terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

OS PALACETES DE PARIS

MESMO SE NÃO DOMINAR A LÍNGUA FRANCESA, 
DEIXE-SE LEVAR PELA BELEZA DAS IMAGENS


MEU DIÁLOGO COM A CONDER


 Ousei fazer duas simples perguntas a CONDER, cuja incomunicabilidade é histórica.

Vejam o resultado.

DG



Senhoras, senhores.

Com a permanente e costumeira falta de comunicação da CONDER com a comunidade no que diz respeito às obras da rua Direita de Santo Antônio, ouso fazer a esta  estatal duas perguntas:

1.- No caso de fachadas com azulejaria, como vão instalar a nova fiação? Quebrando os azulejos?                                                                        Lembro que nosso bairro é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO.

2.- A diferença de nível entre a calçada da rua e os passeios sendo mínima, é evidente que haverá invasão de carros sobre os ditos passeios. Vocês pensaram em colocar  elementos tipo "gelo baiano"?
Em tempos passados, já me vi obrigado a subir acima de um carro para poder entrar na minha residência. 

Atenciosamente
Dimitri Ganzelevitch


Bom dia!

Sobre as perguntas do morador, a despeito das reiteradas tentativas de desmerecer o trabalho em execução sem respaldo técnico, temos a informar:

1- O trabalho de instalação do cabeamento de energia elétrica e telecomunicações será feito pelo Estado com a supervisão de profissionais arquitetos especialistas em patrimônio;

2- A cota de calçada em relação ao pavimento é em média de 15cm, conforme definição de projeto e Normas Técnicas, excluídas as adaptações necessárias às interferências preexistentes. Aproveitamos a oportunidade para sugerir ao reclamante que, caso pretenda instalar novamente os piquetes que prejudicavam a acessibilidade em frente ao seu imóvel, que consulte os órgãos municipais que regulam logradouros públicos. Como anteriormente o asfalto tinha cota elevada em relação à calçada, salientamos que esse problema está sendo solucionado com a remoção daquele pavimento asfáltico e com a instalação de pavimentação em paralelepípedos.

Continuamos à disposição para dirimir dúvidas técnicas através dos canais oficiais.

A Fiscalização (Márcia Santana e Vitor Pacheco de Souza Reis)



Bom dia!
Agradeço a pronta resposta a minhas duas perguntas.
Lamento informar que não é preciso ser técnico para questionar a qualidade e prazos da obra.
Não sou voz isolada, longe disso.
Atenciosamente
Dimitri Ganzelevitch

ADEUS AO IMPERADOR

Carruagem fúnebre usada no funeral de Louis XVIII da França, em 1824, e no do imperador Pedro II do Brasil, em 1891.




O monarca brasileiro faleceu no Hotel Bedford, em Paris, a 00:35 de 5 de dezembro de 1891, de pneumonia, aos 66 anos, depois de recebido a extrema unção e ter pronunciado roucamente a palavra “Brasil.”



Os mais importantes nomes da França, republicanos, monárquicos, sábios, literatos, além dos brasileiros, alinharam-se no livro de condolências pela morte do ex-imperador. A igreja da Madeleine foi preparada para as exéquias e o governo francês colaborou com os preparativos. Do Brasil, a única voz oficial erguida não foi de luto e sim de protesto. O embaixador brasileiro junto à França protestou perante o cerimonial francês. O tranquilizaram, dizendo estavam prestando as homenagens não a um chefe de Estado, mas a um portador da grã-cruz da Legião de Honra. D. Pedro foi vestido com o uniforme de marechal do Exército brasileiro, com a faixa da Ordem da Rosa, o grande colar, o tosão de ouro no pescoço e no peito a placa do Cruzeiro. O crucifixo mandado para ele, em 1888 pelo papa foi-lhe colocado nas mãos. No caixão, foi posto um travesseiro dizendo ser terra do Brasil.


