Buenos Aires – O tango, de raízes suburbanas, tem também uma “história negra” que se relaciona com os ritmos afroargentinos, um “segredo” que foi resgatado pelo antropólogo Norberto Pablo Círio. “Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido”, explica Círio à Agência Efe, promotor da exposição “Historia Negra Del Tango”, que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires.
O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa “dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país”. Sob o lema que “tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos”, o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, “a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade”, e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.
A exposição aprofunda na presença de afro-argentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, “um marco indiscutível” nas origens do tango, opina o especialista.
María de la Luz Tena Álvarez, de nombre artístico Lucero Tena (México D.F., septiembre de 1938), es una bailarina de flamenco de origen mexicano y ciudadanía española que reside en dicho país desde 1958.
Según su propio relato, a raíz de unas fiebres contraídas a los cuatro años de edad empezó a bailar: en mis inicios estudié ballet clásico con Nina Shestakova durante ocho años, y danza española con la bailarina madrileña Emilia Díaz, quien me enseñó los bailes del rico folclore español, la escuela bolera del siglo XVIII y las danzas clásicas de los compositores españoles como Falla, Albéniz, Granados, Turina, etc. Tras conocer a la gran bailaora Carmen Amaya, de gira en México, por una casualidad esta la invitó a una sustitución, tras lo cual pasó a formar parte de la compañía. Con Amaya realizó giras por México y Estados Unidos durante tres años, hasta 1957. En 1958 Lucero Tena llegó a Madrid, donde bailaría varios años en el célebre Corral de la Morería (abierto en mayo de 1956) en calidad de figura estelar. Más tarde crearía su propio grupo de flamenco, y con frecuencia realizaría giras por el extranjero.
Extraordinaria «bailaora», es asimismo una excepcional ejecutante de las castañuelas, en particular interpretando obras clásicas, al punto de que Joaquín Rodrigo le dedicó sus Dos danzas españolas en 1966. Destaca, en esta faceta, su participación en el concierto inaugural del Palau de la Música de València el 25 de abril de 1987.
Fue profesora en el Conservatorio Superior de Música de Madrid, y es autora de muchos discos como "Lecciones de castañuelas" (1966), la serie "Palillos flamencos", "El barroco español en castañuelas" o "Música española en castañuelas" (1992).
Ha sido premiada con la Medalla del Círculo de Bellas Artes y el Lazo de Isabel la Católica, y recientemente ha sido elegida socia de honor de la Asociación Manuel de Falla-Ernesto Halffter de Cádiz.
(...)Volto, outra vez, ao Sem Descanso. O filme nada tem de baixo astral, nem de sensacionalismo (nunca explora imagens terríveis, à moda de programas sangrentos de TVs de segunda linha). Bernard Attal construiu um filme que registra história trágica – um jovem morto por três policiais, cujo pai empreendeu luta similar à de Antígona, a personagem de Sófocles, que lutou o quanto pôde pelo direito de enterrar o corpo do irmão. Num tempo em que a imprensa vê sua credibilidade posta em dúvida, o filme mostra a impressionante (e exemplar) cobertura do jornal Correio da Bahia. Motivado por um jovem repórter, o jornal da família ACM (!!!!) empenhou-se em ajudar o “pai-Antígona da Bahia” em sua incansável busca pelo corpo do filho.
Como Bernard Attal estudou cinema nos EUA, ele foi até lá, em busca de depoimentos que pudessem enriquecer os que ele havia colhido com grandes estudiosos da escravidão, da violência brasileira (enfim, do racismo estrutural, essa marca terrível de nossa história). O país de Obama vivia comoção pela morte de um jovem afro-americano em St Louis. A soma das vozes brasileiras e estadunidenses dá ao filme uma rica camada reflexiva.
