassado ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. A solicitação, conforme as investigações, foi feita por Mantega, em novembro de 2012.
Mantega chegou a ser preso no início daquela manhã no Hospital Albert Einstein, onde estava para acompanhar a esposa que tem câncer, mas a prisão foi revogada no início da tarde. Além do ex-ministro, o empresário Eike Batista chegou a ser detido na mesma operação.
Moro decretou o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas bancárias do ex-ministro e de mais sete investigados na 34ª fase.
Ele também é alvo de dois inquéritos que foram abertos no Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de informações obtidas com a delação de executivos ligados à Odebrecht. Os dois procedimentos foram encaminhados a Curitiba, após a quebra do sigilo das delações.