Junto à princesa de Joinville, a única dos presentes que conhecera o imperador desde criança, estavam diversas cabeças coroadas, representantes de reis e imperadores, da nobreza da França e de boa parte da Europa. Nos funerais de um monarca, até então, nunca se vira tantos maestros, escritores, físicos, médicos e historiadores. Foi a última homenagem da Academia Francesa a um grande intelectual. No final da missa, o caixão do imperador, coberto com a bandeira imperial, foi levado da igreja para o coche fúnebre puxado por oito cavalos negros. Uma divisão do Exército francês, com espada em continência, aguardava o féretro. O ataúde seguia ao som da marcha fúnebre de Chopin pela chuvosa Paris, acompanhado por uma multidão rumo à estação de trem.


De lá, o imperador iria repousar em Lisboa, onde sua esposa, pai, irmã, sobrinhos, madrasta e outros ancestrais o aguardavam.
Pelo menos teve as honrarias merecidas na sua morte.
Fonte: Associação dos Autarcas Monárquicos





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

LE MONDE

 




CINECELULAR



José Umberto *
Fellini provocou um pouco depois da queda do muro de Berlim: “A televisão é um eletrodoméstico.” Essa entrevista irônica antecedia a chegada da internet. O conjunto de transformações tecnológicas prepara a passagem abrupta e radical da mecânica analógica para o dígito binário digital. Perpassa assim o campo cíclico de oscilações como rolo compressor duma sinfônica da metáfora em mutações.
O fotograma é substituído por bits enquanto os templos profanos de massa das salas de exibição convencionais são transferidos para as salas de estar domésticas. Um notebook passa a gênero de primeira necessidade, como a geladeira. Passamos a assistir a uma série, a uma live ou a um filme transitando no metrô ou mesmo sentado absorto no vaso sanitário. A ritualística do espectador na coletiva sala de exibição se mobiliza para a sala de estar da residência privada do telespectador. Ocorrendo uma fratura de posição diante do entretenimento, do conhecimento e da informação.
O cinema assimila as rupturas profundas das mudanças estruturais na economia de mercado contemporânea. Os sofisticados efeitos especiais se compactuam aos games na antevéspera da futurista holografia no cyberspace sintonizados a um compasso de tempo e de memória acelerado e expansivo. Acoplado, simultaneamente, a um espaço concentrado e comprimido. Essa nova circunstância expressa a incerteza e estimula a distopia, ensaiando o território opaco que afunila a patologia com a fenomenologia.
A “sétima arte” (símbolo de contato social) confunde-se hermeneuticamente com o audiovisual, paradigma de consumo de âmbito mais privado. Há vinte anos são introduzidas as plataformas de streaming (modalidades de distribuição) que atua em rede na internet para disponibilizar multimídia. Essa difusão em pouco tempo torna-se mainstream. Com a pandemia da covid-19 o streaming cai como uma luva de demanda: urgência de isolamento social e negação de ajuntamento de pessoas.
Podemos afirmar que ingressamos na potência do invisível. A indeterminação do vírus expõe o corpo a uma situação de mutante vulnerável enquanto as subjetividades arranham a teia do imprevisível. No intervalo, todos passam a ser vigiado no tablado do big brother. Arranhamos, desse modo, as filigranas do totalitarismo onde o desconhecido passa à condição de sujeito. Uma travessia de encontro marcado da semiologia com a neurociência. A curva da era da nanotecnologia abraça o éon da inteligência artificial. No subterrâneo, movimentam-se a regressão e a prosperidade. A invisibilidade do vírus penetra na caverna da esfinge e gera o monstro do medo, indecifrável na sua gélida imprevisão.
O estado de natureza do momento integra o antropoceno que por sua vez, no interior da flora e fauna, o nosso instante está suspenso no antropomórfico. O cinema possibilita testemunharmos, na superfície da cena, a comunidade regida pelo controle de voyeurismo em plantão contínuo. Uma humanidade que preda o meio ambiente enquanto os bichos invadem as cidades sub-repticiamente: hibridação ecológica. O orgânico ascende ao topo de privilégio sanitário e a pulsão de morte ganha celebridade nos interstícios desse contorcionismo eriçado ao desfile das vaidades fracassadas, à medida que o arco arqueia na arcada contra a luz da impermanência.
Os sonhos não serão mais os mesmos. Embora o cinema continue vazando pelas suas técnicas de representação os fragmentos oníricos em jatos de luz e sombra. Nessa seara, desconfia- se que o cinema (por reflexo) absorverá o atual surto infeccioso e realizará sua síntese pós-pandemia. Como se trata de uma língua universal, patrimônio de sensibilidade, sua trajetória é imprevisível. As mudanças, transitando em novas configurações, permitirá ao cinema depurar a sua inocência perdida.
Insinua-se vivermos em espanto numa catedral gótica. Se antes o atrito era mecânico, agora é quântico: o invisível identifica o vírus ao pixel. Ou seja, a imagem digital e a infecção viral possuem o absurdo da convergência. Conquanto esta produz a aberração da morbidade, aquela busca dar sentido ao real. O estado de exceção (guerra) em luta com o estado de expressão (invenção). Uma transição inserida na onda da bolha que revela, de uma vez, a precariedade do existir. É possível sair dela e retornar à “vida normal” de antes? Ou estaremos na iminência de um esvaziamento?
*cineasta e escritor
TRIBUNA DA BAHIA, 01/02/2021