Outro ponto alto do documentário (enxutos 78 minutos): a fotografia de Matheus Rocha – que integrou o Grupo Caixote SP – sempre elaborada, reflexiva, nunca em busca de imagens chocantes. O assassinado – Geovanne – deixou avós, pai e esposa (no fim veremos que deixou uma filhinha, mas o filme não utiliza a criança em busca de emoções fáceis). A cabeça do jovem foi cortada, a tatuagem que trazia o nome do pai foi queimada para dificultar o reconhecimento…
Enfim, um acúmulo de barbaridades apavorantes, vindo do aparelho do Estado (a polícia armada e paga para defender os cidadãos). O filme não esconde que Geovanne tinha passagens pela polícia, por alguns furtos. Mas coloca sua ênfase no ponto devido: o brutal assassinato de um jovem negro, interceptado em sua moto, quando foi cercado por três policiais (a sequência foi registrada por câmera de segurança de rua soteropolitana).
Os fardados tudo fizeram para dar fim ao corpo. Praticaram a degola. Homens pagos pelo Estado – repito – para garantir a segurança da população recorrendo aos procedimentos mais bárbaros da história da humanidade. Assistam ao filme no streaming, pois vale a pena.
Uma obra madura, que foge do apelo fácil e aposta na reflexão.
DA INFÂNCIA TURBULENTA AO AUGE NO SEGUNDO REINADO: A SAGA DO BARÃO DE MAUÁ
Irineu Evangelista de Sousa foi um dos grandes responsáveis pela industrialização do Brasil, marcando a História do país
INGREDI BRUNATO, SOB SUPERVISÃO DE THIAGO LINCOLINS
Representação artística do Barão de Mauá em 1870 - Wikimedia Commons
O Barão de Mauá é uma figura que conseguiu deixar sua marca na história do Brasil, sendo considerado um dos responsáveis por dar um pontapé na industrialização do país durante o Segundo Reinado, período durante o qual o imperador Dom Pedro II esteve no poder.
O legado do célebre burguês inclui diversos projetos de infraestrutura, muitos deles relacionados à construção de estradas de ferro, seguindo assim os passos de países como os Estados Unidos e a Inglaterra.
Muito da inspiração por trás de seus investimentos, inclusive, viria de uma viagem de negócios feita a esse último país em 1840: a sociedade industrial inglesa fascinou o jovem empreendedor, que até então só tinha experimentado a atmosfera majoritariamente rural do Brasil.
Primórdios
Irineu Evangelista de Sousa nasceu em uma família de proprietários de terra criadores de gado, todavia, não teve chance de desfrutar da riqueza familiar devido à morte precoce de seu pai, quando o futuro Barão era apenas uma criança.
Conforme relatado pelo Brasil Escola, quando sua mãe casou novamente, logo ficou claro que o novo marido nada queria com as crianças do antigo matrimônio. Assim, o padrasto mandou Irineu o para morar com um tio e arranjou um noivo para sua irmã.
Foi com esse tio que o futuro Barão de Mauá foi alfabetizado. Apenas um ano mais tarde, foi contratado por indicação de outro tio para trabalhar no armazém de uma empresa de importações do Rio de Janeiro.
Na época, ainda não havia leis proibindo a mão de obra infantil - a primeira delas surgiu apenas em 1891, após a morte de Irineu - de forma que o menino passou a trabalhar em troca de comida e abrigo.
Para sua sorte, o futuro burguês demonstrou talento desde cedo, sendo posteriormente promovido a um cargo mais alto e passando a atuar como contador dos negócios de seu patrão, que se chamava João Rodrigues Pereira de Almeida. Ainda foi capaz de se destacar ajudando o comerciante a sanar suas dívidas quando este foi à falência.
Carreira promissora
Litogravura do Barão de Mauá em 1861 / Crédito: Wikimedia Commons
Foi nesse ponto que Irineu encontrou seu segundo emprego, em outra empresa de importações. Esta era administrada pelo escocês Richard Carruthers. Sob os ensinamentos do novo patrão, o jovem aprendeu inglês, melhorou sua contabilidade e suas habilidades como comerciante.
Com apenas vinte e três anos de idade, foi promovido a gerente e depois sócio da empresa em que trabalhava. Seu jeito para os negócios era tanto que Richard convidou Irineu para juntar-se à maçonaria, uma organização fraternal burguesa.
Aos vinte e seis, o futuro Barão de Mauá assumiu a liderança da empresa do escocês enquanto este saía do país. Foi nesse período que fez uma viagem para a Inglaterra que abriu sua mente para as possibilidades da industrialização.
E foi o momento certo para o comerciante começar a pensar em indústrias, como mostrou o destino: Em 1844, apenas cinco anos depois, entrou em vigor a Tarifa Alves Branco, que aumentou os impostos dos produtos que vinham de fora do Brasil e estimulou o comércio interno.
O auge
O burguês abandonou então a empresa de importações, e, com a pequena fortuna que havia acumulado até aquele ponto de sua vida, começou seu próprio negócio no ramo da indústria pesada.
Vale dizer que nessa época ele já havia começado sua família, casando-se com sua própria sobrinha, chamada Maria Joaquina. O casal teve dezoito filhos, todavia, apenas sete deles sobreviveram até a idade adulta.
Foto de Maria Joaquina em 1861 / Crédito: Wikimedia Commons
Ao longo dos anos seguintes, ele comprou uma fábrica de navios a vapor, investiu em companhias de bondes, fundou a Companhia de Iluminação a Gás do Rio de Janeiro, ajudou na realização do encanamento da cidade carioca e também fundou a Companhia de Estrada de Ferro de Petrópolis, construindo a primeira ferrovia do país.
Foi ainda o principal investidor de outras estradas de ferro através do Brasil, o que rendeu o título de Barão de Mauá, e fundou mais de um banco, instalando filiais em vários pontos estratégicos do país e fazendo transações internacionais.
Queda
Os negócios do Barão começaram a ir mal quando ele tinha 54 anos, especialmente por conta do uso de mão de obra escrava que ainda persistia na economia brasileira, o que prejudicava as atividades industriais.
Gravura representando o Barão de Mauá em 1885 / Crédito: Wikimedia Commons
Assim, naturalmente, Irineu era a favor da abolição da escravidão, o que também lhe criou inimigos dentro da poderosa classe latifundiária. Essa inimizade se fez sentir nas indústrias de Irineu através de atentados e sabotagens articulados pelos agricultores.
Após sua falência, o burguês lançou o livro “Exposição aos credores e ao público”, em que explicou como seus negócios passaram a ir mal e também expôs sua biografia.
Apesar das turbulências, o Barão de Mauá chegou ao fim da vida novamente em uma situação financeira estável. Adaptável, ele trabalhava então em um emprego ligado à produção de café, que passava por um período promissor. Ele faleceu aos 76 anos de idade, no Rio de Janeiro, quando o Brasil estava a poucos dias da Proclamação da República.
Awurê, o quilombo urbano que atrai público à Zona Norte do Rio.
Há dois anos, quatro amigos se reuniam para produzir uma roda que reafricanizasse o samba, tão embranquecido ao longo de sua história, e, mais do que isso, um evento que fosse referência de cultura negra.
Assim, o Awurê — termo iorubá que significa um desejo de boa sorte — ganhava a cara que tem hoje. Se no início foi difícil e eles chegaram a ter público de apenas 20 pessoas, hoje a roda, que é mensal, atrai de 600 a 700 de diversos cantos da cidade e até de outros estados, além de se apresentar em outros lugares do Rio. A próxima edição acontece este domingo, no Quintal de Madureira. "A gente começou com a ideia mesmo de criar um lugar de aquilombamento, onde pudesse falar de religiosidade, pertencimento, da cultura negra e das influências que a gente sabe que são de origem negra, mas durante anos tentaram fazer com que isso não fosse notório para nós", lembra a cantora Fabíola Machado, uma das produtoras.
O evento é realizado por quatro produtores: além de Fabíola, que também é cantora da roda do Moça Prosa, estão por trás dele Anderson Quack, que também é diretor artístico do Awurê, diretor do programa 'Espelho' e fundador da Cufa; Pedro Oliveira, responsável pelo audiovisual, filho do produtor Dom Filó e nome por trás do canal Cultne, que registra a cultura afro-brasileira há mais de 30 anos, e Arifan Júnior, compositor e cantor. "A roda existia antes, mas não tinha essa proposta. A partir de 19 de janeiro de 2018, ela passou a acontecer no Quintal de Madureira, onde a gente decidiu fazer debaixo de uma árvore, por toda a questão religiosa, um ambiente que a gente considera que seja cultural. Porque nós acreditamos que o candomblé, as religiões de matriz africana são mais que uma religiosidade: são uma forma de viver mesmo, de estar se conectando com a África", explica Fabíola.