PALMAS PARA CLÁUDYA

 Estreou aos nove anos em um programa de calouros na Rádio Sociedade de Juiz de Fora, onde cresceu. Aos treze foi crooner do Conjunto Meia-Noite, que animava as festas e bailes da região. Desenvolveu sua carreira em São Paulo na década de 60; no início, participando do programa O Fino da Bossa. 

Em 1969, venceu o I Festival Fluminense da Canção,defendendo a música "Razão de Paz para Não Cantar" (Eduardo Lage e Alésio de Barros). Ela também participou de diversos festivais no exterior, inclusive Japão, Grécia, Espanha, México e Venezuela, tornando-se a cantora mais premiada fora do Brasil.



Destacou-se no cenário musical em 1982 com a música Não chores por mim, Argentina, no musical Evita (peça).

Gravou mais de vinte discos e foi recordista de vendas. Graças ao seu grande sucesso, foi convidada a participar dos principais programas de televisão da época. Lançou um LP em japonês, que vendeu mais de 200 mil cópias, e entre os prêmios que ganhou estão o Roquete Pinto e o Globo de Ouro. 



Entre seus maiores sucessos está a música "Com Mais de 30", composição de Marcos Valle e Paulo Sérgio Vall.

Em 2008, o cantor Marcelo D2 inclui samples da canção "Deixa eu Dizer" (1973), letra de Ronaldo Monteiro de Souza e Ivan Lins e interpretada pela cantora Cláudia, em seu disco lançado no mesmo ano , alcançando considerável sucesso.



Claudya também toca piano e teclado desde os 23 anos de idade. É mãe da cantora Graziela Medori.

UMBRELLA E O OSCAR

UMBRELLA – O CURTA BRASILEIRO QUE ESTÁ CONCORRENDO AO OSCAR



Com mais de 140 mil visualizações no Youtube e apenas duas semanas no ar, o curta-metragem brasileiro de animação  Umbrella, de Helena Hilario e Mario Pece, estende o prazo de exibição no Youtube para até dia 31 de janeiro. O filme é a primeira produção nacional do gênero a entrar na corrida pelo Oscar. Mas antes mesmo de atingir essa marca, o filme independente já tinha feito história no audiovisual do país ao ser selecionado em 19 festivais que qualificam para a disputa por um lugar no prêmio da Academia.

COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO
Muito bonito, técnica excelente, mas, a meu ver, totalmente carente de identidade. Nada, nunca, lembra que este é um trabalho feito no Brasil.
Perdeu uma bela oportunidade de oferecer um produto com personalidade.