No caldeirão do Awurê entram ritmos brasileiros como variações do samba, jongo, ijexá, coco, maracatu e toques do candomblé, além de estilos musicais dos países vizinhos, como o candombe e a salsa. "A ideia é reafricanizar o samba, usando como catalisador para isso os tambores e os ritmos afro, sejam do jeje, do ketu, nagô, seja o próprio samba de caboclo aqui do Rio de Janeiro. Os tambores são sagrados para nós", descreve Fabíola. "A gente hoje nem se considera somente uma roda de samba, porque estamos colocando todos os ritmos a que a gente tem acesso, que nos remetem aos nossos sons de África."
A escolha do bairro da Zona Norte para sediar o evento foi estratégica, ela conta. "Madureira respira cultura negra. A gente fez lá para demarcar o nosso Quintal como uma forma de resistência também. Existem outros grupos que fazem trabalhos lá há muitos anos, como o Agbara Dudu, o Samba na Serrinha, o Fuzuê de Aruanda. São iniciativas que preservam a cultura popular", observa. "A gente se soma a esse grito de: 'Ei, estamos aqui fazendo cultura, só precisamos ser vistos.' E hoje conseguimos trazer pessoas da Zona Sul, de Niterói, de outros estados para Madureira.
E, apesar termos um evento itinerante, temos o nosso Quintal para trazer as pessoas para conhecer, aquele lugar onde a gente se reúne para falar de identidade, cultura e religião", diz a cantora. A roda acontece uma vez por mês, sempre começando à tarde. "Aos longos desses anos, a gente entendeu nosso público. Hoje, no Quintal, recebemos mães e pais de santo de vários terreiros do Rio de Janeiro, seja de umbanda ou de.de candomblé. Então a gente não podia fazer um evento tarde da noite, porque tem um público infantil e de senhoras muito grande. Senhoras que esperam uma vez por mês parra estar ali, falando do profano e do sagrado, dentro do respeito com que isso pode ser dividido", analisa ela.
Fabíola, que é ekedi no candomblé há mais de 25 anos, conta que os quatro produtores seguem a religião e sentiam a necessidade de realizar algo onde pudessem cantar sua religiosidade e recordar as raízes negras do samba. "O que a gente precisava, na música, na cultura e na arte em geral, era lembrar as pessoas de que isso é um processo africano. Tudo isso. O samba é um braço da África, assim como o jongo. É importante a gente ter consciência do que está cantando", defende. A ideia é ir na contramão do apagamento da cultura negra no Brasil e fazer com que pessoas negras se reconheçam como tal e valorizem sua história.
"É um projeto de conscientização no qual a gente achou a necessidade de falar sobre essas coisas e também sobre a felicidade de viver uma religião que não seja imposta. Mostrar e dizer que Exu não é diabo, que Iemanjá é preta e é nossa mãe. A gente fala muito que, se a gente tivesse, desde criança, a consciência de que existe no mar uma mãe que guarda, que protege, a nossa relação com a natureza ia ser outra. De saber que uma árvore tem um espírito Assim como os indígenas, o povo iorubá também acredita que as nossas deusas e deuses estão nas árvores", exemplifica Fabíola. Por falar nisso, não à toa a roda do acontece estrategicamente embaixo de uma frondosa mangueira.
"Ela é nosso axé, é ela que nos dá força, a raiz dela está muito ligada à gente. A copa dela nos fortalece e nos protege. Embaixo dela é que acontece nosso canzuá (casa), nosso fortalecimento, nosso reconectar. É como se estivesse fazendo um ciclo, as raízes tocando os nosso pés descalços. A gente faz questão do ambiente estar coberto de folhas, de estar com esse ar de natureza, como se a gente estivesse entrando num terreiro mesmo", conta ela.
E, se hoje o lugar se transformou numa espécie de quilombo urbano, quando começaram eles não faziam a menor ideia de que isso poderia acontecer. Pelo contrário: tinham medo de que o projeto não desse certo. "A gente teve muito prejuízo, essa é verdade, porque ficamos durante um ano construindo essa ideia. Ela já estava formada dentro de nós quatro, a gente já sabia o que queria, o som que queria, a imagem que queria passar, porém as pessoas ainda não conheciam, então não iam. Já aconteceu de fazermos samba para 20, 30 pessoas.
Então, hoje ver o Awurê sendo considerado um quilombo urbano, um lugar de africanização, colocando ali toda essa responsabilidade que isso também traz, para para nós é algo surpreendente. A gente fala que o Awurê tem vida própria, ele está nos conduzindo", filosofa Fabíola.
As duas
palavras mais desgastadas em matéria de comida são “Gourmet” e “Chefe”. Hoje, quem
frita dois ovos salpicados com gengibre e cobre com queijo prato, já ganha o título
de “Chefe”. Não existe mais cozinheiro.
E quem senta
duas vezes no mesmo mês no Fasano e no Mistura será automaticamente considerado
“gourmet”. Mesmo se acompanhar a refeição com Coca Diet.
Ninguém
aguenta!
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Uma triste notícia:
O Mini-Cacique, templo da colunaria caseira da Rua Rui Barbosa, em Salvador,
foi mais uma vítima da pandemia.
Lembraremos com saudade do cosido, da moqueca
de arraia e da rabada das terças-feiras. Os endereços de cozinha baiana tradicional vão desaparecendo.
Estamos de luto.
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Dia desses
fui a dermatologista, perto da reitoria. Como era hora do rango a doutora me
sugeriu a comida a quilo da Garagem, perto da Escola de Teatro. Paguei R$42
para uma refeição pastosa, triste. Tentei compensar com uma fatia de bolo de
chocolate.
Só me livrei do dessabor com um bom café expresso no Cafelier, perto de minha casa, no Santo Antônio.
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A antiga Padaria
do Terreiro de Jesus agora é restaurante. Com um amigo fomos provar a moqueca
de peixe. Generosa, correta, mas não inesquecível.
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Já no CGC
Gourmet da Praça da Sé, não resisti a língua. Porção para uma pessoa muito bem
servida. Dá e sobra. Feijão bem gostoso.
Pena as fatias exageradamente finas que
anulam a textura da carne. Quanto ao vinagre, realmente não entendi. Matou totalmente
o sabor. Sai decepcionado.
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Odeio
shoppings. Mas fui obrigado a mergulhar no Barra para brigar no balcão da Oi!
que é realmente uma droga. Procurei uma impressora para acoplar a meu computador,
mas não achei.
A fome batendo, parei num balcão entre as Lojas Americanas e os
elevadores. Cafeteria Gourmet. Pedi uma quiche de espinafre e ricota que estava
com aspecto convidativo.
Surpresa! Absolutamente deliciosa. Massa podre, perfeita. Recheio equilibrado, tempero no ponto certo. Não resisti a uma
segunda. A moça que me atendeu informou que se trata de produção da casa.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a Operação Quinta Coluna, que investiga uma associação criminosa que se utilizou de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para enviar drogas para a Espanha. As investigações também incluem os crimes de lavagem de ativos. Os policiais encontraram haxixe e maconha na casa de um dos suspeitos.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. Além disso, dois mandados restringem a comunicação dos investigados e saída do Distrito Federal. A Justiça Federal do DF determinou o sequestro de imóveis e veículos dos envolvidos no esquema. Militares da FAB também participam do cumprimento das medidas.
As investigações são um desdobramento do caso que envolveu o sargento brasileiro Manoel Silva Rodrigues, flagrado com 37 quilos de cocaína em um avião da comitiva presidencial, em 2019. Segundo a PF, além do sargento, outras pessoas “se associaram ao militar, de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas, tendo sido apresentado à Justiça elementos que indicam pelo menos mais uma remessa de entorpecente para Espanha”.